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📍 Praga
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U Fleků: a cervejaria que não para de servir desde 1499

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Em Nova Praga, a poucos passos do Teatro Nacional, um complexo de salões de madeira escura serve, desde antes de Colombo chegar às Américas, a mesma cerveja escura de receita praticamente inalterada. A U Fleků é a única cervejaria da Europa Central que nunca parou de produzir — mais de 500 anos de atividade contínua, sobrevivendo a incêndios, guerras e nacionalização.

A primeira menção documental à cerveja produzida no local é de 1499, quando a casa foi comprada por Vít Skřemenec. O nome atual — "U Fleků", algo como "na casa dos Flek" — só surgiu em 1762, quando a propriedade foi adquirida por Jakub Flekovský. Ao longo do século XVIII, o que era um único prédio de dois andares foi crescendo até formar o pátio interno que os visitantes atravessam hoje.

No cardápio, uma única cerveja: a Flekovský ležák, um lager escuro de 13°, feito com ingredientes naturais e servido sem concorrência de outras marcas — a casa nunca vendeu cerveja de terceiros. Em dias de movimento, o salão chega a servir cerca de 2.000 canecas por dia.

Depois da Segunda Guerra Mundial, a cervejaria foi nacionalizada pelo governo comunista; voltou às mãos privadas só depois da Revolução de Veludo, em 1989.

Fachada e pátio interno da cervejaria U Fleků, em Praga

Foto: Foto: Dietmar Rabich / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Onde fica

  • U Fleků Bar
    Křemencova 11, 110 00 Praha 1, República Tcheca
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Fisherton Mill: café e galeria de arte num moinho de grãos do século 19

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Um moinho de grãos do século 19 transformado em café e galeria, com espaço para artistas residentes. Vale parar para um café da tarde enquanto se passeia pelas obras de artesãos locais expostas pelos corredores.

Fachada do café e galeria Fisherton Mill, em Salisbury

Foto: Ian Capper / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Onde fica

  • Fisherton Mill Cafeteria
    Fisherton Mill, 108 Fisherton Street, Salisbury, United Kingdom
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D.O.M.: como Alex Atala colocou os ingredientes da Amazônia na alta gastronomia

Vista do bairro Jardins, em São Paulo, onde fica o restaurante D.O.M.

Foto: Tiago Pestana / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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Poucos restaurantes brasileiros mudaram tanto a forma como o mundo enxerga a nossa cozinha quanto o D.O.M., em São Paulo. Aberto no fim dos anos 1990 pelo chef paulistano Alex Atala, o restaurante ficou conhecido por fazer o caminho inverso do que se esperava de um chef brasileiro naquela época: em vez de reproduzir técnicas francesas com ingredientes importados, Atala foi buscar na Amazônia e no interior do Brasil produtos que praticamente ninguém levava a sério na alta gastronomia.

O que significa o nome

D.O.M. é a sigla de "Deo Optimo Maximo", expressão em latim que significa algo como "a Deus, o melhor e o maior" — tradicionalmente usada em rótulos de destilados e conventos beneditinos. O nome dá o tom de um lugar que trata cada prato como uma celebração, mas o conceito por trás da cozinha é bem menos solene: valorizar ingredientes brasileiros pouco conhecidos, como a formiga saúva, a priprioca (raiz aromática usada tradicionalmente na perfumaria amazônica) e peixes de rio como o tucunaré.

Reconhecimento internacional

Ao longo dos anos 2000 e 2010, o D.O.M. apareceu repetidamente entre os melhores restaurantes do mundo em rankings internacionais como o The World's 50 Best Restaurants, chegando à quarta colocação global — a mais alta já obtida por um restaurante sul-americano até então. O reconhecimento colocou São Paulo, e o Brasil, no radar de críticos e chefs que antes olhavam quase exclusivamente para a Europa e os Estados Unidos.

O chef Alex Atala

Alex Atala se tornou um dos rostos mais conhecidos da gastronomia brasileira no exterior.

