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📍 Praga
📍 Dica rápida

O Relógio Astronômico de Praga: 600 anos batendo as horas sem parar

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Na parede sul da Prefeitura da Cidade Velha de Praga, um mostrador de bronze e madeira entalhada mede o tempo do jeito que os astrônomos medievais entendiam o universo — com a Terra parada no centro e o Sol girando ao redor dela. É o Orloj, o relógio astronômico mais antigo do mundo ainda em funcionamento, instalado em 1410.

O mecanismo original saiu das mãos do relojoeiro Mikuláš de Kadaň, com projeto do professor de matemática e astronomia Jan Šindel, da Universidade Carolina. Décadas depois, por volta de 1490, ganhou o calendário na parte inferior e os relevos góticos que hoje decoram a fachada; as 12 estatuetas dos apóstolos, que desfilam em uma pequena janela a cada hora cheia, só foram incorporadas entre 1787 e 1791.

Existe uma lenda sombria ligada ao relógio: contam que os conselheiros da cidade, temendo que o relojoeiro construísse uma obra igual para outra cidade, mandaram cegá-lo assim que terminou o trabalho — sem qualquer registro histórico que confirme a história, que segue repetida por guias turísticos até hoje.

A cada hora, entre 9h e 21h, o mostrador ganha vida: a Morte, representada por um esqueleto, puxa uma corda para tocar um sino, enquanto os apóstolos desfilam na janelinha acima do relógio — um espetáculo mecânico que atrai multidões na Praça da Cidade Velha há séculos.

Relógio Astronômico de Praga (Orloj) na fachada da Prefeitura da Cidade Velha

Foto: Foto: AlfvanBeem / Wikimedia Commons (CC0)

Onde fica

  • Relógio Astronômico de Praga (Orloj) — Prefeitura da Cidade Velha Ponto Turístico
    Staroměstské náměstí 1/3, 110 00 Praha 1, República Tcheca
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Bandeira de China China
📍 Pequim

Muralha da China: mais de dois mil anos construindo a maior estrutura defensiva do mundo

Trecho de Badaling da Muralha da China

Foto: CEphoto, Uwe Aranas / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

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Diferente do que muita gente imagina, a Muralha da China não foi construída de uma só vez nem por uma única dinastia — é, na verdade, um conjunto de muralhas erguidas, reformadas e conectadas ao longo de mais de dois mil anos, começando ainda no século VII a.C. e ganhando a forma mais conhecida hoje durante a dinastia Ming, entre os séculos XIV e XVII. Estima-se que a extensão total de todos os trechos já construídos ultrapasse 21 mil quilômetros.

Unificada pelo primeiro imperador

O primeiro grande esforço de unificação de muralhas já existentes aconteceu sob o comando de Qin Shi Huang, o primeiro imperador de uma China unificada, no século III a.C. Nesse período, trechos construídos separadamente por diferentes reinos em guerra foram conectados numa linha defensiva contra invasões de povos nômades do norte, com um custo humano altíssimo — registros históricos indicam que centenas de milhares de trabalhadores, muitos deles forçados, morreram durante a construção.

Badaling, o trecho mais visitado

O trecho de Badaling, a cerca de 70 quilômetros de Pequim, foi reconstruído durante a dinastia Ming como parte do sistema defensivo mais próximo da capital e é hoje o segmento mais visitado por turistas, tanto pela proximidade com Pequim quanto pelo bom estado de conservação. As torres de vigia espaçadas ao longo do trajeto eram usadas para comunicação por sinais de fumaça, permitindo alertar rapidamente sobre movimentações inimigas ao longo de toda a extensão da muralha.

Torres de vigia ao longo da Muralha da China

As torres de vigia serviam para comunicação por sinais de fumaça entre diferentes pontos da muralha.

Um mito sobre visibilidade do espaço

Uma das lendas mais repetidas sobre a Muralha da China é a de que ela seria visível a olho nu do espaço — informação hoje desmentida por astronautas e pela própria Nasa, já que a largura da estrutura é pequena demais para ser distinguida a olho nu de órbita, mesmo sendo tão extensa em comprimento.

Vista da Muralha da China serpenteando pelas montanhas

A muralha acompanha o relevo montanhoso ao norte da China por milhares de quilômetros.

Dicas para a visita

Badaling costuma ficar extremamente cheio nos fins de semana e feriados chineses — trechos alternativos como Mutianyu, um pouco mais distantes de Pequim, costumam ser opções mais tranquilas para quem prioriza uma experiência menos concorrida. Vale levar água e protetor solar, já que boa parte do trajeto não tem sombra e envolve subidas íngremes por escadas de pedra.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Grande Muralha da China — Wikipédia

Foto: CEphoto, Uwe Aranas / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0).

