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Pete's Tavern: o bar mais antigo de Nova York em atividade

O Pete's Tavern é o bar e restaurante mais antigo em operação contínua de Nova York, funcionando desde 1864. Foi até disfarçado de floricultura durante a Lei Seca para continuar servindo drinks.

Fachada do Pete's Tavern em Gramercy Park, Nova York

Foto: Wikimedia Commons

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Peça uma bela salada ou pasta, mas não peça cerveja italiana, senão, os próprios garçons italianos vão zombar de você.

Onde fica

  • Pete's Tavern Bar
    Pete's Tavern, 129 E 18th St, New York, Estados Unidos
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La Bodeguita del Medio: o bar em Havana onde Hemingway supostamente bebia mojito

Fachada de La Bodeguita del Medio, em Havana

Foto: Wikimedia Commons

Numa rua estreita da Havana Velha, o centro histórico da capital cubana, um bar minúsculo e sempre lotado é parada praticamente obrigatória para quem visita Cuba. La Bodeguita del Medio abriu em 1942 como uma pequena mercearia que também vendia bebidas, e ao longo das décadas se transformou num dos bares mais famosos do mundo, conhecido sobretudo pelo mojito e por paredes completamente cobertas de assinaturas de visitantes.

A lenda do mojito de Hemingway

A frase mais repetida sobre o bar — "Mi mojito en la Bodeguita, mi daiquiri en El Floridita" — é atribuída ao escritor americano Ernest Hemingway, que viveu em Cuba por temporadas e é apontado como cliente frequente de ambos os bares. Historiadores debatem o quanto dessa história é fato e o quanto é lenda construída ao longo dos anos, mas a frase, supostamente escrita à mão pelo próprio Hemingway numa das paredes, virou parte central do marketing e da identidade do bar.

Paredes como livro de visitas

Desde os primeiros anos, clientes começaram a deixar assinaturas, frases e desenhos diretamente nas paredes do bar — uma tradição que nunca foi interrompida e hoje cobre praticamente cada centímetro disponível do espaço. Nomes de celebridades, políticos e escritores dividem espaço com turistas anônimos, criando uma espécie de mural coletivo que só cresce com o tempo.

Interior de La Bodeguita del Medio

O espaço pequeno e sempre cheio faz parte do charme do bar.

Point da vida cultural cubana

Além do turismo internacional, o bar historicamente também funcionou como ponto de encontro de artistas e intelectuais cubanos, incluindo o poeta Nicolás Guillén. A música ao vivo, geralmente son cubano tocado por pequenos grupos, é parte constante da experiência, com o espaço apertado criando uma proximidade quase inevitável entre música, bebida e clientes.

Paredes cobertas de assinaturas em La Bodeguita del Medio

Milhares de assinaturas cobrem as paredes ao longo de mais de oito décadas.

Dicas para a visita

O espaço é pequeno e costuma lotar rapidamente, especialmente à noite — ir no início da tarde é uma boa estratégia para experimentar o mojito com mais calma. Vale ter em mente que, por ser um ponto turístico extremamente popular, os preços costumam ser mais altos que os de bares menos conhecidos de Havana.

Onde fica

  • La Bodeguita del Medio Bar
    Empedrado 207, Havana, Cuba

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East Side Gallery: o maior trecho aberto do Muro de Berlim, hoje uma galeria a céu aberto

Murais coloridos na East Side Gallery, remanescente do Muro de Berlim

Foto: Wikimedia Commons

Por quase três décadas, o Muro de Berlim dividiu fisicamente uma cidade e simbolizou a fratura ideológica da Guerra Fria. Construído às pressas em agosto de 1961 pelo governo da Alemanha Oriental, o muro separou Berlim Ocidental (aliada aos Estados Unidos e Europa Ocidental) de Berlim Oriental (sob influência soviética) até cair, de forma quase repentina, em 9 de novembro de 1989. Hoje, o maior trecho preservado do muro é a East Side Gallery, uma galeria de arte a céu aberto de 1,3 quilômetro de extensão.

De barreira de concreto a tela de artistas

Logo após a queda do muro, mais de cem artistas de diferentes países pintaram murais diretamente sobre esse trecho remanescente, transformando um símbolo de opressão em um monumento pela liberdade e pela reunificação. A obra mais famosa da galeria é "My God, Help Me to Survive This Deadly Love", do artista russo Dmitri Vrubel, que retrata o beijo socialista entre o líder soviético Leonid Brejnev e o líder da Alemanha Oriental Erich Honecker — cena baseada em uma foto real de 1979 e que se tornou uma das imagens mais reproduzidas sobre o fim da Guerra Fria.

Checkpoint Charlie, antigo posto de fronteira em Berlim

O Checkpoint Charlie era o principal ponto de passagem controlada entre os dois lados de Berlim.

Checkpoint Charlie, a fronteira mais famosa da Guerra Fria

Não muito longe da East Side Gallery ficava o Checkpoint Charlie, o posto de controle mais conhecido entre Berlim Oriental e Ocidental, usado principalmente por diplomatas e estrangeiros. O local ficou marcado por confrontos tensos, incluindo um impasse de tanques entre tropas americanas e soviéticas em 1961, e hoje uma réplica da guarita original virou ponto turístico, com atores vestidos de soldados para fotos — uma versão bem mais pacífica da história que ali se desenrolou.

