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O que fazer em Gramado: 5 paradas escolhidas

Vista do Lago Negro em Gramado, cercado de árvores

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Gramado, RS, Brasil: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Lago Negro
  2. Mini Mundo
  3. Palácio dos Festivais
  4. Café Colonial Bela Vista
  5. Chocolate Gramadense

O que visitar

1. Lago Negro

Vista do Lago Negro em Gramado, cercado de árvores
Foto: Wikimedia Commons

Formado por uma fonte natural em meio a araucárias e pinheiros trazidos da Floresta Negra alemã, o Lago Negro é gratuito e fica aberto o dia todo. Vale ir cedo para a luz da manhã e, se quiser, alugar um pedalinho em formato de cisne.

Endereço: Lago Negro, Gramado, RS, Brasil

2. Mini Mundo

Réplicas em miniatura no parque Mini Mundo em Gramado
Foto: Wikimedia Commons

Uma das atrações mais antigas da cidade, o Mini Mundo reproduz cenários em escala 24 vezes menor, com direito a trenzinho e vilarejos alpinos. Divertido para crianças e adultos, com boa estrutura de alimentação e lojinhas.

Endereço: Rua Horácio Cardoso, 291, Gramado, RS, Brasil

3. Palácio dos Festivais

Fachada do Palácio dos Festivais em Gramado à noite
Foto: Wikimedia Commons

Palco do Festival de Cinema de Gramado desde os anos 1970, o Palácio dos Festivais tem fachada em estilo colonial e a icônica estátua do Kikito na entrada. À noite, com a iluminação, é boa parada final de passeio pelo centro.

Endereço: Avenida Borges de Medeiros 2697, Gramado, RS, Brasil

Onde comer

4. Café Colonial Bela Vista

Fachada do Café Colonial Bela Vista em Gramado
Foto: Wikimedia Commons

O Café Colonial Bela Vista reúne a herança dos imigrantes italianos e alemães em uma mesa farta, com cucas, geleias, queijos, embutidos e pães caseiros. É um programa de meio de manhã ou início de tarde, sem pressa.

Endereço: Café Colonial Bela Vista, Avenida das Hortênsias 3500, Gramado, RS, Brasil

Onde tomar café

5. Chocolate Gramadense

Cascata de chocolate na loja Chocolate Gramadense
Foto: Wikimedia Commons

Além das barras e trufas artesanais, a Chocolate Gramadense tem uma cascata de chocolate que já virou atração à parte. Bom programa de meio de tarde para adoçar o passeio e levar lembrancinhas.

Endereço: Avenida Borges de Medeiros 2738, Gramado, RS, Brasil

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Lago Negro — foto: Wikimedia Commons
  • Café Colonial Bela Vista — foto: Wikimedia Commons
  • Mini Mundo — foto: Wikimedia Commons
  • Chocolate Gramadense — foto: Wikimedia Commons
  • Palácio dos Festivais — foto: Wikimedia Commons

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Panteão de Roma: a mentira na fachada que esconde quase 1.900 anos de engenharia

Fachada do Panteão de Roma com o pórtico de colunas coríntias

Foto: Wikimedia Commons

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Na fachada do Panteão de Roma, gravada em letras de bronze com quase dois metros de altura, há uma frase que engana milhões de visitantes todos os anos: "M·AGRIPPA·L·F·COS·TERTIVM·FECIT" — "Marco Agripa, filho de Lúcio, construiu isto em seu terceiro consulado". O problema é que o edifício que está diante de quem lê essa inscrição não foi construído por Agripa. Foi erguido quase 150 anos depois, por ordem do imperador Adriano, que decidiu manter o crédito ao antecessor mesmo reconstruindo o templo do zero.

Do templo de Agripa às cinzas, duas vezes

O primeiro Panteão foi mesmo obra de Marco Vipsânio Agripa, general, genro e braço direito do imperador Augusto, que o mandou construir em 27 a.C. como parte de um amplo programa de obras públicas em Roma. Esse templo original tinha planta retangular, bem diferente da rotunda que existe hoje, e foi dedicado "a todos os deuses" — significado literal da palavra grega "pantheion".

Esse primeiro edifício não sobreviveu. Um incêndio destruiu boa parte dele no ano 80 d.C., durante o reinado de Tito. O imperador Domiciano mandou reconstruí-lo, mas um raio atingiu a estrutura em 110 d.C. e o fogo tomou conta outra vez. Foi só na segunda reconstrução, comandada por Adriano entre 118 e 128 d.C., que o Panteão ganhou a forma que conhecemos: um pórtico de dezesseis colunas de granito egípcio ligado a uma rotunda coberta por uma cúpula monumental. Adriano, que tinha fascínio pessoal por arquitetura e geometria, optou por preservar a inscrição original em homenagem a Agripa — um gesto raro de humildade num império acostumado a apagar nomes de antecessores.

