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Delmonico's: o restaurante que inventou o fine dining nos Estados Unidos

Fachada do Delmonico's, em Nova York

Foto: Kidfly182 / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

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Fundado em 1837 por dois irmãos suíços em Manhattan, o Delmonico's é amplamente reconhecido como o primeiro restaurante fine dining dos Estados Unidos — antes dele, a maior parte dos estabelecimentos americanos servia refeições em horários e cardápios fixos, sem opção de escolha à la carte nem toalhas de mesa individuais. O Delmonico's mudou esse padrão ao oferecer aos clientes um cardápio impresso, mesas privativas e uma extensa carta de vinhos, moldes que viriam a definir o que se entende por restaurante fino até hoje.

Um cardápio pioneiro

O restaurante foi um dos primeiros nos Estados Unidos a permitir que os clientes escolhessem pratos individualmente, em vez de servir um menu único e fixo, prática comum na época. O primeiro cardápio do Delmonico's, bilíngue em francês e inglês, trazia mais de cem opções de pratos, algo revolucionário para o país no início do século XIX.

Pratos que carregam seu nome

Diversos pratos clássicos da culinária americana têm origem ligada ao Delmonico's, entre eles o bife Delmonico, corte de carne bovina grelhado que se popularizou em açougues e restaurantes por todo o país, e o baked Alaska, sobremesa de sorvete envolto em merengue tostado. O restaurante também é frequentemente citado como o criador da Lobster Newberg, prato de lagosta em molho cremoso servido a bordo de navios de luxo transatlânticos no século XIX.

Entrada do Delmonico's em Nova York

As colunas de mármore na entrada, trazidas de Pompeia, são um símbolo do restaurante desde o século XIX.

Point da elite nova-iorquina

Ao longo do século XIX, o Delmonico's se tornou ponto de encontro obrigatório da elite política, financeira e cultural de Nova York, recebendo jantares de figuras como Mark Twain e Charles Dickens. O restaurante também é conhecido por ter sediado o primeiro jantar formal com etiqueta francesa completa nos Estados Unidos, evento que ajudou a consolidar Nova York como centro gastronômico do país.

Jantar no Delmonico's em 1898

Jantares formais no Delmonico's reuniam a elite social de Nova York no fim do século XIX.

Dicas para a visita

O endereço atual, na esquina da Beaver Street com a William Street, no distrito financeiro de Manhattan, opera desde 1891 e preserva boa parte da decoração histórica, incluindo as colunas de mármore trazidas de Pompeia na fachada. O bife Delmonico segue no cardápio até hoje, e reservas antecipadas são recomendadas, especialmente em dias de semana durante o horário de almoço, quando o restaurante atende muitos profissionais da região financeira.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Delmonico's — Wikipédia

Foto: Kidfly182 / Wikimedia Commons (CC BY 4.0).

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Um restaurante muito tradicional que tras muita história e muitas expectativas.

Onde fica

  • Delmonico's Restaurante
    56 Beaver Street, Manhattan, Nova York, Estados Unidos

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Bandeira de França França
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Café de Flore: dentro do café que virou point de Sartre e Simone de Beauvoir

Fachada do Café de Flore em Paris

Foto: Cheng-en Cheng from Taichung City, Taiwan / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

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No cruzamento do Boulevard Saint-Germain com a Rue Saint-Benoît, no coração do 6º arrondissement de Paris, uma marquise vermelha e um toldo discreto marcam a entrada de um dos cafés mais famosos do mundo. Aberto por volta de 1887 e batizado em homenagem a uma estátua da deusa romana Flora que ficava próxima dali, o Café de Flore passou por mais de um século sem perder a essência: mesas de mármore, bancos de veludo vermelho e garçons de avental branco atendendo clientes que vão do turista de primeira viagem ao parisiense que frequenta a casa há décadas.

O point de Sartre e Simone de Beauvoir

A fama internacional do Flore se consolidou durante a Segunda Guerra Mundial e nos anos seguintes, quando o filósofo Jean-Paul Sartre e a escritora Simone de Beauvoir praticamente se mudaram para uma mesa do café — em parte porque, em uma Paris ocupada e com escassez de combustível, o Flore era um dos poucos lugares aquecidos da região onde se podia escrever, ler e discutir por horas. Foi ali que boa parte do existencialismo francês tomou forma, entre xícaras de café e cigarros, discussões que se estendiam noite adentro.

Sartre e Beauvoir não estavam sozinhos. Ao longo do século XX, o Flore recebeu nomes como Albert Camus, Pablo Picasso, Guillaume Apollinaire e, em temporadas parisienses, escritores americanos como Ernest Hemingway. Essa combinação de literatura, filosofia e boemia deu ao café um status que vai muito além de simplesmente servir bebidas quentes — o Flore virou personagem da própria história cultural de Paris.

Mesas na calçada do Café de Flore

As mesas na calçada seguem disputadas em qualquer horário do dia.

Um prêmio literário próprio

Em 1994, o Café de Flore criou o Prix de Flore, uma premiação literária concedida anualmente a um jovem escritor francês — uma forma de manter viva a ligação da casa com o mundo das letras, décadas depois do auge existencialista. O prêmio é entregue no próprio café, reforçando o papel do Flore como uma espécie de salão literário informal que nunca deixou de funcionar.

