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Café Colonial Bela Vista: o brunch farto que virou tradição em Gramado

O Café Colonial Bela Vista reúne a herança dos imigrantes italianos e alemães em uma mesa farta, com cucas, geleias, queijos, embutidos e pães caseiros. É um programa de meio de manhã ou início de tarde, sem pressa.

Fachada do Café Colonial Bela Vista em Gramado

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Café Colonial Bela Vista Restaurante
    Café Colonial Bela Vista, Avenida das Hortênsias 3500, Gramado, RS, Brasil
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The Cloisters: pub de cerca de 1350 a dois passos da Catedral de Salisbury

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A dois minutos a pé da Catedral de Salisbury, este pub ocupa um prédio tombado de cerca de 1350. Ambiente descontraído e boa seleção de cervejas para fechar o dia depois de caminhar por Wiltshire.

Fachada do pub histórico The Cloisters, em Salisbury

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • The Cloisters Bar
    The Cloisters, 83 Catherine Street, Salisbury, United Kingdom
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La Gioconda Caffè: o café centenário dentro do Teatro Amazonas

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O La Gioconda funciona dentro do Teatro Amazonas e leva o nome da companhia italiana que estreou o teatro em 1897. As paredes guardam fotos antigas de Manaus e registros de visitantes ilustres.

Programa perfeito para começar o dia: café encorpado e a arquitetura do teatro ainda vazio, antes da agitação do centro histórico.

Fachada do Teatro Amazonas, onde funciona a cafeteria La Gioconda Caffè

Foto: Wikimedia Commons

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Café clássico ou clássico com café?

Onde fica

  • La Gioconda Caffè Cafeteria
    Av. Eduardo Ribeiro, 659, Centro, Manaus, Brasil
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Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim: a ilha do diabo que guardava Florianópolis dos espanhóis

Vista panorâmica da Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim na Baía Norte de Florianópolis

Foto: Wikimedia Commons

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"Pequena ilha do diabo" — é isso, aproximadamente, o que significa Anhatomirim em tupi. O nome sombrio acabou sendo profético: a fortaleza erguida nessa ilhota da Baía Norte, na Grande Florianópolis, passaria por um dos episódios mais sangrentos da história catarinense antes de se tornar o sítio histórico tranquilo que hoje recebe visitantes de escuna.

Um brigadeiro português contra a ameaça espanhola

A construção da Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim começou em 1739, sob o comando do brigadeiro português José da Silva Paes, engenheiro militar responsável por todo o sistema de defesa da Ilha de Santa Catarina no século XVIII. Erguida em pedra, com traços que remetem à arquitetura renascentista das fortificações europeias, Santa Cruz foi projetada como o vértice principal de um sistema defensivo triangular que protegia a entrada da Baía Norte contra ataques espanhóis vindos do sul do continente.

Esse sistema reunia três fortalezas complementares, que cruzavam seus canhões sobre o canal de acesso à ilha:

  • Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, na ilha de mesmo nome — a mais robusta das três
  • Fortaleza de São José da Ponta Grossa, na península de Jurerê
  • Fortaleza de Santo Antônio de Ratones, na Ilha de Ratones Grande

Curiosamente, apesar de todo o investimento militar português, os registros históricos indicam que Santa Cruz nunca chegou a disparar contra um invasor: durante a invasão espanhola de 1777, quando forças de Buenos Aires tomaram a Ilha de Santa Catarina, a fortaleza não foi utilizada em combate. Depois desse episódio, o sistema de defesa entrou em declínio e foi progressivamente abandonado ao longo do século XIX.

Muralhas de pedra e canhões da Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim

As muralhas do século XVIII, restauradas a partir dos anos 1970

Sangue na fortaleza: a Revolta Federalista de 1894

Foi mais de um século depois de abandonada como posto militar que Anhatomirim viveu seu capítulo mais dramático. Em 1894, durante a Revolta Federalista — o violento conflito civil que opôs federalistas a forças ligadas ao governo de Floriano Peixoto —, a fortaleza voltou a ter uso oficial, desta vez como prisão e local de execuções sumárias de prisioneiros políticos capturados em Santa Catarina.

Em 24 de abril de 1894, por ordem de Floriano Peixoto, um grupo de prisioneiros foi fuzilado nas dependências da fortaleza. Entre os executados estava o Barão de Batovi, oficial que havia lutado como herói na Guerra do Paraguai décadas antes e que, na Revolta Federalista, se posicionou do lado derrotado. O episódio deixou uma marca duradoura na memória local e é hoje um dos pontos mais lembrados por historiadores que estudam o período da consolidação da República no Brasil.

Ruínas, tombamento e o que resta hoje

Depois de décadas de abandono e deterioração, a Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim foi tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional pelo IPHAN em 1938. Ainda assim, a recuperação efetiva das ruínas só começou nos anos 1970, quando a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) assumiu um papel de protagonismo na restauração do conjunto. Em 1979, um convênio formal entre a UFSC, o Ministério da Marinha e o IPHAN estabeleceu a guarda e a administração do monumento, acelerando as obras de recuperação das muralhas, do quartel e da capela internos.

Vista aérea da Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim cercada pelo mar

Hoje administrada pela UFSC como parte do Projeto Fortalezas da Ilha de Santa Catarina, a fortaleza só é acessível por mar — passeios de escuna partem de pontos da Grande Florianópolis, como a região de Canasvieiras e Jurerê, para atravessar a Baía Norte até a ilha. Quem desembarca encontra um raro conjunto militar português do século XVIII quase completo: muralhas, baluartes, quartel, capela e a antiga casa do comandante, hoje transformados em museu a céu aberto. Da fortaleza que nunca disparou um tiro contra invasores restou, paradoxalmente, uma das histórias mais violentas do litoral catarinense — e um dos monumentos coloniais mais bem preservados do Brasil.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Entrada baratinha e um passeio de barco bem agradável para acessar a Fortaleza.

Onde fica

  • Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim Histórico
    Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, Governador Celso Ramos, Santa Catarina

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