Vista interna do óculo no topo da cúpula do Panteão

O óculo, com cerca de 8,7 metros de diâmetro, é a única fonte de luz — e também deixa entrar chuva.

Uma cúpula que ainda intriga engenheiros

O que torna o Panteão excepcional não é só a idade, mas a proeza estrutural. A cúpula tem 43,3 metros de diâmetro interno, medida exatamente igual à altura do vão até o topo — se fosse possível encaixar uma esfera perfeita dentro da rotunda, ela tocaria o chão, as paredes e o teto ao mesmo tempo. Quase dois mil anos depois, ainda é a maior cúpula de concreto não armado do mundo.

Os construtores romanos resolveram o problema do peso com um truque duplo: a espessura da cúpula diminui de 6 metros na base para pouco mais de 1 metro no topo, e o concreto usado na base é feito com agregado pesado de travertino, enquanto no topo entra pedra-pomes vulcânica, bem mais leve. Os caixotões quadrados entalhados na superfície interna também reduzem massa sem comprometer a resistência. No centro, um vão circular de cerca de 8,7 metros de diâmetro — o óculo — é a única abertura da cúpula. Não tem vidro nem cobertura: quando chove em Roma, chove dentro do Panteão, e a água escoa por um sistema de drenagem discreto embutido no piso original.

De templo pagão a igreja — e túmulo de um gênio renascentista

A sobrevivência do Panteão até hoje, praticamente intacto, tem uma explicação simples: em 609, o imperador bizantino Fócas doou o edifício ao papa Bonifácio IV, que o converteu na igreja de Santa Maria ad Martyres, dedicada à Virgem Maria e a todos os mártires cristãos. Enquanto outros monumentos da Roma antiga eram saqueados como pedreira ao longo da Idade Média, o Panteão, agora um espaço sagrado em uso contínuo, ficou relativamente protegido.

Séculos depois, o edifício se tornou também um panteão no sentido mais literal: lugar de sepultamento de figuras ilustres. Alguns nomes:

  • O pintor Rafael Sanzio, morto em 1520, está sepultado sob uma escultura da Madonna do Sasso, de Lorenzetto — ele mesmo pediu para ser enterrado ali.
  • Vittorio Emanuele II, primeiro rei da Itália unificada, foi sepultado no Panteão após sua morte em 1878.
  • Seu filho e sucessor, Umberto I, também descansa no monumento, ao lado da esposa, a rainha Margherita.

Mais de mil e quinhentos anos depois de virar igreja, o Panteão segue em atividade religiosa e é, ao mesmo tempo, um dos monumentos mais visitados de Roma — entrada gratuita para quem quiser ver, com os próprios olhos, o feixe de luz que atravessa o óculo e percorre lentamente as paredes da rotunda ao longo do dia, do mesmo jeito que fazia há quase dois milênios.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Parada gratuita obrigatória em Romas. Não esqueça de molhar as mãos na fonte em frente ao portão da entrada.

Onde fica

  • Panteão de Roma Histórico
    Panteão, Piazza della Rotonda, Roma, Itália

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Coliseu de Roma: o anfiteatro que ainda impressiona quase 2 mil anos depois

Vista externa panorâmica do Coliseu de Roma

Foto: Wikimedia Commons

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Não existe imagem mais associada à Roma Antiga do que a silhueta oval do Coliseu. Construído entre os anos 70 e 80 d.C., durante os reinados dos imperadores Vespasiano e Tito, o anfiteatro foi erguido no local onde antes havia um lago artificial pertencente ao extravagante palácio de Nero, a Domus Aurea. A escolha simbolizava devolver ao povo romano um terreno que havia sido privatizado por um imperador impopular — e o resultado foi a maior estrutura do gênero já construída pelos romanos.

Uma arena para até 80 mil espectadores

Com capacidade estimada entre 50 e 80 mil espectadores, o Coliseu tinha quatro níveis externos e um sistema de acesso tão eficiente que permitia esvaziar completamente a arena em poucos minutos — algo que engenheiros modernos ainda estudam como referência. Por baixo do piso da arena, hoje parcialmente visível, ficava o hypogeum: um labirinto subterrâneo de câmaras e elevadores manuais usados para erguer animais e cenários diretamente para o centro da ação, surpreendendo o público.

Coliseu iluminado à noite

À noite, o monumento recebe iluminação especial em datas e causas específicas.

Gladiadores, caçadas e naumaquias

A inauguração, em 80 d.C., foi marcada por cem dias seguidos de espetáculos, incluindo combates de gladiadores, caçadas de animais exóticos trazidos de diferentes províncias do império e, segundo relatos históricos, até simulações de batalhas navais nos primeiros anos, quando a arena podia ser inundada. Os combates de gladiadores, o espetáculo mais associado ao monumento, envolviam regras, categorias de lutadores e um público que reconhecia técnicas específicas — muito diferente da imagem de caos que o cinema costuma mostrar.

