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O que fazer em Foz do Iguaçu: 5 paradas escolhidas

Viveiro com aves no Parque das Aves, em Foz do Iguaçu

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Foz do Iguaçu, PR, Brasil: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Parque das Aves
  2. Templo Budista Chen Tien
  3. Marco das Três Fronteiras
  4. Ipê Grill (Hotel das Cataratas)
  5. Bar Tarobá (Hotel das Cataratas)

O que visitar

1. Parque das Aves

Viveiro com aves no Parque das Aves, em Foz do Iguaçu
Foto: Wikimedia Commons

O Parque das Aves reúne centenas de aves de dezenas de espécies em viveiros imersivos que os visitantes atravessam a pé, cara a cara com tucanos, araras e flamingos. Fica a poucos metros da entrada do Parque Nacional do Iguaçu, o que faz dele parada certa antes ou depois das cataratas.

Endereço: Rodovia das Cataratas, 12450, Foz do Iguaçu, Brasil

2. Templo Budista Chen Tien

Fachada do Templo Budista Chen Tien, em Foz do Iguaçu
Foto: Wikimedia Commons

Erguido em 1992 pela comunidade budista local, o Templo Chen Tien é considerado o maior templo budista da América Latina. Com arquitetura tradicional chinesa, portões vermelhos e um grande Buda dourado, a visita é gratuita e aberta a maior parte da semana.

Endereço: Rua Doutor Josivalter Vila Nova, 99, Foz do Iguaçu, Brasil

3. Marco das Três Fronteiras

Obelisco do Marco das Três Fronteiras à beira do rio, em Foz do Iguaçu
Foto: Wikimedia Commons

No encontro dos rios Paraná e Iguaçu, o Marco das Três Fronteiras marca o ponto exato onde Brasil, Argentina e Paraguai se tocam. O mirante, com obelisco nas cores da bandeira brasileira, é um dos programas mais procurados no fim da tarde, quando o sol se põe sobre os três países.

Endereço: Avenida General Meira, Foz do Iguaçu, Brasil

Onde comer

4. Ipê Grill (Hotel das Cataratas)

Fachada histórica do Hotel das Cataratas, em Foz do Iguaçu
Foto: Wikimedia Commons

Dentro do centenário Hotel das Cataratas, o Ipê Grill funciona à beira da piscina e serve churrasco brasileiro, saladas e buffet internacional durante o dia. É uma das poucas opções de almoço dentro do próprio Parque Nacional do Iguaçu, e recebe também quem não está hospedado.

Endereço: Rodovia das Cataratas, Km 32, Foz do Iguaçu, Brasil

Onde beber

5. Bar Tarobá (Hotel das Cataratas)

Vista do histórico Hotel das Cataratas, em Foz do Iguaçu
Foto: Wikimedia Commons

Aberto diariamente até tarde da noite, o Bar Tarobá funciona dentro do Hotel das Cataratas, o único hospedado dentro do Parque Nacional do Iguaçu. É opção certa para fechar o dia com um coquetel, mesmo para quem não está hospedado no hotel.

Endereço: Rodovia das Cataratas, Km 32, Foz do Iguaçu, Brasil

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Parque das Aves — foto: Wikimedia Commons
  • Ipê Grill (Hotel das Cataratas) — foto: Wikimedia Commons
  • Templo Budista Chen Tien — foto: Wikimedia Commons
  • Marco das Três Fronteiras — foto: Wikimedia Commons
  • Bar Tarobá (Hotel das Cataratas) — foto: Wikimedia Commons

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Bandeira de Turquia Turquia
📍 Istambul

O que fazer em Istambul: 5 paradas escolhidas

Corredor interno do Grande Bazar de Istambul

Foto: espiritu_protector / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Um roteiro com 5 paradas em Istambul, Turquia: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Çiya Sofrası
  2. Pierre Loti Café
  3. Çiçek Pasajı (Passagem das Flores)
  4. Grande Bazar (Kapalıçarşı)
  5. Cisterna da Basílica (Yerebatan Sarnıcı)

Onde comer

1. Çiya Sofrası

Mercado histórico de Kadıköy, em Istambul, onde fica o Çiya Sofrası
Foto: Ail Subway / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Musa Dağdeviren, chef nascido em Gaziantep, abriu o primeiro restaurante da família no movimentado mercado de Kadıköy, no lado asiático de Istambul, em 1987; onze anos depois, em 1998, inaugurou ao lado o Çiya Sofrası, dedicado a resgatar receitas regionais turcas em risco de desaparecer. O cardápio muda de acordo com a época do ano e reúne influências azeri, georgiana, árabe, armênia, otomana, assíria, seljúcida e judaica, muitas vezes recriando pratos de vilarejos específicos da Anatólia que Dağdeviren pesquisa pessoalmente há décadas.

