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O que fazer em Manaus: 13 paradas escolhidas

Fachada do Teatro Amazonas, onde funciona a cafeteria La Gioconda Caffè

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 13 paradas em Manaus, AM, Brasil: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Mercado Municipal Adolpho Lisboa
  2. Encontro das Águas
  3. Mercado Municipal Adolpho Lisboa
  4. Bosque da Ciência (INPA)
  5. Praia da Ponta Negra
  6. Centro Cultural Palácio Rio Negro
  7. Museu da Amazônia (MUSA)
  8. Largo de São Sebastião
  9. Churrascaria Búfalo
  10. Biatüwi Casa de Comida Indígena
  11. Pizza Bule (Pizzaria do Tabule)
  12. La Gioconda Caffè
  13. Bar do Armando

O que visitar

1. Mercado Municipal Adolpho Lisboa

Interior do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, em Manaus
Foto: Ridiculopathy / Wikimedia Commons (CC0)

Erguido em 1883 com estrutura de ferro fundido projetada por Gustave Eiffel, o Mercado Adolpho Lisboa é parada obrigatória no Centro Histórico de Manaus, às margens do Rio Negro.

Entre bancas de peixe, especiarias, farinha e artesanato indígena, dá pra sentir o pulso da cidade em uma manhã de passeio.

Endereço: Rua dos Barés, 46, Centro, Manaus, Brasil

2. Encontro das Águas

Vista do Encontro das Águas entre os rios Negro e Solimões, em Manaus
Foto: Paulo JC Nogueira / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A cerca de 10 km do centro, as águas escuras do Rio Negro encontram as águas barrentas do Rio Solimões — por diferença de temperatura e velocidade, correm lado a lado por quilômetros sem se misturar.

O passeio de barco até o Encontro das Águas é um dos programas mais procurados por quem visita Manaus, geralmente saindo do Porto da Ceasa.

Endereço: Encontro das Águas, Manaus, Brasil

3. Mercado Municipal Adolpho Lisboa

Fachada histórica de ferro do Mercado Municipal Adolpho Lisboa em Manaus
Foto: Wikimedia Commons

Inaugurado em 1883, o Mercado Municipal Adolpho Lisboa tem estrutura de ferro trazida da Europa, inspirada no antigo mercado parisiense Les Halles. Fica bem em frente ao porto de Manaus, às margens do Rio Negro.

Vale ir cedo para ver as bancas de peixe amazônico, ervas regionais e artesanato indígena em plena atividade.

Endereço: Rua dos Barés, 46, Manaus, Amazonas, Brasil

4. Bosque da Ciência (INPA)

Vista da área verde do Bosque da Ciência do INPA em Manaus
Foto: BjoernS / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0 de)

O Bosque da Ciência é um fragmento de 13 hectares de floresta mantido pelo INPA, com trilhas, lagos e recintos onde dá para ver de perto peixes-boi, jacarés, lontras e tartarugas.

Um respiro de mata em plena Manaus, ótimo passeio de meio de tarde.

Endereço: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Manaus, Amazonas, Brasil

5. Praia da Ponta Negra

Vista panorâmica da Praia da Ponta Negra em Manaus ao entardecer
Foto: TV Em Tempo Online / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

A Praia da Ponta Negra é a orla mais movimentada de Manaus, com calçadão, quiosques e vista para o Rio Negro.

No fim da tarde o lugar enche de gente pra ver o pôr do sol e tomar alguma coisa gelada.

Endereço: Praia da Ponta Negra, Manaus, Amazonas, Brasil

6. Centro Cultural Palácio Rio Negro

Fachada do Palácio Rio Negro, casarão histórico em Manaus
Foto: Adriel Marcos / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Erguido em 1903 como residência de um rico comerciante alemão do ciclo da borracha, o Palácio Rio Negro já foi sede do governo do Amazonas e hoje funciona como centro cultural com entrada gratuita. A visita mostra salões restaurados, exposições e um pedaço da história áurea de Manaus.

Fica na Avenida Sete de Setembro, no coração do Centro Histórico, funciona de terça a sábado e vale reservar horário no site da Secretaria de Cultura antes de ir.

