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O que fazer em Tóquio: 5 paradas escolhidas

Portão Kaminarimon do Templo Senso-ji em Asakusa, Tóquio

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Tóquio, Japão: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Templo Senso-ji
  2. Shibuya Crossing
  3. Ichiran Ramen Shibuya
  4. Blue Bottle Coffee Shinjuku
  5. New York Bar (Park Hyatt Tokyo)

O que visitar

1. Templo Senso-ji

Portão Kaminarimon do Templo Senso-ji em Asakusa, Tóquio
Foto: Wikimedia Commons

Fundado no século VII, o Senso-ji é o templo budista mais antigo de Tóquio. O portão Kaminarimon, com sua lanterna vermelha gigante, marca a entrada da rua Nakamise, cheia de lojinhas tradicionais até o salão principal.

Endereço: Senso-ji, 2-3-1 Asakusa, Tóquio, Japão

2. Shibuya Crossing

Pedestres atravessando o Shibuya Crossing em Tóquio
Foto: Wikimedia Commons

Até 3 mil pessoas atravessam a Shibuya Crossing a cada sinal verde, vindas de todas as direções ao mesmo tempo. É um dos cartões-postais mais fotografados de Tóquio, ainda mais vista do alto de um dos prédios ao redor.

Endereço: Shibuya Crossing, Shibuya, Tóquio, Japão

Onde comer

3. Ichiran Ramen Shibuya

Fachada da loja Ichiran Ramen em Shibuya, Tóquio
Foto: Wikimedia Commons

No Ichiran, cada cliente senta numa cabine individual e personaliza o caldo de tonkotsu no próprio balcão. É uma forma bem japonesa de comer ramen em silêncio, sem pressa — e a loja funciona 24 horas.

Endereço: Ichiran Ramen, 1-22-7 Jinnan, Shibuya, Tóquio, Japão

Onde tomar café

4. Blue Bottle Coffee Shinjuku

Interior da Blue Bottle Coffee em Shinjuku, Tóquio
Foto: Wikimedia Commons

Dentro do complexo NEWoMan, ao lado da Estação de Shinjuku, esta unidade da Blue Bottle serve café coado na hora num ambiente clean. Boa parada para descansar os pés entre um passeio e outro.

Endereço: Blue Bottle Coffee, NEWoMan Shinjuku, 4-1-6 Shinjuku, Tóquio, Japão

Onde beber

5. New York Bar (Park Hyatt Tokyo)

New York Bar no Park Hyatt Tokyo, com vista noturna da cidade
Foto: Wikimedia Commons

No topo do Park Hyatt Tokyo, o New York Bar ficou famoso como cenário do filme Encontros e Desencontros. A vista do 52º andar e o jazz ao vivo fazem dele um fechamento e tanto para o dia.

Endereço: New York Bar, Nishi-Shinjuku

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Templo Senso-ji — foto: Wikimedia Commons
  • Ichiran Ramen Shibuya — foto: Wikimedia Commons
  • Shibuya Crossing — foto: Wikimedia Commons
  • Blue Bottle Coffee Shinjuku — foto: Wikimedia Commons
  • New York Bar (Park Hyatt Tokyo) — foto: Wikimedia Commons

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Bandeira de Espanha Espanha
📍 Sevilha

Real Alcázar de Sevilha: o palácio mouro que um rei cristão mandou construir, e que a família real ainda usa

Patio de las Doncellas, no palácio mudéjar do Real Alcázar de Sevilha

Foto: Jl FilpoC / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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Quem entra no Real Alcázar de Sevilha e vê os arcos recortados, os azulejos geométricos e as inscrições em árabe nas paredes costuma concluir que está num palácio mouro. Em boa parte, não está. O trecho mais famoso do conjunto foi erguido nos anos 1360 por um rei cristão, Pedro I de Castela, que contratou artesãos formados na tradição islâmica para fazer um palácio mais árabe do que muitos palácios árabes. Uma inscrição em latim na fachada traz o ano de 1364; outra, em árabe, no Salón de Embajadores, traz 1366. É esse cruzamento de mundos que faz do Alcázar um dos lugares mais estranhos, e mais bonitos, da Espanha.

Antes dos cristãos

O terreno já era sede de poder muito antes de Pedro I. No século XI, o rei abádida al-Mu'tamid ampliou o complexo para o sul e para o leste com um palácio novo, chamado al-Mubarak, "o Abençoado". No século XII, o Califado Almóada passou a desenvolver Sevilha como sua capital na Península Ibérica, e em 1163 o califa Abu Yaqub Yusuf fez do Alcázar a sua residência principal. Depois da conquista castelhana de 1248, os reis cristãos não derrubaram nada: foram se instalando por cima. Afonso X, que reinou de 1252 a 1284, construiu ali um palácio gótico, e é dele a cisterna abobadada que hoje os visitantes conhecem como Baños de Doña María de Padilla.

