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Ipê Grill: almoço à beira da piscina do hotel histórico dentro do Parque Nacional

Dentro do centenário Hotel das Cataratas, o Ipê Grill funciona à beira da piscina e serve churrasco brasileiro, saladas e buffet internacional durante o dia. É uma das poucas opções de almoço dentro do próprio Parque Nacional do Iguaçu, e recebe também quem não está hospedado.

Fachada histórica do Hotel das Cataratas, em Foz do Iguaçu

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Ipê Grill (Hotel das Cataratas) Restaurante
    Rodovia das Cataratas, Km 32, Foz do Iguaçu, Brasil
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Grand Central Terminal: o ícone ferroviário de Nova York

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A Grand Central Terminal é um dos marcos mais fotografados de Nova York, com seu salão principal de teto pintado com constelações. Vale a visita mesmo sem pegar trem.

Salão principal da Grand Central Terminal em Nova York

Foto: Wikimedia Commons

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): O HUB

Onde fica

  • Grand Central Terminal Ponto Turístico
    Grand Central Terminal, 89 E 42nd St, New York, Estados Unidos
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📍 Petra

Petra: a cidade cor-de-rosa que os nabateus esculpiram na rocha do deserto

Fachada de Al-Khazneh, o Tesouro de Petra, esculpida na rocha arenítica cor-de-rosa

Foto: Wikimedia Commons

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No sul da Jordânia, entre montanhas de arenito que mudam de tom conforme a luz do sol, existe uma cidade inteira esculpida diretamente na rocha. Petra foi erguida pelos nabateus, um povo árabe nômade que se fixou na região por volta do século 6 a.C. e transformou o local em capital de um reino próspero. Fundada por volta de 312 a.C., a cidade cresceu graças à sua posição estratégica: ali cruzavam as rotas de caravanas que levavam incenso, especiarias e seda entre a Arábia, o Egito e a Síria. Hoje Petra é Patrimônio Mundial da UNESCO e uma das paradas mais procuradas do Oriente Médio, mas por séculos ela simplesmente desapareceu dos mapas ocidentais.

Uma cidade de mercadores no meio do deserto

Os nabateus não eram apenas comerciantes: eram também engenheiros hábeis em captar e armazenar água, o que permitiu que uma cidade de dezenas de milhares de habitantes prosperasse em pleno deserto. Represas, canais e cisternas escavados na rocha abasteciam Petra mesmo nas estações mais secas. O acesso à cidade se dá por um desfiladeiro estreito chamado Siq, uma fenda natural de mais de um quilômetro entre paredões que chegam a 80 metros de altura. É ao final desse corredor apertado que o visitante se depara de repente com Al-Khazneh, o Tesouro — a fachada mais famosa de Petra, com cerca de 40 metros de altura, esculpida diretamente na pedra arenítica rosada que dá à cidade seu apelido. Apesar do nome, o Tesouro nunca guardou riquezas: acredita-se que tenha sido construído no século 1 a.C. como mausoléu de um rei nabateu.

O Tesouro de Petra visto pela fenda estreita do Siq, o corredor de acesso à cidade

A primeira visão do Tesouro ao final do desfiladeiro do Siq

Roma chega, e a cidade começa a esvaziar

O reino nabateu manteve sua independência por séculos, negociando e às vezes enfrentando o Império Romano, até ser anexado pelos romanos em 106 d.C. e transformado na província da Arábia Pétrea. Com o tempo, as rotas comerciais marítimas passaram a competir com as caravanas terrestres, e Petra foi perdendo importância econômica. Um terremoto no século 4 e outro no século 8 danificaram estruturas da cidade, e aos poucos a população foi diminuindo até restarem apenas grupos beduínos que conheciam o local, mas mantinham sua localização em segredo dos viajantes europeus.

Redescoberta em 1812 e reconhecimento mundial

Foi só em 22 de agosto de 1812 que o explorador suíço Johann Ludwig Burckhardt voltou a apresentar Petra ao Ocidente. Disfarçado de viajante muçulmano e falando árabe fluentemente, ele convenceu um guia local a levá-lo até as ruínas sob o pretexto de fazer um sacrifício em um santuário próximo. O relato de Burckhardt despertou o interesse de arqueólogos e viajantes europeus, e ao longo do século 20 escavações revelaram templos, tumbas, um teatro romano esculpido na rocha para quase 4 mil espectadores e a monumental Ad-Deir, o Monastério — uma fachada ainda maior que a do Tesouro, com 45 metros de altura, situada no alto de uma trilha íngreme nas montanhas que cercam a cidade.

Fachada de Ad-Deir, o Monastério de Petra, no alto das montanhas da cidade

Ad-Deir, o Monastério, no alto das montanhas de Petra

Em 1985, a UNESCO declarou Petra Patrimônio Mundial da Humanidade, descrevendo-a como "um dos bens culturais mais preciosos do patrimônio da humanidade". Em 2007, a cidade foi eleita uma das novas Sete Maravilhas do Mundo em uma votação popular internacional. Hoje, arqueólogos estimam que apenas uma pequena fração de Petra foi escavada — a maior parte da antiga cidade nabateia ainda permanece soterrada sob a areia do deserto jordaniano, à espera de ser revelada.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Nomeada pelos Gregos, Petra é uma cidade de cair o queixo, pois foi inteiramente esculpida na pedra de cima para baixo.

