A Pasticceria Attanasio fica pertinho da estação Napoli Centrale e é referência em sfogliatelle. A riccia, crocante por fora e cremosa por dentro, sai quentinha do forno. Chegue cedo e leve dinheiro.
Foto: Wikimedia Commons
Onde fica
Pasticceria AttanasioCafeteria Pasticceria Attanasio, Vico Ferrovia 1, Napoli, Itália
Um roteiro com 5 paradas em Gramado, RS, Brasil: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.
Formado por uma fonte natural em meio a araucárias e pinheiros trazidos da Floresta Negra alemã, o Lago Negro é gratuito e fica aberto o dia todo. Vale ir cedo para a luz da manhã e, se quiser, alugar um pedalinho em formato de cisne.
Endereço: Lago Negro, Gramado, RS, Brasil
2. Mini Mundo
Foto: Érico / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Uma das atrações mais antigas da cidade, o Mini Mundo reproduz cenários em escala 24 vezes menor, com direito a trenzinho e vilarejos alpinos. Divertido para crianças e adultos, com boa estrutura de alimentação e lojinhas.
Endereço: Rua Horácio Cardoso, 291, Gramado, RS, Brasil
3. Palácio dos Festivais
Foto: Larissa Fraga / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
Palco do Festival de Cinema de Gramado desde os anos 1970, o Palácio dos Festivais tem fachada em estilo colonial e a icônica estátua do Kikito na entrada. À noite, com a iluminação, é boa parada final de passeio pelo centro.
Endereço: Avenida Borges de Medeiros 2697, Gramado, RS, Brasil
Onde comer
4. Café Colonial Bela Vista
Foto: Larissa Fraga / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
O Café Colonial Bela Vista reúne a herança dos imigrantes italianos e alemães em uma mesa farta, com cucas, geleias, queijos, embutidos e pães caseiros. É um programa de meio de manhã ou início de tarde, sem pressa.
Endereço: Café Colonial Bela Vista, Avenida das Hortênsias 3500, Gramado, RS, Brasil
Onde tomar café
5. Chocolate Gramadense
Foto: Eduardo P / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
Além das barras e trufas artesanais, a Chocolate Gramadense tem uma cascata de chocolate que já virou atração à parte. Bom programa de meio de tarde para adoçar o passeio e levar lembrancinhas.
Endereço: Avenida Borges de Medeiros 2738, Gramado, RS, Brasil
Palácio dos Festivais — foto: Larissa Fraga / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]
"Pequena ilha do diabo" — é isso, aproximadamente, o que significa Anhatomirim em tupi. O nome sombrio acabou sendo profético: a fortaleza erguida nessa ilhota da Baía Norte, na Grande Florianópolis, passaria por um dos episódios mais sangrentos da história catarinense antes de se tornar o sítio histórico tranquilo que hoje recebe visitantes de escuna.
Um brigadeiro português contra a ameaça espanhola
A construção da Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim começou em 1739, sob o comando do brigadeiro português José da Silva Paes, engenheiro militar responsável por todo o sistema de defesa da Ilha de Santa Catarina no século XVIII. Erguida em pedra, com traços que remetem à arquitetura renascentista das fortificações europeias, Santa Cruz foi projetada como o vértice principal de um sistema defensivo triangular que protegia a entrada da Baía Norte contra ataques espanhóis vindos do sul do continente.
Esse sistema reunia três fortalezas complementares, que cruzavam seus canhões sobre o canal de acesso à ilha:
Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, na ilha de mesmo nome — a mais robusta das três
Fortaleza de São José da Ponta Grossa, na península de Jurerê
Fortaleza de Santo Antônio de Ratones, na Ilha de Ratones Grande
Curiosamente, apesar de todo o investimento militar português, os registros históricos indicam que Santa Cruz nunca chegou a disparar contra um invasor: durante a invasão espanhola de 1777, quando forças de Buenos Aires tomaram a Ilha de Santa Catarina, a fortaleza não foi utilizada em combate. Depois desse episódio, o sistema de defesa entrou em declínio e foi progressivamente abandonado ao longo do século XIX.
As muralhas do século XVIII, restauradas a partir dos anos 1970
Sangue na fortaleza: a Revolta Federalista de 1894
Foi mais de um século depois de abandonada como posto militar que Anhatomirim viveu seu capítulo mais dramático. Em 1894, durante a Revolta Federalista — o violento conflito civil que opôs federalistas a forças ligadas ao governo de Floriano Peixoto —, a fortaleza voltou a ter uso oficial, desta vez como prisão e local de execuções sumárias de prisioneiros políticos capturados em Santa Catarina.
Em 24 de abril de 1894, por ordem de Floriano Peixoto, um grupo de prisioneiros foi fuzilado nas dependências da fortaleza. Entre os executados estava o Barão de Batovi, oficial que havia lutado como herói na Guerra do Paraguai décadas antes e que, na Revolta Federalista, se posicionou do lado derrotado. O episódio deixou uma marca duradoura na memória local e é hoje um dos pontos mais lembrados por historiadores que estudam o período da consolidação da República no Brasil.
Ruínas, tombamento e o que resta hoje
Depois de décadas de abandono e deterioração, a Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim foi tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional pelo IPHAN em 1938. Ainda assim, a recuperação efetiva das ruínas só começou nos anos 1970, quando a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) assumiu um papel de protagonismo na restauração do conjunto. Em 1979, um convênio formal entre a UFSC, o Ministério da Marinha e o IPHAN estabeleceu a guarda e a administração do monumento, acelerando as obras de recuperação das muralhas, do quartel e da capela internos.
