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Café Majestic: o salão Art Nouveau do Porto que teria inspirado cenários de Harry Potter

Fachada Art Nouveau do Café Majestic, no Porto

Foto: Maragato1976 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

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Na Rua de Santa Catarina, uma das ruas comerciais mais movimentadas do Porto, um salão de espelhos, madeira entalhada e estuques dourados abriu em 1921 sob o nome de Elite Café, rebatizado pouco depois de Café Majestic. Considerado um dos cafés históricos mais bonitos da Europa, o Majestic é um dos exemplos mais completos de decoração Art Nouveau preservados em Portugal.

Um salão de luxo nos anos 1920

A decoração combina espelhos emoldurados, esculturas em madeira, couro trabalhado e detalhes em estuque dourado no teto, num estilo que remete diretamente à estética Art Nouveau em voga na Europa no início do século XX. O luxo do espaço fez do Majestic ponto de encontro da burguesia portuense e de intelectuais da cidade desde a inauguração.

A lenda da conexão com Harry Potter

Uma das histórias mais repetidas sobre o Majestic é a de que a escritora J.K. Rowling, que morou no Porto no início dos anos 1990, teria se inspirado no café — e na cidade em geral, incluindo a Livraria Lello — para criar elementos do universo de Harry Potter. A própria autora, em diferentes entrevistas ao longo dos anos, tratou essa conexão de forma ambígua, o que não impediu o Majestic de se tornar um point turístico ainda mais procurado por fãs da saga.

Interior decorado do Café Majestic

Espelhos e talha dourada compõem a decoração Art Nouveau do salão.

Sobrevivente de tempos difíceis

Ao longo do século XX, o Majestic passou por períodos de decadência, incluindo o fechamento temporário nas décadas de 1970 e 1980, período de instabilidade econômica em Portugal. O café foi restaurado e reaberto na década de 1990, recuperando o esplendor original e se consolidando de vez como atração turística da cidade, além de café tradicional para os portuenses.

Detalhes do salão do Café Majestic

O café foi restaurado nos anos 1990, recuperando o esplendor original de 1921.

Dicas para a visita

Por ser uma das atrações mais fotografadas do Porto, o Majestic costuma ter fila em horários de pico, especialmente em fins de semana e alta temporada turística. Vale aproveitar a proximidade com a Livraria Lello, outro ponto associado às lendas sobre Harry Potter na cidade, para um roteiro combinado.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Café Majestic — Wikipédia

Foto: Maragato1976 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0).

Onde fica

  • Café Majestic Cafeteria
    Rua de Santa Catarina 112, Porto, Portugal

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O que fazer em Siem Reap: 5 paradas escolhidas

Fachada branca do Blue Pumpkin em Siem Reap

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Siem Reap, Camboja: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Banteay Srei
  2. Kampong Phluk
  3. Malis
  4. Blue Pumpkin
  5. Elephant Bar (Raffles Grand Hotel d'Angkor)

O que visitar

1. Banteay Srei

Torres de arenito rosa entalhado do templo Banteay Srei
Foto: Pierre André Leclercq / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Erguido no século 10, o Banteay Srei é pequeno perto de Angkor Wat, mas é considerado a peça mais refinada da arte khmer, com relevos entalhados em arenito rosa. Fica a cerca de 35 km do centro, meio caminho que vale o passeio.

Endereço: Banteay Srei, Siem Reap, Camboja

2. Kampong Phluk

Casas em palafitas na vila de Kampong Phluk, no Tonlé Sap
Foto: Krzysztof Golik / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A cerca de 30 km de Siem Reap, Kampong Phluk é formada por casas erguidas em palafitas de até 10 metros de altura, que acompanham a variação do nível do Tonlé Sap. Um passeio de barco pela vila mostra o dia a dia de quem vive da pesca no maior lago do Sudeste Asiático.

Endereço: Kampong Phluk, Siem Reap, Camboja

Onde comer

3. Malis

Amok de peixe, prato tradicional khmer servido no Malis
Foto: LittleT889 / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Em um jardim tropical na Pokambor Avenue, o Malis eleva a cozinha khmer tradicional sem perder a autenticidade. O amok de peixe, cozido no vapor dentro de folha de bananeira, é o prato mais pedido.

Endereço: Malis Restaurant, Pokambor Avenue, Siem Reap, Camboja

Onde tomar café

4. Blue Pumpkin

Fachada branca do Blue Pumpkin em Siem Reap
Foto: chee.hong / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Num casarão colonial branco a poucos passos do Old Market, o Blue Pumpkin serve pães, sorvetes caseiros e café forte desde 2000. É parada clássica pra começar o dia antes de encarar os templos.

Endereço: Blue Pumpkin, Hospital Street, Siem Reap, Camboja

Onde beber

5. Elephant Bar (Raffles Grand Hotel d'Angkor)

Fachada do Raffles Grand Hotel d'Angkor, sede do Elephant Bar
Foto: Wikimedia Commons

Dentro do Raffles Grand Hotel d'Angkor, aberto desde 1932, o Elephant Bar guarda a maior coleção de uísques e bourbons do Camboja. O nome vem da época em que hóspedes chegavam ao hotel montados em elefantes.