Onde fica

  • Muralha da China (Badaling) Histórico
    Badaling, Pequim, China

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📍 Dublin
📍 Dica rápida

The Long Hall: o bar vitoriano de Dublin que quase não mudou desde 1881

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Na South Great George's Street, o The Long Hall tem licença para vender bebida desde 1766, o que o coloca entre os pubs mais antigos de Dublin. Mas o que impressiona quem entra é o interior de 1881: naquele ano, o proprietário Patrick Dolan concluiu uma reforma no estilo vitoriano que sobrevive quase intacta, com madeira entalhada à mão, espelhos de bordas biseladas, balcão de mogno, folha de ouro no teto e um relógio antigo no fundo do salão.

O nome vem do formato: um corredor comprido e estreito que leva do balcão da frente até a sala dos fundos. Na década de 1860, antes da reforma, o bar era ponto de encontro de fenianos, o movimento republicano irlandês, e relatos da época dizem que a fracassada revolta de 1867 foi articulada ali, até que agentes britânicos se infiltraram e o local foi fechado por um tempo.

Hoje o Long Hall é parada quase obrigatória de quem procura um pub tradicional no centro, sem música alta nem telas de TV, uma raridade cada vez maior na área.

Fachada vermelha do pub The Long Hall, em Dublin

Foto: Rossographer / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Onde fica

  • The Long Hall Bar
    51 South Great George's Street, Dublin 2, D02 X199, Irlanda
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Bandeira de Veneza Veneza

Harry's Bar Veneza: o bar que inventou o Bellini e o carpaccio

Fachada do Harry's Bar à beira do Canal Grande, em Veneza

Foto: This Photo was taken by Wolfgang Moroder . Feel free to use my photos, but pl… / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

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Perto da Piazza San Marco, com vista para o Canal Grande, um bar discreto fundado em 1931 por Giuseppe Cipriani deu origem a dois clássicos que hoje fazem parte do repertório gastronômico mundial: o coquetel Bellini e o prato carpaccio. O Harry's Bar nasceu depois que Cipriani, então barman num hotel de Veneza, recebeu ajuda financeira de um cliente americano chamado Harry Pickering para abrir seu próprio negócio — daí o nome do bar.

O nascimento do Bellini

Em 1948, Cipriani criou o Bellini, coquetel feito com purê de pêssego branco e prosecco, batizado em homenagem ao pintor renascentista veneziano Giovanni Bellini, cujas obras tinham tons de rosa parecidos com a cor da bebida. O drinque se popularizou rapidamente e hoje é servido em bares do mundo inteiro, sempre remetendo à receita original criada em Veneza.

O carpaccio: carne crua que virou clássico

Em 1950, Cipriani criou o carpaccio para uma cliente que precisava seguir uma dieta sem carne cozida: finas fatias de carne bovina crua servidas com um molho à base de maionese. O nome é uma homenagem ao pintor Vittore Carpaccio, cujas obras estavam em exibição em Veneza na época e usavam tons de vermelho e branco parecidos com os do prato. Hoje o carpaccio é servido — com variações de carne, peixe e até frutas — em restaurantes ao redor do mundo.

Vista externa do Harry's Bar em Veneza

O bar fica a poucos passos da Piazza San Marco, à beira do Canal Grande.

Hemingway e o cinema em Veneza

Assim como em Cuba, Ernest Hemingway também frequentou o Harry's Bar durante temporadas em Veneza, e o local aparece mencionado em sua obra "Do Outro Lado do Rio, Entre as Árvores". Outros nomes célebres associados ao bar incluem Charlie Chaplin, Orson Welles e Truman Capote, reforçando a reputação do espaço como point internacional de artistas e escritores ao longo do século XX.

Carpaccio, prato criado no Harry's Bar

O carpaccio criado por Cipriani se tornou um clássico da gastronomia mundial.

Dicas para a visita

Por ser um dos bares mais famosos do mundo, os preços do Harry's Bar são consideravelmente altos para os padrões venezianos — muitos visitantes optam por tomar apenas um Bellini como forma de vivenciar a experiência sem um grande investimento. Vale reservar mesa com antecedência, especialmente em temporada alta de turismo.

Onde fica

  • Harry's Bar Bar
    Calle Vallaresso 1323, Veneza, Itália

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