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Grand Central Terminal: o ícone ferroviário de Nova York

A Grand Central Terminal é um dos marcos mais fotografados de Nova York, com seu salão principal de teto pintado com constelações. Vale a visita mesmo sem pegar trem.

Salão principal da Grand Central Terminal em Nova York

Foto: Wikimedia Commons

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): O HUB

Onde fica

  • Grand Central Terminal Ponto Turístico
    Grand Central Terminal, 89 E 42nd St, New York, Estados Unidos
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White Horse Tavern: o bar histórico do West Village

Aberto desde 1880 na Hudson Street, o White Horse Tavern é uma das tabernas mais antigas de Nova York em funcionamento.

Famoso por ter sido point de escritores como Dylan Thomas, é parada certa pra um drinque no fim do dia.

Fachada do White Horse Tavern no West Village, Nova York

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • White Horse Tavern Bar
    567 Hudson Street, New York, USA
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Mercadão de São Paulo: o templo do sanduíche de mortadela dentro de um mercado centenário

Fachada do Mercado Municipal de São Paulo

Foto: Wikimedia Commons

Inaugurado em 1933 no centro de São Paulo, o Mercado Municipal — carinhosamente apelidado de Mercadão pelos paulistanos — nasceu como um grande entreposto de alimentos e, quase um século depois, se tornou também um destino gastronômico por conta própria, famoso principalmente por um sanduíche específico: o de mortadela, servido em fatias generosas o suficiente para render fotos e filas quase o dia inteiro.

Arquitetura eclética e vitrais importados

O prédio, projetado pelo arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo, é um exemplo de arquitetura eclética do início do século XX, com estrutura metálica e vitrais que retratam cenas de agricultura e comércio de alimentos, importados da França. A cúpula de vidro colorido que cobre boa parte do salão principal é um dos elementos mais fotografados do mercado, criando um jogo de luzes que muda ao longo do dia.

O sanduíche que virou símbolo

Embora o Mercadão sempre tenha vendido frutas, temperos e frios, foi o sanduíche de mortadela — criado por comerciantes do próprio mercado décadas atrás — que se transformou no maior chamariz turístico do local. Feito com pão francês e uma quantidade generosa de fatias de mortadela, o sanduíche atrai filas constantes nos bares em frente às bancas de frios, especialmente aos sábados.

Bancas de frios no Mercado Municipal de São Paulo

As bancas de frios são a origem do famoso sanduíche de mortadela.

De abastecimento popular a ponto turístico

Originalmente concebido para abastecer a cidade em expansão do início do século XX, com frutas, verduras, carnes e peixes, o Mercadão passou por uma reforma nos anos 2000 que ajudou a consolidá-lo como atração turística, sem perder a função original de comércio de alimentos. Hoje convivem lado a lado bancas tradicionais de temperos e frutas exóticas com restaurantes e bares voltados a turistas.

Interior amplo do Mercado Municipal de São Paulo

Os vitrais franceses e a cúpula de vidro colorido marcam a arquitetura do salão principal.

Dicas para a visita

Vale ir num dia de semana pela manhã para evitar as maiores filas do sanduíche de mortadela, e reservar tempo para caminhar entre as bancas de frutas exóticas da Amazônia, muitas vezes desconhecidas até por paulistanos. O mercado fica a poucos minutos a pé da Praça da Sé e do centro histórico da cidade.

Onde fica

  • Mercado Municipal de São Paulo Restaurante
    Rua da Cantareira, 306, Centro, São Paulo - SP

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Armação dos Búzios: como o verão de Brigitte Bardot em 1964 transformou uma vila de pescadores

Vista da orla de Armação dos Búzios, no litoral do Rio de Janeiro

Foto: Wikimedia Commons

Muito antes de virar sinônimo de charme e badalação no litoral fluminense, Armação dos Búzios era uma península de pescadores conhecida havia séculos pelos indígenas tupinambás, isolada do resto do estado e vivendo quase exclusivamente da pesca artesanal. A história do lugar mudou de rumo em dois momentos separados por quase quatrocentos anos: a instalação de uma armação baleeira no século 17 e a chegada inesperada de uma atriz francesa em pleno verão de 1964.

A armação que deu nome à península

O topônimo Búzios vem justamente dessa vocação pesqueira antiga. No século 17, colonizadores portugueses instalaram na região uma "armação" — estrutura de terra usada para o abate e processamento de baleias, atividade econômica relevante na costa fluminense da época. Por gerações, a península seguiu como terceiro distrito do vizinho município de Cabo Frio, sem infraestrutura urbana ou comercial digna de nota, num cenário que a imprensa descreveria décadas depois como um verdadeiro "paraíso secreto".

O verão de 1964 que mudou tudo

Foi justamente esse isolamento que atraiu, em 1964, a atriz Brigitte Bardot, então um dos maiores símbolos do cinema europeu e perseguida por fotógrafos no mundo todo. Ela esteve na região duas vezes naquele ano: em janeiro, quando passou cerca de quatro meses hospedada no bairro de Manguinhos ao lado do produtor Bob Zagury, e em dezembro, numa segunda estadia que atraiu muito mais atenção da imprensa. A circulação de Bardot pelas praias e o contato direto com os moradores chamaram a atenção de jornalistas e fotógrafos estrangeiros, e a repercussão internacional tirou Búzios do anonimato quase da noite para o dia — um fenômeno que a imprensa da época comparou ao que Saint-Tropez havia vivido na França.

Monumento aos Três Pescadores, em Armação dos Búzios, referência à origem da cidade como vila de pescadores

Monumento aos Três Pescadores relembra a origem de Búzios como vila de pescadores

De distrito pesqueiro a município independente

O crescimento turístico acelerou uma outra transformação: a busca por autonomia política. O movimento pela emancipação de Búzios em relação a Cabo Frio ganhou força entre os moradores a partir de 1980 e chegou pela primeira vez à Câmara de Cabo Frio em 1985. O primeiro plebiscito sobre a separação ocorreu em 30 de junho de 1991; um segundo, realizado em 12 de novembro de 1995, confirmou a vontade popular com 96% dos votos favoráveis à emancipação. Armação dos Búzios tornou-se município independente, com a primeira legislatura de sua Câmara Municipal funcionando entre 1997 e 2000.

Praia Brava, em Armação dos Búzios, uma das praias que passaram a atrair turistas a partir da década de 1960

A Praia Brava é uma das praias que ajudaram a consolidar a fama turística de Búzios

A orla que carrega o nome da atriz

A cidade não deixou a memória daquele verão de 1964 se apagar. Em 1999, a prefeitura inaugurou a Orla Bardot, na região central de Búzios, com uma escultura em bronze da atriz assinada pela artista Christina Motta — a obra retrata Bardot sentada, descalça, em pose relaxada, integrada à paisagem da orla. A própria atriz, porém, acompanhou a transformação do lugar com sentimentos contraditórios: anos depois da visita, chegou a lamentar publicamente que o lado selvagem que a havia seduzido tinha dado lugar a algo bem diferente do que conheceu em 1964. Ainda assim, mais de sessenta anos depois daquele verão, a Orla Bardot segue sendo um dos principais cartões-postais e ferramentas de promoção turística da cidade que a atriz ajudou, sem querer, a colocar no mapa do mundo.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): a "Saint-Tropez brasileira"

Onde fica

  • Orla Bardot Histórico
    Av. José Bento Ribeiro Dantas, 100 - Centro, Armação dos Búzios - RJ, 28950-000

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