Endereço: Avenida Sete de Setembro, 1546, Centro, Manaus, AM

7. Museu da Amazônia (MUSA)

Vista da floresta a partir do Museu da Amazônia (MUSA), em Manaus
Foto: MTur Destinos / Wikimedia Commons (Public domain)

O MUSA é um jardim botânico de floresta preservada com mais de 3 km de trilhas guiadas, vitórias-régias e uma torre de observação de 42 metros — são 242 degraus até um mirante que fica literalmente acima da copa das árvores da Amazônia.

Funciona todos os dias, exceto quarta-feira, e a visita sem guia (trilhas + torre) custa bem menos que a guiada. Vá pela manhã ou início da tarde para aproveitar a luz.

Endereço: Avenida Margarita, 6305, Cidade de Deus, Manaus, AM

8. Largo de São Sebastião

Largo de São Sebastião com calçamento português e o Teatro Amazonas ao fundo, em Manaus
Foto: Ridiculopathy / Wikimedia Commons (CC0)

Inaugurado em 1901 com pedras portuguesas, o Largo de São Sebastião é uma das praças mais bonitas do Centro Histórico de Manaus, com o Monumento à Abertura dos Portos no meio e o Teatro Amazonas logo ao lado. Ao redor ficam casarões antigos, museus e bares.

É parada obrigatória pra quem já está caminhando pelo Centro Histórico — vale ir no fim da tarde, quando o movimento na praça aumenta.

Endereço: Rua 10 de Julho - Centro, Manaus - AM, 69010-060

Onde comer

9. Churrascaria Búfalo

Fachada da Churrascaria Búfalo, em Manaus
Foto: Madison L. Pereira / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Fundada em 1986, a Churrascaria Búfalo é referência de rodízio tradicional em Manaus, com carnes assadas na brasa e mesa farta de acompanhamentos.

Depois de uma manhã de passeio no centro histórico, é parada certeira para um almoço reforçado antes de seguir para o rio.

Endereço: Rua Pará, Manaus, Brasil

10. Biatüwi Casa de Comida Indígena

Fachada do restaurante Biatüwi, casa de comida indígena em Manaus
Foto: Ajmcbarreto / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O Biatüwi foi a primeira casa de comida indígena a abrir no Brasil, unindo ingredientes e saberes das etnias Tukano, do Alto Rio Negro, e Sateré-Mawé, do Baixo Amazonas. O cardápio muda com a temporada e traz peixes como o pirarucu preparados com técnicas ancestrais.

Funciona de quarta a sábado, no horário de almoço, dentro de um casarão do Centro Histórico — reserve com antecedência, os lugares são concorridos.

Endereço: Rua Bernardo Ramos, 97, Centro, Manaus, AM

11. Pizza Bule (Pizzaria do Tabule)

Fachada da Pizzaria do Tabule (Pizza Bule), em Manaus
Foto: Wikimedia Commons

Tradição entre as pizzarias de Manaus, o Pizza Bule (antiga Pizzaria do Tabule) serve rodízio de pizzas de massa fina, com sabores salgados e doces, em ambiente simples e com estacionamento próprio.

Funciona no bairro São Geraldo, pertinho do Centro — bom programa pra fechar o dia com uma refeição descomplicada.

Endereço: Rua Pará, 3, São Geraldo, Manaus, AM

Onde tomar café

12. La Gioconda Caffè

Fachada do Teatro Amazonas, onde funciona a cafeteria La Gioconda Caffè
Foto: Wikimedia Commons

O La Gioconda funciona dentro do Teatro Amazonas e leva o nome da companhia italiana que estreou o teatro em 1897. As paredes guardam fotos antigas de Manaus e registros de visitantes ilustres.

Programa perfeito para começar o dia: café encorpado e a arquitetura do teatro ainda vazio, antes da agitação do centro histórico.

Endereço: Av. Eduardo Ribeiro, 659, Centro, Manaus, Brasil

Onde beber

13. Bar do Armando

Fachada do tradicional Bar do Armando em Manaus
Foto: AJCAVENAGHI / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Fundado em 1963 pelo português Armando Dias Soares, o Bar do Armando é point certo para cerveja gelada e petiscos, com mesas na calçada de frente para o Largo de São Sebastião, ao lado do Teatro Amazonas.

