Tem Café Aí Tem Café Aí Guia de destinos, sabores e histórias
Bandeira de Reino Unido Reino Unido
📍 Wiltshire
📍 Dica rápida

Catedral de Salisbury: a torre mais alta da Inglaterra e uma Magna Carta original

Com 123 metros, a torre da Catedral de Salisbury é a mais alta da Inglaterra e guarda uma das quatro cópias originais da Magna Carta de 1215. O relógio mecânico do interior, de 1386, está entre os mais antigos ainda funcionando no mundo.

Fachada e torre da Catedral de Salisbury, em Wiltshire, na Inglaterra

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Salisbury Cathedral Ponto Turístico
    Salisbury Cathedral, 33 Bishop's Walk, Salisbury, United Kingdom
(0 avaliações)

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Continue explorando Wiltshire


Continue lendo

Bandeira de Estados Unidos Estados Unidos
📍 São Francisco
📍 Dica rápida

Swan Oyster Depot: o balcão de frutos do mar mais tradicional de São Francisco

Aberto desde 1912, o Swan Oyster Depot é um balcão estreito de mármore onde a mesma família serve ostras frescas, ceviche e crab cocktail há gerações. Não aceita reserva e a fila é praticamente certa, mas o giro é rápido.

Peça o combo de frutos do mar e acompanhe com uma taça de vinho branco gelado.

Fachada do Swan Oyster Depot na Polk Street, São Francisco

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Swan Oyster Depot Restaurante
    Swan Oyster Depot, 1517 Polk Street, San Francisco, Estados Unidos
(0 avaliações)

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Bandeira de México México
Bandeira de Cidade do México Cidade do México

Bar La Ópera: o balaço de Pancho Villa que ainda mora no teto dourado da Cidade do México

Fachada do Bar La Ópera no Centro Histórico da Cidade do México

Foto: Wikimedia Commons

Há mais de cem anos, uma bala de revólver segue alojada no teto dourado de um bar no coração da Cidade do México — e, de propósito, ninguém jamais a removeu. O buraco pertence ao Bar La Ópera, uma cantina que resiste desde o século 19 na Avenida 5 de Mayo, no Centro Histórico, e que viu passar tanto jantares da elite porfirista quanto tropas revolucionárias armadas.

De confeitaria francesa a ponto de encontro da elite

O endereço não nasceu como bar. Em 1876, as irmãs francesas Boulangeot abriram ali uma confeitaria de luxo na esquina da antiga rua San Juan de Letrán com a Avenida Juárez — terreno onde hoje se ergue a Torre Latinoamericana. Em 1895, o negócio mudou de local e de vocação: passou a funcionar na esquina da Avenida 5 de Mayo com a rua Filomeno Mata, endereço que ocupa até hoje, já como cantina voltada à clientela mais refinada da capital.

Entre os frequentadores da nova fase estavam o presidente Porfirio Díaz e sua esposa, Carmelita Romero Rubio, além do então ministro da Fazenda, José Ives Limantour. O bar tornou-se um símbolo do chamado Porfiriato, período de mais de três décadas de governo de Díaz marcado pela tentativa de europeizar os costumes da capital mexicana — daí o nome "La Ópera" e a decoração que remete aos teatros de espetáculo da Europa do fim do século 19.

A noite em que Pancho Villa disparou no teto

Em dezembro de 1914, tropas de Francisco "Pancho" Villa e Emiliano Zapata ocuparam a Cidade do México após a queda do governo de Victoriano Huerta, no auge da Revolução Mexicana. Segundo o relato mais repetido sobre o episódio, transmitido de geração em geração pelos próprios funcionários do bar, Villa entrou no La Ópera, sentou-se para conversar com seus homens e, incomodado por não conseguir atenção, sacou a arma e disparou um tiro para o alto. A bala nunca foi retirada do teto ornamentado e segue visível até hoje, próxima a um pequeno letreiro que conta a história aos visitantes.

Há uma ironia conhecida pelos guias locais: ao contrário da fama de bebedor pesado que o cinema atribuiu a outros líderes revolucionários, Villa era abstêmio — seu vício declarado era milk-shake de morango, não tequila ou pulque.

Interior decorado do Bar La Ópera na Cidade do México

O salão interno do Bar La Ópera, com teto ornamentado e balcão de madeira.