Amazônia no prato

Um dos pratos mais associados ao restaurante é o ovo com farofa de banana e formigas saúva, servido em uma casca de ovo — uma forma de apresentar um ingrediente amazônico tradicional de um jeito que surpreende sem parecer um truque. A cozinha do D.O.M. costuma trabalhar com produtores de pequena escala e comunidades ribeirinhas, o que ajudou a colocar em discussão temas como sustentabilidade e valorização de saberes indígenas dentro do circuito da alta gastronomia — um debate que, décadas depois, se tornou padrão em restaurantes de ponta ao redor do mundo.

O bairro dos Jardins

O restaurante fica no Jardim Paulista, região conhecida simplesmente como Jardins, um dos bairros mais sofisticados de São Paulo, com ruas arborizadas, grifes internacionais e uma concentração grande de restaurantes premiados. A localização central facilita o acesso tanto para paulistanos quanto para turistas que incluem o D.O.M. no roteiro gastronômico da cidade.

Dicas para a visita

Por ser um restaurante de alta gastronomia com menu degustação, a experiência costuma durar entre duas e três horas, e a reserva antecipada é praticamente obrigatória — em períodos de alta demanda, a espera pode chegar a semanas. Vale se programar com antecedência e reservar um horário mais cedo na noite para aproveitar com calma cada etapa do menu.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

D.O.M. — Wikipédia

Foto: Tiago Pestana / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Se você gosta de sabores, este restaurante irá te surpreender.

Onde fica

  • D.O.M. Restaurante
    Rua Barão de Capanema, 549, Jardim Paulista, São Paulo - SP

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Machu Picchu: como a cidade inca ficou escondida dos espanhóis por séculos

Vista panorâmica de Machu Picchu, no Peru

Foto: Martin St-Amant ( S23678 ) / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

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A quase 2.430 metros de altitude, encravada entre picos andinos e cercada por vegetação densa, a cidadela inca de Machu Picchu permaneceu praticamente desconhecida do mundo exterior por séculos após a conquista espanhola do Peru. Construída no século XV, provavelmente como residência real do imperador inca Pachacuti, a cidade nunca foi encontrada pelos colonizadores — um dos motivos que explica seu estado de conservação excepcional.

Redescoberta em 1911

Machu Picchu só se tornou conhecida internacionalmente em 1911, quando o historiador americano Hiram Bingham chegou ao local guiado por moradores locais que já sabiam da existência das ruínas. Bingham inicialmente acreditava ter encontrado Vilcabamba, a última capital inca de resistência aos espanhóis — teoria hoje descartada, mas que ajudou a projetar Machu Picchu ao mundo através de reportagens da National Geographic.

Engenharia sem argamassa

As construções de Machu Picchu usam a técnica inca de encaixe de pedras sem argamassa, com blocos talhados com tamanha precisão que se encaixam perfeitamente uns nos outros — método que, entre outras vantagens, conferiu às estruturas resistência excepcional a terremotos, comuns na região andina. Terraços agrícolas em curva de nível também demonstram avançado conhecimento de engenharia e agricultura adaptada ao relevo montanhoso.

Ruínas de Machu Picchu entre as montanhas dos Andes

Os terraços agrícolas em curva de nível demonstram a engenharia avançada dos incas.

Uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno

Em 2007, Machu Picchu foi eleita uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno em votação popular internacional, ao lado de monumentos como o Cristo Redentor e o Taj Mahal. O sítio já era reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco desde 1983, tanto por seu valor cultural quanto natural, já que está situado dentro de uma reserva ecológica com biodiversidade significativa dos Andes peruanos.

Nascer do sol em Machu Picchu

O nascer do sol é um dos momentos mais procurados por visitantes madrugadores.

Dicas para a visita

O acesso normalmente é feito de trem até a cidade de Aguas Calientes, seguido de ônibus até a entrada do sítio arqueológico — ou pela tradicional Trilha Inca, caminhada de vários dias que exige reserva com meses de antecedência devido ao limite diário de visitantes. Como o número de ingressos por dia é controlado pelo governo peruano, comprar com bastante antecedência é essencial, especialmente na alta temporada entre maio e setembro.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Machu Picchu — Wikipédia

Foto: Martin St-Amant ( S23678 ) / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0).

Onde fica

  • Machu Picchu Ponto Turístico
    Machu Picchu, região de Cusco, Peru

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