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📍 Dica rápida

Bar do Armando: o boteco de 1963 ao lado do Teatro Amazonas

Fundado em 1963 pelo português Armando Dias Soares, o Bar do Armando é point certo para cerveja gelada e petiscos, com mesas na calçada de frente para o Largo de São Sebastião, ao lado do Teatro Amazonas.

À noite costuma lotar com samba e MPB ao vivo.

Fachada do tradicional Bar do Armando em Manaus

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Bar do Armando Bar
    Rua 10 de Julho, 593, Manaus, Amazonas, Brasil
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Pelourinho: a praça que guarda (e expõe) a história afro-brasileira de Salvador

Casario colorido do Pelourinho, centro histórico de Salvador

Foto: Wikimedia Commons

No topo da Cidade Alta de Salvador, um conjunto de ladeiras íngremes e casarios coloridos do período colonial forma um dos centros históricos mais importantes do Brasil. O Pelourinho recebeu esse nome por ter sido, durante o Brasil colonial, o local onde ficava o pelourinho — poste de pedra usado para castigar publicamente pessoas escravizadas. Hoje, o mesmo espaço se tornou um dos principais símbolos da cultura afro-brasileira no país, um giro histórico carregado de significado.

Centro do comércio colonial

Fundada em 1549 como a primeira capital do Brasil colonial, Salvador teve no Pelourinho o coração administrativo, religioso e comercial da cidade durante séculos. A região concentrava igrejas barrocas, sobrados de comerciantes e, tragicamente, também foi um dos principais pontos de comércio de pessoas escravizadas trazidas da África — a Bahia recebeu, ao longo de mais de três séculos, o maior contingente de africanos escravizados de todo o Brasil.

Patrimônio Mundial da Unesco

Depois de décadas de abandono e degradação ao longo do século XX, o Pelourinho passou por um amplo processo de restauração a partir de 1992, recuperando fachadas, ladeiras e igrejas históricas. Em 1985, antes mesmo da restauração, o conjunto já havia sido reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial, muito por conta do valor arquitetônico do maior conjunto de arquitetura colonial e barroca preservado nas Américas.

Ruas de pedra e casarios coloniais do Pelourinho

As ladeiras de pedra e os sobrados coloridos são marca registrada do bairro.

Cultura afro-brasileira em primeiro plano

Hoje o Pelourinho é também point de grupos como o Olodum, bloco afro fundado em 1979 que transformou o local em palco de ensaios e apresentações, e sede de instituições culturais dedicadas à história e à cultura negra, como a Fundação Casa de Jorge Amado e diversos museus afro-brasileiros. Capoeira, candomblé e música percussiva fazem parte do cotidiano das ruas, tornando o Pelourinho um espaço de celebração da cultura que, séculos atrás, sofreu ali sua página mais violenta.

Casario colonial colorido do centro histórico de Salvador

O bairro é hoje um dos centros culturais mais ativos de Salvador.

Dicas para a visita

As ladeiras de pedra são bonitas mas exigem atenção — calçados confortáveis ajudam bastante. Vale reservar uma tarde inteira para caminhar sem pressa, visitar igrejas como a de São Francisco (com interior coberto de ouro) e assistir, se coincidir com terça-feira à noite, à roda de música que costuma tomar conta das ruas do bairro.

Onde fica

  • Largo do Pelourinho Histórico
    Pelourinho, Salvador, Bahia

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La Bodeguita del Medio: o bar em Havana onde Hemingway supostamente bebia mojito

Fachada de La Bodeguita del Medio, em Havana

Foto: Wikimedia Commons

Numa rua estreita da Havana Velha, o centro histórico da capital cubana, um bar minúsculo e sempre lotado é parada praticamente obrigatória para quem visita Cuba. La Bodeguita del Medio abriu em 1942 como uma pequena mercearia que também vendia bebidas, e ao longo das décadas se transformou num dos bares mais famosos do mundo, conhecido sobretudo pelo mojito e por paredes completamente cobertas de assinaturas de visitantes.

A lenda do mojito de Hemingway

A frase mais repetida sobre o bar — "Mi mojito en la Bodeguita, mi daiquiri en El Floridita" — é atribuída ao escritor americano Ernest Hemingway, que viveu em Cuba por temporadas e é apontado como cliente frequente de ambos os bares. Historiadores debatem o quanto dessa história é fato e o quanto é lenda construída ao longo dos anos, mas a frase, supostamente escrita à mão pelo próprio Hemingway numa das paredes, virou parte central do marketing e da identidade do bar.

