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Pão de Açúcar: o cartão-postal que resume o Rio de Janeiro

Vista da cidade do Rio de Janeiro a partir do Pão de Açúcar

Foto: Wilfredor / Wikimedia Commons (CC0)

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Poucos cartões-postais no mundo são tão reconhecíveis quanto o Pão de Açúcar. Erguendo-se a 396 metros na entrada da Baía de Guanabara, o morro de granito e gnaisse é parte da paisagem que deu ao Rio de Janeiro o título de Patrimônio Mundial da Unesco na categoria "Paisagem Cultural". De lá de cima, numa tarde de céu limpo, dá para entender em poucos minutos por que a cidade é chamada de Cidade Maravilhosa.

A subida é feita em dois trechos de bondinho. O primeiro leva os visitantes até o Morro da Urca, a 220 metros de altura, onde já é possível ter uma primeira vista privilegiada da Praia Vermelha e da entrada da baía. O segundo trecho segue até o topo do Pão de Açúcar propriamente dito. Inaugurado em 1912, o sistema de bondinhos foi um dos primeiros do gênero no mundo, idealizado pelo engenheiro Augusto Ferreira Ramos, e passou por diversas modernizações ao longo de mais de um século de operação sem nunca perder a essência.

De onde vem o nome

A origem do nome "Pão de Açúcar" divide historiadores. A versão mais repetida diz que os portugueses associaram o formato do morro aos moldes cônicos de barro usados para refinar e transportar açúcar durante o período colonial. Outra hipótese, defendida por linguistas, aponta uma origem tupi: "pau-nh-acuqua", expressão que significaria algo como "monte alto, pontudo e isolado" — uma descrição que também faz bastante sentido observando a silhueta do morro a partir do mar.

Bondinho do Pão de Açúcar em operação

O bondinho liga a Praia Vermelha ao Morro da Urca e, de lá, ao topo do Pão de Açúcar.

O que ver lá em cima

Do topo, o visitante tem uma vista de 360 graus que inclui o Cristo Redentor sobre o Corcovado, as praias de Copacabana e Ipanema, a Lagoa Rodrigo de Freitas e boa parte da orla até a Zona Sul. Também é possível avistar o Aeroporto Santos Dumont e o movimento de embarcações entrando e saindo da Baía de Guanabara. O pôr do sol é um dos momentos mais concorridos: nos dias de céu limpo, as cores sobre a baía atraem tanto turistas quanto cariocas que já subiram o morro dezenas de vezes.

O Pão de Açúcar também é um destino tradicional para a escalada. O primeiro registro de uma subida pela face rochosa data de 1817, feita pelo inglês Henry Walter Fox. Hoje a prática segue popular entre alpinistas experientes, com diversas rotas de diferentes níveis de dificuldade talhadas na rocha ao longo de mais de dois séculos.

Dicas para a visita

Vale reservar pelo menos duas horas para o passeio completo, incluindo o tempo de fila nos bondinhos, que costuma aumentar bastante no meio da manhã e no início da tarde. Ir logo na abertura ou no fim da tarde, para pegar o pôr do sol, costuma ser a melhor estratégia para fugir das multidões. No Morro da Urca há espaço para eventos, lanchonete e banheiros, então dá para fazer uma parada tranquila no meio do caminho antes de seguir para o topo.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): O principal ponto turístico e preferido dos cariocas e visitantes de todo o mundo.

Onde fica

  • Bondinho do Pão de Açúcar Ponto Turístico
    Av. Pasteur, 520, Urca, Rio de Janeiro - RJ, 22290-255

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📍 Marrakech
📍 Dica rápida

La Mamounia: o hotel-jardim onde Churchill pintou seu único quadro da Segunda Guerra

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Poucos hotéis do mundo podem dizer que hospedaram Winston Churchill o suficiente para ganhar um bar com o nome dele. O La Mamounia, erguido sobre um jardim do século XVIII no coração de Marrakech, é assim: um hotel que atravessou quase um século sendo cenário de política internacional, cinema e, num episódio específico de 1943, de arte.

Um jardim de sultão que virou hotel Art Déco

O terreno onde o hotel fica foi presenteado no século XVIII pelo sultão Mohammed ben Abdallah a seu filho, Moulay Mamoun — de quem vem o nome "Mamounia". O projeto do hotel foi concebido em 1923 pelos arquitetos Henri Prost e Antoine Marchisio, combinando arquitetura marroquina tradicional com o estilo Art Déco então em voga. O hotel abriu as portas em 1929.

