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📍 Bruges

O campanário de Bruges: 366 degraus, 47 sinos e 19 metros perdidos

O campanário medieval de Bruges visto da praça Markt

Foto: CEphoto, Uwe Aranas / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

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Quem chega à Markt, a praça central de Bruges, encontra uma torre de tijolo que não disfarça nada do que passou. O campanário — Belfort, em neerlandês — está ali desde cerca de 1240. Desde então, perdeu a flecha duas vezes, encolheu dezenove metros e entortou 87 centímetros para leste. Não são defeitos escondidos por trás de um restauro caprichado: é a biografia da cidade escrita em altura.

A torre era o cofre da cidade

O campanário não foi construído como ornamento nem como mirante. Era, ao mesmo tempo, o alarme e o cofre de Bruges. Nos andares altos ficava a sala do tesouro, e o que ela guardava não era ouro: eram as cartas e os selos que provavam os privilégios comerciais da cidade. No século XIII, Bruges era uma das praças mercantis mais ricas da Europa, e esse direito existia em pergaminho. Perder os documentos era perder o direito de ser o que se era.

Foi quase o que aconteceu em 1280, quando um incêndio destruiu a metade superior da torre e consumiu o arquivo da cidade. A sala do tesouro sobreviveu como cômodo e hoje faz parte do percurso de visita, ao lado de cartas e selos medievais, do tambor de música e do teclado do carrilhão.

Duas flechas perdidas e nenhuma reposta

A torre foi crescendo em etapas. Entre 1483 e 1487 ganhou o andar octogonal que hoje remata o conjunto — a parte mais leve e mais rendilhada, visivelmente de outra época que a base maciça de tijolo. Em cima dele havia uma flecha de madeira.

Em 1493, um raio derrubou essa flecha e destruiu os sinos. Foi reconstruída, e a nova durou cerca de dois séculos e meio, até 1741, quando outro incêndio a consumiu. Dessa vez ninguém reergueu nada. Em 1822 acrescentaram no topo um parapeito de pedra vazada, em estilo neogótico, e a torre ficou assim: 83 metros, contra os 102 que já teve. Os dezenove metros que faltam são exatamente a altura das flechas que Bruges desistiu de repor.

Os 47 sinos

O carrilhão chegou no século XVI, e a partir de 1604 há registro do emprego anual de um carrilhonista — um cargo público, pago pela cidade, que existe até hoje. Em 1675 o instrumento tinha 35 sinos fundidos por Melchior de Haze. O incêndio de 1741 levou esse conjunto embora, e a reposição coube a Joris Dumery; 26 dos sinos que ele fundiu continuam em uso.

O carrilhão atual reúne 47 sinos, cerca de 27,5 toneladas de bronze no alto de uma torre que já se inclina para leste. Vão de peças de menos de um quilo ao bourdon, chamado Maria — também conhecido como Triomfklok —, que balança e toca em datas específicas, entre elas o aniversário do rei. Não é gravação nem automatismo: há alguém tocando um teclado de madeira com os punhos e os pés. Quem quiser ouvir, o carrilhão é tocado às quartas, aos sábados e aos domingos, das 11h ao meio-dia.

366 degraus

A subida é por uma escada em espiral estreita, de 366 degraus, sem elevador e sem atalho. No caminho passa-se pela antiga sala do tesouro e pela sala do mecanismo, onde o tambor de música gira e aciona os martelos. Lá em cima, a recompensa é a planta de Bruges inteira — a malha medieval, os canais, os telhados de tijolo — e, se a hora ajudar, os 47 sinos tocando a poucos metros da cabeça.

O campanário entrou na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 1999, como parte do conjunto "Campanários da Bélgica e da França"; no ano seguinte, o centro histórico de Bruges foi inscrito como um todo. Para o público mais recente, porém, a torre é sobretudo o cenário do filme Na Mira do Chefe (2008), que se passa quase inteiro na cidade e termina onde era de esperar: nos 366 degraus.

Perguntas frequentes

Quantos degraus tem o campanário de Bruges? São 366 degraus até o topo, por uma escada em espiral estreita. Não há elevador.

Qual é a altura da torre? Hoje 83 metros. Antes de perder a última flecha, no incêndio de 1741, chegava a 102 metros.

