Na fronteira entre Brasil e Argentina, o rio Iguaçu se despedaça em cerca de 275 quedas d'água individuais, formando um dos espetáculos naturais mais impressionantes do planeta. As Cataratas do Iguaçu são mais altas que as Cataratas do Niágara e, desde 2011, integram oficialmente a lista das Sete Maravilhas Naturais do Mundo, ao lado de destinos como a Grande Barreira de Corais e o Rio Amazonas.
Um espetáculo dividido entre dois países
As quedas se estendem por quase três quilômetros e podem ser visitadas tanto pelo lado brasileiro, em Foz do Iguaçu (Paraná), quanto pelo lado argentino, em Puerto Iguazú. O lado brasileiro oferece as melhores vistas panorâmicas do conjunto — é possível ver boa parte das quedas de uma só vez ao longo de uma trilha suspensa —, enquanto o lado argentino permite caminhar mais próximo e por cima de várias quedas individuais. Boa parte dos visitantes tenta conhecer os dois lados quando possível.
O lado brasileiro oferece a melhor vista panorâmica do conjunto de quedas.
Garganta do Diabo
O ponto mais impressionante do conjunto é a Garganta do Diabo, uma fenda em formato de ferradura onde catorze quedas se juntam, formando uma coluna de água e neblina visível a quilômetros de distância. A passarela que leva até a plataforma de observação da Garganta do Diabo, no lado argentino, é considerada por muitos visitantes o ponto alto da viagem — o barulho e a quantidade de água que passa por ali em poucos segundos impressionam mesmo quem já visitou outras quedas d'água pelo mundo.
Descoberta europeia e história
O primeiro europeu a registrar as cataratas foi o explorador espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca, em 1541, embora o local já fosse conhecido havia milênios pelos povos indígenas da região, sobretudo os guarani, de onde vem o nome "Iguaçu" (que significa, aproximadamente, "água grande"). O parque nacional brasileiro foi criado em 1939 e reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco em 1986.
O parque abriga também uma rica fauna, incluindo quatis e tucanos.
Dicas para a visita
No lado brasileiro, a visita costuma durar de duas a três horas, incluindo transporte interno até as trilhas. Vale levar capa de chuva ou um troca de roupa extra — a neblina das quedas molha bastante quem se aproxima dos mirantes finais. Para quem quiser ver os dois lados, um passeio completo geralmente exige dois dias, já que a travessia entre Brasil e Argentina envolve fronteira e costuma tomar boa parte de um dia sozinha.