O trabalho de documentação de Dağdeviren — descrito por alguns como uma forma de antropologia culinária — rendeu reconhecimento internacional, incluindo um episódio da série "Chef's Table", da Netflix, e é considerado por muitos críticos um dos melhores (e mais autênticos) restaurantes de Istambul.

Endereço: Caferağa Mah., Güneşlibahçe Sk. No:43, 34710 Kadıköy/İstanbul, Turquia

Onde tomar café

2. Pierre Loti Café

Café Pierre Loti em Eyüp, Istambul, com vista para o Chifre de Ouro
Foto: Josep Llauradó / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.1 ES)

No alto de uma colina em Eyüp, com vista para o Chifre de Ouro, fica o café que herdou o nome do escritor e oficial da marinha francesa Julien Viaud — mais conhecido pelo pseudônimo Pierre Loti. Viaud chegou a Istambul em 1876 e passou a frequentar uma cafeteria otomana ali, então chamada Rabia Kadın Kahvesi, onde teria escrito parte do romance semi-autobiográfico "Aziyadé" (1879), sobre um caso de amor com uma jovem do harém.

O café atual, aberto na década de 1910, foi restaurado em 1964 por Sabiha Tansuğ no estilo das antigas casas de chá turcas — mesas baixas, poltronas de veludo, vista para o Chifre de Ouro. Em reconhecimento à ligação com a cidade, Loti recebeu, em 1920, o título de cidadão honorário de Istambul, e a colina onde fica o café leva seu nome até hoje.

Endereço: Gümüşsuyu Balmumcu Sk. No:1, Eyüpsultan/İstanbul, Turquia

Onde beber

3. Çiçek Pasajı (Passagem das Flores)

Interior da Çiçek Pasajı (Passagem das Flores) em Istambul
Foto: EliDrenik / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

A Çiçek Pasajı (Passagem das Flores), na badalada Rua İstiklal, ocupa o terreno onde funcionava o Teatro Naum, destruído por um incêndio em 1870. No lugar, foi erguida a Cité de Péra, projetada pelo arquiteto Kleanthis Zannos, um dos primeiros prédios de estilo europeu construídos durante os esforços de modernização do Império Otomano no fim do século 19.

O apelido "Passagem das Flores" surgiu depois da Revolução Russa de 1917, quando famílias russas refugiadas chegaram a Istambul e mulheres — incluindo, segundo relatos, uma baronesa — passaram a vender flores na galeria. Nos anos 1960, as lojas do térreo viraram meyhanes, as tavernas tradicionais turcas onde se bebe raki acompanhado de meze, e a passagem virou point de artistas e intelectuais. Restaurada em 1988, segue hoje como uma galeria de bares e restaurantes sob um teto de ferro e vidro.

Endereço: Çiçek Pasajı

Vale a parada

4. Grande Bazar (Kapalıçarşı)

Corredor interno do Grande Bazar de Istambul
Foto: espiritu_protector / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Mandado construir em 1461 pelo sultão Mehmed II — que usou a renda dos aluguéis das lojas para financiar a manutenção da Hagia Sophia —, o Grande Bazar (Kapalıçarşı) de Istambul é um dos mercados cobertos mais antigos do mundo ainda em funcionamento. Hoje ocupa cerca de 30.700 m² distribuídos por 61 ruas cobertas, com algo entre 3.000 e 4.000 lojas — em 1890, um levantamento otomano contou 4.399 estabelecimentos ativos ali dentro.

