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📍 Wiltshire

O que fazer em Wiltshire: 5 paradas escolhidas

Pedras do círculo neolítico de Avebury, em Wiltshire, na Inglaterra

Foto: Pavlo Boyko / Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Wiltshire, Reino Unido: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Avebury Stone Circle
  2. Salisbury Cathedral
  3. The Haunch of Venison
  4. Fisherton Mill
  5. The Cloisters

O que visitar

1. Avebury Stone Circle

Pedras do círculo neolítico de Avebury, em Wiltshire, na Inglaterra
Foto: Bo&Ko / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Maior que Stonehenge e livre para caminhar entre as pedras a qualquer hora, o círculo de Avebury cerca literalmente a vila e faz parte do mesmo Patrimônio Mundial da UNESCO. Uma boa forma de começar o dia por Wiltshire, sem as filas do vizinho mais famoso.

Endereço: Avebury Stone Circle, High Street, Avebury, United Kingdom

2. Salisbury Cathedral

Fachada e torre da Catedral de Salisbury, em Wiltshire, na Inglaterra
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Com 123 metros, a torre da Catedral de Salisbury é a mais alta da Inglaterra e guarda uma das quatro cópias originais da Magna Carta de 1215. O relógio mecânico do interior, de 1386, está entre os mais antigos ainda funcionando no mundo.

Endereço: Salisbury Cathedral, 33 Bishop's Walk, Salisbury, United Kingdom

Onde comer

3. The Haunch of Venison

Fachada de vigas de madeira do pub The Haunch of Venison, em Salisbury
Foto: Chris Talbot / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Perto da Catedral de Salisbury, este pub de vigas de carvalho remonta à década de 1320 e guarda curiosidades como uma mão mumificada exposta numa parede. Bom lugar para um almoço tradicional inglês em ambiente histórico, tombado como Grade II*.

Endereço: The Haunch of Venison

Onde tomar café

4. Fisherton Mill

Fachada do café e galeria Fisherton Mill, em Salisbury
Foto: Ian Capper / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Um moinho de grãos do século 19 transformado em café e galeria, com espaço para artistas residentes. Vale parar para um café da tarde enquanto se passeia pelas obras de artesãos locais expostas pelos corredores.

Endereço: Fisherton Mill, 108 Fisherton Street, Salisbury, United Kingdom

Onde beber

5. The Cloisters

Fachada do pub histórico The Cloisters, em Salisbury
Foto: Jaggery / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

A dois minutos a pé da Catedral de Salisbury, este pub ocupa um prédio tombado de cerca de 1350. Ambiente descontraído e boa seleção de cervejas para fechar o dia depois de caminhar por Wiltshire.

Endereço: The Cloisters, 83 Catherine Street, Salisbury, United Kingdom

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Avebury Stone Circle — foto: Bo&Ko / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)
  • Salisbury Cathedral — foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • The Haunch of Venison — foto: Chris Talbot / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)
  • Fisherton Mill — foto: Ian Capper / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)
  • The Cloisters — foto: Jaggery / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

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Bandeira de Havana Havana

Castillo del Morro: a fortaleza de Havana que resistiu a piratas mas caiu para os ingleses em 1762

Vista noturna do Castillo del Morro iluminado na entrada da Baía de Havana, Cuba

Foto: Wikimedia Commons

Quem chega de navio a Havana ainda hoje avista primeiro uma coisa: um promontório de pedra na boca da baía, coroado por um farol e por muralhas baixas e grossas que parecem ter nascido da própria rocha. É o Castillo de los Tres Reyes del Morro — para os cubanos, simplesmente "El Morro" — a fortaleza que durante mais de dois séculos decidiu quem entrava e quem não entrava no porto mais importante do Caribe espanhol.

Uma fortaleza contra os corsários

Havana no século XVI era um alvo fácil. Em 1555 o corsário francês Jacques de Sores saqueou e incendiou a cidade quase sem resistência, e o episódio convenceu a Coroa espanhola de que o porto precisava de defesas de verdade. A resposta veio décadas depois: em 1589, sob ordens do rei Filipe II, começaram as obras do Castillo del Morro, projetado pelo engenheiro militar italiano Juan Bautista Antonelli, o mesmo responsável por outras fortificações espanholas nas Américas.