Da decadência à preservação

Com o fim dos jogos, por volta do século VI, o Coliseu passou por séculos de abandono, terremotos e uso como pedreira: boa parte do revestimento de mármore e das pedras da estrutura original foi retirada ao longo da Idade Média e do Renascimento para construir outros monumentos de Roma, incluindo parte da Basílica de São Pedro. Foi apenas a partir do século XVIII, quando a Igreja Católica declarou o local um espaço sagrado em memória dos mártires cristãos, que teve início um esforço mais sério de preservação.

Coliseu e Fórum Romano

O Coliseu faz parte do mesmo conjunto arqueológico do Fórum Romano e do Monte Palatino.

Visitando o Coliseu hoje

Atualmente o Coliseu integra, junto com o Fórum Romano e o Monte Palatino, um único parque arqueológico administrado pelo Estado italiano, e um ingresso combinado dá acesso às três atrações. Por ser um dos monumentos mais visitados do mundo, comprar o ingresso com antecedência pela internet é praticamente obrigatório para evitar filas de horas na entrada, especialmente entre a primavera e o fim do verão europeu. Desde o ano 2000, o monumento também ganhou um significado contemporâneo: por iniciativa da Comunidade de Sant'Egidio, ele é iluminado em tons dourados sempre que uma pena de morte é comutada ou abolida em algum lugar do mundo, transformando um símbolo da Roma Antiga em um símbolo atual contra a pena capital.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Se você busca uma verdadeira viagem no tempo, o Coliseu de Roma é uma experiência impressionante. Lá, você encontra fragmentos e peças originais com quase 2 mil anos de história, expostos praticamente diante dos seus olhos. E, ao chegar ao nível superior da visita, entre esculturas e representações de grandes figuras da Roma Antiga, chama a atenção o imponente busto de Júlio César. É difícil não parar por alguns segundos e pensar em toda a história que passou por aquele lugar.

Onde fica

  • Colosseo Ponto Turístico
    Piazza del Colosseo, 1, 00184 Roma RM, Itália

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📍 Istambul

Hagia Sophia: a catedral bizantina que virou mesquita, museu e mesquita de novo

Fachada da Hagia Sophia em Istambul

Foto: Arild Vågen / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

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Em 537, o imperador bizantino Justiniano I inaugurou, em 27 de dezembro, a Hagia Sophia (Ayasofya) em Constantinopla — a terceira igreja erguida no mesmo terreno, projetada pelos geômetras gregos Isidoro de Mileto e Antêmio de Trales. Por quase mil anos foi a maior catedral cristã do mundo, sede do patriarca ortodoxo e palco de coroações imperiais bizantinas.

Uma cúpula que caiu — e foi reconstruída mais alta

A cúpula original desabou em 558, após um terremoto, e foi reconstruída até 562 numa versão mais alta que a primeira. Hoje ela mede cerca de 31 metros de diâmetro e 55 metros de altura em relação ao piso, sustentada por um sistema de arcos e meias-cúpulas considerado, para a época, um feito de engenharia sem precedentes.

Interior da Hagia Sophia, com mosaicos bizantinos e elementos otomanos

O interior da Hagia Sophia reúne mosaicos bizantinos, medalhões caligráficos otomanos e o mihrab voltado para Meca.

De catedral a mesquita, de mesquita a museu — e mesquita de novo

Em 1453, após a conquista de Constantinopla pelo sultão otomano Mehmed II, a Hagia Sophia foi convertida em mesquita: minaretes foram acrescentados e os mosaicos figurativos, cobertos por gesso ou pintura, já que o islã sunita evita representações humanas em espaços de culto. Em 1934, o governo de Mustafa Kemal Atatürk transformou o prédio em museu, e parte dos mosaicos bizantinos foi revelada em trabalhos de restauro nas décadas seguintes. Em 2020, um decreto presidencial — depois de uma decisão do Conselho de Estado turco que anulou o status de museu de 1934 — devolveu à Hagia Sophia sua função de mesquita, com cortinas usadas para cobrir os mosaicos com figuras humanas durante as orações.

Perguntas frequentes

Dá para visitar a Hagia Sophia hoje?
Sim. Como mesquita em funcionamento, o acesso de visitantes segue horários fora das orações, e é preciso remover os sapatos e vestir-se de forma apropriada.

Os mosaicos bizantinos ainda podem ser vistos?
Parte deles sim, nos corredores e na galeria superior — os que ficam na área central, voltada para as orações, costumam ser cobertos por painéis ou cortinas.

Onde fica

  • Hagia Sophia (Ayasofya) Local
    Sultan Ahmet, Ayasofya Meydanı No:1, 34122 Fatih/İstanbul, Turquia

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