Tem Café Aí Tem Café Aí Guia de destinos, sabores e histórias
Bandeira de Áustria Áustria
Bandeira de Viena Viena
📍 Dica rápida

American Bar: os 27 metros quadrados que Adolf Loos projetou para virar lenda

Construído entre 1907 e 1908 pelo arquiteto Adolf Loos, o American Bar tem menos de 30 metros quadrados, mas ficou famoso pelo painel de ônix e mogno, piso em xadrez de mármore verde e branco e espelhos que multiplicam o espaço.

Já recebeu clientes como Orson Welles e continua funcionando como um dos bares mais icônicos de Viena.

Fachada do American Bar de Adolf Loos em Viena

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Loos American Bar Bar
    Kärntner Durchgang 10, 1010 Wien, Austria
(0 avaliações)

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Continue explorando Viena


Continue lendo

Bandeira de Japão Japão
📍 Quioto

Kinkaku-ji: o templo de ouro que um monge incendiou por obsessão com sua própria beleza

Kinkaku-ji, o Pavilhão Dourado, em Quioto

Foto: Nacaru / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O Pavilhão Dourado
📦 Recomendação RadarCompraO Pavilhão DouradoR$ 62,93 R$ 89,90Ver no RadarCompra →

Em 1397, o xógum aposentado Ashikaga Yoshimitsu comprou uma antiga vila de campo da família Saionji, no sopé das colinas de Kitayama, ao norte de Quioto. Ele a transformou em residência de retiro e mandou revestir os dois andares superiores de um pavilhão à beira de um lago com folhas de ouro. Quando Yoshimitsu morreu, em 1408, seu testamento determinou que a propriedade virasse um templo zen — e foi assim que o Kinkaku-ji, oficialmente chamado Rokuon-ji, nasceu.

Um pavilhão sobre um lago-espelho

O prédio tem três andares, cada um num estilo arquitetônico diferente: o térreo segue a arquitetura residencial do período Heian, o segundo andar imita um santuário samurai, e o terceiro segue o estilo de um templo zen chinês, coroado por uma fênix dourada. Os dois andares superiores são cobertos por folhas de ouro, e o conjunto se reflete no Kyoko-chi, o "lago-espelho" que cerca o pavilhão — um projeto paisagístico decorado com ilhotas e pedras dispostas para representar lendas budistas e taoistas.

Kinkaku-ji refletido no lago Kyoko-chi

O pavilhão dourado refletido no Kyoko-chi, o "lago-espelho" que o cerca.

O incêndio de 1950

Em 2 de julho de 1950, um monge noviço de 21 anos chamado Hayashi Yoken ateou fogo ao pavilhão, destruindo a estrutura original — construída havia mais de 550 anos — e uma estátua de Yoshimitsu guardada dentro dela. Investigações posteriores revelaram que o motivo não foi político nem religioso: Hayashi, segundo relatos, vinha alimentando uma obsessão psicológica com a beleza do templo, a ponto de considerá-la uma afronta insuportável num mundo imperfeito. Ele tentou se matar logo depois do incêndio e foi condenado a sete anos de prisão em dezembro daquele ano, mas foi solto antes do fim da pena por causa de tuberculose e problemas mentais graves; morreu poucos anos depois.

A reconstrução e o romance que ela inspirou

O pavilhão foi reconstruído entre 1952 e 1955, como uma réplica fiel da estrutura original — com uma diferença: a camada de ouro aplicada na reforma de 1955 é, segundo registros do templo, cerca de cinco vezes mais espessa que a original, o que faz o Kinkaku-ji atual brilhar mais do que o que Yoshimitsu conheceu no século 14. O incêndio e a psicologia por trás dele inspiraram o escritor Yukio Mishima a escrever o romance "O Pavilhão de Ouro" (1956), uma de suas obras mais conhecidas fora do Japão. Hoje o templo integra a lista de Monumentos Históricos da Antiga Quioto, reconhecida pela Unesco como Patrimônio Mundial em 1994.

Perguntas frequentes

O prédio que se vê hoje é o original?
Não. É uma reconstrução de 1955, feita após o incêndio de 1950 que destruiu a estrutura erguida no século 14.