O bar batizado em homenagem a Churchill

Ao longo do século XX, o La Mamounia recebeu hóspedes como Charlie Chaplin, Francis Ford Coppola e Yves Saint Laurent — mas foi Winston Churchill quem se tornou seu visitante mais associado ao hotel, a ponto de chamá-lo de "o lugar mais adorável do mundo inteiro". Em sua homenagem, o hotel batizou um de seus bares de Churchill Bar, decorado como um vagão-salão de trem da era Pullman. O diretor Alfred Hitchcock também filmou cenas de "O Homem Que Sabia Demais" no hotel, o que ajudou a atrair ainda mais celebridades para Marrakech nas décadas seguintes.

A única pintura de Churchill na Segunda Guerra

Em janeiro de 1943, hospedado no La Mamounia após a Conferência de Casablanca, Churchill convenceu Franklin Roosevelt a passar por Marrakech antes de retornar aos Estados Unidos. Depois que a delegação americana partiu, Churchill ficou mais um dia e pintou a torre da Mesquita Koutoubia vista do jardim do hotel — a única pintura que fez durante toda a guerra. Deu o quadro de presente a Roosevelt; décadas depois, ele foi vendido em leilão pela então proprietária Angelina Jolie por US$ 11,5 milhões.

Fachada do hotel La Mamounia, em Marrakech

Foto: muffinn / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Onde fica

  • La Mamounia Local
    Avenue Bab Jdid, 40040 Marrakech, Marrocos
— (0 avaliações)

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O que fazer em Siem Reap: 5 paradas escolhidas

Fachada branca do Blue Pumpkin em Siem Reap

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Siem Reap, Camboja: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Banteay Srei
  2. Kampong Phluk
  3. Malis
  4. Blue Pumpkin
  5. Elephant Bar (Raffles Grand Hotel d'Angkor)

O que visitar

1. Banteay Srei

Torres de arenito rosa entalhado do templo Banteay Srei
Foto: Pierre André Leclercq / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Erguido no século 10, o Banteay Srei é pequeno perto de Angkor Wat, mas é considerado a peça mais refinada da arte khmer, com relevos entalhados em arenito rosa. Fica a cerca de 35 km do centro, meio caminho que vale o passeio.

Endereço: Banteay Srei, Siem Reap, Camboja

2. Kampong Phluk

Casas em palafitas na vila de Kampong Phluk, no Tonlé Sap
Foto: Krzysztof Golik / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A cerca de 30 km de Siem Reap, Kampong Phluk é formada por casas erguidas em palafitas de até 10 metros de altura, que acompanham a variação do nível do Tonlé Sap. Um passeio de barco pela vila mostra o dia a dia de quem vive da pesca no maior lago do Sudeste Asiático.

Endereço: Kampong Phluk, Siem Reap, Camboja

Onde comer

3. Malis

Amok de peixe, prato tradicional khmer servido no Malis
Foto: LittleT889 / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Em um jardim tropical na Pokambor Avenue, o Malis eleva a cozinha khmer tradicional sem perder a autenticidade. O amok de peixe, cozido no vapor dentro de folha de bananeira, é o prato mais pedido.

Endereço: Malis Restaurant, Pokambor Avenue, Siem Reap, Camboja

Onde tomar café

4. Blue Pumpkin

Fachada branca do Blue Pumpkin em Siem Reap
Foto: chee.hong / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Num casarão colonial branco a poucos passos do Old Market, o Blue Pumpkin serve pães, sorvetes caseiros e café forte desde 2000. É parada clássica pra começar o dia antes de encarar os templos.

Endereço: Blue Pumpkin, Hospital Street, Siem Reap, Camboja

Onde beber

5. Elephant Bar (Raffles Grand Hotel d'Angkor)

Fachada do Raffles Grand Hotel d'Angkor, sede do Elephant Bar
Foto: Wikimedia Commons

Dentro do Raffles Grand Hotel d'Angkor, aberto desde 1932, o Elephant Bar guarda a maior coleção de uísques e bourbons do Camboja. O nome vem da época em que hóspedes chegavam ao hotel montados em elefantes.

Endereço: Raffles Grand Hotel d'Angkor

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Blue Pumpkin — foto: chee.hong / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
  • Banteay Srei — foto: Pierre André Leclercq / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Malis — foto: LittleT889 / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)
  • Kampong Phluk — foto: Krzysztof Golik / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Elephant Bar (Raffles Grand Hotel d'Angkor) — foto: Wikimedia Commons

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📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]

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📍 Dica rápida

Castelo de São Jorge: a fortaleza milenar que vigia Lisboa do alto

Erguido sobre uma colina com ocupação desde a Antiguidade, o Castelo de São Jorge foi cidadela moura antes de ser conquistado por Dom Afonso Henriques em 1147 e servir como residência real. Hoje suas muralhas e terraços oferecem uma das vistas mais completas sobre o Tejo e a Baixa.

Muralhas e torres do Castelo de São Jorge em Lisboa

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Castelo de São Jorge Ponto Turístico
    Rua de Santa Cruz do Castelo, Lisboa, Portugal
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