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Tour d'Argent: o restaurante parisiense famoso pelo pato numerado desde 1890

Fachada do Tour d'Argent, vista do Rio Sena, em Paris

Foto: Tangopaso / Wikimedia Commons (Public domain)

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Às margens do Rio Sena, com vista privilegiada para a Catedral de Notre-Dame, o Tour d'Argent é um dos restaurantes mais tradicionais de Paris, com uma história que a casa remonta a uma estalagem do século XVI, embora o restaurante como se conhece hoje tenha se consolidado ao longo do século XIX. Ao longo de sua história, recebeu chefes de estado, membros de realeza e escritores, tornando-se um dos endereços mais associados ao imaginário da alta gastronomia francesa.

O pato numerado

Desde 1890, o Tour d'Argent ficou conhecido por sua especialidade, o canard au sang (pato ao sangue), servido com um cartão numerado que registra a contagem sequencial de cada pato preparado na casa desde aquele ano — um sistema de numeração que já passou de um milhão de unidades e se tornou uma tradição símbolo do restaurante, com clientes ilustres recebendo cartões-lembrança de sua refeição.

Um método próprio de preparo

O prato é preparado com um dispositivo de prensagem próprio, criado especialmente para extrair o suco da carcaça do pato e finalizar o molho servido à mesa, técnica que se tornou marca registrada da casa e é executada tradicionalmente diante do próprio cliente, no salão do restaurante.

Entrada do restaurante Tour d'Argent em Paris

A entrada discreta do Tour d'Argent, às margens do Sena.

Hóspedes ilustres

Ao longo de sua história, o restaurante recebeu nomes como Ernest Hemingway, membros de famílias reais europeias e diversos chefes de estado, consolidando sua reputação como um dos endereços gastronômicos mais prestigiados da capital francesa. A vista do salão principal para Notre-Dame, do outro lado do Sena, é considerada um dos grandes atrativos da experiência, especialmente à noite, quando a catedral é iluminada.

Vista externa do Tour d'Argent, em Paris

O restaurante fica no Quai de la Tournelle, às margens do Sena.

Dicas para a visita

O Tour d'Argent exige reserva com bastante antecedência e traje social, condizente com o padrão da casa, e costuma ser mais concorrido nos horários de jantar, quando a vista noturna para Notre-Dame fica ainda mais valorizada. Para quem busca uma experiência mais acessível sem abrir mão do endereço, a casa também mantém uma boutique de produtos gastronômicos no térreo do prédio.

Onde fica

  • Tour d'Argent Restaurante
    15-17 Quai de la Tournelle, Paris, França

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O que fazer em Tóquio: 5 paradas escolhidas

Portão Kaminarimon do Templo Senso-ji em Asakusa, Tóquio

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Tóquio, Japão: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Templo Senso-ji
  2. Shibuya Crossing
  3. Ichiran Ramen Shibuya
  4. Blue Bottle Coffee Shinjuku
  5. New York Bar (Park Hyatt Tokyo)

O que visitar

1. Templo Senso-ji

Portão Kaminarimon do Templo Senso-ji em Asakusa, Tóquio
Foto: Wikimedia Commons

Fundado no século VII, o Senso-ji é o templo budista mais antigo de Tóquio. O portão Kaminarimon, com sua lanterna vermelha gigante, marca a entrada da rua Nakamise, cheia de lojinhas tradicionais até o salão principal.

Endereço: Senso-ji, 2-3-1 Asakusa, Tóquio, Japão

2. Shibuya Crossing

Pedestres atravessando o Shibuya Crossing em Tóquio
Foto: Wikimedia Commons

Até 3 mil pessoas atravessam a Shibuya Crossing a cada sinal verde, vindas de todas as direções ao mesmo tempo. É um dos cartões-postais mais fotografados de Tóquio, ainda mais vista do alto de um dos prédios ao redor.

