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📍 Bruges
📍 Dica rápida

Choco-Story: o museu do chocolate de Bruges funciona numa taverna de vinho de 1480

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O chocolate belga é um clichê turístico que, neste caso, tem lastro industrial e histórico — e o Choco-Story existe para contar essa história sem transformá-la em vitrine de loja.

O museu ocupa a Huis de Crone, na Sint-Jansplein. O edifício data de cerca de 1480 e nasceu como taverna de vinho. Depois foi padaria e, mais recentemente, uma marcenaria. É um prédio que passou cinco séculos vendendo coisas para a boca ou para a casa antes de virar museu.

São quatro andares, percorridos com audioguia interativo. O roteiro começa longe da Bélgica: com os maias e o uso ritual do cacau na Mesoamérica, passa pelos conquistadores espanhóis que o levaram para a Europa e pela transformação de uma bebida amarga e apimentada no doce sólido que conhecemos. Só no fim chega aos chocolateiros belgas e ao que fez do país uma referência no produto.

O museu foi aberto por Eddy Van Belle e seu filho Cédric, donos da Belcolade, empresa familiar de chocolate — o que explica por que a parte técnica do percurso é mais detalhada que o normal em museus temáticos.

E há demonstração ao vivo: bombons são feitos à mão no local e degustados na hora. É a diferença entre ler sobre temperagem e ver o chocolate ser puxado sobre a bancada de mármore até chegar ao ponto.

Fachada do museu Choco-Story, em Bruges

Foto: Catatine / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Onde fica

  • Choco-Story — Museu do Chocolate Cafeteria
    Wijnzakstraat 2, 8000 Brugge, Bélgica
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Conjunto Moderno da Pampulha: a igreja que a Igreja Católica recusou por 14 anos

Vista da Igreja de São Francisco de Assis com a Lagoa da Pampulha ao fundo, em Belo Horizonte

Foto: Paulo SP/ Wikimedia / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Oscar Niemeyer: Uma Arquitetura da Sedução
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Por 14 anos, uma das igrejas mais fotografadas do Brasil ficou sem poder celebrar batizados, casamentos ou missas regulares. O motivo não foi falta de fiéis nem de padres: foi um cachorro pintado por Cândido Portinari em um afresco ao lado de São Francisco de Assis, considerado inaceitável demais para a arquidiocese de Belo Horizonte consagrar o templo.

Uma aposta modernista às margens da lagoa

A história começa em 1940, quando o prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, decidiu transformar as margens de uma lagoa artificial recém-criada na região da Pampulha em um polo de lazer e arquitetura de vanguarda. Para desenhar os edifícios, JK chamou um arquiteto de 33 anos ainda pouco conhecido: Oscar Niemeyer. O paisagismo ficou com Roberto Burle Marx, os painéis decorativos com Cândido Portinari e parte das esculturas com Alfredo Ceschiatti.

O conjunto foi inaugurado em 16 de maio de 1943, com a presença do presidente Getúlio Vargas e do governador de Minas Gerais, Benedito Valadares. Quatro construções ao redor da lagoa formam o núcleo do projeto:

  • o Cassino da Pampulha, hoje Museu de Arte da Pampulha;
  • a Casa do Baile, um salão de festas sobre uma pequena ilha;
  • o Iate Tênis Clube;
  • a Igreja de São Francisco de Assis, conhecida como "Igrejinha da Pampulha".

Do jogo proibido à arte

O Cassino da Pampulha nasceu como point da elite mineira, com noites de jogatina e festas que atraíam visitantes de outros estados. A festa durou pouco: em 30 de abril de 1946, o governo do presidente Eurico Gaspar Dutra proibiu os jogos de azar em todo o país, e o cassino fechou as portas apenas três anos depois de inaugurado. O prédio de curvas livres e painéis de vidro ficou fechado por mais de uma década até que, em 1957, reabriu como Museu de Arte da Pampulha, sob direção do arquiteto Sylvio de Vasconcellos.

Fachada do Museu de Arte da Pampulha, antigo Cassino da Pampulha, em Belo Horizonte

O antigo Cassino da Pampulha, fechado em 1946, reabriu como museu de arte em 1957.

A igreja que dividiu a cidade

Enquanto o cassino driblava a lei do jogo, a pequena igreja curva enfrentava outro tipo de resistência. O arcebispo de Belo Horizonte, Dom Antônio Santos Cabral, recusou-se a consagrar o templo, classificando a obra como "inteiramente particular, na qual o clero não teve a mínima participação". As formas ousadas de Niemeyer e, sobretudo, o painel de Portinari em que um cão aparece ao lado do santo — lido por críticos da época como referência a um lobo, animal ligado à lenda de São Francisco — foram tratados como afronta ao bom gosto religioso.

Sem consagração, a Igrejinha da Pampulha funcionou por 14 anos apenas como capela aberta à visitação, sem celebrar os sacramentos que dependem desse rito. A situação só mudou em 1959, quando Dom Antônio Santos Cabral foi sucedido por Dom João Resende Costa, que autorizou a consagração pouco depois de assumir a arquidiocese.

Fachada curva da Igreja de São Francisco de Assis, na Pampulha, Belo Horizonte

As curvas de concreto armado da Igreja de São Francisco de Assis, projeto de 1943 de Oscar Niemeyer.

De obra controversa a patrimônio da humanidade

Décadas depois da polêmica, o julgamento mudou de sinal. Em 16 de julho de 2016, durante a 40ª reunião do Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO, em Istambul, o Conjunto Moderno da Pampulha foi reconhecido como Patrimônio Mundial — o primeiro bem cultural do planeta a receber o título na categoria de Paisagem Cultural do Patrimônio Moderno. O próprio Niemeyer, que viveu até os 104 anos e assinou obras como o Palácio do Planalto e o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, chegou a considerar a Pampulha um dos capítulos mais importantes de sua carreira: foi ali que testou, pela primeira vez em escala real, as curvas livres de concreto que se tornariam sua marca registrada.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Uma boa caminhada na beira da lagoa, com muita história.

Onde fica

  • Conjunto Moderno da Pampulha Histórico
    Pampulha

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Les Deux Magots: o café que viu nascer o existencialismo em Saint-Germain

Aberto no fim do século 19 na Place Saint-Germain-des-Prés, o Les Deux Magots leva o nome das duas estátuas de mandarins chineses que decoram o salão. Foi mesa fixa de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, além de Hemingway e Picasso.

Hoje segue servindo café, chocolate quente e pratos clássicos franceses na mesma esquina boêmia.

Fachada e terraço do café Les Deux Magots em Paris

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Les Deux Magots Cafeteria
    6 Place Saint-Germain-des-Prés, Paris, França
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The High Line: parque elevado sobre os trilhos antigos

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A High Line transformou trilhos abandonados em um parque suspenso com jardins, arte e vistas de Manhattan. Um passeio tranquilo e cheio de fotos bonitas.

Vista do parque The High Line em Nova York

Foto: King of Hearts / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Onde fica

  • The High Line Ponto Turístico
    The High Line, Gansevoort St, New York, Estados Unidos
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