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Caffè Florian: dentro do café mais antigo do mundo, aberto em Veneza desde 1720

Fachada do Caffè Florian, na Piazza San Marco, em Veneza

Foto: Giovanni Dall'Orto / Wikimedia Commons

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Na Piazza San Marco, a praça mais famosa de Veneza, um café com interior de espelhos, afrescos e salões de veludo vermelho carrega um título raro: o de café mais antigo do mundo em operação contínua. O Caffè Florian foi aberto em 1720 por Floriano Francesconi, com o nome original de "Alla Venezia Trionfante", mas logo passou a ser chamado pelo apelido do próprio fundador — nome que manteve por mais de 300 anos.

Trezentos anos de clientes ilustres

Poucos endereços no mundo podem dizer que serviram café para tantos nomes que hoje são estudados em livros de história e literatura. Casanova era cliente frequente, atraído em parte porque o Florian foi um dos primeiros locais em Veneza a permitir a entrada de mulheres, algo incomum para cafés da época. Ao longo dos séculos seguintes, a lista de clientes famosos incluiu o escritor alemão Goethe, o poeta inglês Lord Byron, o compositor Richard Wagner e o escritor francês Marcel Proust, entre outros nomes que deixaram registros sobre passagens pela casa.

Detalhe do Caffè Florian

Os salões internos preservam decoração de diferentes períodos dos últimos três séculos.

Salões que contam a história de Veneza

O interior do Florian é dividido em salões temáticos, decorados ao longo do século XIX com afrescos e pinturas que remetem a diferentes momentos da história veneziana — o Salão Oriental, o Salão dos Homens Ilustres e o Salão do Senado, entre outros. Essa decoração, praticamente preservada desde o século XIX, faz do Florian tanto um café quanto um pequeno museu funcionando dentro de um espaço ainda em atividade comercial.

Música e vida na praça

Nos meses mais quentes, o Florian monta mesas na Piazza San Marco, com uma pequena orquestra tocando ao vivo — tradição que remonta ao século XIX e ainda hoje faz parte da experiência de tomar um café ali, observando o movimento da praça e a Basílica de San Marco ao fundo.

Piazza San Marco em Veneza

O Florian fica sob as arcadas da Piazza San Marco, no coração de Veneza.

Dicas para a visita

Por ser um dos points mais turísticos de Veneza, os preços do Florian — especialmente para quem senta às mesas na praça, com música ao vivo — são bem mais altos que os de um café comum italiano. Ainda assim, muitos visitantes consideram a experiência única o suficiente para justificar ao menos um café tomado ali, cercado por trezentos anos de história.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Caffè Florian — Wikipédia

Foto: Giovanni Dall'Orto / Wikimedia Commons.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Sente-se do lado de fora do Caffè para saborear um ótimo café e doces deliciosos, e lindos, enquanto aprecia uma das praças mais icônicas do mundo.

Onde fica

  • Caffè Florian Cafeteria
    Piazza San Marco, 57, 30124 Venezia VE, Itália

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📍 Wiltshire
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The Cloisters: pub de cerca de 1350 a dois passos da Catedral de Salisbury

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A dois minutos a pé da Catedral de Salisbury, este pub ocupa um prédio tombado de cerca de 1350. Ambiente descontraído e boa seleção de cervejas para fechar o dia depois de caminhar por Wiltshire.

Fachada do pub histórico The Cloisters, em Salisbury

Foto: Jaggery / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Onde fica

  • The Cloisters Bar
    The Cloisters, 83 Catherine Street, Salisbury, United Kingdom
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Bandeira de Bélgica Bélgica
📍 Bruges
📍 Dica rápida

Beguinário de Bruges: o convento fundado por mulheres que não quiseram ser freiras

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Passa-se por uma ponte, atravessa-se um portão e o ruído de Bruges simplesmente acaba. Do outro lado há um gramado cercado de choupos e um anel de casas caiadas de branco. É o Prinselijk Begijnhof Ten Wijngaerde, o único beguinário preservado da cidade.

