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📍 Dica rápida

Mercado Municipal Adolpho Lisboa: o mercado de ferro que veio da Europa para o coração de Manaus

Inaugurado em 1883, o Mercado Municipal Adolpho Lisboa tem estrutura de ferro trazida da Europa, inspirada no antigo mercado parisiense Les Halles. Fica bem em frente ao porto de Manaus, às margens do Rio Negro.

Vale ir cedo para ver as bancas de peixe amazônico, ervas regionais e artesanato indígena em plena atividade.

Fachada histórica de ferro do Mercado Municipal Adolpho Lisboa em Manaus

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Mercado Municipal Adolpho Lisboa Ponto Turístico
    Rua dos Barés, 46, Manaus, Amazonas, Brasil
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Pelourinho: a praça que guarda (e expõe) a história afro-brasileira de Salvador

Casario colorido do Pelourinho, centro histórico de Salvador

Foto: Wikimedia Commons

No topo da Cidade Alta de Salvador, um conjunto de ladeiras íngremes e casarios coloridos do período colonial forma um dos centros históricos mais importantes do Brasil. O Pelourinho recebeu esse nome por ter sido, durante o Brasil colonial, o local onde ficava o pelourinho — poste de pedra usado para castigar publicamente pessoas escravizadas. Hoje, o mesmo espaço se tornou um dos principais símbolos da cultura afro-brasileira no país, um giro histórico carregado de significado.

Centro do comércio colonial

Fundada em 1549 como a primeira capital do Brasil colonial, Salvador teve no Pelourinho o coração administrativo, religioso e comercial da cidade durante séculos. A região concentrava igrejas barrocas, sobrados de comerciantes e, tragicamente, também foi um dos principais pontos de comércio de pessoas escravizadas trazidas da África — a Bahia recebeu, ao longo de mais de três séculos, o maior contingente de africanos escravizados de todo o Brasil.

Patrimônio Mundial da Unesco

Depois de décadas de abandono e degradação ao longo do século XX, o Pelourinho passou por um amplo processo de restauração a partir de 1992, recuperando fachadas, ladeiras e igrejas históricas. Em 1985, antes mesmo da restauração, o conjunto já havia sido reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial, muito por conta do valor arquitetônico do maior conjunto de arquitetura colonial e barroca preservado nas Américas.

Ruas de pedra e casarios coloniais do Pelourinho

As ladeiras de pedra e os sobrados coloridos são marca registrada do bairro.

Cultura afro-brasileira em primeiro plano

Hoje o Pelourinho é também point de grupos como o Olodum, bloco afro fundado em 1979 que transformou o local em palco de ensaios e apresentações, e sede de instituições culturais dedicadas à história e à cultura negra, como a Fundação Casa de Jorge Amado e diversos museus afro-brasileiros. Capoeira, candomblé e música percussiva fazem parte do cotidiano das ruas, tornando o Pelourinho um espaço de celebração da cultura que, séculos atrás, sofreu ali sua página mais violenta.

Casario colonial colorido do centro histórico de Salvador

O bairro é hoje um dos centros culturais mais ativos de Salvador.

Dicas para a visita

As ladeiras de pedra são bonitas mas exigem atenção — calçados confortáveis ajudam bastante. Vale reservar uma tarde inteira para caminhar sem pressa, visitar igrejas como a de São Francisco (com interior coberto de ouro) e assistir, se coincidir com terça-feira à noite, à roda de música que costuma tomar conta das ruas do bairro.

Onde fica

  • Largo do Pelourinho Histórico
    Pelourinho, Salvador, Bahia

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Cataratas do Iguaçu: por dentro de uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo

Cataratas do Iguaçu vistas do lado brasileiro

Foto: Wikimedia Commons

Na fronteira entre Brasil e Argentina, o rio Iguaçu se despedaça em cerca de 275 quedas d'água individuais, formando um dos espetáculos naturais mais impressionantes do planeta. As Cataratas do Iguaçu são mais altas que as Cataratas do Niágara e, desde 2011, integram oficialmente a lista das Sete Maravilhas Naturais do Mundo, ao lado de destinos como a Grande Barreira de Corais e o Rio Amazonas.

Um espetáculo dividido entre dois países

As quedas se estendem por quase três quilômetros e podem ser visitadas tanto pelo lado brasileiro, em Foz do Iguaçu (Paraná), quanto pelo lado argentino, em Puerto Iguazú. O lado brasileiro oferece as melhores vistas panorâmicas do conjunto — é possível ver boa parte das quedas de uma só vez ao longo de uma trilha suspensa —, enquanto o lado argentino permite caminhar mais próximo e por cima de várias quedas individuais. Boa parte dos visitantes tenta conhecer os dois lados quando possível.

Vista panorâmica das Cataratas do Iguaçu

O lado brasileiro oferece a melhor vista panorâmica do conjunto de quedas.

