Aberto desde 1953 em Coyoacán, o Café El Jarocho é um dos points mais tradicionais da Cidade do México. O costume por ali é tomar o café em pé, na calçada, entre os sacos de grãos trazidos de Veracruz.
Serve café coado, cappuccino e o clássico café de olla, sempre com aquele aroma de grão recém-torrado.
Foto: Wikimedia Commons
Onde fica
Café El JarochoCafeteria Calle Cuauhtémoc esquina Ignacio Allende, Del Carmen, Coyoacán, Cidade do México, México
Foto: Luka Peternel / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Um roteiro com 5 paradas em Quioto, Japão: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.
Foto: Luka Peternel / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
No sopé da montanha sagrada Inari, ao sul de Quioto, milhares de portões torii vermelhos formam túneis que sobem por trilhas de mais de 4 quilômetros. O Fushimi Inari Taisha foi fundado em 711, o que o torna um dos santuários xintoístas mais antigos do Japão, e é hoje a cabeça de uma rede de mais de 30 mil santuários dedicados a Inari espalhados pelo país.
Segundo a tradição, um membro do clã Hata chamado Hata no Irogu consagrou as divindades nos três picos do monte Inari. Cada torii do caminho — batizado de Senbon Torii, ou "mil portões" — foi doado por uma empresa ou pessoa física em troca de prosperidade nos negócios, uma prática que se intensificou a partir do período Edo (1603-1867) e continua até hoje: os nomes dos doadores aparecem gravados na base de cada portão.
Fundado em 778 pelo monge Enchin, o Kiyomizu-dera é famoso pelo palco de madeira que se projeta 13 metros acima da encosta de Higashiyama — construído inteiramente sem um único prego. A estrutura atual é de 1633, reconstruída depois que um incêndio destruiu o salão principal em 1629, e se apoia em 139 grandes pilares de zelkova encaixados por juntas de madeira entrelaçada (a técnica kigumi), com o piso formado por 410 tábuas de cipreste igualmente unidas sem metal.
É esse sistema de encaixes, e não pregos, que permitiu ao palco sobreviver a quase quatro séculos de terremotos. O templo integra a lista de Monumentos Históricos da Antiga Quioto, reconhecida pela Unesco como Patrimônio Mundial em 1994.
Hanamikoji é a rua de pedra que corta o coração de Gion, o bairro de gueixas mais famoso de Quioto, ladeada por casas de chá (ochaya) preservadas — desde 2001 sem fiação elétrica aérea, o que mantém a paisagem quase intacta desde o período Edo. No auge, no início do século 20, Gion chegou a abrigar mais de 700 ochaya e 3 mil gueixas e maiko (aprendizes) trabalhando na região.
Na esquina de Hanamikoji com a Shijo-dori fica o Ichiriki Chaya, a casa de chá mais famosa de Quioto, em atividade contínua desde 1701. É o mesmo local onde, segundo a tradição, Oishi Kuranosuke — líder dos lendários 47 ronin — se refugiou para planejar em segredo a vingança de seu senhor, e que voltou a servir de ponto de encontro para líderes rebeldes durante o período Bakumatsu, no fim do xogunato. O acesso ao Ichiriki é reservado a convidados, mas caminhar por Hanamikoji ao entardecer ainda é a melhor chance de avistar uma maiko a caminho de um compromisso.
Endereço: Higashiyama Ward, Kyoto, Japan
Onde comer
4. Nishiki Market
Foto: Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
O primeiro comércio de peixes na rua onde hoje fica o Nishiki Market abriu por volta de 1310, atraído pela água subterrânea gelada do local — refrigeração natural séculos antes da eletricidade. Em 1615, o governo da época oficializou o local como mercado de peixes de Quioto, dando início a uma história documentada de mais de 400 anos.
Foi só no período Meiji, e principalmente depois de 1928 — quando uma associação de comerciantes locais incentivou os lojistas a diversificar além do peixe, somando frutas, verduras, carnes, tofu e conservas — que o mercado ganhou o apelido que carrega até hoje: "a cozinha de Quioto". Atualmente mais de 130 barracas dividem uma galeria coberta de cerca de 400 metros de extensão, vendendo desde vegetais típicos de Quioto (kyoyasai) até doces wagashi e petiscos como o tako tamago, um mini-polvo recheado com ovo de codorna.
Endereço: 609 Higashiuoya-cho, Nakagyo-ku, Kyoto 604-8055, Japão · site oficial
Onde tomar café
5. Ippodo Tea (loja principal)
Foto: Wikimedia Commons (CC BY 4.0)
Em 1717, o comerciante Rihei Watanabe abriu uma loja chamada Omiya para vender chá e cerâmica na rua Teramachi, perto do Palácio Imperial de Quioto. Em 1846, a loja foi rebatizada de Ippodo — "preservar uma coisa só" — a pedido do Príncipe Yamashina, apreciador do chá da casa, que queria que o negócio mantivesse para sempre um único compromisso: a qualidade.
