O Bosque da Ciência é um fragmento de 13 hectares de floresta mantido pelo INPA, com trilhas, lagos e recintos onde dá para ver de perto peixes-boi, jacarés, lontras e tartarugas.
Um respiro de mata em plena Manaus, ótimo passeio de meio de tarde.
Brasil
O Bosque da Ciência é um fragmento de 13 hectares de floresta mantido pelo INPA, com trilhas, lagos e recintos onde dá para ver de perto peixes-boi, jacarés, lontras e tartarugas.
Um respiro de mata em plena Manaus, ótimo passeio de meio de tarde.
Foto: Wikimedia Commons
França
Foto: Wikimedia Commons
Erguida para a Exposição Universal de Paris de 1889, em comemoração ao centenário da Revolução Francesa, a Torre Eiffel foi projetada para ser uma estrutura temporária, com autorização inicial de apenas 20 anos antes de ser desmontada. Mais de 130 anos depois, a torre de ferro de 330 metros se tornou o símbolo mais reconhecível de Paris e um dos monumentos mais visitados do planeta.
Quando o projeto do engenheiro Gustave Eiffel foi anunciado, um grupo de trezentos artistas e intelectuais franceses — incluindo o escritor Guy de Maupassant — assinou uma petição pública contra a construção, considerando a estrutura de ferro uma monstruosidade fora de lugar na paisagem clássica da cidade. Maupassant, segundo relatos da época, chegou a almoçar regularmente no restaurante da própria torre justamente porque era o único lugar de Paris de onde não conseguia vê-la.
A torre só escapou da demolição planejada para 1909 porque, na virada do século, provou sua utilidade como antena para transmissões de rádio e, mais tarde, comunicações militares durante a Primeira Guerra Mundial. Essa função prática convenceu as autoridades francesas a manter a estrutura de pé, transformando o que seria um monumento temporário em um símbolo permanente da cidade.
À noite, a torre recebe um espetáculo de luzes cintilantes a cada hora cheia.
Ao ser concluída, a Torre Eiffel se tornou a estrutura mais alta já construída pelo homem, título que manteve por 41 anos, até a inauguração do Chrysler Building, em Nova York, em 1930. A construção levou pouco mais de dois anos, um período considerado extremamente rápido para a época, envolvendo cerca de 300 trabalhadores e mais de 18 mil peças de ferro encaixadas com precisão.
A construção, concluída em pouco mais de dois anos, foi um feito de engenharia para a época.
Comprar ingressos com antecedência pela internet evita as filas mais longas, especialmente para quem quer subir até o topo. Vale considerar visitar ao entardecer, para ver a cidade de dia e de noite no mesmo passeio, e assistir ao espetáculo de luzes que ilumina a torre a cada hora depois do pôr do sol.
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Brasil
Foto: Wikimedia Commons
Na fronteira entre Brasil e Argentina, o rio Iguaçu se despedaça em cerca de 275 quedas d'água individuais, formando um dos espetáculos naturais mais impressionantes do planeta. As Cataratas do Iguaçu são mais altas que as Cataratas do Niágara e, desde 2011, integram oficialmente a lista das Sete Maravilhas Naturais do Mundo, ao lado de destinos como a Grande Barreira de Corais e o Rio Amazonas.
As quedas se estendem por quase três quilômetros e podem ser visitadas tanto pelo lado brasileiro, em Foz do Iguaçu (Paraná), quanto pelo lado argentino, em Puerto Iguazú. O lado brasileiro oferece as melhores vistas panorâmicas do conjunto — é possível ver boa parte das quedas de uma só vez ao longo de uma trilha suspensa —, enquanto o lado argentino permite caminhar mais próximo e por cima de várias quedas individuais. Boa parte dos visitantes tenta conhecer os dois lados quando possível.
O lado brasileiro oferece a melhor vista panorâmica do conjunto de quedas.
O ponto mais impressionante do conjunto é a Garganta do Diabo, uma fenda em formato de ferradura onde catorze quedas se juntam, formando uma coluna de água e neblina visível a quilômetros de distância. A passarela que leva até a plataforma de observação da Garganta do Diabo, no lado argentino, é considerada por muitos visitantes o ponto alto da viagem — o barulho e a quantidade de água que passa por ali em poucos segundos impressionam mesmo quem já visitou outras quedas d'água pelo mundo.
O primeiro europeu a registrar as cataratas foi o explorador espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca, em 1541, embora o local já fosse conhecido havia milênios pelos povos indígenas da região, sobretudo os guarani, de onde vem o nome "Iguaçu" (que significa, aproximadamente, "água grande"). O parque nacional brasileiro foi criado em 1939 e reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco em 1986.
O parque abriga também uma rica fauna, incluindo quatis e tucanos.
No lado brasileiro, a visita costuma durar de duas a três horas, incluindo transporte interno até as trilhas. Vale levar capa de chuva ou um troca de roupa extra — a neblina das quedas molha bastante quem se aproxima dos mirantes finais. Para quem quiser ver os dois lados, um passeio completo geralmente exige dois dias, já que a travessia entre Brasil e Argentina envolve fronteira e costuma tomar boa parte de um dia sozinha.
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França
Foto: Wikimedia Commons
É comum pensar em estações de trem como espaços puramente funcionais, mas a Gare de Lyon, em Paris, guarda uma exceção notável dentro de suas próprias paredes. No andar superior da estação funciona o Le Train Bleu, um restaurante monumental inaugurado em 1901 para a Exposição Universal de Paris, com tetos pintados, dourados e mais de quarenta afrescos que fazem dele um dos interiores Belle Époque mais bem preservados da cidade.
Originalmente batizado de "Buffet de la Gare de Lyon", o restaurante foi encomendado pela companhia ferroviária PLM (Paris-Lyon-Méditerranée) para impressionar visitantes da Exposição Universal de 1900, que trouxe à cidade inovações como a primeira linha do metrô parisiense. O nome atual, Le Train Bleu, é uma homenagem ao lendário trem de luxo que ligava Paris à Riviera Francesa, símbolo de elegância e viagens de luxo no início do século XX.
Os afrescos que cobrem o teto e as paredes do salão principal retratam cidades atendidas pelas antigas linhas da PLM — de Marselha a Nice — pintados por artistas premiados da época, contratados especialmente para o projeto. Essa combinação de escala monumental e riqueza artística levou o governo francês a tombar o interior do restaurante como monumento histórico em 1972, um reconhecimento raro para um espaço comercial em funcionamento.
Os afrescos do teto retratam destinos atendidos pela antiga companhia ferroviária PLM.
A grandiosidade do salão chamou a atenção de cineastas ao longo das décadas: o restaurante aparece em filmes como "Mr. Bean's Holiday" e "Nikita", de Luc Besson, além de ter recebido nomes como Coco Chanel, Salvador Dalí e Jean Cocteau entre seus frequentadores históricos.

O tombamento do interior como monumento histórico ocorreu em 1972.
Como fica dentro da própria Gare de Lyon, é possível conhecer o restaurante mesmo sem embarcar em nenhum trem — vale reservar uma mesa com antecedência, já que o salão é procurado tanto por viajantes quanto por parisienses e turistas que vão especificamente para ver a decoração. Chegar com um pouco de antecedência para apreciar os detalhes do teto antes da refeição é uma boa estratégia.
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