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📍 Dica rápida

Encontro das Águas: o rio escuro e o rio barrento que não se misturam

A cerca de 10 km do centro, as águas escuras do Rio Negro encontram as águas barrentas do Rio Solimões — por diferença de temperatura e velocidade, correm lado a lado por quilômetros sem se misturar.

O passeio de barco até o Encontro das Águas é um dos programas mais procurados por quem visita Manaus, geralmente saindo do Porto da Ceasa.

Vista do Encontro das Águas entre os rios Negro e Solimões, em Manaus

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Encontro das Águas Ponto Turístico
    Encontro das Águas, Manaus, Brasil
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Le Train Bleu: o restaurante Belle Époque escondido dentro de uma estação de trem em Paris

Salão decorado do restaurante Le Train Bleu, em Paris

Foto: Wikimedia Commons

É comum pensar em estações de trem como espaços puramente funcionais, mas a Gare de Lyon, em Paris, guarda uma exceção notável dentro de suas próprias paredes. No andar superior da estação funciona o Le Train Bleu, um restaurante monumental inaugurado em 1901 para a Exposição Universal de Paris, com tetos pintados, dourados e mais de quarenta afrescos que fazem dele um dos interiores Belle Époque mais bem preservados da cidade.

Construído para uma exposição universal

Originalmente batizado de "Buffet de la Gare de Lyon", o restaurante foi encomendado pela companhia ferroviária PLM (Paris-Lyon-Méditerranée) para impressionar visitantes da Exposição Universal de 1900, que trouxe à cidade inovações como a primeira linha do metrô parisiense. O nome atual, Le Train Bleu, é uma homenagem ao lendário trem de luxo que ligava Paris à Riviera Francesa, símbolo de elegância e viagens de luxo no início do século XX.

Quarenta e um afrescos e nomes de destinos

Os afrescos que cobrem o teto e as paredes do salão principal retratam cidades atendidas pelas antigas linhas da PLM — de Marselha a Nice — pintados por artistas premiados da época, contratados especialmente para o projeto. Essa combinação de escala monumental e riqueza artística levou o governo francês a tombar o interior do restaurante como monumento histórico em 1972, um reconhecimento raro para um espaço comercial em funcionamento.

Afrescos no teto do restaurante Le Train Bleu

Os afrescos do teto retratam destinos atendidos pela antiga companhia ferroviária PLM.

Cenário de cinema

A grandiosidade do salão chamou a atenção de cineastas ao longo das décadas: o restaurante aparece em filmes como "Mr. Bean's Holiday" e "Nikita", de Luc Besson, além de ter recebido nomes como Coco Chanel, Salvador Dalí e Jean Cocteau entre seus frequentadores históricos.

Interior ornamentado do Le Train Bleu

O tombamento do interior como monumento histórico ocorreu em 1972.

Dicas para a visita

Como fica dentro da própria Gare de Lyon, é possível conhecer o restaurante mesmo sem embarcar em nenhum trem — vale reservar uma mesa com antecedência, já que o salão é procurado tanto por viajantes quanto por parisienses e turistas que vão especificamente para ver a decoração. Chegar com um pouco de antecedência para apreciar os detalhes do teto antes da refeição é uma boa estratégia.

Onde fica

  • Le Train Bleu Restaurante
    Gare de Lyon, Place Louis-Armand, Paris, França

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D.O.M.: como Alex Atala colocou os ingredientes da Amazônia na alta gastronomia

Vista do bairro Jardins, em São Paulo, onde fica o restaurante D.O.M.

Foto: Wikimedia Commons

Poucos restaurantes brasileiros mudaram tanto a forma como o mundo enxerga a nossa cozinha quanto o D.O.M., em São Paulo. Aberto no fim dos anos 1990 pelo chef paulistano Alex Atala, o restaurante ficou conhecido por fazer o caminho inverso do que se esperava de um chef brasileiro naquela época: em vez de reproduzir técnicas francesas com ingredientes importados, Atala foi buscar na Amazônia e no interior do Brasil produtos que praticamente ninguém levava a sério na alta gastronomia.

O que significa o nome

D.O.M. é a sigla de "Deo Optimo Maximo", expressão em latim que significa algo como "a Deus, o melhor e o maior" — tradicionalmente usada em rótulos de destilados e conventos beneditinos. O nome dá o tom de um lugar que trata cada prato como uma celebração, mas o conceito por trás da cozinha é bem menos solene: valorizar ingredientes brasileiros pouco conhecidos, como a formiga saúva, a priprioca (raiz aromática usada tradicionalmente na perfumaria amazônica) e peixes de rio como o tucunaré.