O bazar recebe entre 250 mil e 400 mil visitantes por dia e já foi apontado como a atração turística mais visitada do mundo, com cerca de 91 milhões de visitas anuais registradas em 2014. Entre suas lojas estão vendedores de tapetes, ouro, cerâmica de İznik e as luminárias de mosaico de vidro que se tornaram um dos souvenirs mais associados ao lugar.

Endereço: Beyazıt, 34126 Fatih/İstanbul, Türkiye

5. Cisterna da Basílica (Yerebatan Sarnıcı)

Interior da Cisterna da Basílica em Istambul, com colunas de mármore
Foto: Kurmanbek / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Construída em 532, durante o reinado do imperador bizantino Justiniano I, a Cisterna da Basílica (Yerebatan Sarnıcı, ou "palácio afundado") armazenava até 80 mil metros cúbicos de água para abastecer o Grande Palácio de Constantinopla, especialmente durante cercos. O nome vem da basílica que existia no local antes de ser destruída por um incêndio em 476.

O salão é sustentado por 336 colunas de mármore de 9 metros de altura, dispostas em 12 fileiras de 28 — muitas delas reaproveitadas de construções romanas mais antigas. Duas bases de coluna esculpidas com cabeças de Medusa, uma de lado e outra de cabeça para baixo, são o ponto mais fotografado do local; foram destacadas durante uma restauração feita entre 1985 e 1987. Depois da conquista otomana em 1453, a cisterna seguiu abastecendo o Palácio de Topkapı até cair em desuso — e ser redescoberta no século 16 pelo pesquisador francês Petrus Gyllius, que seguiu moradores que pescavam por buracos no chão de suas casas.

Endereço: Yerebatan Sarnıcı

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Grande Bazar (Kapalıçarşı) — foto: espiritu_protector / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
  • Cisterna da Basílica (Yerebatan Sarnıcı) — foto: Kurmanbek / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Pierre Loti Café — foto: Josep Llauradó / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.1 ES)
  • Çiçek Pasajı (Passagem das Flores) — foto: EliDrenik / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
  • Çiya Sofrası — foto: Ail Subway / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

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📍 Quioto

Kinkaku-ji: o templo de ouro que um monge incendiou por obsessão com sua própria beleza

Kinkaku-ji, o Pavilhão Dourado, em Quioto

Foto: Nacaru / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O Pavilhão Dourado
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Em 1397, o xógum aposentado Ashikaga Yoshimitsu comprou uma antiga vila de campo da família Saionji, no sopé das colinas de Kitayama, ao norte de Quioto. Ele a transformou em residência de retiro e mandou revestir os dois andares superiores de um pavilhão à beira de um lago com folhas de ouro. Quando Yoshimitsu morreu, em 1408, seu testamento determinou que a propriedade virasse um templo zen — e foi assim que o Kinkaku-ji, oficialmente chamado Rokuon-ji, nasceu.

Um pavilhão sobre um lago-espelho

O prédio tem três andares, cada um num estilo arquitetônico diferente: o térreo segue a arquitetura residencial do período Heian, o segundo andar imita um santuário samurai, e o terceiro segue o estilo de um templo zen chinês, coroado por uma fênix dourada. Os dois andares superiores são cobertos por folhas de ouro, e o conjunto se reflete no Kyoko-chi, o "lago-espelho" que cerca o pavilhão — um projeto paisagístico decorado com ilhotas e pedras dispostas para representar lendas budistas e taoistas.

Kinkaku-ji refletido no lago Kyoko-chi

O pavilhão dourado refletido no Kyoko-chi, o "lago-espelho" que o cerca.

O incêndio de 1950

Em 2 de julho de 1950, um monge noviço de 21 anos chamado Hayashi Yoken ateou fogo ao pavilhão, destruindo a estrutura original — construída havia mais de 550 anos — e uma estátua de Yoshimitsu guardada dentro dela. Investigações posteriores revelaram que o motivo não foi político nem religioso: Hayashi, segundo relatos, vinha alimentando uma obsessão psicológica com a beleza do templo, a ponto de considerá-la uma afronta insuportável num mundo imperfeito. Ele tentou se matar logo depois do incêndio e foi condenado a sete anos de prisão em dezembro daquele ano, mas foi solto antes do fim da pena por causa de tuberculose e problemas mentais graves; morreu poucos anos depois.