Um teto de folha de ouro e um balcão vindo de Nova Orleans

A decoração do La Ópera segue o estilo afrancesado que dominava a arquitetura da capital mexicana na virada do século 19 para o 20, misturando traços barrocos com o Art Nouveau então em voga. Entre os elementos que sobrevivem até hoje estão:

  • Um teto trabalhado com molduras cobertas por folha de ouro;
  • Um balcão esculpido em madeira maciça de nogueira, encomendado e transportado de Nova Orleans;
  • Espelhos de vidro biselado emoldurados por talha em madeira escura;
  • Detalhes metálicos e vitrines que reforçam a atmosfera de teatro de ópera europeu.

Com o avanço da Revolução, o bar deixou de ser um espaço fechado à elite porfirista e passou a servir também tequila e pulque a um público mais amplo, consolidando-se como uma das cantinas mais tradicionais do Centro Histórico da capital mexicana — categoria de bar que, no México, guarda rituais e regras de sociabilidade próprios há mais de um século.

Rua 5 de Mayo no Centro Histórico da Cidade do México, onde fica o Bar La Ópera

A rua 5 de Mayo, no Centro Histórico da Cidade do México.

O escritor mexicano Salvador Novo definiu as cantinas tradicionais da capital como "templos de duas portas", numa referência às entradas duplas que antigamente separavam o acesso de homens e mulheres nesses espaços de socialização. O Bar La Ópera, com suas portas na esquina de 5 de Mayo com Filomeno Mata, segue aberto como bar e restaurante mais de cento e trinta anos depois de virar cantina — mantendo, no teto dourado do salão principal, a mesma bala que um disparo de revólver transformou em parte permanente da sua história.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): É ponto de parada obrigatória para turistas interessados na história da Revolução Mexicana.

Onde fica

  • Bar La Ópera Bar
    Bar La Ópera, Avenida 5 de Mayo 10, Cidade do México, México

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Bandeira de Brasil Brasil
Bandeira de Pernambuco Pernambuco

Fernando de Noronha: como o arquipélago virou presídio antes de ser paraíso ecológico

Morro do Pico, cartão-postal de Fernando de Noronha

Foto: Wikimedia Commons

A cerca de 545 quilômetros da costa de Pernambuco, o arquipélago de Fernando de Noronha reúne águas cristalinas, uma das maiores concentrações de golfinhos-rotadores do mundo e um formato geológico inconfundível: o Morro do Pico, pico vulcânico de 320 metros que serve de referência visual para praticamente qualquer ponto da ilha principal. Hoje tratado como um dos destinos mais preservados do Brasil, o arquipélago já passou por um passado bem menos idílico.

De posto militar a colônia penal

Descoberto pelos portugueses no início do século XVI, o arquipélago foi ocupado ao longo dos séculos seguintes por diferentes potências europeias interessadas em sua posição estratégica no Atlântico. A partir de 1737, Portugal transformou a ilha principal numa colônia penal, uso que se manteve, com interrupções, até 1957 — por mais de dois séculos, Fernando de Noronha foi conhecida principalmente como local de prisão, não como destino turístico.

Base militar na Segunda Guerra

Durante a Segunda Guerra Mundial, a posição estratégica do arquipélago no Atlântico levou à instalação de uma base aérea americana em parceria com o Brasil, usada para reabastecer aviões em rotas entre as Américas, a África e a Europa. Estruturas remanescentes desse período ainda podem ser vistas em diferentes pontos da ilha, incluindo parte da pista de pouso ainda em uso no aeroporto local.

Morro do Pico visto da Praia da Conceição

O Morro do Pico, de origem vulcânica, é visível de quase toda a ilha.

De presídio a santuário ecológico

A partir da desativação da colônia penal, em 1957, e sobretudo depois da criação do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, em 1988, o arquipélago passou por uma completa reinvenção como destino de ecoturismo. Hoje, o acesso é controlado por uma taxa de preservação ambiental cobrada por dia de permanência, e o número de turistas na ilha é limitado, medida que ajudou a manter o arquipélago como uma das áreas mais bem preservadas do litoral brasileiro.

Vista do Forte dos Remédios em Fernando de Noronha

Fortificações históricas como o Forte dos Remédios lembram o passado militar da ilha.

Dicas para a visita

Além da taxa de preservação ambiental, cobrada por dia, a entrada no Parque Nacional Marinho exige um ingresso à parte, válido por dez dias, para acesso às praias e trilhas dentro da área protegida. Vale reservar passeios de mergulho e observação de golfinhos com antecedência, já que o número de vagas costuma ser limitado para proteger a fauna marinha local.

Onde fica

  • Morro do Pico Ponto Turístico
    Fernando de Noronha, Pernambuco

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Carregando mais destinos…