O palácio de Pedro I

O coração do Alcázar é o palácio mudéjar de Pedro I, organizado em torno do Patio de las Doncellas, um pátio retangular com um espelho d'água comprido no centro. O jardim que existia ali ficou soterrado por séculos e só foi recuperado depois das escavações de 2002 a 2005. Ao lado fica o Salón de Embajadores, a sala do trono, coberta por uma cúpula de madeira dourada. Foi nessa sala que, em 1526, o imperador Carlos V se casou com Isabel de Portugal.

O Alcázar também esteve no centro da expansão espanhola pelo Atlântico: em 1503 foi criada ali a Casa de Contratación, o órgão que controlava o comércio e a navegação com as Américas.

Um palácio ainda em uso

O Alcázar é considerado o palácio real em uso mais antigo da Europa. Os andares superiores continuam reservados à família real espanhola, que se hospeda ali quando visita Sevilha. Em 1987, a UNESCO inscreveu o conjunto como Patrimônio Mundial, junto com a Catedral e o Archivo de Indias, seus vizinhos. Em 2019, recebeu mais de 2 milhões de visitantes, e parte deles chega por causa da televisão: o Alcázar foi uma das locações da quinta temporada de Game of Thrones, rodada na província de Sevilha.

Perguntas frequentes

O Alcázar é árabe ou cristão? Os dois. Há partes do período islâmico (abádida e almóada), um palácio gótico de Afonso X e o palácio mudéjar de Pedro I, construído por um rei cristão em estilo de inspiração islâmica.

A família real ainda usa o palácio? Sim. Os andares superiores são residência oficial da família real espanhola nas visitas a Sevilha.

Onde fica

  • Real Alcázar de Sevilla Histórico
    Patio de Banderas, s/n, 41004 Sevilha, Espanha

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Bandeira de Cuba Cuba
Bandeira de Havana Havana

Castillo del Morro: a fortaleza de Havana que resistiu a piratas mas caiu para os ingleses em 1762

Vista noturna do Castillo del Morro iluminado na entrada da Baía de Havana, Cuba

Foto: Wikimedia Commons

Quem chega de navio a Havana ainda hoje avista primeiro uma coisa: um promontório de pedra na boca da baía, coroado por um farol e por muralhas baixas e grossas que parecem ter nascido da própria rocha. É o Castillo de los Tres Reyes del Morro — para os cubanos, simplesmente "El Morro" — a fortaleza que durante mais de dois séculos decidiu quem entrava e quem não entrava no porto mais importante do Caribe espanhol.

Uma fortaleza contra os corsários

Havana no século XVI era um alvo fácil. Em 1555 o corsário francês Jacques de Sores saqueou e incendiou a cidade quase sem resistência, e o episódio convenceu a Coroa espanhola de que o porto precisava de defesas de verdade. A resposta veio décadas depois: em 1589, sob ordens do rei Filipe II, começaram as obras do Castillo del Morro, projetado pelo engenheiro militar italiano Juan Bautista Antonelli, o mesmo responsável por outras fortificações espanholas nas Américas.

A construção levou mais de quarenta anos — as obras avançaram lentamente por causa do custo e da dificuldade de esculpir os alicerces na rocha viva do penhasco — e o forte só foi dado como concluído por volta de 1630, já sob o governador Lorenzo Cabrera. Sozinho, porém, o Morro não bastava: à noite, uma pesada corrente de ferro era esticada pela água até o Castillo de la Punta, do outro lado da entrada da baía, fechando fisicamente a passagem para qualquer embarcação.

O cerco que trocou Cuba por 44 dias

A prova de fogo do Morro veio em 1762, durante a Guerra dos Sete Anos. Uma frota britânica comandada pelo almirante George Pocock e pelo conde de Albemarle desembarcou tropas cerca de dez quilômetros a leste da fortaleza em 7 de junho daquele ano. O bombardeio naval inicial, em 1º de julho, foi um fracasso — os navios de guerra britânicos levaram mais dano do que causaram e precisaram recuar —, mas os britânicos seguiram cavando trincheiras terrestres ao redor do forte sob o calor tropical e a disenteria que dizimava seus soldados.

Gravura do século XIX representando o Castillo del Morro na entrada da Baía de Havana

Gravura do século XIX mostra o Castillo del Morro guardando a entrada da baía de Havana.

Em 30 de julho, engenheiros britânicos detonaram uma mina sob as muralhas do Morro, abrindo uma brecha que foi tomada a assalto sob o comando do coronel William Keppel. Com a fortaleza perdida, a cidade de Havana já não tinha como resistir: capitulou em 11 de agosto e foi ocupada em 14 de agosto de 1762. A ocupação britânica durou menos de um ano — pelo Tratado de Paris de 1763, a Espanha recuperou Havana em troca de ceder a Flórida à Grã-Bretanha, um dos negócios territoriais mais decisivos da história colonial americana.