Endereço: Raffles Grand Hotel d'Angkor

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Blue Pumpkin — foto: chee.hong / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
  • Banteay Srei — foto: Pierre André Leclercq / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Malis — foto: LittleT889 / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)
  • Kampong Phluk — foto: Krzysztof Golik / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Elephant Bar (Raffles Grand Hotel d'Angkor) — foto: Wikimedia Commons

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📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]

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📍 Dica rápida

Mercado Municipal Adolpho Lisboa: arquitetura de Eiffel e sabores da Amazônia

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Erguido em 1883 com estrutura de ferro fundido projetada por Gustave Eiffel, o Mercado Adolpho Lisboa é parada obrigatória no Centro Histórico de Manaus, às margens do Rio Negro.

Entre bancas de peixe, especiarias, farinha e artesanato indígena, dá pra sentir o pulso da cidade em uma manhã de passeio.

Interior do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, em Manaus

Foto: Ridiculopathy / Wikimedia Commons (CC0)

Onde fica

  • Mercado Municipal Adolpho Lisboa Ponto Turístico
    Rua dos Barés, 46, Centro, Manaus, Brasil
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Palácio Real de Madrid: como um incêndio de quatro dias criou a maior residência real da Europa

Fachada do Palácio Real de Madrid vista da Plaza de Oriente

Foto: Carlos Delgado / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Em poucas horas dá para percorrer os salões mais famosos do Palácio Real de Madrid — mas para dormir uma noite em cada um dos 3.418 cômodos do prédio, seriam necessários quase dez anos. Com 135 mil metros quadrados, ele é hoje a maior residência real em uso da Europa, à frente até do Palácio de Versalhes em número de salas. E só existe porque o palácio anterior, o Alcázar dos Áustrias, virou cinzas numa véspera de Natal.

O incêndio que mudou a história de Madri

Na noite de 24 de dezembro de 1734, um incêndio começou no Alcázar Real de Madrid, a antiga fortaleza de origem mourisca que os reis da Casa de Áustria haviam transformado em palácio ao longo de séculos. As chamas se alastraram pelas galerias de madeira do edifício e levaram quatro dias para serem controladas, destruindo boa parte do acervo artístico da coroa espanhola — entre as perdas estão obras de Velázquez, Ticiano e Rubens que nunca puderam ser recuperadas. O rei Felipe V, que estava com a corte no Palácio de El Pardo quando recebeu a notícia, decidiu não reconstruir o Alcázar no mesmo estilo: no mesmo terreno, encomendou um palácio novo, maior e, sobretudo, incombustível.

Fachada do Palácio Real de Madrid, construído no mesmo terreno do antigo Alcázar

O palácio ocupa o mesmo terreno onde ficava o antigo Alcázar dos Áustrias, destruído pelo fogo em 1734.

Uma reconstrução pensada para nunca mais pegar fogo

O primeiro projeto do novo palácio ficou a cargo do arquiteto italiano Filippo Juvarra, convidado pessoalmente por Felipe V, mas ele morreu em 1736 antes de a obra sequer começar. Seu discípulo, o também italiano Giovanni Battista Sacchetti, assumiu o projeto com um desenho mais contido que o original e lançou a primeira pedra em 6 de abril de 1738. Para evitar uma tragédia como a de 1734, Sacchetti eliminou a madeira da estrutura sempre que possível: as paredes foram erguidas em granito da serra de Guadarrama e pedra branca de Colmenar, e os tetos ganharam abóbadas de alvenaria em vez de vigas de madeira. O material só aparece em portas, janelas e na armação do telhado. A obra levou 17 anos e ficou tecnicamente concluída em 1755, embora o palácio só fosse efetivamente ocupado quase uma década mais tarde.

  • 3.418 cômodos distribuídos em 135.000 m² de área construída
  • 17 anos de obra, entre o lançamento da primeira pedra em 1738 e a conclusão em 1755
  • Estrutura erguida quase inteiramente em pedra e tijolo, sem madeira nas paredes e tetos
  • Considerado o maior palácio real em uso da Europa em número de salas, à frente de Versalhes

De residência real a palco de cerimônias

O primeiro monarca a efetivamente morar no novo palácio foi Carlos III, filho de Felipe V, que o inaugurou em 1º de dezembro de 1764 e se tornou seu primeiro morador oficial. Dali em diante, o edifício foi residência da família real espanhola por mais de um século e meio, até 14 de abril de 1931, quando o rei Afonso XIII deixou o país às pressas após a proclamação da Segunda República Espanhola — episódio que marcou o fim do uso do palácio como moradia efetiva de um monarca. Com a restauração da monarquia em 1975, o rei Juan Carlos I optou por não voltar a residir ali, instalando-se no mais modesto Palácio da Zarzuela, na periferia de Madri, decisão mantida até hoje pelo rei Felipe VI.

Área interna do Palácio Real de Madrid

Hoje o palácio não tem moradores: é usado apenas para cerimônias oficiais do Estado espanhol.

Hoje o Palácio Real de Madrid não abriga nenhum morador: é usado exclusivamente para cerimônias de Estado, recepções a chefes de governo estrangeiros e eventos oficiais da coroa espanhola, enquanto a maior parte de suas salas — incluindo a Armaria Real e a Farmácia Real, ambas remontando ao século 18 — permanece aberta à visitação pública. Menos de dois séculos depois de ter sido erguido para nunca mais queimar, o palácio que nasceu das cinzas de um incêndio se tornou um dos maiores museus vivos da monarquia europeia.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Palácio Real de Madrid — Wikipédia

Foto: Wikimedia Commons.

Onde fica

  • Palacio Real de Madrid Histórico
    Palacio Real de Madrid

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