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O que fazer em Rio de Janeiro: 5 paradas escolhidas

Interior da confeitaria Casa Cavé, no Centro do Rio de Janeiro

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Rio de Janeiro, RJ, Brasil: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Escadaria Selarón
  3. Cervantes
  4. Casa Cavé
  5. Bip Bip

O que visitar

1. Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Criado em 1808 por Dom João VI, o Jardim Botânico reúne mais de 6 mil espécies vegetais em 54 hectares aos pés do Corcovado. A alameda de palmeiras imperiais é um dos cartões-postais mais tranquilos do Rio.

Endereço: Rua Jardim Botânico, 1008, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, Brasil

2. Escadaria Selarón

Criada pelo artista chileno Jorge Selarón a partir de 1990, a escadaria liga os bairros da Lapa e Santa Teresa com 215 degraus cobertos por azulejos vindos de mais de 120 países. Está aberta 24 horas e é um dos símbolos mais fotografados do Rio.

Endereço: Rua Manuel Carneiro, Santa Teresa, Rio de Janeiro, Brasil

Onde comer

3. Cervantes

Aberto desde 1955 em Copacabana, o Cervantes é um símbolo da boemia carioca. Os sanduíches generosos, servidos com uma fatia de abacaxi, atraem fila até de madrugada, já que a casa funciona até as 5h.

Endereço: Avenida Prado Júnior, 335, Copacabana, Rio de Janeiro, Brasil

Onde tomar café

4. Casa Cavé

Fundada em 1860 por um imigrante francês, a Casa Cavé é a confeitaria mais antiga do Rio de Janeiro. O balcão de vidro e os doces tradicionais, como o pastel de Santa Teresa e o palmier, mantêm viva a atmosfera do Centro histórico da cidade.

Endereço: Rua Sete de Setembro, 133, Centro, Rio de Janeiro, Brasil

Onde beber

5. Bip Bip

Com apenas 18 m², o Bip Bip é um dos points mais tradicionais de música ao vivo do Rio desde 1968. As rodas de samba e choro acontecem no meio dos clientes, que pegam a própria cerveja no freezer.

Endereço: Rua Almirante Gonçalves, 50, Copacabana, Rio de Janeiro, Brasil

A história por trás desses lugares

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📍 Filadélfia

Independence Hall: a sala onde nasceram a Declaração de Independência e a Constituição dos EUA

Fachada de tijolos vermelhos e torre branca do Independence Hall, na Filadélfia

Foto: Wikimedia Commons

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Na esquina da Chestnut Street com a Quinta Avenida, no centro histórico da Filadélfia, um edifício georgiano de tijolos vermelhos e torre branca guarda, atrás de portas simples de madeira, a sala onde dois dos documentos mais influentes da história moderna foram debatidos, votados e assinados. É ali, no Independence Hall, que nasceram tanto a Declaração de Independência dos Estados Unidos quanto a Constituição americana — dois textos separados por apenas onze anos, redigidos sob o mesmo teto e, segundo o relato de um dos presentes, sob o mesmo sol entalhado numa cadeira de espaldar alto.

De sede do governo colonial a palco da ruptura com a Inglaterra

O prédio não nasceu como monumento: foi erguido entre 1732 e 1756 para abrigar a Assembleia da Província da Pensilvânia. O conceito arquitetônico partiu do advogado Andrew Hamilton, então presidente da Assembleia, enquanto o mestre-de-obras Edmund Woolley desenhou os detalhes do estilo georgiano que o edifício mantém até hoje. Por quase quatro décadas, o chamado Pennsylvania State House cumpriu função burocrática comum, até que a tensão entre as treze colônias e a coroa britânica o transformou em palco de história.

A partir de maio de 1775, o Segundo Congresso Continental passou a se reunir na sala leste do térreo. Foi ali que, em 2 de julho de 1776, os delegados votaram pela ruptura formal com a Grã-Bretanha — e dois dias depois, em 4 de julho, aprovaram o texto final da Declaração de Independência, redigido majoritariamente por Thomas Jefferson. A data virou o feriado nacional americano, ainda que a assinatura do documento pela maioria dos delegados só tenha se completado em agosto daquele ano.

Fachada de tijolos vermelhos do Independence Hall, na Filadélfia

Independence Hall, na Filadélfia, sede da Declaração de Independência e da Constituição dos EUA

1787: os debates que resultaram na Constituição dos Estados Unidos

Onze anos depois de declarar a independência, o mesmo salão recebeu outro capítulo decisivo. Entre maio e setembro de 1787, delegados dos treze estados se reuniram na Convenção Constitucional para revisar os frágeis Artigos da Confederação — e acabaram redigindo, do zero, a Constituição dos Estados Unidos. George Washington presidiu as sessões, realizadas a portas fechadas e janelas trancadas para impedir vazamentos, num verão notoriamente quente na Filadélfia. O texto final foi assinado em 17 de setembro de 1787 por 39 dos 55 delegados presentes, estabelecendo os três poderes e o sistema de freios e contrapesos que o país usa até hoje.

