Poucos cartões-postais no mundo são tão reconhecíveis quanto o Pão de Açúcar. Erguendo-se a 396 metros na entrada da Baía de Guanabara, o morro de granito e gnaisse é parte da paisagem que deu ao Rio de Janeiro o título de Patrimônio Mundial da Unesco na categoria "Paisagem Cultural". De lá de cima, numa tarde de céu limpo, dá para entender em poucos minutos por que a cidade é chamada de Cidade Maravilhosa.
A subida é feita em dois trechos de bondinho. O primeiro leva os visitantes até o Morro da Urca, a 220 metros de altura, onde já é possível ter uma primeira vista privilegiada da Praia Vermelha e da entrada da baía. O segundo trecho segue até o topo do Pão de Açúcar propriamente dito. Inaugurado em 1912, o sistema de bondinhos foi um dos primeiros do gênero no mundo, idealizado pelo engenheiro Augusto Ferreira Ramos, e passou por diversas modernizações ao longo de mais de um século de operação sem nunca perder a essência.
De onde vem o nome
A origem do nome "Pão de Açúcar" divide historiadores. A versão mais repetida diz que os portugueses associaram o formato do morro aos moldes cônicos de barro usados para refinar e transportar açúcar durante o período colonial. Outra hipótese, defendida por linguistas, aponta uma origem tupi: "pau-nh-acuqua", expressão que significaria algo como "monte alto, pontudo e isolado" — uma descrição que também faz bastante sentido observando a silhueta do morro a partir do mar.
O bondinho liga a Praia Vermelha ao Morro da Urca e, de lá, ao topo do Pão de Açúcar.
O que ver lá em cima
Do topo, o visitante tem uma vista de 360 graus que inclui o Cristo Redentor sobre o Corcovado, as praias de Copacabana e Ipanema, a Lagoa Rodrigo de Freitas e boa parte da orla até a Zona Sul. Também é possível avistar o Aeroporto Santos Dumont e o movimento de embarcações entrando e saindo da Baía de Guanabara. O pôr do sol é um dos momentos mais concorridos: nos dias de céu limpo, as cores sobre a baía atraem tanto turistas quanto cariocas que já subiram o morro dezenas de vezes.
O Pão de Açúcar também é um destino tradicional para a escalada. O primeiro registro de uma subida pela face rochosa data de 1817, feita pelo inglês Henry Walter Fox. Hoje a prática segue popular entre alpinistas experientes, com diversas rotas de diferentes níveis de dificuldade talhadas na rocha ao longo de mais de dois séculos.
Dicas para a visita
Vale reservar pelo menos duas horas para o passeio completo, incluindo o tempo de fila nos bondinhos, que costuma aumentar bastante no meio da manhã e no início da tarde. Ir logo na abertura ou no fim da tarde, para pegar o pôr do sol, costuma ser a melhor estratégia para fugir das multidões. No Morro da Urca há espaço para eventos, lanchonete e banheiros, então dá para fazer uma parada tranquila no meio do caminho antes de seguir para o topo.