As beguinas foram uma solução medieval para um impasse: mulheres que queriam dedicar a vida à religião sem entrar para uma ordem monástica, sem votos perpétuos e sem se retirar do mundo. Elas trabalhavam, mantinham bens, podiam sair — e viviam juntas em comunidades muradas, projetadas para dar conta tanto da vida espiritual quanto da material. No século XIII, esse arranjo se espalhou por Flandres.

O de Bruges foi fundado por volta de 1244 por Margarida de Constantinopla, condessa de Flandres, depois de obter autorização de Walter van Marvis, bispo de Tournai, para transferir a comunidade até o Wijngaard. Em 1245 foi reconhecido como paróquia independente. Em 1299 passou à autoridade direta do rei Filipe, o Belo, da França — daí o título de beguinário "principesco" que carrega no nome.

Não há mais beguinas em Bruges. Desde 1927 o conjunto funciona como convento de beneditinas, iniciativa do cônego Hoornaert; no mesmo ano, as casas do lado oeste foram reformadas e ampliadas para formar o Monasterium De Wijngaard, um priorado beneditino. Ou seja: o lugar continua sendo o que sempre foi — um sítio habitado por uma comunidade religiosa de mulheres —, apenas sob outra regra.

O beguinário de Bruges integra o conjunto dos Beguinários Flamengos, treze sítios inscritos como Patrimônio Mundial da UNESCO em 1998. Quem visitar deve levar a sério os pedidos de silêncio afixados no portão: é a casa de alguém, não um parque.

Pátio central do beguinário Ten Wijngaerde, em Bruges

Foto: Marc Ryckaert / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Onde fica

  • Prinselijk Begijnhof Ten Wijngaerde Ponto Turístico
    Begijnhof 30, 8000 Brugge, Bélgica
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Tour d'Argent: o restaurante parisiense famoso pelo pato numerado desde 1890

Fachada do Tour d'Argent, vista do Rio Sena, em Paris

Foto: Tangopaso / Wikimedia Commons (Public domain)

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Às margens do Rio Sena, com vista privilegiada para a Catedral de Notre-Dame, o Tour d'Argent é um dos restaurantes mais tradicionais de Paris, com uma história que a casa remonta a uma estalagem do século XVI, embora o restaurante como se conhece hoje tenha se consolidado ao longo do século XIX. Ao longo de sua história, recebeu chefes de estado, membros de realeza e escritores, tornando-se um dos endereços mais associados ao imaginário da alta gastronomia francesa.

O pato numerado

Desde 1890, o Tour d'Argent ficou conhecido por sua especialidade, o canard au sang (pato ao sangue), servido com um cartão numerado que registra a contagem sequencial de cada pato preparado na casa desde aquele ano — um sistema de numeração que já passou de um milhão de unidades e se tornou uma tradição símbolo do restaurante, com clientes ilustres recebendo cartões-lembrança de sua refeição.

Um método próprio de preparo

O prato é preparado com um dispositivo de prensagem próprio, criado especialmente para extrair o suco da carcaça do pato e finalizar o molho servido à mesa, técnica que se tornou marca registrada da casa e é executada tradicionalmente diante do próprio cliente, no salão do restaurante.

Entrada do restaurante Tour d'Argent em Paris

A entrada discreta do Tour d'Argent, às margens do Sena.

Hóspedes ilustres

Ao longo de sua história, o restaurante recebeu nomes como Ernest Hemingway, membros de famílias reais europeias e diversos chefes de estado, consolidando sua reputação como um dos endereços gastronômicos mais prestigiados da capital francesa. A vista do salão principal para Notre-Dame, do outro lado do Sena, é considerada um dos grandes atrativos da experiência, especialmente à noite, quando a catedral é iluminada.

Vista externa do Tour d'Argent, em Paris

O restaurante fica no Quai de la Tournelle, às margens do Sena.

Dicas para a visita

O Tour d'Argent exige reserva com bastante antecedência e traje social, condizente com o padrão da casa, e costuma ser mais concorrido nos horários de jantar, quando a vista noturna para Notre-Dame fica ainda mais valorizada. Para quem busca uma experiência mais acessível sem abrir mão do endereço, a casa também mantém uma boutique de produtos gastronômicos no térreo do prédio.

Onde fica

  • Tour d'Argent Restaurante
    15-17 Quai de la Tournelle, Paris, França

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