Um símbolo em constante restauração

Por ficar exposta ao tempo, ao vandalismo e à ação de milhões de visitantes todos os anos, a East Side Gallery passa periodicamente por restaurações, geralmente conduzidas pelos próprios artistas originais ou por especialistas em conservação. Em alguns momentos, trechos do muro precisaram ser protegidos de obras imobiliárias na região, gerando protestos de berlinenses que consideram o memorial parte essencial da identidade da cidade.

Grafite próximo ao Checkpoint Charlie

Arte urbana continua marcando presença nos arredores dos antigos pontos de fronteira.

Dicas para a visita

A East Side Gallery fica às margens do rio Spree, próxima à estação Warschauer Straße, e a visita é gratuita e ao ar livre, o que a torna fácil de encaixar em qualquer roteiro por Berlim. Vale caminhar toda a extensão do trecho preservado para ver a variedade de estilos dos murais, e reservar um tempo extra para visitar o Checkpoint Charlie e o museu do muro nas proximidades.

Onde fica

  • East Side Gallery Histórico
    Mühlenstraße, Berlim, Alemanha

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American Bar do Savoy: o bar de Londres onde Ada Coleman inventou o Hanky Panky

Fachada do Savoy Hotel, no Strand, em Londres

Foto: Wikimedia Commons

Dentro do Savoy Hotel, o primeiro hotel de luxo de Londres a ter eletricidade e água encanada em todos os quartos, existe um bar que ajudou a moldar a coquetelaria moderna. O American Bar abriu as portas em 1889 e é considerado o bar de coquetéis mais antigo em funcionamento contínuo da cidade. O nome vem dos bartenders americanos contratados pelo hotel no fim do século 19 para atender viajantes que chegavam à Europa já acostumados aos drinks elaborados que se popularizavam nos Estados Unidos. Mais de um século depois, o salão de madeira escura e luzes baixas às margens do Tâmisa segue servindo clássicos ao lado de criações autorais, mantendo viva uma tradição que passou pelas mãos de alguns dos bartenders mais influentes da história.

A única mulher a comandar o bar mais famoso de Londres

Entre os nomes que definiram o American Bar está o de Ada Coleman, nascida em 1875, filha de um zelador que trabalhava para o hoteleiro Rupert D'Oyly Carte, dono do Savoy. Depois da morte do pai, Coleman começou a trabalhar como bartender no Claridge's, outro hotel de D'Oyly Carte, em 1899. Em 1903, foi promovida a chefe de bar do American Bar do Savoy — posto que ocupou por 23 anos, até 1926, tornando-se a única mulher a chefiar o bar em toda a sua história. Apelidada de "Coley" pelos clientes, ela era conhecida tanto pela habilidade atrás do balcão quanto pela conversa afiada, e atendeu nomes como Mark Twain, Charlie Chaplin, Marlene Dietrich e o próprio Príncipe de Gales.

Retrato de Ada Coleman, chefe de bar do American Bar do Savoy entre 1903 e 1926

Ada Coleman, chefe de bar do American Bar entre 1903 e 1926

O nascimento do Hanky Panky

Foi no início dos anos 1920 que Ada Coleman criou sua receita mais duradoura. Segundo o relato que ela mesma contou décadas depois, o ator Charles Hawtrey, cliente frequente do bar, pediu um drinque que fosse "revigorante o suficiente para acordar os mortos" antes de subir ao palco. Coleman testou uma combinação de gim, vermute doce e um toque do amaro italiano Fernet-Branca. Ao experimentar o resultado, Hawtrey teria exclamado que aquilo era "hanky panky" — expressão que, na gíria inglesa da época, remetia a truque ou feitiçaria. O nome colou, e o coquetel entrou para a história: o bartender Harry Craddock, sucessor de Coleman no Savoy, incluiu a receita do Hanky Panky no influente "Savoy Cocktail Book", publicado em 1930, garantindo que a fórmula atravessasse gerações.

Um legado que segue no cardápio

Depois de deixar o posto no Savoy em 1926, Ada Coleman passou a trabalhar meio período cuidando do vestiário feminino do hotel The Berkeley, também em Londres, e viveu até os 91 anos, morrendo em 1966. O American Bar, por sua vez, seguiu sendo palco de outras passagens marcantes na história da coquetelaria — incluindo a de Harry Craddock, que também é lembrado por popularizar drinques como o White Lady. Hoje o Hanky Panky continua no cardápio do bar, servido no mesmo salão onde Ada Coleman trabalhou por mais de duas décadas, um dos poucos elos físicos diretos entre o Londres eduardiano e a coquetelaria contemporânea.

Detalhe da fachada do Savoy Hotel, no Strand, em Londres

Detalhe da fachada do Savoy Hotel, no Strand

Onde fica

  • American Bar (Savoy Hotel) Bar
    Savoy Hotel, Strand, Londres, Reino Unido

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