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Muro das Lamentações: o que resta do Segundo Templo e por que o local é sagrado há dois mil anos

Muro das Lamentações e sua praça, em Jerusalém

Foto: Someone35 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

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No coração da Cidade Velha de Jerusalém, um muro de pedras calcárias de quase dois mil anos é considerado o local mais sagrado onde judeus podem rezar atualmente. O Muro das Lamentações, também chamado de Muro Ocidental, não é parte do templo religioso em si, mas sim um remanescente do muro de contenção construído pelo rei Herodes, no século I a.C., para sustentar a plataforma onde ficava o Segundo Templo de Jerusalém.

O que restou após a destruição do templo

O Segundo Templo foi destruído pelos romanos no ano 70 d.C., durante a repressão a uma revolta judaica, num dos eventos mais marcantes da história do povo judeu, associado ao início de um longo período de diáspora. Dos muros de contenção que sustentavam o monte onde ficava o templo, o trecho ocidental é o que ficou mais acessível e preservado ao longo dos séculos seguintes, tornando-se ponto de peregrinação e oração.

Por que "Lamentações"

O nome em português e em outras línguas ocidentais remete à tradição de judeus visitarem o local para lamentar a destruição do templo e orar por sua reconstrução, prática documentada desde pelo menos a Idade Média. Em hebraico, o local é chamado de Kotel, forma abreviada de "Kotel Maarabi" (Muro Ocidental), termo mais neutro e o preferido oficialmente.

Visitantes junto ao Muro das Lamentações

É tradição inserir pequenos papéis com orações escritas nas fendas entre as pedras do muro.

A tradição dos bilhetes de oração

Uma das práticas mais conhecidas associadas ao muro é a de escrever pedidos ou orações em pequenos papéis e inseri-los nas fendas entre as pedras — tradição que atrai não apenas judeus praticantes, mas visitantes de diferentes religiões e nacionalidades. Duas vezes por ano, antes das festas judaicas de Rosh Hashaná e Pessach, os bilhetes acumulados são recolhidos e enterrados em local separado, conforme a tradição judaica para textos sagrados.

Muro das Lamentações iluminado à noite

O local recebe visitantes e fiéis a qualquer hora do dia ou da noite.

Dicas para a visita

O acesso ao muro é gratuito e aberto ao público em geral, mas exige vestimenta respeitosa e separação entre as áreas de oração masculina e feminina, conforme a tradição judaica ortodoxa. Fotografias são permitidas durante a semana, mas costumam ser evitadas durante o sábado (Shabat) e feriados religiosos, por respeito aos fiéis presentes.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Muro das Lamentações — Wikipédia

Foto: Someone35 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0).

Onde fica

  • Muro das Lamentações Histórico
    Cidade Velha, Jerusalém

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Café Colonial Bela Vista: o brunch farto que virou tradição em Gramado

O Café Colonial Bela Vista reúne a herança dos imigrantes italianos e alemães em uma mesa farta, com cucas, geleias, queijos, embutidos e pães caseiros. É um programa de meio de manhã ou início de tarde, sem pressa.

Fachada do Café Colonial Bela Vista em Gramado

Foto: Larissa Fraga / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Onde fica

  • Café Colonial Bela Vista Restaurante
    Café Colonial Bela Vista, Avenida das Hortênsias 3500, Gramado, RS, Brasil
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Torre de Belém: a sentinela de pedra que via os navios partirem para as Grandes Navegações

Torre de Belém à beira do rio Tejo, em Lisboa

Foto: Alvesgaspar / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

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Construída entre 1514 e 1519 nas margens do rio Tejo, a Torre de Belém foi erguida como parte de um sistema de fortificações para defender a entrada de Lisboa durante o auge da Era dos Descobrimentos portugueses. Hoje, ela é um dos monumentos mais fotografados de Portugal e um símbolo direto da época em que navegadores portugueses partiam dali rumo a rotas marítimas inéditas para a Ásia, a África e as Américas.

Estilo manuelino

A torre é um dos exemplos mais completos do estilo manuelino, movimento arquitetônico português do início do século XVI que combinava elementos góticos tardios com motivos marítimos esculpidos em pedra — cordas, esferas armilares e referências às navegações aparecem em detalhes espalhados por toda a fachada. O estilo leva o nome do rei Dom Manuel I, sob cujo reinado boa parte das grandes expedições marítimas portuguesas aconteceu.

De fortaleza a prisão política

Além de função defensiva, a torre serviu em diferentes períodos da história portuguesa como ponto de cobrança de taxas alfandegárias e, mais tarde, como prisão política durante os séculos XIX, período conturbado da monarquia portuguesa. Essa multiplicidade de usos ao longo de mais de 500 anos ajuda a explicar por que o monumento é tratado como um verdadeiro documento histórico da evolução política de Portugal.