A reconstrução e o romance que ela inspirou

O pavilhão foi reconstruído entre 1952 e 1955, como uma réplica fiel da estrutura original — com uma diferença: a camada de ouro aplicada na reforma de 1955 é, segundo registros do templo, cerca de cinco vezes mais espessa que a original, o que faz o Kinkaku-ji atual brilhar mais do que o que Yoshimitsu conheceu no século 14. O incêndio e a psicologia por trás dele inspiraram o escritor Yukio Mishima a escrever o romance "O Pavilhão de Ouro" (1956), uma de suas obras mais conhecidas fora do Japão. Hoje o templo integra a lista de Monumentos Históricos da Antiga Quioto, reconhecida pela Unesco como Patrimônio Mundial em 1994.

Perguntas frequentes

O prédio que se vê hoje é o original?
Não. É uma reconstrução de 1955, feita após o incêndio de 1950 que destruiu a estrutura erguida no século 14.

Dá para entrar no pavilhão?
Não — a visitação é externa, ao longo de um caminho que circula o lago e os jardins, sem acesso ao interior do prédio.

Onde fica

  • Kinkaku-ji (Rokuon-ji) Ponto Turístico
    1 Kinkakuji-cho, Kita-ku, Kyoto 603-8361, Japão

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Bandeira de Estados Unidos Estados Unidos
Bandeira de Nova York Nova York

Delmonico's: o restaurante que inventou o fine dining nos Estados Unidos

Fachada do Delmonico's, em Nova York

Foto: Kidfly182 / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

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Fundado em 1837 por dois irmãos suíços em Manhattan, o Delmonico's é amplamente reconhecido como o primeiro restaurante fine dining dos Estados Unidos — antes dele, a maior parte dos estabelecimentos americanos servia refeições em horários e cardápios fixos, sem opção de escolha à la carte nem toalhas de mesa individuais. O Delmonico's mudou esse padrão ao oferecer aos clientes um cardápio impresso, mesas privativas e uma extensa carta de vinhos, moldes que viriam a definir o que se entende por restaurante fino até hoje.

Um cardápio pioneiro

O restaurante foi um dos primeiros nos Estados Unidos a permitir que os clientes escolhessem pratos individualmente, em vez de servir um menu único e fixo, prática comum na época. O primeiro cardápio do Delmonico's, bilíngue em francês e inglês, trazia mais de cem opções de pratos, algo revolucionário para o país no início do século XIX.

Pratos que carregam seu nome

Diversos pratos clássicos da culinária americana têm origem ligada ao Delmonico's, entre eles o bife Delmonico, corte de carne bovina grelhado que se popularizou em açougues e restaurantes por todo o país, e o baked Alaska, sobremesa de sorvete envolto em merengue tostado. O restaurante também é frequentemente citado como o criador da Lobster Newberg, prato de lagosta em molho cremoso servido a bordo de navios de luxo transatlânticos no século XIX.

Entrada do Delmonico's em Nova York

As colunas de mármore na entrada, trazidas de Pompeia, são um símbolo do restaurante desde o século XIX.

Point da elite nova-iorquina

Ao longo do século XIX, o Delmonico's se tornou ponto de encontro obrigatório da elite política, financeira e cultural de Nova York, recebendo jantares de figuras como Mark Twain e Charles Dickens. O restaurante também é conhecido por ter sediado o primeiro jantar formal com etiqueta francesa completa nos Estados Unidos, evento que ajudou a consolidar Nova York como centro gastronômico do país.

Jantar no Delmonico's em 1898

Jantares formais no Delmonico's reuniam a elite social de Nova York no fim do século XIX.

Dicas para a visita

O endereço atual, na esquina da Beaver Street com a William Street, no distrito financeiro de Manhattan, opera desde 1891 e preserva boa parte da decoração histórica, incluindo as colunas de mármore trazidas de Pompeia na fachada. O bife Delmonico segue no cardápio até hoje, e reservas antecipadas são recomendadas, especialmente em dias de semana durante o horário de almoço, quando o restaurante atende muitos profissionais da região financeira.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Um restaurante muito tradicional que tras muita história e muitas expectativas.

Onde fica

  • Delmonico's Restaurante
    56 Beaver Street, Manhattan, Nova York, Estados Unidos

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