Endereço: Shibuya Crossing, Shibuya, Tóquio, Japão

Onde comer

3. Ichiran Ramen Shibuya

Fachada da loja Ichiran Ramen em Shibuya, Tóquio
Foto: Wikimedia Commons

No Ichiran, cada cliente senta numa cabine individual e personaliza o caldo de tonkotsu no próprio balcão. É uma forma bem japonesa de comer ramen em silêncio, sem pressa — e a loja funciona 24 horas.

Endereço: Ichiran Ramen, 1-22-7 Jinnan, Shibuya, Tóquio, Japão

Onde tomar café

4. Blue Bottle Coffee Shinjuku

Interior da Blue Bottle Coffee em Shinjuku, Tóquio
Foto: Wikimedia Commons

Dentro do complexo NEWoMan, ao lado da Estação de Shinjuku, esta unidade da Blue Bottle serve café coado na hora num ambiente clean. Boa parada para descansar os pés entre um passeio e outro.

Endereço: Blue Bottle Coffee, NEWoMan Shinjuku, 4-1-6 Shinjuku, Tóquio, Japão

Onde beber

5. New York Bar (Park Hyatt Tokyo)

New York Bar no Park Hyatt Tokyo, com vista noturna da cidade
Foto: Wikimedia Commons

No topo do Park Hyatt Tokyo, o New York Bar ficou famoso como cenário do filme Encontros e Desencontros. A vista do 52º andar e o jazz ao vivo fazem dele um fechamento e tanto para o dia.

Endereço: New York Bar, Nishi-Shinjuku

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Templo Senso-ji — foto: Wikimedia Commons
  • Ichiran Ramen Shibuya — foto: Wikimedia Commons
  • Shibuya Crossing — foto: Wikimedia Commons
  • Blue Bottle Coffee Shinjuku — foto: Wikimedia Commons
  • New York Bar (Park Hyatt Tokyo) — foto: Wikimedia Commons

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Bandeira de Porto Porto

O que fazer em Porto: 10 paradas escolhidas

Avenida dos Aliados, no Porto, onde fica a Cervejaria Brasão

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 10 paradas em Porto, Portugal: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Livraria Lello
  2. Cais da Ribeira
  3. Torre dos Clérigos
  4. Jardins do Palácio de Cristal
  5. Cervejaria Brasão Aliados
  6. A Regaleira
  7. Manteigaria
  8. Confeitaria do Bolhão
  9. Vinologia
  10. The Wine Box

O que visitar

1. Livraria Lello

Fachada da Livraria Lello, no Porto
Foto: John Samuel / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Aberta desde 1906, é considerada uma das livrarias mais bonitas do mundo — escadaria vermelha em curva, vitrais coloridos e teto neogótico entalhado à mão. Fila garantida na porta.

Endereço: R. das Carmelitas 144, 4050-161 Porto, Portugal

2. Cais da Ribeira

Casario colorido do Cais da Ribeira, no Porto
Foto: Krzysztof Golik / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Casario colorido à beira do rio Douro, Patrimônio Mundial da UNESCO. Dali dá pra ver a Ponte Dom Luís I e as caves de vinho do Porto do outro lado, em Vila Nova de Gaia.

Endereço: Praça da Ribeira, Porto, Portugal

3. Torre dos Clérigos

Vista da Torre dos Clérigos, no Porto
Foto: Wikimedia Commons

Erguida no século 18 junto à Igreja dos Clérigos, a torre tem 76 metros de altura e 225 degraus até o topo.

Lá de cima dá para ver o Porto inteiro, o rio Douro e, em dias claros, até Vila Nova de Gaia do outro lado.

Endereço: Rua de São Filipe de Nery, Porto, Portugal

4. Jardins do Palácio de Cristal

Jardins do Palácio de Cristal, no Porto
Foto: Wikimedia Commons

Os Jardins do Palácio de Cristal ocupam o lugar onde ficava o antigo Palácio de Cristal do Porto, demolido em 1951.

O parque tem terraços, pavões soltos e um dos melhores pontos de vista da cidade sobre o rio Douro.