Torre de Belém vista do rio Tejo

Originalmente construída dentro do rio, a torre hoje fica próxima da margem devido a mudanças no curso do Tejo.

Patrimônio Mundial da Unesco

Em 1983, a Torre de Belém foi reconhecida pela Unesco como Patrimônio Mundial, junto com o vizinho Mosteiro dos Jerónimos, reforçando o papel simbólico da região de Belém como ponto de partida e chegada das expedições marítimas que definiram o chamado Império Português entre os séculos XV e XVI.

Detalhe arquitetônico da Torre de Belém

Detalhes esculpidos em pedra remetem a cordas, esferas armilares e outros motivos marítimos.

Dicas para a visita

O acesso ao interior da torre é feito por escadas estreitas e em espiral, o que pode gerar filas de espera nos horários mais concorridos — chegar cedo ajuda a evitar aglomeração. A torre fica a poucos minutos a pé da Antiga Confeitaria de Belém e do Mosteiro dos Jerónimos, formando um dos roteiros históricos mais completos de Lisboa.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Torre de Belém — Wikipédia

Foto: Alvesgaspar / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0).

Onde fica

  • Torre de Belém Ponto Turístico
    Avenida Brasília, Lisboa, Portugal

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O que fazer em Lisboa: 5 paradas escolhidas

Interior ornamentado da Pastelaria Versailles em Lisboa

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Lisboa, Portugal: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Castelo de São Jorge
  2. Miradouro da Senhora do Monte
  3. Time Out Market Lisboa
  4. Pastelaria Versailles
  5. Pavilhão Chinês

O que visitar

1. Castelo de São Jorge

Muralhas e torres do Castelo de São Jorge em Lisboa
Foto: Wikimedia Commons

Erguido sobre uma colina com ocupação desde a Antiguidade, o Castelo de São Jorge foi cidadela moura antes de ser conquistado por Dom Afonso Henriques em 1147 e servir como residência real. Hoje suas muralhas e terraços oferecem uma das vistas mais completas sobre o Tejo e a Baixa.

Endereço: Rua de Santa Cruz do Castelo, Lisboa, Portugal

2. Miradouro da Senhora do Monte

Vista panorâmica de Lisboa a partir do Miradouro da Senhora do Monte
Foto: Wikimedia Commons

No topo da colina da Graça, o Miradouro da Senhora do Monte é considerado o mirante mais alto e panorâmico de Lisboa. Dali se vê Alfama, o Castelo de São Jorge, o rio Tejo e a Ponte 25 de Abril ao fundo, principalmente ao pôr do sol.

Endereço: Rua da Senhora do Monte, Lisboa, Portugal

Onde comer

3. Time Out Market Lisboa

Salão interno do Time Out Market em Lisboa
Foto: Wikimedia Commons

Instalado no salão do Mercado da Ribeira, de 1892, o Time Out Market reúne desde 2014 dezenas de bancas de restaurantes, bares e confeitarias selecionados pela revista Time Out. É parada certa para provar várias cozinhas lisboetas em uma só mesa comunitária.

Endereço: Avenida 24 de Julho 49, Lisboa, Portugal

Onde tomar café

4. Pastelaria Versailles

Interior ornamentado da Pastelaria Versailles em Lisboa
Foto: Wikimedia Commons

Aberta em 1922, a Pastelaria Versailles é um dos grandes cafés de estilo Belle Époque de Lisboa, com tetos ornamentados, vitrais e garçons de colete servindo chá da tarde. Continua sendo um ponto de encontro de bairro, cheio de estudantes e moradores das Avenidas Novas.

Endereço: Avenida da República 15A, Lisboa, Portugal

Onde beber

5. Pavilhão Chinês

Interior decorado do bar Pavilhão Chinês em Lisboa
Foto: Wikimedia Commons

Aberto em 1986 numa antiga mercearia do início do século 20, o Pavilhão Chinês esconde vários salões lotados de bonecos, brinquedos antigos e curiosidades reunidas pelo próprio dono. A entrada é por uma porta vermelha, tocando a campainha, no Príncipe Real.

Endereço: Rua Dom Pedro V, Lisboa, Portugal

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Pastelaria Versailles — foto: Wikimedia Commons
  • Castelo de São Jorge — foto: Wikimedia Commons
  • Time Out Market Lisboa — foto: Wikimedia Commons
  • Miradouro da Senhora do Monte — foto: Wikimedia Commons
  • Pavilhão Chinês — foto: Wikimedia Commons

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