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Bandeira de Hungria Hungria
📍 Budapeste

O que fazer em Budapeste: 5 paradas escolhidas

Salão dourado do Café New York, em Budapeste, com colunas e afrescos no teto

Foto: Asif Masimov, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Budapeste, Hungria: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. New York Café
  2. Café Gerbeaud
  3. Szimpla Kert
  4. Széchenyi Gyógyfürdő (Termas Széchenyi)
  5. Nagyvásárcsarnok (Mercado Central)

Onde tomar café

1. New York Café

Salão dourado do Café New York, em Budapeste, com colunas e afrescos no teto
Foto: Asif Masimov, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons

A companhia de seguros New York encomendou o palácio em 1894, sobre projeto de Alajos Hauszmann — o mesmo arquiteto que redesenhou o Castelo de Buda — com Flóris Korb e Kálmán Giergl. No térreo abriu um café que, em pouco tempo, era chamado de o mais bonito do mundo: colunas retorcidas, mármore, lustres e um teto coberto de afrescos que faz qualquer um entrar olhando para cima.

O que fez a fama não foi só o ouro. O New York virou a sala de estar da literatura húngara. Redações funcionavam nas mesas, escritores passavam o dia ali, e o café mantinha um "prato do escritor" barato para quem ainda não tinha vendido nada. A lenda mais repetida é a de que Ferenc Molnár, autor de Os Meninos da Rua Paulo, jogou as chaves do estabelecimento no Danúbio para que ele nunca fechasse.

Vale saber que a história provavelmente não aconteceu assim: em 1894 Molnár ainda era um adolescente em idade escolar, e o rio fica a quilômetros dali. Uma versão alternativa situa o episódio em 1927, na reabertura após uma reforma. Verdade ou não, a lenda pegou: em 2014 os novos administradores repetiram o gesto e atiraram chaves no Danúbio — com a ressalva de que garantiam o café aberto pelos próximos 120 anos, não para sempre.

O prédio passou por décadas difíceis no período comunista e foi comprado pelo grupo italiano Boscolo, que devolveu o café ao esplendor original e reabriu em 2006, agora no térreo de um hotel cinco estrelas. Hoje é ponto turístico com fila na porta e preço de ponto turístico. Ainda assim, poucos lugares no mundo servem um expresso sob um teto assim.

Onde fica: Erzsébet körút 9-11, no distrito VII. Dica: a fila costuma ser menor no meio da tarde, entre os almoços e o fim de expediente.

Endereço: Erzsébet körút 9-11, 1073 Budapeste, Hungria

2. Café Gerbeaud

Fachada do Café Gerbeaud na praça Vörösmarty, em Budapeste
Foto: Norbert Aepli (Noebu), CC BY 2.5, via Wikimedia Commons

A confeitaria abriu em 1858, na praça que hoje se chama Vörösmarty tér, no coração de Pest. Quem a fundou foi Henrik Kugler, terceiro filho de uma dinastia de confeiteiros, que antes de assumir o negócio da família passou por onze capitais europeias — Paris incluída — aprendendo o ofício.

Kugler não teve herdeiros. Em 1883, convidou o jovem confeiteiro suíço Émile Gerbeaud para ser seu sócio, e acabou lhe vendendo a casa. Gerbeaud ampliou o salão, modernizou a produção e transformou o lugar numa das confeitarias mais respeitadas da Europa. A imperatriz Elisabeth — a Sissi, rainha da Hungria — parava ali sempre que estava em Budapeste.

Depois veio a parte que quase apagou o nome. Sob o regime comunista, o Estado tomou a casa e a rebatizou de Café Vörösmarty, pela praça, para eliminar o sobrenome do dono. Só em 1984 a família Gerbeaud conseguiu comprar de volta a confeitaria e devolver-lhe o nome original.

O salão continua o mesmo tipo de coisa: lustres, madeira escura, mármore e vitrines de doce. O item da casa é a fatia que leva o nome dela — o zserbó, camadas de massa com noz moída e geleia de damasco cobertas de chocolate. Um café e uma fatia na varanda que dá para a praça é um dos programas mais antigos da cidade que ainda funciona.

Onde fica: Vörösmarty tér 7-8, distrito V, no fim da rua de pedestres Váci utca. Dica: a fila de balcão anda muito mais rápido que a fila de mesa.