Paredes como livro de visitas

Desde os primeiros anos, clientes começaram a deixar assinaturas, frases e desenhos diretamente nas paredes do bar — uma tradição que nunca foi interrompida e hoje cobre praticamente cada centímetro disponível do espaço. Nomes de celebridades, políticos e escritores dividem espaço com turistas anônimos, criando uma espécie de mural coletivo que só cresce com o tempo.

Interior de La Bodeguita del Medio

O espaço pequeno e sempre cheio faz parte do charme do bar.

Point da vida cultural cubana

Além do turismo internacional, o bar historicamente também funcionou como ponto de encontro de artistas e intelectuais cubanos, incluindo o poeta Nicolás Guillén. A música ao vivo, geralmente son cubano tocado por pequenos grupos, é parte constante da experiência, com o espaço apertado criando uma proximidade quase inevitável entre música, bebida e clientes.

Paredes cobertas de assinaturas em La Bodeguita del Medio

Milhares de assinaturas cobrem as paredes ao longo de mais de oito décadas.

Dicas para a visita

O espaço é pequeno e costuma lotar rapidamente, especialmente à noite — ir no início da tarde é uma boa estratégia para experimentar o mojito com mais calma. Vale ter em mente que, por ser um ponto turístico extremamente popular, os preços costumam ser mais altos que os de bares menos conhecidos de Havana.

Onde fica

  • La Bodeguita del Medio Bar
    Empedrado 207, Havana, Cuba

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Torre Eiffel: a estrutura "temporária" que Paris quase derrubou

Torre Eiffel vista de dia, em Paris

Foto: Wikimedia Commons

Erguida para a Exposição Universal de Paris de 1889, em comemoração ao centenário da Revolução Francesa, a Torre Eiffel foi projetada para ser uma estrutura temporária, com autorização inicial de apenas 20 anos antes de ser desmontada. Mais de 130 anos depois, a torre de ferro de 330 metros se tornou o símbolo mais reconhecível de Paris e um dos monumentos mais visitados do planeta.

Rejeitada por artistas parisienses

Quando o projeto do engenheiro Gustave Eiffel foi anunciado, um grupo de trezentos artistas e intelectuais franceses — incluindo o escritor Guy de Maupassant — assinou uma petição pública contra a construção, considerando a estrutura de ferro uma monstruosidade fora de lugar na paisagem clássica da cidade. Maupassant, segundo relatos da época, chegou a almoçar regularmente no restaurante da própria torre justamente porque era o único lugar de Paris de onde não conseguia vê-la.

Salva pelo rádio

A torre só escapou da demolição planejada para 1909 porque, na virada do século, provou sua utilidade como antena para transmissões de rádio e, mais tarde, comunicações militares durante a Primeira Guerra Mundial. Essa função prática convenceu as autoridades francesas a manter a estrutura de pé, transformando o que seria um monumento temporário em um símbolo permanente da cidade.

Torre Eiffel iluminada à noite

À noite, a torre recebe um espetáculo de luzes cintilantes a cada hora cheia.

Recorde de altura por décadas

Ao ser concluída, a Torre Eiffel se tornou a estrutura mais alta já construída pelo homem, título que manteve por 41 anos, até a inauguração do Chrysler Building, em Nova York, em 1930. A construção levou pouco mais de dois anos, um período considerado extremamente rápido para a época, envolvendo cerca de 300 trabalhadores e mais de 18 mil peças de ferro encaixadas com precisão.

Registro histórico da construção da Torre Eiffel em 1888

A construção, concluída em pouco mais de dois anos, foi um feito de engenharia para a época.

Dicas para a visita

Comprar ingressos com antecedência pela internet evita as filas mais longas, especialmente para quem quer subir até o topo. Vale considerar visitar ao entardecer, para ver a cidade de dia e de noite no mesmo passeio, e assistir ao espetáculo de luzes que ilumina a torre a cada hora depois do pôr do sol.

Onde fica

  • Torre Eiffel Ponto Turístico
    Champ de Mars, 5 Avenue Anatole France, Paris, França

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