Visitar o Flore hoje

Hoje o Café de Flore é, ao mesmo tempo, ponto turístico e café de bairro. Pela manhã, é possível pedir o tradicional chocolat chaud (chocolate quente) ou um café com croissant sentado nas mesinhas da calçada, observando o movimento do Boulevard Saint-Germain. À noite, o salão interno, com seus espelhos e madeira escura praticamente intactos desde meados do século XX, mantém o clima que atraiu gerações de escritores.

Vista da rua do Café de Flore

O Flore fica no boulevard Saint-Germain, bem em frente ao seu tradicional rival, Les Deux Magots.

Vale lembrar que, por ser uma instituição turística, os preços do Flore são mais altos que os de um café comum de bairro parisiense — parte do que se paga ali é, literalmente, décadas de história. Ainda assim, para quem gosta de literatura e história cultural, sentar por meia hora numa mesa que já recebeu Sartre e Beauvoir é uma experiência difícil de replicar em qualquer outro lugar de Paris.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Café de Flore — Wikipédia

Foto: Cheng-en Cheng from Taichung City, Taiwan / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0).

Onde fica

  • Café de Flore Cafeteria
    172 Boulevard Saint-Germain, 75006 Paris, França

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📍 Dica rápida

Necrópolis Cristóbal Colón: o cemitério monumental de Havana

Com mais de 50 hectares no bairro do Vedado, a Necrópolis Cristóbal Colón reúne mausoléus, anjos de mármore e capelas que contam a história das famílias mais ricas de Cuba. O portal de entrada, em estilo neorromânico, já é um cartão-postal por si só.

Portal de entrada neorromânico da Necrópolis Cristóbal Colón, em Havana

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Necrópolis Cristóbal Colón Ponto Turístico
    Necrópolis Cristóbal Colón, Calle Zapata, Havana, Cuba
— (0 avaliações)

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O que fazer em Cidade do México: 5 paradas escolhidas

Fachada do Café El Jarocho em Coyoacán, com clientes tomando café na calçada

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Cidade do México, México: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Museo Frida Kahlo (Casa Azul)
  2. Museo Soumaya
  3. Contramar
  4. Café El Jarocho
  5. Licorería Limantour

O que visitar

1. Museo Frida Kahlo (Casa Azul)

Fachada azul do Museu Frida Kahlo (Casa Azul) em Coyoacán, com visitantes na entrada
Foto: Wikimedia Commons

A Casa Azul foi onde Frida Kahlo nasceu, viveu boa parte da vida ao lado de Diego Rivera e morreu em 1954. Desde 1958 funciona como museu, com os móveis, roupas e objetos pessoais da artista preservados.

O jardim interno e as cores fortes da fachada tornaram o lugar um dos museus mais visitados da América Latina. Vale reservar o ingresso com antecedência.

Endereço: Londres 247, Del Carmen, Coyoacán, Cidade do México, México

2. Museo Soumaya

Fachada curva revestida de placas hexagonais de alumínio do Museu Soumaya, na Cidade do México
Foto: Wikimedia Commons

Inaugurado em 2011 pelo bilionário Carlos Slim, o Museu Soumaya tem uma fachada coberta por mais de 16 mil placas hexagonais de alumínio, sem uma única coluna interna. Uma rampa em espiral leva aos seis andares do acervo.

Lá dentro estão obras de Rodin, Dalí, Van Gogh e Diego Rivera. A entrada é sempre gratuita.

Endereço: Blvd. Miguel de Cervantes Saavedra, Plaza Carso, Miguel Hidalgo, Cidade do México, México

Onde comer

3. Contramar

Mesa posta no restaurante Contramar, com pães, limões e o menu do restaurante
Foto: Wikimedia Commons

Aberto em 1998 pela chef Gabriela Cámara, o Contramar é um dos restaurantes mais concorridos da Cidade do México — reserva é praticamente obrigatória. O prato mais pedido é o pescado a la talla, peixe grelhado servido com molhos vermelho e verde.

Hoje o restaurante tem estrela no Guia Michelin e ajudou a colocar o bairro Roma Norte no mapa gastronômico internacional.

Endereço: Calle de Durango 200, Roma Norte, Cidade do México, México

Onde tomar café

4. Café El Jarocho

Fachada do Café El Jarocho em Coyoacán, com clientes tomando café na calçada
Foto: Wikimedia Commons

Aberto desde 1953 em Coyoacán, o Café El Jarocho é um dos points mais tradicionais da Cidade do México. O costume por ali é tomar o café em pé, na calçada, entre os sacos de grãos trazidos de Veracruz.

Serve café coado, cappuccino e o clássico café de olla, sempre com aquele aroma de grão recém-torrado.

Endereço: Calle Cuauhtémoc esquina Ignacio Allende, Del Carmen, Coyoacán, Cidade do México, México

Onde beber

5. Licorería Limantour

Interior do bar Licorería Limantour, com prateleiras cheias de garrafas na Roma Norte
Foto: Wikimedia Commons

Instalada num prédio de dois andares com estética art déco, a Licorería Limantour foi uma das pioneiras da coquetelaria autoral na Cidade do México. A carta de drinks muda com frequência e mistura ingredientes mexicanos com técnicas de bar clássico.

Desde 2014 aparece todo ano na lista The World's 50 Best Bars — em 2024 ficou na posição 32.

Endereço: Av. Álvaro Obregón 106, Roma Norte, Cidade do México, México

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Café El Jarocho — foto: Wikimedia Commons
  • Museo Frida Kahlo (Casa Azul) — foto: Wikimedia Commons
  • Contramar — foto: Wikimedia Commons
  • Museo Soumaya — foto: Wikimedia Commons
  • Licorería Limantour — foto: Wikimedia Commons

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