Reconhecimento internacional

Ao longo dos anos 2000 e 2010, o D.O.M. apareceu repetidamente entre os melhores restaurantes do mundo em rankings internacionais como o The World's 50 Best Restaurants, chegando à quarta colocação global — a mais alta já obtida por um restaurante sul-americano até então. O reconhecimento colocou São Paulo, e o Brasil, no radar de críticos e chefs que antes olhavam quase exclusivamente para a Europa e os Estados Unidos.

O chef Alex Atala

Alex Atala se tornou um dos rostos mais conhecidos da gastronomia brasileira no exterior.

Amazônia no prato

Um dos pratos mais associados ao restaurante é o ovo com farofa de banana e formigas saúva, servido em uma casca de ovo — uma forma de apresentar um ingrediente amazônico tradicional de um jeito que surpreende sem parecer um truque. A cozinha do D.O.M. costuma trabalhar com produtores de pequena escala e comunidades ribeirinhas, o que ajudou a colocar em discussão temas como sustentabilidade e valorização de saberes indígenas dentro do circuito da alta gastronomia — um debate que, décadas depois, se tornou padrão em restaurantes de ponta ao redor do mundo.

O bairro dos Jardins

O restaurante fica no Jardim Paulista, região conhecida simplesmente como Jardins, um dos bairros mais sofisticados de São Paulo, com ruas arborizadas, grifes internacionais e uma concentração grande de restaurantes premiados. A localização central facilita o acesso tanto para paulistanos quanto para turistas que incluem o D.O.M. no roteiro gastronômico da cidade.

Dicas para a visita

Por ser um restaurante de alta gastronomia com menu degustação, a experiência costuma durar entre duas e três horas, e a reserva antecipada é praticamente obrigatória — em períodos de alta demanda, a espera pode chegar a semanas. Vale se programar com antecedência e reservar um horário mais cedo na noite para aproveitar com calma cada etapa do menu.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Se você gosta de sabores, este restaurante irá te surpreender.

Onde fica

  • D.O.M. Restaurante
    Rua Barão de Capanema, 549, Jardim Paulista, São Paulo - SP

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Cristo Redentor: como a estátua no Corcovado se tornou símbolo do Rio de Janeiro

Estátua do Cristo Redentor no alto do Corcovado, Rio de Janeiro

Foto: Wikimedia Commons

No alto do morro do Corcovado, a 710 metros de altitude, uma estátua de 30 metros com os braços abertos observa o Rio de Janeiro de praticamente qualquer ângulo da cidade. O Cristo Redentor foi inaugurado em 1931 e, desde 2007, integra a lista das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, ao lado de monumentos como a Muralha da China e o Taj Mahal — reconhecimento que consolidou o status do monumento como um dos símbolos mais reconhecíveis do planeta.

Uma ideia que nasceu décadas antes

A proposta de erguer um monumento religioso no Corcovado surgiu ainda no século XIX, mas só ganhou força nos anos 1920, impulsionada pela Igreja Católica em meio às comemorações do centenário da independência do Brasil. A construção, financiada majoritariamente por doações da comunidade católica, levou cerca de nove anos para ficar pronta, entre 1922 e 1931.

Engenharia franco-brasileira

O projeto estrutural foi assinado pelo engenheiro brasileiro Heitor da Silva Costa, enquanto a concepção artística do rosto e das mãos ficou a cargo do escultor francês Paul Landowski. A estátua foi construída em concreto armado revestido por pedra-sabão, material escolhido por resistir bem às variações climáticas do topo do morro, incluindo ventos fortes e frequentes incidências de raios.

Vista aproximada da estátua do Cristo Redentor

A estátua tem 30 metros de altura, incluindo o pedestal de 8 metros.

Um trem centenário até o topo

O acesso ao Cristo Redentor é feito principalmente pelo Trem do Corcovado, inaugurado ainda em 1884 — décadas antes da própria estátua — originalmente para levar visitantes ao mirante natural do morro. O trajeto de cerca de 20 minutos corta parte do Parque Nacional da Tijuca, uma das maiores florestas urbanas do mundo, antes de chegar à base da escadaria que leva ao monumento.

Silhueta do Cristo Redentor ao pôr do sol

O pôr do sol visto do Corcovado é um dos momentos mais procurados por visitantes.

Dicas para a visita

Comprar o ingresso com antecedência pela internet é essencial, já que o acesso ao monumento é limitado por horário para controlar o fluxo de visitantes. Dias de céu limpo são fundamentais para aproveitar a vista — vale checar a previsão do tempo antes de definir o dia do passeio, já que neblina é comum no Corcovado em determinadas épocas do ano.

Onde fica

  • Cristo Redentor Ponto Turístico
    Parque Nacional da Tijuca, Corcovado, Rio de Janeiro - RJ

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