A história começa com um homem cavando um buraco. Em 1868, o engenheiro de minas Vilmos Zsigmondy começou a perfurar o Parque da Cidade atrás de água termal. Passou dez anos sem achar nada. Só em 1878, a 970 metros de profundidade, encontrou a fonte quente artesiana que procurava. Uma casa de banhos provisória abriu no local em 1881.
O complexo definitivo demorou mais. O projeto neobarroco é de Győző Czigler, desenhado em 1903; quando a obra enfim começou, em 1909, o arquiteto já havia morrido, e Ede Dvorák e Kálmán Gerster tocaram a construção seguindo o desenho dele. As termas abriram em 16 de junho de 1913 e receberam mais de 200 mil visitantes só no primeiro ano. Hoje a água medicinal chega à superfície pelo segundo poço mais profundo de Budapeste, de 1.246 metros, e o Széchenyi é a maior casa de banhos medicinais da Europa.
O que todo mundo fotografa, porém, não estava no projeto de ninguém: os homens jogando xadrez dentro da piscina externa, com o tabuleiro flutuando sobre a água a 38 graus. O costume começou nos anos 1960, quando as termas eram um dos poucos lugares de convívio livre da Hungria comunista, e os frequentadores precisavam ocupar a cabeça durante sessões longas de imersão. Não é encenação para turista: é gente da casa, jogando a sério, inclusive no inverno, com a névoa subindo da água.
Onde fica: Állatkerti körút 9-11, no Városliget (Parque da Cidade), com estação de metrô Széchenyi fürdő na porta. Dica: leve chinelo e toalha própria — alugar no local sai caro.







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