Dá para ouvir o carrilhão sem subir? Dá. Os concertos são tocados às quartas, sábados e domingos, das 11h ao meio-dia, e ouvem-se da própria Markt.

A torre está mesmo torta? Está: a inclinação medida é de 87 centímetros para leste.

Onde fica

  • Belfort van Brugge (Campanário de Bruges) Ponto Turístico
    Markt 7, 8000 Brugge, Bélgica

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📍 Wiltshire
📍 Dica rápida

Avebury Stone Circle: o maior círculo de pedras pré-histórico do mundo

Stonehenge (Bernard Cornwell)
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Maior que Stonehenge e livre para caminhar entre as pedras a qualquer hora, o círculo de Avebury cerca literalmente a vila e faz parte do mesmo Patrimônio Mundial da UNESCO. Uma boa forma de começar o dia por Wiltshire, sem as filas do vizinho mais famoso.

Pedras do círculo neolítico de Avebury, em Wiltshire, na Inglaterra

Foto: Bo&Ko / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Onde fica

  • Avebury Stone Circle Ponto Turístico
    Avebury Stone Circle, High Street, Avebury, United Kingdom
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📍 Praga
📍 Dica rápida

U Fleků: a cervejaria que não para de servir desde 1499

O Guia Oxford da Cerveja
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Em Nova Praga, a poucos passos do Teatro Nacional, um complexo de salões de madeira escura serve, desde antes de Colombo chegar às Américas, a mesma cerveja escura de receita praticamente inalterada. A U Fleků é a única cervejaria da Europa Central que nunca parou de produzir — mais de 500 anos de atividade contínua, sobrevivendo a incêndios, guerras e nacionalização.

A primeira menção documental à cerveja produzida no local é de 1499, quando a casa foi comprada por Vít Skřemenec. O nome atual — "U Fleků", algo como "na casa dos Flek" — só surgiu em 1762, quando a propriedade foi adquirida por Jakub Flekovský. Ao longo do século XVIII, o que era um único prédio de dois andares foi crescendo até formar o pátio interno que os visitantes atravessam hoje.

No cardápio, uma única cerveja: a Flekovský ležák, um lager escuro de 13°, feito com ingredientes naturais e servido sem concorrência de outras marcas — a casa nunca vendeu cerveja de terceiros. Em dias de movimento, o salão chega a servir cerca de 2.000 canecas por dia.

Depois da Segunda Guerra Mundial, a cervejaria foi nacionalizada pelo governo comunista; voltou às mãos privadas só depois da Revolução de Veludo, em 1989.

Fachada e pátio interno da cervejaria U Fleků, em Praga

Foto: Foto: Dietmar Rabich / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Onde fica

  • U Fleků Bar
    Křemencova 11, 110 00 Praha 1, República Tcheca
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O que fazer em João Pessoa: 10 paradas escolhidas

Bairro de Manaíra, em João Pessoa, onde fica a Sorveteria Borelli

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 10 paradas em João Pessoa, PB, Brasil: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Praia de Tambaú
  2. Dique de Cabedelo
  3. Ponta do Seixas
  4. Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes
  5. Espaço Cultural José Lins do Rêgo
  6. Casa da Pólvora
  7. Igreja de Nossa Senhora do Carmo
  8. Restaurante Mangai
  9. Sorveteria Borelli
  10. Centrô

O que visitar

1. Praia de Tambaú

Orla da Praia de Tambaú, em João Pessoa
Foto: Rosanetur / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Praia urbana badalada, com orla cheia de barracas, calçadão e vista pro Hotel Tambaú. Na maré baixa, dá pra ver as piscinas naturais do Picãozinho logo na frente.

Endereço: Praia de Tambaú, João Pessoa - PB

2. Dique de Cabedelo

Pôr do sol na região do Dique de Cabedelo, Paraíba
Foto: Wikimedia Commons

Ponto onde o rio Paraíba encontra o oceano, ótimo pra passeio de barco e pôr do sol. Fica a caminho de Cabedelo, cerca de 18 km do centro de João Pessoa.