Garganta do Diabo

O ponto mais impressionante do conjunto é a Garganta do Diabo, uma fenda em formato de ferradura onde catorze quedas se juntam, formando uma coluna de água e neblina visível a quilômetros de distância. A passarela que leva até a plataforma de observação da Garganta do Diabo, no lado argentino, é considerada por muitos visitantes o ponto alto da viagem — o barulho e a quantidade de água que passa por ali em poucos segundos impressionam mesmo quem já visitou outras quedas d'água pelo mundo.

Descoberta europeia e história

O primeiro europeu a registrar as cataratas foi o explorador espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca, em 1541, embora o local já fosse conhecido havia milênios pelos povos indígenas da região, sobretudo os guarani, de onde vem o nome "Iguaçu" (que significa, aproximadamente, "água grande"). O parque nacional brasileiro foi criado em 1939 e reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco em 1986.

Quedas d'água das Cataratas do Iguaçu

O parque abriga também uma rica fauna, incluindo quatis e tucanos.

Dicas para a visita

No lado brasileiro, a visita costuma durar de duas a três horas, incluindo transporte interno até as trilhas. Vale levar capa de chuva ou um troca de roupa extra — a neblina das quedas molha bastante quem se aproxima dos mirantes finais. Para quem quiser ver os dois lados, um passeio completo geralmente exige dois dias, já que a travessia entre Brasil e Argentina envolve fronteira e costuma tomar boa parte de um dia sozinha.

Onde fica

  • Parque Nacional do Iguaçu (lado brasileiro) Ponto Turístico
    Rodovia das Cataratas, km 4, Foz do Iguaçu - PR

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East Side Gallery: o maior trecho aberto do Muro de Berlim, hoje uma galeria a céu aberto

Murais coloridos na East Side Gallery, remanescente do Muro de Berlim

Foto: Wikimedia Commons

Por quase três décadas, o Muro de Berlim dividiu fisicamente uma cidade e simbolizou a fratura ideológica da Guerra Fria. Construído às pressas em agosto de 1961 pelo governo da Alemanha Oriental, o muro separou Berlim Ocidental (aliada aos Estados Unidos e Europa Ocidental) de Berlim Oriental (sob influência soviética) até cair, de forma quase repentina, em 9 de novembro de 1989. Hoje, o maior trecho preservado do muro é a East Side Gallery, uma galeria de arte a céu aberto de 1,3 quilômetro de extensão.

De barreira de concreto a tela de artistas

Logo após a queda do muro, mais de cem artistas de diferentes países pintaram murais diretamente sobre esse trecho remanescente, transformando um símbolo de opressão em um monumento pela liberdade e pela reunificação. A obra mais famosa da galeria é "My God, Help Me to Survive This Deadly Love", do artista russo Dmitri Vrubel, que retrata o beijo socialista entre o líder soviético Leonid Brejnev e o líder da Alemanha Oriental Erich Honecker — cena baseada em uma foto real de 1979 e que se tornou uma das imagens mais reproduzidas sobre o fim da Guerra Fria.

Checkpoint Charlie, antigo posto de fronteira em Berlim

O Checkpoint Charlie era o principal ponto de passagem controlada entre os dois lados de Berlim.

Checkpoint Charlie, a fronteira mais famosa da Guerra Fria

Não muito longe da East Side Gallery ficava o Checkpoint Charlie, o posto de controle mais conhecido entre Berlim Oriental e Ocidental, usado principalmente por diplomatas e estrangeiros. O local ficou marcado por confrontos tensos, incluindo um impasse de tanques entre tropas americanas e soviéticas em 1961, e hoje uma réplica da guarita original virou ponto turístico, com atores vestidos de soldados para fotos — uma versão bem mais pacífica da história que ali se desenrolou.

Um símbolo em constante restauração

Por ficar exposta ao tempo, ao vandalismo e à ação de milhões de visitantes todos os anos, a East Side Gallery passa periodicamente por restaurações, geralmente conduzidas pelos próprios artistas originais ou por especialistas em conservação. Em alguns momentos, trechos do muro precisaram ser protegidos de obras imobiliárias na região, gerando protestos de berlinenses que consideram o memorial parte essencial da identidade da cidade.

Grafite próximo ao Checkpoint Charlie

Arte urbana continua marcando presença nos arredores dos antigos pontos de fronteira.

Dicas para a visita

A East Side Gallery fica às margens do rio Spree, próxima à estação Warschauer Straße, e a visita é gratuita e ao ar livre, o que a torna fácil de encaixar em qualquer roteiro por Berlim. Vale caminhar toda a extensão do trecho preservado para ver a variedade de estilos dos murais, e reservar um tempo extra para visitar o Checkpoint Charlie e o museu do muro nas proximidades.

Onde fica

  • East Side Gallery Histórico
    Mühlenstraße, Berlim, Alemanha

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