Dá para entrar no pavilhão?
Não — a visitação é externa, ao longo de um caminho que circula o lago e os jardins, sem acesso ao interior do prédio.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Kinkaku-ji — Wikipédia

Foto: Nacaru / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

Onde fica

  • Kinkaku-ji (Rokuon-ji) Ponto Turístico
    1 Kinkakuji-cho, Kita-ku, Kyoto 603-8361, Japão

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Bandeira de Alemanha Alemanha
Bandeira de Berlim Berlim

East Side Gallery: o maior trecho aberto do Muro de Berlim, hoje uma galeria a céu aberto

Murais coloridos na East Side Gallery, remanescente do Muro de Berlim

Foto: Andrzej Otrębski / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Kit Tinta Spray para Arte e Graffiti (6 Cores)
📦 Recomendação RadarCompraKit Tinta Spray para Arte e Graffiti (6 Cores)R$ 204,24 R$ 214,99Ver no RadarCompra →

Por quase três décadas, o Muro de Berlim dividiu fisicamente uma cidade e simbolizou a fratura ideológica da Guerra Fria. Construído às pressas em agosto de 1961 pelo governo da Alemanha Oriental, o muro separou Berlim Ocidental (aliada aos Estados Unidos e Europa Ocidental) de Berlim Oriental (sob influência soviética) até cair, de forma quase repentina, em 9 de novembro de 1989. Hoje, o maior trecho preservado do muro é a East Side Gallery, uma galeria de arte a céu aberto de 1,3 quilômetro de extensão.

De barreira de concreto a tela de artistas

Logo após a queda do muro, mais de cem artistas de diferentes países pintaram murais diretamente sobre esse trecho remanescente, transformando um símbolo de opressão em um monumento pela liberdade e pela reunificação. A obra mais famosa da galeria é "My God, Help Me to Survive This Deadly Love", do artista russo Dmitri Vrubel, que retrata o beijo socialista entre o líder soviético Leonid Brejnev e o líder da Alemanha Oriental Erich Honecker — cena baseada em uma foto real de 1979 e que se tornou uma das imagens mais reproduzidas sobre o fim da Guerra Fria.

Checkpoint Charlie, antigo posto de fronteira em Berlim

O Checkpoint Charlie era o principal ponto de passagem controlada entre os dois lados de Berlim.

Checkpoint Charlie, a fronteira mais famosa da Guerra Fria

Não muito longe da East Side Gallery ficava o Checkpoint Charlie, o posto de controle mais conhecido entre Berlim Oriental e Ocidental, usado principalmente por diplomatas e estrangeiros. O local ficou marcado por confrontos tensos, incluindo um impasse de tanques entre tropas americanas e soviéticas em 1961, e hoje uma réplica da guarita original virou ponto turístico, com atores vestidos de soldados para fotos — uma versão bem mais pacífica da história que ali se desenrolou.

Um símbolo em constante restauração

Por ficar exposta ao tempo, ao vandalismo e à ação de milhões de visitantes todos os anos, a East Side Gallery passa periodicamente por restaurações, geralmente conduzidas pelos próprios artistas originais ou por especialistas em conservação. Em alguns momentos, trechos do muro precisaram ser protegidos de obras imobiliárias na região, gerando protestos de berlinenses que consideram o memorial parte essencial da identidade da cidade.

Grafite próximo ao Checkpoint Charlie

Arte urbana continua marcando presença nos arredores dos antigos pontos de fronteira.

Dicas para a visita

A East Side Gallery fica às margens do rio Spree, próxima à estação Warschauer Straße, e a visita é gratuita e ao ar livre, o que a torna fácil de encaixar em qualquer roteiro por Berlim. Vale caminhar toda a extensão do trecho preservado para ver a variedade de estilos dos murais, e reservar um tempo extra para visitar o Checkpoint Charlie e o museu do muro nas proximidades.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

East Side Gallery — Wikipédia

Foto: Andrzej Otrębski / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

Onde fica

  • East Side Gallery Histórico
    Mühlenstraße, Berlim, Alemanha

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Bandeira de Brasil Brasil
Bandeira de Minas Gerais Minas Gerais
📍 Dica rápida

Praça da Liberdade: jardins e museus no coração de BH

Sketchbook Profissional para Desenho Artístico A4 (24 folhas)
📦 Recomendação RadarCompraSketchbook Profissional para Desenho Artístico A4 (24 folhas)R$ 21,90 R$ 24,90Ver no RadarCompra →

Tombada como Conjunto Monumental do Centro Cívico de Minas Gerais, a Praça da Liberdade tem jardins inspirados em Versalhes e reúne o Circuito Liberdade, com museus e centros culturais.

Ótima parada para uma caminhada tranquila pela manhã.

Jardins e prédios históricos da Praça da Liberdade em Belo Horizonte

Foto: MICHELLE TAMIETTI / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Onde fica

  • Praça da Liberdade Ponto Turístico
    Praça da Liberdade, Funcionários, Belo Horizonte, Brasil
(0 avaliações)

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Carregando mais destinos…