Endereço: Rua de Dom Manuel II, Porto, Portugal

Onde comer

5. Cervejaria Brasão Aliados

Avenida dos Aliados, no Porto, onde fica a Cervejaria Brasão
Foto: Wikimedia Commons

Point clássico na Avenida dos Aliados, no coração do Porto. A francesinha, sanduíche que virou símbolo da cidade, é o motivo número um pra ir.

Endereço: R. de Ramalho Ortigão 28, 4000-035 Porto, Portugal

6. A Regaleira

Francesinha servida no restaurante A Regaleira, no Porto
Foto: Wikimedia Commons

Aberto em 1934 na Rua do Bonjardim, o restaurante A Regaleira ficou famoso quando o barman Daniel da Silva criou, em 1952, o sanduíche que batizou de francesinha.

Depois de fechar em 2018, reabriu em 2021 no mesmo endereço, mantendo o prato que a tornou histórica.

Endereço: Rua do Bonjardim 83, Porto, Portugal

Onde tomar café

7. Manteigaria

Pastéis de nata recém-assados, especialidade da Manteigaria
Foto: Reading Tom from Reading, UK / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Fábrica de pastel de nata com balcão aberto pra ver a produção ao vivo. Pastel quentinho, crocante por fora e cremoso por dentro, direto do forno.

Endereço: R. de Sá da Bandeira 115, Porto, Portugal

8. Confeitaria do Bolhão

Fachada histórica da Confeitaria do Bolhão, no Porto
Foto: Wikimedia Commons

Fundada em 1896, a Confeitaria do Bolhão fica bem em frente à entrada do Mercado do Bolhão, no centro do Porto. A fachada de mármore e a decoração Art Nouveau são originais da época.

A casa é conhecida pelo pudim de pão feito segundo a receita tradicional e por um salão que funciona como cafetaria e restaurante.

Endereço: Rua Formosa 339, Porto, Portugal

Onde beber

9. Vinologia

Barcos rabelos no rio Douro, símbolo do vinho do Porto
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Bar pequeno e intimista, com mais de 200 rótulos de vinho do Porto pra degustar por taça. Perto da Ribeira, ótimo pra fechar o dia com uma prova guiada.

Endereço: Rua São João 28, 4050-552 Porto, Portugal

10. The Wine Box

Ambiente do bar de vinhos The Wine Box, no Porto
Foto: Wikimedia Commons

Aberto em 2014 na Rua dos Mercadores, no bairro da Ribeira, o The Wine Box tem uma carta com mais de 400 rótulos, muitos deles servidos a copo.

O menu de tapas ibéricas e queijos portugueses acompanha bem uma tarde ou noite de degustação.

Endereço: Rua dos Mercadores 72, Porto, Portugal

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Cervejaria Brasão Aliados — foto: Wikimedia Commons
  • Livraria Lello — foto: John Samuel / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Manteigaria — foto: Reading Tom from Reading, UK / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)
  • Vinologia — foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
  • Cais da Ribeira — foto: Krzysztof Golik / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Confeitaria do Bolhão — foto: Wikimedia Commons
  • Torre dos Clérigos — foto: Wikimedia Commons
  • A Regaleira — foto: Wikimedia Commons
  • Jardins do Palácio de Cristal — foto: Wikimedia Commons
  • The Wine Box — foto: Wikimedia Commons

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📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]

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Itaipu: como um tratado de 1973 criou a usina que já foi a maior do mundo

Vista aérea da Usina Hidrelétrica de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai

Foto: Wikimedia Commons

Itaipu usou mais concreto do que o Canal do Panamá — cerca de 12,3 milhões de metros cúbicos, volume suficiente para erguer uma cidade inteira de arranha-céus. Esse único número já dá a medida da usina hidrelétrica erguida na fronteira entre Brasil e Paraguai, perto de Foz do Iguaçu, que chegou a ser a maior do planeta em capacidade instalada e ainda hoje disputa com a chinesa Três Gargantas o posto de maior geradora de energia elétrica do mundo.