Onde fica

  • Petra (Al-Khazneh e Ad-Deir) Histórico
    30°19'44" N, 35°26'41" E

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Estádio do Maracanã: da corrida contra o tempo em 1950 ao maior trauma do futebol brasileiro

Vista aérea do Estádio do Maracanã a partir de um mirante no Rio de Janeiro

Foto: Wikimedia Commons

A História do Futebol Brasileiro
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Poucos torcedores que cantam o hino do Flamengo ou do Fluminense nas arquibancadas sabem que o nome oficial do estádio não é Maracanã. Desde outubro de 1966, a praça esportiva mais famosa do Brasil se chama, no papel, Estádio Jornalista Mário Filho — uma homenagem ao jornalista pernambucano que passou anos defendendo publicamente a construção de um grande estádio no Rio de Janeiro e morreu de ataque cardíaco em 17 de setembro daquele ano, um mês antes de dar nome ao próprio monumento que ajudou a erguer.

Uma obra contra o relógio

A história do Maracanã começa em 2 de agosto de 1948, quando as máquinas entraram no terreno do antigo Derby Club, um hipódromo desativado na zona norte do Rio. O Brasil havia sido escolhido para sediar a Copa do Mundo de 1950, a primeira disputada no país, e precisava de um estádio à altura do evento. O projeto vencedor reuniu sete arquitetos — Waldir Ramos, Raphael Galvão, Miguel Feldman, Oscar Valdetaro, Orlando Azevedo, Pedro Paulo Bernardes Bastos e Antônio Dias Carneiro — e a obra avançou em ritmo acelerado, com milhares de operários trabalhando simultaneamente. Ainda inacabado, o estádio foi inaugurado em 16 de junho de 1950 com um amistoso entre as seleções do Rio de Janeiro e de São Paulo, vencido pelos paulistas por 3 a 1.

O Maracanaço

Um mês depois, em 16 de julho de 1950, o Maracanã foi palco da partida decisiva daquela Copa: o Brasil precisava apenas de um empate contra o Uruguai para ser campeão mundial em casa. Friaça abriu o placar para os brasileiros logo no início do segundo tempo, mas os uruguaios Juan Alberto Schiaffino e Alcides Ghiggia viraram o jogo, selando a vitória por 2 a 1. O número oficial da FIFA registra 173.850 pagantes — recorde de público em uma final de Copa do Mundo até hoje —, enquanto estimativas de público total, somando não pagantes, chegam a quase 200 mil pessoas nas arquibancadas. O resultado ficou conhecido como "Maracanaço" e é tratado até hoje como um dos episódios mais traumáticos da história esportiva brasileira.

Fotografia histórica de jogo no Estádio do Maracanã antes da Copa do Mundo de 1950

O Maracanã lotado às vésperas da Copa do Mundo de 1950

Treze anos depois, em 15 de dezembro de 1963, o estádio bateu outro recorde que jamais poderá ser repetido: 194.603 pessoas presentes, sendo 177.020 pagantes, assistiram ao clássico Flamengo 0 x 0 Fluminense pela decisão do Campeonato Carioca — até hoje considerado o maior público já registrado em uma partida entre clubes de futebol no mundo.

De templo do futebol a palco olímpico

Entre 2010 e 2013, o Maracanã passou por uma reforma completa para a Copa do Mundo de 2014, sob responsabilidade do escritório Fernandes Arquitetos Associados em parceria com a empresa alemã Schlaich Bergermann und Partner, que desenhou a nova cobertura em membrana. O projeto trocou as arquibancadas populares por assentos numerados, reduzindo a capacidade máxima para 78.838 lugares — o preço definitivo da era dos grandes públicos de outrora. Em 2016, o estádio ganhou um novo capítulo ao sediar as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio, em 5 e 21 de agosto, com direção artística de nomes como Fernando Meirelles e Deborah Colker.

Ao longo de mais de sete décadas, o gramado e as arquibancadas do Maracanã viram muito além de futebol:

  • Em 19 de novembro de 1969, Pelé marcou seu milésimo gol oficial, de pênalti contra o Vasco, diante de 65.157 torcedores;
  • Em 21 de abril de 1990, Paul McCartney reuniu 184 mil pessoas em um único show, recorde mundial do Guinness Book que durou 27 anos;
  • Os Rolling Stones se apresentaram no local em duas noites, 2 e 4 de fevereiro de 1995;
  • O Papa João Paulo II celebrou missas multitudinárias no estádio em 1980 e 1997.
Vista externa do Estádio do Maracanã nos dias atuais

O Maracanã hoje, após a reforma para a Copa de 2014

Mais que um estádio, o Maracanã se tornou um personagem da história recente do Brasil — testemunha de uma tragédia esportiva que ainda ecoa no imaginário nacional e, ao mesmo tempo, palco de alguns dos maiores momentos de celebração coletiva do país.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Ponto de referência do Rio de Janeiro

Onde fica

  • Estádio do Maracanã Histórico
    Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro - RJ

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