Hoje administrada pela UFSC como parte do Projeto Fortalezas da Ilha de Santa Catarina, a fortaleza só é acessível por mar — passeios de escuna partem de pontos da Grande Florianópolis, como a região de Canasvieiras e Jurerê, para atravessar a Baía Norte até a ilha. Quem desembarca encontra um raro conjunto militar português do século XVIII quase completo: muralhas, baluartes, quartel, capela e a antiga casa do comandante, hoje transformados em museu a céu aberto. Da fortaleza que nunca disparou um tiro contra invasores restou, paradoxalmente, uma das histórias mais violentas do litoral catarinense — e um dos monumentos coloniais mais bem preservados do Brasil.
Referências
Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.
Foto: Luka Peternel / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Um roteiro com 5 paradas em Quioto, Japão: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.
Foto: Luka Peternel / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
No sopé da montanha sagrada Inari, ao sul de Quioto, milhares de portões torii vermelhos formam túneis que sobem por trilhas de mais de 4 quilômetros. O Fushimi Inari Taisha foi fundado em 711, o que o torna um dos santuários xintoístas mais antigos do Japão, e é hoje a cabeça de uma rede de mais de 30 mil santuários dedicados a Inari espalhados pelo país.
Segundo a tradição, um membro do clã Hata chamado Hata no Irogu consagrou as divindades nos três picos do monte Inari. Cada torii do caminho — batizado de Senbon Torii, ou "mil portões" — foi doado por uma empresa ou pessoa física em troca de prosperidade nos negócios, uma prática que se intensificou a partir do período Edo (1603-1867) e continua até hoje: os nomes dos doadores aparecem gravados na base de cada portão.
Fundado em 778 pelo monge Enchin, o Kiyomizu-dera é famoso pelo palco de madeira que se projeta 13 metros acima da encosta de Higashiyama — construído inteiramente sem um único prego. A estrutura atual é de 1633, reconstruída depois que um incêndio destruiu o salão principal em 1629, e se apoia em 139 grandes pilares de zelkova encaixados por juntas de madeira entrelaçada (a técnica kigumi), com o piso formado por 410 tábuas de cipreste igualmente unidas sem metal.
É esse sistema de encaixes, e não pregos, que permitiu ao palco sobreviver a quase quatro séculos de terremotos. O templo integra a lista de Monumentos Históricos da Antiga Quioto, reconhecida pela Unesco como Patrimônio Mundial em 1994.
Hanamikoji é a rua de pedra que corta o coração de Gion, o bairro de gueixas mais famoso de Quioto, ladeada por casas de chá (ochaya) preservadas — desde 2001 sem fiação elétrica aérea, o que mantém a paisagem quase intacta desde o período Edo. No auge, no início do século 20, Gion chegou a abrigar mais de 700 ochaya e 3 mil gueixas e maiko (aprendizes) trabalhando na região.
Na esquina de Hanamikoji com a Shijo-dori fica o Ichiriki Chaya, a casa de chá mais famosa de Quioto, em atividade contínua desde 1701. É o mesmo local onde, segundo a tradição, Oishi Kuranosuke — líder dos lendários 47 ronin — se refugiou para planejar em segredo a vingança de seu senhor, e que voltou a servir de ponto de encontro para líderes rebeldes durante o período Bakumatsu, no fim do xogunato. O acesso ao Ichiriki é reservado a convidados, mas caminhar por Hanamikoji ao entardecer ainda é a melhor chance de avistar uma maiko a caminho de um compromisso.
Endereço: Higashiyama Ward, Kyoto, Japan
Onde comer
4. Nishiki Market
Foto: Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
O primeiro comércio de peixes na rua onde hoje fica o Nishiki Market abriu por volta de 1310, atraído pela água subterrânea gelada do local — refrigeração natural séculos antes da eletricidade. Em 1615, o governo da época oficializou o local como mercado de peixes de Quioto, dando início a uma história documentada de mais de 400 anos.
Foi só no período Meiji, e principalmente depois de 1928 — quando uma associação de comerciantes locais incentivou os lojistas a diversificar além do peixe, somando frutas, verduras, carnes, tofu e conservas — que o mercado ganhou o apelido que carrega até hoje: "a cozinha de Quioto". Atualmente mais de 130 barracas dividem uma galeria coberta de cerca de 400 metros de extensão, vendendo desde vegetais típicos de Quioto (kyoyasai) até doces wagashi e petiscos como o tako tamago, um mini-polvo recheado com ovo de codorna.
Endereço: 609 Higashiuoya-cho, Nakagyo-ku, Kyoto 604-8055, Japão · site oficial
Onde tomar café
5. Ippodo Tea (loja principal)
Foto: Wikimedia Commons (CC BY 4.0)
Em 1717, o comerciante Rihei Watanabe abriu uma loja chamada Omiya para vender chá e cerâmica na rua Teramachi, perto do Palácio Imperial de Quioto. Em 1846, a loja foi rebatizada de Ippodo — "preservar uma coisa só" — a pedido do Príncipe Yamashina, apreciador do chá da casa, que queria que o negócio mantivesse para sempre um único compromisso: a qualidade.
Mais de 300 anos depois, a Ippodo continua no mesmo endereço, vendendo cerca de 30 variedades de chá — incluindo matcha, gyokuro, sencha e bancha — e reabriu recentemente sua sala de chá Kaboku, onde o matcha é preparado na frente do cliente e servido com doces sazonais japoneses.
Endereço: Japão, 〒604-0915 Kyoto, Nakagyo Ward, Tokiwagicho, 52 · site oficial
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