Endereço: Vörösmarty tér 7-8, 1051 Budapeste, Hungria

Onde beber

3. Szimpla Kert

Pátio interno do Szimpla Kert, em Budapeste, com paredes descascadas e móveis desencontrados
Foto: Yelkrokoyade, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

Existe uma categoria de bar que Budapeste inventou e o resto do mundo copiou: o romkocsma, o "bar em ruínas". O primeiro deles foi o Szimpla Kert, aberto em 2002 por um grupo de estudantes no pátio interno de um prédio velho, a alguns quarteirões de onde está hoje.

A mudança que fez história veio em 2004. Um terreno na Kazinczy utca 14, no antigo bairro judeu, tinha sido moradia e depois fábrica de fogões, estava arruinado e estava marcado para demolição. Os quatro donos do Szimpla decidiram ocupar o lugar em vez de deixá-lo cair. Não reformaram: mantiveram as paredes descascadas, o reboco caindo e os vãos abertos, e encheram tudo de móveis desencontrados, luminárias improvisadas, bicicletas penduradas no teto e um Trabant — o carro do período comunista — transformado em mesa.

O modelo funcionou tão bem que virou gênero. Depois do Szimpla, dezenas de bares em ruínas abriram no distrito VII, e o bairro que ia ser demolido virou a área de vida noturna mais movimentada da cidade. O próprio Szimpla se espalhou pelo prédio inteiro, com vários ambientes, telão de cinema e programação de música ao vivo.

Se a ideia de disputar espaço com centenas de turistas na madrugada não anima, vá de manhã: aos domingos o mesmo pátio funciona como feira de produtores, com queijo, mel, pão e legumes das redondezas — a mesma arquitetura arruinada, com luz do dia e sem fila no bar.

Onde fica: Kazinczy utca 14, distrito VII. Dica: é bar, não restaurante — a comida ali é acessória.

Endereço: Kazinczy utca 14, 1075 Budapeste, Hungria

Vale a parada

4. Széchenyi Gyógyfürdő (Termas Széchenyi)

Piscina externa das Termas Széchenyi, em Budapeste, cercada pelo prédio amarelo neobarroco
Foto: Slyronit, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

A história começa com um homem cavando um buraco. Em 1868, o engenheiro de minas Vilmos Zsigmondy começou a perfurar o Parque da Cidade atrás de água termal. Passou dez anos sem achar nada. Só em 1878, a 970 metros de profundidade, encontrou a fonte quente artesiana que procurava. Uma casa de banhos provisória abriu no local em 1881.

O complexo definitivo demorou mais. O projeto neobarroco é de Győző Czigler, desenhado em 1903; quando a obra enfim começou, em 1909, o arquiteto já havia morrido, e Ede Dvorák e Kálmán Gerster tocaram a construção seguindo o desenho dele. As termas abriram em 16 de junho de 1913 e receberam mais de 200 mil visitantes só no primeiro ano. Hoje a água medicinal chega à superfície pelo segundo poço mais profundo de Budapeste, de 1.246 metros, e o Széchenyi é a maior casa de banhos medicinais da Europa.

O que todo mundo fotografa, porém, não estava no projeto de ninguém: os homens jogando xadrez dentro da piscina externa, com o tabuleiro flutuando sobre a água a 38 graus. O costume começou nos anos 1960, quando as termas eram um dos poucos lugares de convívio livre da Hungria comunista, e os frequentadores precisavam ocupar a cabeça durante sessões longas de imersão. Não é encenação para turista: é gente da casa, jogando a sério, inclusive no inverno, com a névoa subindo da água.

Onde fica: Állatkerti körút 9-11, no Városliget (Parque da Cidade), com estação de metrô Széchenyi fürdő na porta. Dica: leve chinelo e toalha própria — alugar no local sai caro.

Endereço: Állatkerti körút 9-11, 1146 Budapeste, Hungria

5. Nagyvásárcsarnok (Mercado Central)

Interior do Mercado Central de Budapeste, com estrutura de aço e três andares de bancas
Foto: P. Hughes (Indies1), CC BY 4.0, via Wikimedia Commons

A ideia partiu de Károly Kamermayer, o primeiro prefeito de Budapeste, e virou resolução da assembleia municipal em 1891. Seis anos depois, em 15 de fevereiro de 1897, ele mesmo participou da inauguração do Nagyvásárcsarnok — o Grande Mercado Coberto, projetado por Samu Pecz.

