Em 537, o imperador bizantino Justiniano I inaugurou, em 27 de dezembro, a Hagia Sophia (Ayasofya) em Constantinopla — a terceira igreja erguida no mesmo terreno, projetada pelos geômetras gregos Isidoro de Mileto e Antêmio de Trales. Por quase mil anos foi a maior catedral cristã do mundo, sede do patriarca ortodoxo e palco de coroações imperiais bizantinas.
Uma cúpula que caiu — e foi reconstruída mais alta
A cúpula original desabou em 558, após um terremoto, e foi reconstruída até 562 numa versão mais alta que a primeira. Hoje ela mede cerca de 31 metros de diâmetro e 55 metros de altura em relação ao piso, sustentada por um sistema de arcos e meias-cúpulas considerado, para a época, um feito de engenharia sem precedentes.

O interior da Hagia Sophia reúne mosaicos bizantinos, medalhões caligráficos otomanos e o mihrab voltado para Meca.
De catedral a mesquita, de mesquita a museu — e mesquita de novo
Em 1453, após a conquista de Constantinopla pelo sultão otomano Mehmed II, a Hagia Sophia foi convertida em mesquita: minaretes foram acrescentados e os mosaicos figurativos, cobertos por gesso ou pintura, já que o islã sunita evita representações humanas em espaços de culto. Em 1934, o governo de Mustafa Kemal Atatürk transformou o prédio em museu, e parte dos mosaicos bizantinos foi revelada em trabalhos de restauro nas décadas seguintes. Em 2020, um decreto presidencial — depois de uma decisão do Conselho de Estado turco que anulou o status de museu de 1934 — devolveu à Hagia Sophia sua função de mesquita, com cortinas usadas para cobrir os mosaicos com figuras humanas durante as orações.
Perguntas frequentes
Dá para visitar a Hagia Sophia hoje?
Sim. Como mesquita em funcionamento, o acesso de visitantes segue horários fora das orações, e é preciso remover os sapatos e vestir-se de forma apropriada.
Os mosaicos bizantinos ainda podem ser vistos?
Parte deles sim, nos corredores e na galeria superior — os que ficam na área central, voltada para as orações, costumam ser cobertos por painéis ou cortinas.





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