Mais de 300 anos depois, a Ippodo continua no mesmo endereço, vendendo cerca de 30 variedades de chá — incluindo matcha, gyokuro, sencha e bancha — e reabriu recentemente sua sala de chá Kaboku, onde o matcha é preparado na frente do cliente e servido com doces sazonais japoneses.
Endereço: Japão, 〒604-0915 Kyoto, Nakagyo Ward, Tokiwagicho, 52 · site oficial
Um roteiro com 5 paradas em Lisboa, Portugal: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.
Erguido sobre uma colina com ocupação desde a Antiguidade, o Castelo de São Jorge foi cidadela moura antes de ser conquistado por Dom Afonso Henriques em 1147 e servir como residência real. Hoje suas muralhas e terraços oferecem uma das vistas mais completas sobre o Tejo e a Baixa.
Endereço: Rua de Santa Cruz do Castelo, Lisboa, Portugal
2. Miradouro da Senhora do Monte
Foto: Wikimedia Commons
No topo da colina da Graça, o Miradouro da Senhora do Monte é considerado o mirante mais alto e panorâmico de Lisboa. Dali se vê Alfama, o Castelo de São Jorge, o rio Tejo e a Ponte 25 de Abril ao fundo, principalmente ao pôr do sol.
Endereço: Rua da Senhora do Monte, Lisboa, Portugal
Onde comer
3. Time Out Market Lisboa
Foto: Wikimedia Commons
Instalado no salão do Mercado da Ribeira, de 1892, o Time Out Market reúne desde 2014 dezenas de bancas de restaurantes, bares e confeitarias selecionados pela revista Time Out. É parada certa para provar várias cozinhas lisboetas em uma só mesa comunitária.
Endereço: Avenida 24 de Julho 49, Lisboa, Portugal
Onde tomar café
4. Pastelaria Versailles
Foto: Wikimedia Commons
Aberta em 1922, a Pastelaria Versailles é um dos grandes cafés de estilo Belle Époque de Lisboa, com tetos ornamentados, vitrais e garçons de colete servindo chá da tarde. Continua sendo um ponto de encontro de bairro, cheio de estudantes e moradores das Avenidas Novas.
Endereço: Avenida da República 15A, Lisboa, Portugal
Onde beber
5. Pavilhão Chinês
Foto: Wikimedia Commons
Aberto em 1986 numa antiga mercearia do início do século 20, o Pavilhão Chinês esconde vários salões lotados de bonecos, brinquedos antigos e curiosidades reunidas pelo próprio dono. A entrada é por uma porta vermelha, tocando a campainha, no Príncipe Real.
Na Piazza San Marco, a praça mais famosa de Veneza, um café com interior de espelhos, afrescos e salões de veludo vermelho carrega um título raro: o de café mais antigo do mundo em operação contínua. O Caffè Florian foi aberto em 1720 por Floriano Francesconi, com o nome original de "Alla Venezia Trionfante", mas logo passou a ser chamado pelo apelido do próprio fundador — nome que manteve por mais de 300 anos.
Trezentos anos de clientes ilustres
Poucos endereços no mundo podem dizer que serviram café para tantos nomes que hoje são estudados em livros de história e literatura. Casanova era cliente frequente, atraído em parte porque o Florian foi um dos primeiros locais em Veneza a permitir a entrada de mulheres, algo incomum para cafés da época. Ao longo dos séculos seguintes, a lista de clientes famosos incluiu o escritor alemão Goethe, o poeta inglês Lord Byron, o compositor Richard Wagner e o escritor francês Marcel Proust, entre outros nomes que deixaram registros sobre passagens pela casa.
Os salões internos preservam decoração de diferentes períodos dos últimos três séculos.
Salões que contam a história de Veneza
O interior do Florian é dividido em salões temáticos, decorados ao longo do século XIX com afrescos e pinturas que remetem a diferentes momentos da história veneziana — o Salão Oriental, o Salão dos Homens Ilustres e o Salão do Senado, entre outros. Essa decoração, praticamente preservada desde o século XIX, faz do Florian tanto um café quanto um pequeno museu funcionando dentro de um espaço ainda em atividade comercial.
Música e vida na praça
Nos meses mais quentes, o Florian monta mesas na Piazza San Marco, com uma pequena orquestra tocando ao vivo — tradição que remonta ao século XIX e ainda hoje faz parte da experiência de tomar um café ali, observando o movimento da praça e a Basílica de San Marco ao fundo.
O Florian fica sob as arcadas da Piazza San Marco, no coração de Veneza.
Dicas para a visita
Por ser um dos points mais turísticos de Veneza, os preços do Florian — especialmente para quem senta às mesas na praça, com música ao vivo — são bem mais altos que os de um café comum italiano. Ainda assim, muitos visitantes consideram a experiência única o suficiente para justificar ao menos um café tomado ali, cercado por trezentos anos de história.
Referências
Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.
📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Sente-se do lado de fora do Caffè para saborear um ótimo café e doces deliciosos, e lindos, enquanto aprecia uma das praças mais icônicas do mundo.
Onde fica
Caffè FlorianCafeteria Piazza San Marco, 57, 30124 Venezia VE, Itália
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