Endereço: Dique de Cabedelo, PB

3. Ponta do Seixas

Farol do Cabo Branco, o marco da Ponta do Seixas, em João Pessoa
Foto: Marinelson Almeida - Traveling through Brazil from Niteroi, Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O ponto mais oriental das Américas, ao lado do Farol do Cabo Branco. É o primeiro lugar do continente a ver o sol nascer todos os dias.

Endereço: Av. Cabo Branco, Cabo Branco, João Pessoa - PB, 58046-010

4. Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes

Fachada curva de concreto da Estação Cabo Branco, projeto de Oscar Niemeyer em João Pessoa
Foto: A. Júnior / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Projetada por Oscar Niemeyer e inaugurada em 2008, a Estação Cabo Branco reúne exposições de ciência, cultura e arte num conjunto de curvas de concreto sobre a falésia.

A torre espelhada hexagonal e o mirante com vista para o mar viraram um dos cartões-postais de João Pessoa.

Endereço: Estação Cabo Branco, João Pessoa, Brasil

5. Espaço Cultural José Lins do Rêgo

Vista externa do Espaço Cultural José Lins do Rêgo em João Pessoa
Foto: Matheus Jampa da Silva / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Inaugurado em 1982, o Espaço Cultural José Lins do Rêgo reúne planetário, museu, escola de música, teatros e uma galeria de esculturas ao ar livre.

É um programa cultural gratuito e diferente do circuito de praias de João Pessoa.

Endereço: funesc

6. Casa da Pólvora

Fachada histórica da Casa da Pólvora em João Pessoa
Foto: Rogerio121402 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Erguida em 1710 para guardar pólvora e armas da coroa portuguesa, a Casa da Pólvora é a última remanescente de três depósitos coloniais da cidade.

Hoje abriga o Museu Fotográfico Walfredo Rodrigues, com entrada gratuita, na ladeira que leva ao Centro Histórico.

Endereço: Casa da Pólvora, Ladeira São Francisco, João Pessoa, Brasil

7. Igreja de Nossa Senhora do Carmo

Fachada do Convento e Igreja de Nossa Senhora do Carmo em João Pessoa
Foto: Rogerio121402 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Erguida em 1592 pelos carmelitas, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo integra um conjunto histórico com o Palácio Episcopal na Praça Dom Adauto.

A torre única e a fachada quinhentista são parada obrigatória em qualquer volta pelo Centro Histórico de João Pessoa.

Endereço: Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Praça Dom Adauto, João Pessoa, Brasil

Onde comer

8. Restaurante Mangai

Fachada de uma unidade do Restaurante Mangai
Foto: Wikimedia Commons

Buffet por quilo especializado em comida nordestina, um dos mais tradicionais de João Pessoa. Vá com fome: a variedade de pratos típicos é enorme.

Endereço: Av. General Edson Ramalho, 696, Manaíra, João Pessoa - PB, 58038-100

Onde tomar café

9. Sorveteria Borelli

Bairro de Manaíra, em João Pessoa, onde fica a Sorveteria Borelli
Foto: Wikimedia Commons

Point clássico de sorvete artesanal em Manaíra, com sabores que vão do tradicional ao bem inventivo. Boa parada pra esfriar depois de um dia de praia na orla.

Endereço: Manaíra, João Pessoa - PB

Onde beber

10. Centrô

Casarões coloridos históricos da Praça Antenor Navarro em João Pessoa
Foto: Rogerio121402 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Funciona no térreo de um dos casarões coloridos da Praça Antenor Navarro, um dos points mais boêmios do Centro Histórico de João Pessoa.

Além de bar, o Centrô oferece música ao vivo e atrações culturais à noite.

Endereço: Centrô, Praça Antenor Navarro, João Pessoa, Brasil

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Sorveteria Borelli — foto: Wikimedia Commons
  • Restaurante Mangai — foto: Wikimedia Commons
  • Praia de Tambaú — foto: Rosanetur / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
  • Dique de Cabedelo — foto: Wikimedia Commons
  • Ponta do Seixas — foto: Marinelson Almeida - Traveling through Brazil from Niteroi, Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
  • Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes — foto: A. Júnior / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
  • Espaço Cultural José Lins do Rêgo — foto: Matheus Jampa da Silva / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Casa da Pólvora — foto: Rogerio121402 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Igreja de Nossa Senhora do Carmo — foto: Rogerio121402 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Centrô — foto: Rogerio121402 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]

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