Aberto em 1939 pela família Hawelka e ainda tocado pela terceira geração, o café sobreviveu aos bombardeios da Segunda Guerra sem perder uma única vidraça. Ficou famoso como point de artistas boêmios como Hundertwasser e Andy Warhol nas décadas de 1960 e 70.
A especialidade da casa são os buchteln, pãezinhos doces recheados de geleia de ameixa, assados fresquinhos todas as noites.
Um roteiro com 10 paradas em João Pessoa, PB, Brasil: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.
Praia urbana badalada, com orla cheia de barracas, calçadão e vista pro Hotel Tambaú. Na maré baixa, dá pra ver as piscinas naturais do Picãozinho logo na frente.
Endereço: Praia de Tambaú, João Pessoa - PB
2. Dique de Cabedelo
Foto: Wikimedia Commons
Ponto onde o rio Paraíba encontra o oceano, ótimo pra passeio de barco e pôr do sol. Fica a caminho de Cabedelo, cerca de 18 km do centro de João Pessoa.
Endereço: Dique de Cabedelo, PB
3. Ponta do Seixas
Foto: Marinelson Almeida - Traveling through Brazil from Niteroi, Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
O ponto mais oriental das Américas, ao lado do Farol do Cabo Branco. É o primeiro lugar do continente a ver o sol nascer todos os dias.
Endereço: Av. Cabo Branco, Cabo Branco, João Pessoa - PB, 58046-010
4. Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes
Foto: A. Júnior / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
Projetada por Oscar Niemeyer e inaugurada em 2008, a Estação Cabo Branco reúne exposições de ciência, cultura e arte num conjunto de curvas de concreto sobre a falésia.
A torre espelhada hexagonal e o mirante com vista para o mar viraram um dos cartões-postais de João Pessoa.
Endereço: Estação Cabo Branco, João Pessoa, Brasil
Erguida em 1592 pelos carmelitas, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo integra um conjunto histórico com o Palácio Episcopal na Praça Dom Adauto.
A torre única e a fachada quinhentista são parada obrigatória em qualquer volta pelo Centro Histórico de João Pessoa.
Endereço: Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Praça Dom Adauto, João Pessoa, Brasil
Onde comer
8. Restaurante Mangai
Foto: Wikimedia Commons
Buffet por quilo especializado em comida nordestina, um dos mais tradicionais de João Pessoa. Vá com fome: a variedade de pratos típicos é enorme.
Endereço: Av. General Edson Ramalho, 696, Manaíra, João Pessoa - PB, 58038-100
Onde tomar café
9. Sorveteria Borelli
Foto: Wikimedia Commons
Point clássico de sorvete artesanal em Manaíra, com sabores que vão do tradicional ao bem inventivo. Boa parada pra esfriar depois de um dia de praia na orla.
📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]
No bairro de Belém, à beira do rio Tejo em Lisboa, uma confeitaria aberta em 1837 guarda uma das receitas mais bem protegidas de Portugal. A Antiga Confeitaria de Belém é a única autorizada a produzir o "pastel de Belém" original — o antecessor direto do que hoje o mundo inteiro conhece genericamente como pastel de nata, mas que só ganha esse nome específico quando feito fora da receita original da casa.
Uma receita nascida num mosteiro
A história do doce remonta ao vizinho Mosteiro dos Jerónimos, onde monges produziam pastéis de ovos como forma de aproveitar as gemas sobrando da clara usada para engomar hábitos religiosos — prática comum em conventos portugueses antes da extinção das ordens religiosas em 1834. Com o fechamento dos conventos, a receita foi vendida a um empresário local, que abriu a confeitaria bem ao lado do mosteiro em 1837.
Segredo guardado a sete chaves
A receita exata do pastel de Belém é conhecida por apenas um pequeno grupo de funcionários da "oficina do segredo", área da produção onde o creme é preparado sem a presença de outros trabalhadores ou visitantes. Essa tradição de sigilo, mantida por quase dois séculos, é parte do que diferencia oficialmente o pastel de Belém do pastel de nata genérico — todo pastel de Belém é um pastel de nata, mas nem todo pastel de nata pode se chamar pastel de Belém.
A massa folhada e o creme são preparados seguindo a receita original de 1837.
Milhares de pastéis por dia
A confeitaria produz atualmente milhares de pastéis por dia para dar conta da demanda de moradores locais e turistas, com fornos à vista que permitem observar parte do processo de produção, mesmo sem revelar os detalhes exatos da receita. O espaço combina diversos salões decorados com azulejos portugueses tradicionais, capazes de acomodar centenas de clientes simultaneamente.
Tradicionalmente, o pastel é polvilhado com canela e açúcar de confeiteiro à mesa.
Dicas para a visita
As filas para levar pastéis para viagem costumam ser grandes, mas normalmente andam rápido; para comer no local, os salões internos raramente têm fila tão longa. O bairro de Belém também abriga o Mosteiro dos Jerónimos e o Padrão dos Descobrimentos, tornando fácil combinar a parada na confeitaria com um roteiro histórico mais amplo.
Onde fica
Antiga Confeitaria de BelémCafeteria Rua de Belém 84-92, Lisboa, Portugal
Construída entre 1514 e 1519 nas margens do rio Tejo, a Torre de Belém foi erguida como parte de um sistema de fortificações para defender a entrada de Lisboa durante o auge da Era dos Descobrimentos portugueses. Hoje, ela é um dos monumentos mais fotografados de Portugal e um símbolo direto da época em que navegadores portugueses partiam dali rumo a rotas marítimas inéditas para a Ásia, a África e as Américas.
Estilo manuelino
A torre é um dos exemplos mais completos do estilo manuelino, movimento arquitetônico português do início do século XVI que combinava elementos góticos tardios com motivos marítimos esculpidos em pedra — cordas, esferas armilares e referências às navegações aparecem em detalhes espalhados por toda a fachada. O estilo leva o nome do rei Dom Manuel I, sob cujo reinado boa parte das grandes expedições marítimas portuguesas aconteceu.
De fortaleza a prisão política
Além de função defensiva, a torre serviu em diferentes períodos da história portuguesa como ponto de cobrança de taxas alfandegárias e, mais tarde, como prisão política durante os séculos XIX, período conturbado da monarquia portuguesa. Essa multiplicidade de usos ao longo de mais de 500 anos ajuda a explicar por que o monumento é tratado como um verdadeiro documento histórico da evolução política de Portugal.
Originalmente construída dentro do rio, a torre hoje fica próxima da margem devido a mudanças no curso do Tejo.
Patrimônio Mundial da Unesco
Em 1983, a Torre de Belém foi reconhecida pela Unesco como Patrimônio Mundial, junto com o vizinho Mosteiro dos Jerónimos, reforçando o papel simbólico da região de Belém como ponto de partida e chegada das expedições marítimas que definiram o chamado Império Português entre os séculos XV e XVI.
Detalhes esculpidos em pedra remetem a cordas, esferas armilares e outros motivos marítimos.
Dicas para a visita
O acesso ao interior da torre é feito por escadas estreitas e em espiral, o que pode gerar filas de espera nos horários mais concorridos — chegar cedo ajuda a evitar aglomeração. A torre fica a poucos minutos a pé da Antiga Confeitaria de Belém e do Mosteiro dos Jerónimos, formando um dos roteiros históricos mais completos de Lisboa.
Referências
Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.
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