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Bandeira de Turquia Turquia
📍 Istambul

O que fazer em Istambul: 5 paradas escolhidas

Corredor interno do Grande Bazar de Istambul

Foto: espiritu_protector / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Um roteiro com 5 paradas em Istambul, Turquia: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Çiya Sofrası
  2. Pierre Loti Café
  3. Çiçek Pasajı (Passagem das Flores)
  4. Grande Bazar (Kapalıçarşı)
  5. Cisterna da Basílica (Yerebatan Sarnıcı)

Onde comer

1. Çiya Sofrası

Mercado histórico de Kadıköy, em Istambul, onde fica o Çiya Sofrası
Foto: Ail Subway / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Musa Dağdeviren, chef nascido em Gaziantep, abriu o primeiro restaurante da família no movimentado mercado de Kadıköy, no lado asiático de Istambul, em 1987; onze anos depois, em 1998, inaugurou ao lado o Çiya Sofrası, dedicado a resgatar receitas regionais turcas em risco de desaparecer. O cardápio muda de acordo com a época do ano e reúne influências azeri, georgiana, árabe, armênia, otomana, assíria, seljúcida e judaica, muitas vezes recriando pratos de vilarejos específicos da Anatólia que Dağdeviren pesquisa pessoalmente há décadas.

O trabalho de documentação de Dağdeviren — descrito por alguns como uma forma de antropologia culinária — rendeu reconhecimento internacional, incluindo um episódio da série "Chef's Table", da Netflix, e é considerado por muitos críticos um dos melhores (e mais autênticos) restaurantes de Istambul.

Endereço: Caferağa Mah., Güneşlibahçe Sk. No:43, 34710 Kadıköy/İstanbul, Turquia

Onde tomar café

2. Pierre Loti Café

Café Pierre Loti em Eyüp, Istambul, com vista para o Chifre de Ouro
Foto: Josep Llauradó / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.1 ES)

No alto de uma colina em Eyüp, com vista para o Chifre de Ouro, fica o café que herdou o nome do escritor e oficial da marinha francesa Julien Viaud — mais conhecido pelo pseudônimo Pierre Loti. Viaud chegou a Istambul em 1876 e passou a frequentar uma cafeteria otomana ali, então chamada Rabia Kadın Kahvesi, onde teria escrito parte do romance semi-autobiográfico "Aziyadé" (1879), sobre um caso de amor com uma jovem do harém.

O café atual, aberto na década de 1910, foi restaurado em 1964 por Sabiha Tansuğ no estilo das antigas casas de chá turcas — mesas baixas, poltronas de veludo, vista para o Chifre de Ouro. Em reconhecimento à ligação com a cidade, Loti recebeu, em 1920, o título de cidadão honorário de Istambul, e a colina onde fica o café leva seu nome até hoje.

Endereço: Gümüşsuyu Balmumcu Sk. No:1, Eyüpsultan/İstanbul, Turquia

Onde beber

3. Çiçek Pasajı (Passagem das Flores)

Interior da Çiçek Pasajı (Passagem das Flores) em Istambul
Foto: EliDrenik / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

A Çiçek Pasajı (Passagem das Flores), na badalada Rua İstiklal, ocupa o terreno onde funcionava o Teatro Naum, destruído por um incêndio em 1870. No lugar, foi erguida a Cité de Péra, projetada pelo arquiteto Kleanthis Zannos, um dos primeiros prédios de estilo europeu construídos durante os esforços de modernização do Império Otomano no fim do século 19.

O apelido "Passagem das Flores" surgiu depois da Revolução Russa de 1917, quando famílias russas refugiadas chegaram a Istambul e mulheres — incluindo, segundo relatos, uma baronesa — passaram a vender flores na galeria. Nos anos 1960, as lojas do térreo viraram meyhanes, as tavernas tradicionais turcas onde se bebe raki acompanhado de meze, e a passagem virou point de artistas e intelectuais. Restaurada em 1988, segue hoje como uma galeria de bares e restaurantes sob um teto de ferro e vidro.

Endereço: Çiçek Pasajı

Vale a parada

4. Grande Bazar (Kapalıçarşı)

Corredor interno do Grande Bazar de Istambul
Foto: espiritu_protector / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Mandado construir em 1461 pelo sultão Mehmed II — que usou a renda dos aluguéis das lojas para financiar a manutenção da Hagia Sophia —, o Grande Bazar (Kapalıçarşı) de Istambul é um dos mercados cobertos mais antigos do mundo ainda em funcionamento. Hoje ocupa cerca de 30.700 m² distribuídos por 61 ruas cobertas, com algo entre 3.000 e 4.000 lojas — em 1890, um levantamento otomano contou 4.399 estabelecimentos ativos ali dentro.