À noite costuma lotar com samba e MPB ao vivo.

Endereço: Rua 10 de Julho, 593, Manaus, Amazonas, Brasil

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • La Gioconda Caffè — foto: Wikimedia Commons
  • Mercado Municipal Adolpho Lisboa — foto: Ridiculopathy / Wikimedia Commons (CC0)
  • Churrascaria Búfalo — foto: Madison L. Pereira / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
  • Encontro das Águas — foto: Paulo JC Nogueira / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
  • Mercado Municipal Adolpho Lisboa — foto: Wikimedia Commons
  • Bosque da Ciência (INPA) — foto: BjoernS / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0 de)
  • Praia da Ponta Negra — foto: TV Em Tempo Online / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
  • Bar do Armando — foto: AJCAVENAGHI / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Centro Cultural Palácio Rio Negro — foto: Adriel Marcos / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Biatüwi Casa de Comida Indígena — foto: Ajmcbarreto / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Museu da Amazônia (MUSA) — foto: MTur Destinos / Wikimedia Commons (Public domain)
  • Largo de São Sebastião — foto: Ridiculopathy / Wikimedia Commons (CC0)
  • Pizza Bule (Pizzaria do Tabule) — foto: Wikimedia Commons

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📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]

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Pelourinho: a praça que guarda (e expõe) a história afro-brasileira de Salvador

Casario colorido do Pelourinho, centro histórico de Salvador

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No topo da Cidade Alta de Salvador, um conjunto de ladeiras íngremes e casarios coloridos do período colonial forma um dos centros históricos mais importantes do Brasil. O Pelourinho recebeu esse nome por ter sido, durante o Brasil colonial, o local onde ficava o pelourinho — poste de pedra usado para castigar publicamente pessoas escravizadas. Hoje, o mesmo espaço se tornou um dos principais símbolos da cultura afro-brasileira no país, um giro histórico carregado de significado.

Centro do comércio colonial

Fundada em 1549 como a primeira capital do Brasil colonial, Salvador teve no Pelourinho o coração administrativo, religioso e comercial da cidade durante séculos. A região concentrava igrejas barrocas, sobrados de comerciantes e, tragicamente, também foi um dos principais pontos de comércio de pessoas escravizadas trazidas da África — a Bahia recebeu, ao longo de mais de três séculos, o maior contingente de africanos escravizados de todo o Brasil.

Patrimônio Mundial da Unesco

Depois de décadas de abandono e degradação ao longo do século XX, o Pelourinho passou por um amplo processo de restauração a partir de 1992, recuperando fachadas, ladeiras e igrejas históricas. Em 1985, antes mesmo da restauração, o conjunto já havia sido reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial, muito por conta do valor arquitetônico do maior conjunto de arquitetura colonial e barroca preservado nas Américas.

Ruas de pedra e casarios coloniais do Pelourinho

As ladeiras de pedra e os sobrados coloridos são marca registrada do bairro.

Cultura afro-brasileira em primeiro plano

Hoje o Pelourinho é também point de grupos como o Olodum, bloco afro fundado em 1979 que transformou o local em palco de ensaios e apresentações, e sede de instituições culturais dedicadas à história e à cultura negra, como a Fundação Casa de Jorge Amado e diversos museus afro-brasileiros. Capoeira, candomblé e música percussiva fazem parte do cotidiano das ruas, tornando o Pelourinho um espaço de celebração da cultura que, séculos atrás, sofreu ali sua página mais violenta.

Casario colonial colorido do centro histórico de Salvador

O bairro é hoje um dos centros culturais mais ativos de Salvador.

Dicas para a visita

As ladeiras de pedra são bonitas mas exigem atenção — calçados confortáveis ajudam bastante. Vale reservar uma tarde inteira para caminhar sem pressa, visitar igrejas como a de São Francisco (com interior coberto de ouro) e assistir, se coincidir com terça-feira à noite, à roda de música que costuma tomar conta das ruas do bairro.

Onde fica

  • Largo do Pelourinho Histórico
    Pelourinho, Salvador, Bahia

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