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The High Line: parque elevado sobre os trilhos antigos

A High Line transformou trilhos abandonados em um parque suspenso com jardins, arte e vistas de Manhattan. Um passeio tranquilo e cheio de fotos bonitas.

Vista do parque The High Line em Nova York

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • The High Line Ponto Turístico
    The High Line, Gansevoort St, New York, Estados Unidos
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Tom's Restaurant: o diner de Morningside Heights que virou ícone da TV

Aberto desde os anos 1940 na esquina da Broadway com a rua 112, o Tom's Restaurant é um diner tradicional de Nova York.

Ficou mundialmente conhecido como a fachada usada na série Seinfeld, mas o cardápio de café da manhã americano continua sendo o motivo pra voltar.

Fachada do Tom's Restaurant em Morningside Heights, Nova York

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Tom's Restaurant Restaurante
    2880 Broadway, New York, USA
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Cataratas do Iguaçu: por dentro de uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo

Cataratas do Iguaçu vistas do lado brasileiro

Foto: Wikimedia Commons

Na fronteira entre Brasil e Argentina, o rio Iguaçu se despedaça em cerca de 275 quedas d'água individuais, formando um dos espetáculos naturais mais impressionantes do planeta. As Cataratas do Iguaçu são mais altas que as Cataratas do Niágara e, desde 2011, integram oficialmente a lista das Sete Maravilhas Naturais do Mundo, ao lado de destinos como a Grande Barreira de Corais e o Rio Amazonas.

Um espetáculo dividido entre dois países

As quedas se estendem por quase três quilômetros e podem ser visitadas tanto pelo lado brasileiro, em Foz do Iguaçu (Paraná), quanto pelo lado argentino, em Puerto Iguazú. O lado brasileiro oferece as melhores vistas panorâmicas do conjunto — é possível ver boa parte das quedas de uma só vez ao longo de uma trilha suspensa —, enquanto o lado argentino permite caminhar mais próximo e por cima de várias quedas individuais. Boa parte dos visitantes tenta conhecer os dois lados quando possível.

Vista panorâmica das Cataratas do Iguaçu

O lado brasileiro oferece a melhor vista panorâmica do conjunto de quedas.

Garganta do Diabo

O ponto mais impressionante do conjunto é a Garganta do Diabo, uma fenda em formato de ferradura onde catorze quedas se juntam, formando uma coluna de água e neblina visível a quilômetros de distância. A passarela que leva até a plataforma de observação da Garganta do Diabo, no lado argentino, é considerada por muitos visitantes o ponto alto da viagem — o barulho e a quantidade de água que passa por ali em poucos segundos impressionam mesmo quem já visitou outras quedas d'água pelo mundo.

Descoberta europeia e história

O primeiro europeu a registrar as cataratas foi o explorador espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca, em 1541, embora o local já fosse conhecido havia milênios pelos povos indígenas da região, sobretudo os guarani, de onde vem o nome "Iguaçu" (que significa, aproximadamente, "água grande"). O parque nacional brasileiro foi criado em 1939 e reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco em 1986.

Quedas d'água das Cataratas do Iguaçu

O parque abriga também uma rica fauna, incluindo quatis e tucanos.

Dicas para a visita

No lado brasileiro, a visita costuma durar de duas a três horas, incluindo transporte interno até as trilhas. Vale levar capa de chuva ou um troca de roupa extra — a neblina das quedas molha bastante quem se aproxima dos mirantes finais. Para quem quiser ver os dois lados, um passeio completo geralmente exige dois dias, já que a travessia entre Brasil e Argentina envolve fronteira e costuma tomar boa parte de um dia sozinha.

Onde fica

  • Parque Nacional do Iguaçu (lado brasileiro) Ponto Turístico
    Rodovia das Cataratas, km 4, Foz do Iguaçu - PR

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D.O.M.: como Alex Atala colocou os ingredientes da Amazônia na alta gastronomia

Vista do bairro Jardins, em São Paulo, onde fica o restaurante D.O.M.

Foto: Wikimedia Commons

Poucos restaurantes brasileiros mudaram tanto a forma como o mundo enxerga a nossa cozinha quanto o D.O.M., em São Paulo. Aberto no fim dos anos 1990 pelo chef paulistano Alex Atala, o restaurante ficou conhecido por fazer o caminho inverso do que se esperava de um chef brasileiro naquela época: em vez de reproduzir técnicas francesas com ingredientes importados, Atala foi buscar na Amazônia e no interior do Brasil produtos que praticamente ninguém levava a sério na alta gastronomia.

O que significa o nome

D.O.M. é a sigla de "Deo Optimo Maximo", expressão em latim que significa algo como "a Deus, o melhor e o maior" — tradicionalmente usada em rótulos de destilados e conventos beneditinos. O nome dá o tom de um lugar que trata cada prato como uma celebração, mas o conceito por trás da cozinha é bem menos solene: valorizar ingredientes brasileiros pouco conhecidos, como a formiga saúva, a priprioca (raiz aromática usada tradicionalmente na perfumaria amazônica) e peixes de rio como o tucunaré.

Reconhecimento internacional

Ao longo dos anos 2000 e 2010, o D.O.M. apareceu repetidamente entre os melhores restaurantes do mundo em rankings internacionais como o The World's 50 Best Restaurants, chegando à quarta colocação global — a mais alta já obtida por um restaurante sul-americano até então. O reconhecimento colocou São Paulo, e o Brasil, no radar de críticos e chefs que antes olhavam quase exclusivamente para a Europa e os Estados Unidos.

O chef Alex Atala

Alex Atala se tornou um dos rostos mais conhecidos da gastronomia brasileira no exterior.

Amazônia no prato

Um dos pratos mais associados ao restaurante é o ovo com farofa de banana e formigas saúva, servido em uma casca de ovo — uma forma de apresentar um ingrediente amazônico tradicional de um jeito que surpreende sem parecer um truque. A cozinha do D.O.M. costuma trabalhar com produtores de pequena escala e comunidades ribeirinhas, o que ajudou a colocar em discussão temas como sustentabilidade e valorização de saberes indígenas dentro do circuito da alta gastronomia — um debate que, décadas depois, se tornou padrão em restaurantes de ponta ao redor do mundo.

O bairro dos Jardins

O restaurante fica no Jardim Paulista, região conhecida simplesmente como Jardins, um dos bairros mais sofisticados de São Paulo, com ruas arborizadas, grifes internacionais e uma concentração grande de restaurantes premiados. A localização central facilita o acesso tanto para paulistanos quanto para turistas que incluem o D.O.M. no roteiro gastronômico da cidade.

Dicas para a visita

Por ser um restaurante de alta gastronomia com menu degustação, a experiência costuma durar entre duas e três horas, e a reserva antecipada é praticamente obrigatória — em períodos de alta demanda, a espera pode chegar a semanas. Vale se programar com antecedência e reservar um horário mais cedo na noite para aproveitar com calma cada etapa do menu.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Se você gosta de sabores, este restaurante irá te surpreender.

Onde fica

  • D.O.M. Restaurante
    Rua Barão de Capanema, 549, Jardim Paulista, São Paulo - SP

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