O bazar recebe entre 250 mil e 400 mil visitantes por dia e já foi apontado como a atração turística mais visitada do mundo, com cerca de 91 milhões de visitas anuais registradas em 2014. Entre suas lojas estão vendedores de tapetes, ouro, cerâmica de İznik e as luminárias de mosaico de vidro que se tornaram um dos souvenirs mais associados ao lugar.

Endereço: Beyazıt, 34126 Fatih/İstanbul, Türkiye

5. Cisterna da Basílica (Yerebatan Sarnıcı)

Interior da Cisterna da Basílica em Istambul, com colunas de mármore
Foto: Kurmanbek / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Construída em 532, durante o reinado do imperador bizantino Justiniano I, a Cisterna da Basílica (Yerebatan Sarnıcı, ou "palácio afundado") armazenava até 80 mil metros cúbicos de água para abastecer o Grande Palácio de Constantinopla, especialmente durante cercos. O nome vem da basílica que existia no local antes de ser destruída por um incêndio em 476.

O salão é sustentado por 336 colunas de mármore de 9 metros de altura, dispostas em 12 fileiras de 28 — muitas delas reaproveitadas de construções romanas mais antigas. Duas bases de coluna esculpidas com cabeças de Medusa, uma de lado e outra de cabeça para baixo, são o ponto mais fotografado do local; foram destacadas durante uma restauração feita entre 1985 e 1987. Depois da conquista otomana em 1453, a cisterna seguiu abastecendo o Palácio de Topkapı até cair em desuso — e ser redescoberta no século 16 pelo pesquisador francês Petrus Gyllius, que seguiu moradores que pescavam por buracos no chão de suas casas.

Endereço: Yerebatan Sarnıcı

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Grande Bazar (Kapalıçarşı) — foto: espiritu_protector / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
  • Cisterna da Basílica (Yerebatan Sarnıcı) — foto: Kurmanbek / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Pierre Loti Café — foto: Josep Llauradó / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.1 ES)
  • Çiçek Pasajı (Passagem das Flores) — foto: EliDrenik / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
  • Çiya Sofrası — foto: Ail Subway / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

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📍 Quioto
📍 Dica rápida

Kiyomizu-dera: o templo erguido sem um único prego que resiste a terremotos há quase 400 anos

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Fundado em 778 pelo monge Enchin, o Kiyomizu-dera é famoso pelo palco de madeira que se projeta 13 metros acima da encosta de Higashiyama — construído inteiramente sem um único prego. A estrutura atual é de 1633, reconstruída depois que um incêndio destruiu o salão principal em 1629, e se apoia em 139 grandes pilares de zelkova encaixados por juntas de madeira entrelaçada (a técnica kigumi), com o piso formado por 410 tábuas de cipreste igualmente unidas sem metal.

É esse sistema de encaixes, e não pregos, que permitiu ao palco sobreviver a quase quatro séculos de terremotos. O templo integra a lista de Monumentos Históricos da Antiga Quioto, reconhecida pela Unesco como Patrimônio Mundial em 1994.

Palco de madeira do Kiyomizu-dera, em Quioto

Foto: Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Onde fica

  • Kiyomizu-dera Ponto Turístico
    294 Kiyomizu, Higashiyama-ku, Kyoto 605-0862, Japão
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Bandeira de Estados Unidos Estados Unidos
📍 Filadélfia

Independence Hall: a sala onde nasceram a Declaração de Independência e a Constituição dos EUA

Fachada de tijolos vermelhos e torre branca do Independence Hall, na Filadélfia

Foto: Wikimedia Commons

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Na esquina da Chestnut Street com a Quinta Avenida, no centro histórico da Filadélfia, um edifício georgiano de tijolos vermelhos e torre branca guarda, atrás de portas simples de madeira, a sala onde dois dos documentos mais influentes da história moderna foram debatidos, votados e assinados. É ali, no Independence Hall, que nasceram tanto a Declaração de Independência dos Estados Unidos quanto a Constituição americana — dois textos separados por apenas onze anos, redigidos sob o mesmo teto e, segundo o relato de um dos presentes, sob o mesmo sol entalhado numa cadeira de espaldar alto.