Um tratado entre dois países para represar um rio

A história de Itaipu começa oficialmente em 26 de abril de 1973, quando os governos do Brasil e do Paraguai assinaram o Tratado de Itaipu, documento que definiu o aproveitamento hidrelétrico do trecho do rio Paraná que separa os dois países. O nome vem do tupi-guarani e significa algo como "a pedra que canta", referência a uma formação rochosa que existia no leito do rio, próxima ao ponto escolhido para erguer a barragem. Pelo acordo, a usina seria binacional: metade brasileira, metade paraguaia, com a energia dividida igualmente entre os dois países — mesmo o Paraguai, com população e consumo elétrico muito menores, usando historicamente só uma fração da própria cota e vendendo o excedente ao Brasil. As obras começaram efetivamente em janeiro de 1975, dando início a uma década de construção que mobilizaria dezenas de milhares de pessoas dos dois lados da fronteira.

Vista aérea da barragem de Itaipu sobre o rio Paraná

A barragem vista do alto, na fronteira entre Foz do Iguaçu (Brasil) e Hernandarias (Paraguai)

O maior canteiro de obras do mundo

Para erguer a usina, foi preciso primeiro desviar o curso do Paraná, um dos rios mais caudalosos da América do Sul. Um canal de desvio de quase 2 km de extensão foi escavado para que o leito original secasse e a barragem principal pudesse ser construída em terra firme. No auge das obras, cerca de 40 mil operários trabalhavam simultaneamente no canteiro, atraídos de várias regiões do Brasil e do Paraguai pela oferta de emprego. Alguns números resumem a escala do projeto:

  • Mais de 12,3 milhões de m³ de concreto usados na construção;
  • 20 unidades geradoras, cada uma com 700 megawatts de capacidade, somando 14 mil MW de potência instalada;
  • Rede elétrica sincronizada para atender ao mesmo tempo o sistema de 50 Hz do Paraguai e o de 60 Hz do Brasil, solução técnica rara no mundo;
  • Em 1994, a Sociedade Americana de Engenheiros Civis elegeu Itaipu uma das sete maravilhas modernas de engenharia do planeta, ao lado do Canal do Panamá e da Torre Eiffel.

Sete Quedas: a cachoeira que desapareceu debaixo d'água

Antes de Itaipu, o trecho represado do rio Paraná abrigava o Salto de Sete Quedas, um conjunto de quedas d'água que muitos brasileiros da época consideravam ainda mais imponente que as Cataratas do Iguaçu, rio abaixo. Em outubro de 1982, com o canal de desvio fechado, o novo reservatório começou a se formar rapidamente: em pouco mais de duas semanas, a água cobriu por completo as quedas, apagando do mapa um dos maiores acidentes geográficos do continente e alagando também comunidades ribeirinhas que precisaram ser realocadas. O Congresso brasileiro chegou a rebaixar formalmente o antigo Parque Nacional de Sete Quedas em 1981 para permitir o alagamento — uma perda lamentada até hoje por quem conheceu o lugar antes da usina.

Vista geral da Usina Hidrelétrica de Itaipu e seu reservatório no rio Paraná

O reservatório de Itaipu represa hoje o trecho do rio Paraná onde ficava o Salto de Sete Quedas

A primeira das 20 turbinas entrou em operação em 5 de maio de 1984, e novas unidades foram ligadas ao longo da década seguinte até a usina atingir a capacidade total. A rivalidade histórica com Três Gargantas, que assumiu o posto de maior hidrelétrica em capacidade instalada a partir de 2012, não tirou de Itaipu o título de recordista em produtividade: em 2016, a usina bateu o recorde mundial de geração anual de energia por uma única planta, com mais de 103 milhões de MWh produzidos em doze meses — energia suficiente para abastecer boa parte do consumo elétrico do Paraguai e uma fatia expressiva do Brasil ao mesmo tempo, mais de quatro décadas depois de um tratado assinado por dois países que dividiam um rio.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Itaipu — Wikipédia

Foto: Wikimedia Commons.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]

Onde fica

  • Itaipu Binacional Histórico
    Itaipu Binacional, Foz do Iguaçu - Paraná

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