Ao final dos trabalhos, o inventor e delegado Benjamin Franklin comentou sobre a cadeira usada por Washington durante os debates, decorada com um sol meio encoberto no horizonte. Segundo o registro de James Madison, Franklin disse que, ao longo da convenção, olhara várias vezes para aquele sol sem saber se nascia ou se punha — e que, com a Constituição assinada, finalmente sabia tratar-se de um sol nascente.

Marcos que transformaram o prédio em patrimônio da humanidade

  • 1732–1756: construção do edifício como sede da Assembleia da Pensilvânia.
  • 1776: aprovação da Declaração de Independência na sala leste do térreo.
  • 1787: assinatura da Constituição dos Estados Unidos, sob a presidência de George Washington.
  • 1948: criação do Independence National Historical Park pelo governo federal, incorporando o prédio e seu entorno.
  • 1979: Independence Hall se torna o primeiro local ligado à história dos Estados Unidos a integrar a lista de Patrimônio Mundial da UNESCO.
Visitantes em frente ao Independence Hall, na Filadélfia

Fila de visitantes em frente ao Independence Hall

Hoje o acesso ao interior só é permitido em visitas guiadas gratuitas organizadas pelo National Park Service, com ingressos de horário marcado por causa da fila diária de visitantes em frente à fachada. Ao lado do prédio, no Liberty Bell Center, está exposto o outro símbolo do local: o sino que teria tocado para anunciar a primeira leitura pública da Declaração e que hoje exibe a rachadura que o silenciou de vez em 1846, depois de décadas de uso em cerimônias oficiais. É uma coincidência simbólica que o sino da liberdade tenha emudecido justamente quando o país que ajudou a anunciar já caminhava para sua maior crise interna, a Guerra Civil, que estourou quinze anos depois.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Aqui foi proclamada a independência de país mais poderoso do planeta.

Onde fica

  • Independence Hall Histórico
    Independence Hall, Chestnut Street, Filadélfia, Estados Unidos

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Katz's Delicatessen: o templo do sanduíche de pastrami que virou ícone de Nova York

Fachada da Katz's Delicatessen, em Nova York

Foto: Wikimedia Commons

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No cruzamento da Houston Street com a Ludlow Street, no Lower East Side de Manhattan, uma delicatessen judaica aberta em 1888 se tornou um dos restaurantes mais fotografados de Nova York. A Katz's Delicatessen nasceu para atender a onda de imigrantes judeus da Europa Oriental que se estabeleceu no bairro no fim do século XIX, e mais de 130 anos depois segue servindo pastrami cortado à mão praticamente do mesmo jeito.

Pastrami cortado à mão, sem pressa

O sanduíche mais famoso da casa leva fatias generosas de pastrami defumado, curado e cozido no vapor por um processo que pode levar dias — uma técnica trazida por imigrantes judeus da Europa Oriental e preservada quase sem alterações. Diferente da maioria das delicatessens modernas, o corte na Katz's ainda é feito manualmente por açougueiros experientes atrás do balcão, à vista dos clientes.

"I'll have what she's having"

A fama internacional do restaurante deu um salto em 1989, quando uma cena do filme "Harry e Sally — Feitos um para o Outro" foi gravada numa das mesas da Katz's, com a frase "vou querer o que ela está tomando" se tornando uma das falas mais citadas da comédia romântica americana. A própria mesa onde a cena foi filmada é sinalizada até hoje dentro do restaurante, atraindo fãs do filme décadas depois do lançamento.

Vista externa da Katz's Delicatessen

A fachada e o letreiro clássico mudaram pouco ao longo de mais de um século.

Tradição de apoio às tropas americanas

Durante a Segunda Guerra Mundial, a família dona do restaurante começou a enviar salame para parentes servindo nas forças armadas, criando o slogan "Send a salami to your boy in the army" (mande um salame para o seu rapaz no exército) — frase que até hoje aparece pintada na parede do restaurante como parte da sua identidade visual e histórica.

Letreiro clássico da Katz's Delicatessen

O letreiro amarelo é um dos mais reconhecíveis do Lower East Side.

Dicas para a visita

O sistema da casa funciona por senhas: ao entrar, o cliente recebe um tíquete que é carimbado a cada pedido no balcão, e o pagamento é feito na saída com base nesse tíquete — perdê-lo pode gerar uma taxa extra, então vale guardar bem. Filas são comuns em horários de almoço e jantar, especialmente aos fins de semana.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Me avisem se acharem um sanduiche de pastrami melhor que o da Katz's.

Onde fica

  • Katz's Delicatessen Restaurante
    205 E Houston St, Nova York, Estados Unidos

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Bandeira de Porto Porto
📍 Dica rápida

Cervejaria Brasão Aliados: a francesinha mais pedida do Porto

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Point clássico na Avenida dos Aliados, no coração do Porto. A francesinha, sanduíche que virou símbolo da cidade, é o motivo número um pra ir.

Avenida dos Aliados, no Porto, onde fica a Cervejaria Brasão

Foto: Wikimedia Commons

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Vinho ou cerveja? Comentem.

Onde fica

  • Cervejaria Brasão Aliados Restaurante
    R. de Ramalho Ortigão 28, 4000-035 Porto, Portugal
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