De sede do governo colonial a palco da ruptura com a Inglaterra

O prédio não nasceu como monumento: foi erguido entre 1732 e 1756 para abrigar a Assembleia da Província da Pensilvânia. O conceito arquitetônico partiu do advogado Andrew Hamilton, então presidente da Assembleia, enquanto o mestre-de-obras Edmund Woolley desenhou os detalhes do estilo georgiano que o edifício mantém até hoje. Por quase quatro décadas, o chamado Pennsylvania State House cumpriu função burocrática comum, até que a tensão entre as treze colônias e a coroa britânica o transformou em palco de história.

A partir de maio de 1775, o Segundo Congresso Continental passou a se reunir na sala leste do térreo. Foi ali que, em 2 de julho de 1776, os delegados votaram pela ruptura formal com a Grã-Bretanha — e dois dias depois, em 4 de julho, aprovaram o texto final da Declaração de Independência, redigido majoritariamente por Thomas Jefferson. A data virou o feriado nacional americano, ainda que a assinatura do documento pela maioria dos delegados só tenha se completado em agosto daquele ano.

Fachada de tijolos vermelhos do Independence Hall, na Filadélfia

Independence Hall, na Filadélfia, sede da Declaração de Independência e da Constituição dos EUA

1787: os debates que resultaram na Constituição dos Estados Unidos

Onze anos depois de declarar a independência, o mesmo salão recebeu outro capítulo decisivo. Entre maio e setembro de 1787, delegados dos treze estados se reuniram na Convenção Constitucional para revisar os frágeis Artigos da Confederação — e acabaram redigindo, do zero, a Constituição dos Estados Unidos. George Washington presidiu as sessões, realizadas a portas fechadas e janelas trancadas para impedir vazamentos, num verão notoriamente quente na Filadélfia. O texto final foi assinado em 17 de setembro de 1787 por 39 dos 55 delegados presentes, estabelecendo os três poderes e o sistema de freios e contrapesos que o país usa até hoje.

Ao final dos trabalhos, o inventor e delegado Benjamin Franklin comentou sobre a cadeira usada por Washington durante os debates, decorada com um sol meio encoberto no horizonte. Segundo o registro de James Madison, Franklin disse que, ao longo da convenção, olhara várias vezes para aquele sol sem saber se nascia ou se punha — e que, com a Constituição assinada, finalmente sabia tratar-se de um sol nascente.

Marcos que transformaram o prédio em patrimônio da humanidade

  • 1732–1756: construção do edifício como sede da Assembleia da Pensilvânia.
  • 1776: aprovação da Declaração de Independência na sala leste do térreo.
  • 1787: assinatura da Constituição dos Estados Unidos, sob a presidência de George Washington.
  • 1948: criação do Independence National Historical Park pelo governo federal, incorporando o prédio e seu entorno.
  • 1979: Independence Hall se torna o primeiro local ligado à história dos Estados Unidos a integrar a lista de Patrimônio Mundial da UNESCO.
Visitantes em frente ao Independence Hall, na Filadélfia

Fila de visitantes em frente ao Independence Hall

Hoje o acesso ao interior só é permitido em visitas guiadas gratuitas organizadas pelo National Park Service, com ingressos de horário marcado por causa da fila diária de visitantes em frente à fachada. Ao lado do prédio, no Liberty Bell Center, está exposto o outro símbolo do local: o sino que teria tocado para anunciar a primeira leitura pública da Declaração e que hoje exibe a rachadura que o silenciou de vez em 1846, depois de décadas de uso em cerimônias oficiais. É uma coincidência simbólica que o sino da liberdade tenha emudecido justamente quando o país que ajudou a anunciar já caminhava para sua maior crise interna, a Guerra Civil, que estourou quinze anos depois.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Aqui foi proclamada a independência de país mais poderoso do planeta.

Onde fica

  • Independence Hall Histórico
    Independence Hall, Chestnut Street, Filadélfia, Estados Unidos

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📍 Dica rápida

Sorveteria Borelli: sorvete artesanal em Manaíra

Conjunto 6 Taças de Vidro Canelado para Sobremesa e Sorvete (320ml)
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Point clássico de sorvete artesanal em Manaíra, com sabores que vão do tradicional ao bem inventivo. Boa parada pra esfriar depois de um dia de praia na orla.

Bairro de Manaíra, em João Pessoa, onde fica a Sorveteria Borelli

Foto: Wikimedia Commons

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Um dos melhores sorvetes do Brasil

Onde fica

  • Sorveteria Borelli Cafeteria
    Manaíra, João Pessoa - PB
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