O farol que sobrou da guerra

Depois do episódio de 1762, os espanhóis reforçaram a guarnição do Morro e, décadas mais tarde, decidiram dotar a fortaleza de um farol permanente. A torre atual, com cerca de 25 metros de altura e luz projetada a 44 metros acima do nível do mar, entrou em funcionamento em dezembro de 1844 — a data ainda está gravada na pedra, na base da lanterna —, equipada com um sistema de lentes Fresnel — a mesma tecnologia francesa que revolucionou a sinalização marítima no século XIX. O farol funciona até hoje e é um dos cartões-postais mais fotografados de Cuba.

Torre do farol do Castillo del Morro em Havana, com o ano 1844 gravado na pedra

A data de 1844 ainda está gravada na pedra da torre do farol do Morro.

Em 1982, a Unesco incluiu o Castillo del Morro na lista de Patrimônio Mundial como parte do conjunto "Havana Velha e suas Fortificações", reconhecendo o papel do forte — ao lado de La Punta, La Cabaña e outras estruturas do sistema defensivo colonial — na história militar e urbana do Caribe. Até hoje, ao anoitecer, um canhão dispara em Havana em memória do antigo ritual que fechava a corrente entre o Morro e La Punta e avisava a cidade de que o porto estava trancado até o amanhecer seguinte.

Onde fica

  • Castillo de los Tres Reyes del Morro Histórico
    Castillo de los Tres Reyes del Morro, Havana, Cuba

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Bandeira de Estados Unidos Estados Unidos
📍 Nova Orleans

Catedral de São Luís: a igreja de Nova Orleans que precisou ser erguida três vezes

Fachada da Catedral de São Luís, em Nova Orleans, vista da Jackson Square

Foto: APK, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

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Do outro lado da Jackson Square, no coração do French Quarter, está a catedral católica em uso contínuo mais antiga dos Estados Unidos. A frase soa como superlativo de folheto, mas esconde algo menos confortável: o prédio que está lá hoje é o terceiro. Os dois anteriores caíram — um por fogo, outro em parte pela própria obra de ampliação. O que nunca se interrompeu foi o culto, e é disso que vem o título.

A paróquia veio antes da cidade estar de pé

A paróquia foi criada em 1720, quando Nova Orleans mal passava de um projeto francês de duas décadas de idade às margens do Mississippi. O primeiro templo no terreno abriu em 1727. Era uma construção modesta, coerente com uma colônia que ainda dependia de barcos para quase tudo, e ficou de pé por seis décadas.

O fim veio numa data que a cidade não esqueceu: Sexta-Feira Santa, 21 de março de 1788. O Grande Incêndio de Nova Orleans varreu boa parte do núcleo urbano e levou a igreja junto. A cidade que ardeu naquele dia já não era francesa — a Luisiana havia passado para a Espanha —, e isso mudou quem pagou a reconstrução e como ela ficou.

Reconstruída sob bandeira espanhola

A pedra fundamental do novo templo foi assentada em 1789, e a obra foi concluída em 1794, ainda no período espanhol. No meio do caminho, em 1793, a igreja foi elevada à condição de catedral, como sede da recém-criada Diocese de Nova Orleans. É esse detalhe administrativo, e não a arquitetura, que sustenta o título de catedral mais antiga em uso contínuo do país: desde então a função nunca foi transferida para outro endereço.

A dedicação a São Luís, rei da França, permaneceu mesmo com a colônia sob administração espanhola — uma das várias camadas sobrepostas que fazem do French Quarter um bairro de nome francês e traçado urbano espanhol.

A torre que desabou no meio da reforma

Em meados do século XIX, a catedral de 1794 já era pequena para a cidade. Começou então uma ampliação que deu o desfecho mais dramático da história do prédio: em 1850, durante as obras, a torre central desabou. A queda arrastou telhado e paredes e obrigou uma reconstrução extensa, que se estendeu pelo resto da década.

O resultado dessa reconstrução é a fachada que aparece em praticamente toda fotografia de Nova Orleans: três torres, a central mais alta e afilada, emolduradas pela praça e pela estátua equestre de Andrew Jackson. Ou seja, o cartão-postal mais reproduzido da cidade é fruto de um acidente de obra.

A catedral continua em funcionamento, com missa celebrada diariamente. Não é um museu com horário de visitação e cordão de isolamento: é uma igreja de paróquia que por acaso carrega quase trezentos anos de registros e três reconstruções nas costas.

Perguntas frequentes

A Catedral de São Luís é mesmo a mais antiga dos Estados Unidos?
É a catedral católica em uso contínuo mais antiga do país. O título se refere à continuidade da função desde 1793, não à idade das paredes — a estrutura atual é resultado da reconstrução dos anos 1850.

Dá para entrar?
Sim. A catedral segue aberta como igreja em atividade, com missa diária, e fica na Jackson Square, no French Quarter.

O que sobrou da igreja original de 1727?
Nada acima do solo. Ela foi destruída no Grande Incêndio de 21 de março de 1788, uma Sexta-Feira Santa.

Onde fica

  • Catedral-Basílica de São Luís, Rei da França Local
    4431 Lindell Blvd, St. Louis, MO 63108, United States

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