A construção levou mais de quarenta anos — as obras avançaram lentamente por causa do custo e da dificuldade de esculpir os alicerces na rocha viva do penhasco — e o forte só foi dado como concluído por volta de 1630, já sob o governador Lorenzo Cabrera. Sozinho, porém, o Morro não bastava: à noite, uma pesada corrente de ferro era esticada pela água até o Castillo de la Punta, do outro lado da entrada da baía, fechando fisicamente a passagem para qualquer embarcação.

O cerco que trocou Cuba por 44 dias

A prova de fogo do Morro veio em 1762, durante a Guerra dos Sete Anos. Uma frota britânica comandada pelo almirante George Pocock e pelo conde de Albemarle desembarcou tropas cerca de dez quilômetros a leste da fortaleza em 7 de junho daquele ano. O bombardeio naval inicial, em 1º de julho, foi um fracasso — os navios de guerra britânicos levaram mais dano do que causaram e precisaram recuar —, mas os britânicos seguiram cavando trincheiras terrestres ao redor do forte sob o calor tropical e a disenteria que dizimava seus soldados.

Gravura do século XIX representando o Castillo del Morro na entrada da Baía de Havana

Gravura do século XIX mostra o Castillo del Morro guardando a entrada da baía de Havana.

Em 30 de julho, engenheiros britânicos detonaram uma mina sob as muralhas do Morro, abrindo uma brecha que foi tomada a assalto sob o comando do coronel William Keppel. Com a fortaleza perdida, a cidade de Havana já não tinha como resistir: capitulou em 11 de agosto e foi ocupada em 14 de agosto de 1762. A ocupação britânica durou menos de um ano — pelo Tratado de Paris de 1763, a Espanha recuperou Havana em troca de ceder a Flórida à Grã-Bretanha, um dos negócios territoriais mais decisivos da história colonial americana.

O farol que sobrou da guerra

Depois do episódio de 1762, os espanhóis reforçaram a guarnição do Morro e, décadas mais tarde, decidiram dotar a fortaleza de um farol permanente. A torre atual, com cerca de 25 metros de altura e luz projetada a 44 metros acima do nível do mar, entrou em funcionamento em dezembro de 1844 — a data ainda está gravada na pedra, na base da lanterna —, equipada com um sistema de lentes Fresnel — a mesma tecnologia francesa que revolucionou a sinalização marítima no século XIX. O farol funciona até hoje e é um dos cartões-postais mais fotografados de Cuba.

Torre do farol do Castillo del Morro em Havana, com o ano 1844 gravado na pedra

A data de 1844 ainda está gravada na pedra da torre do farol do Morro.

Em 1982, a Unesco incluiu o Castillo del Morro na lista de Patrimônio Mundial como parte do conjunto "Havana Velha e suas Fortificações", reconhecendo o papel do forte — ao lado de La Punta, La Cabaña e outras estruturas do sistema defensivo colonial — na história militar e urbana do Caribe. Até hoje, ao anoitecer, um canhão dispara em Havana em memória do antigo ritual que fechava a corrente entre o Morro e La Punta e avisava a cidade de que o porto estava trancado até o amanhecer seguinte.

Onde fica

  • Castillo de los Tres Reyes del Morro Histórico
    Castillo de los Tres Reyes del Morro, Havana, Cuba

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Inaugurado em 1883, o Mercado Municipal Adolpho Lisboa tem estrutura de ferro trazida da Europa, inspirada no antigo mercado parisiense Les Halles. Fica bem em frente ao porto de Manaus, às margens do Rio Negro.

Vale ir cedo para ver as bancas de peixe amazônico, ervas regionais e artesanato indígena em plena atividade.

Fachada histórica de ferro do Mercado Municipal Adolpho Lisboa em Manaus

Foto: Wikimedia Commons

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]

Onde fica

  • Mercado Municipal Adolpho Lisboa Ponto Turístico
    Rua dos Barés, 46, Manaus, Amazonas, Brasil
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