São cerca de 10 mil metros quadrados cobertos por uma estrutura de aço, num desenho que mistura neogótico e neorrenascentista. O detalhe que salta aos olhos de fora é o telhado, revestido de cerâmica colorida Zsolnay, a porcelana de Pécs que também aparece nos telhados da Igreja Matias e do Museu de Artes Aplicadas. A Segunda Guerra danificou o prédio seriamente, e ele passou décadas se deteriorando; a restauração completa só veio em 1991.

Hoje o mercado funciona em três andares com lógica clara. O térreo é o dos húngaros de verdade: açougues, peixarias, hortifrúti, e as fileiras de páprica — em molhos pendurados, em latas, doce e defumada — que são o souvenir comestível mais honesto da Hungria, junto do salame e do vinho Tokaji. O primeiro andar é o de artesanato e bordado, mais turístico, com uma fileira de balcões de comida onde se come lángos, a massa frita coberta de creme azedo e queijo. O subsolo tem peixe, conservas e um supermercado.

Onde fica: Vámház körút 1-3, na praça Fővám, no fim da rua Váci utca e ao pé da Ponte da Liberdade. Dica: fecha aos domingos e fecha cedo aos sábados — vá em dia útil pela manhã, quando ainda é mercado e não passarela.

Endereço: Vámház körút 1-3, 1093 Budapeste, Hungria

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • New York Café — foto: Asif Masimov, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons
  • Szimpla Kert — foto: Yelkrokoyade, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
  • Café Gerbeaud — foto: Norbert Aepli (Noebu), CC BY 2.5, via Wikimedia Commons
  • Széchenyi Gyógyfürdő (Termas Széchenyi) — foto: Slyronit, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
  • Nagyvásárcsarnok (Mercado Central) — foto: P. Hughes (Indies1), CC BY 4.0, via Wikimedia Commons

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Boadas: o bar de coquetéis mais antigo de Barcelona, aberto desde 1933

La Rambla, rua onde fica o bar Boadas, em Barcelona

Foto: Wilnel Verdú Guerrero / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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A poucos passos da badalada Rambla, no centro de Barcelona, um bar pequeno e elegante guarda o título de coquetelaria mais antiga da cidade. O Boadas abriu em 1933, fundado por Miquel Boadas, bartender catalão que havia se formado no ofício em Cuba, trabalhando justamente no lendário El Floridita, em Havana — mesmo bar que décadas depois ficaria famoso pela relação com Ernest Hemingway.

Uma escola cubana em Barcelona

Essa formação cubana deixou marcas diretas na filosofia do Boadas: coquetéis preparados com técnica clássica, atenção ao gelo e uma ênfase em rum e outras bases usadas tradicionalmente na coquetelaria caribenha, incorporadas ao repertório europeu de bebidas. O bar se tornou uma espécie de embaixada cultural entre as tradições cubana e catalã de fazer drinques.

Tradição de família

Depois de Miquel Boadas, o bar passou para as mãos de sua filha, Maria Dolores Boadas, uma das primeiras mulheres a se destacar como bartender profissional na Espanha, reconhecida internacionally por sua técnica de preparar coquetéis "a duas mãos", jogando o líquido entre duas coqueteleiras sem derramar uma gota — uma habilidade que se tornou marca registrada da casa.

Interior do bar Boadas, em Barcelona

O balcão em formato de ferradura remete ao design original de 1933.

Point de artistas e escritores catalães

Ao longo do século XX, o Boadas recebeu artistas como o pintor Joan Miró e o escritor Ernest Hemingway (durante suas passagens por Barcelona), consolidando-se como point da vida boêmia e cultural catalã, num período em que a cidade vivia intensa efervescência artística entre as décadas de 1930 e 1950.

Placa histórica do bar Boadas

Placas e detalhes originais marcam os mais de 90 anos de história do bar.

Dicas para a visita

O Boadas é pequeno e costuma ficar cheio no fim da tarde e à noite, então chegar mais cedo ajuda a garantir lugar no balcão, o melhor ponto para observar os bartenders trabalhando. A localização, bem na entrada da Rambla, torna fácil encaixar uma parada no bar antes ou depois de explorar o Bairro Gótico.

Onde fica

  • Boadas Bar
    Carrer dels Tallers 1, Barcelona, Espanha

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Bandeira de Portugal Portugal
Bandeira de Lisboa Lisboa

O que fazer em Lisboa: 5 paradas escolhidas

Interior ornamentado da Pastelaria Versailles em Lisboa

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Lisboa, Portugal: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Castelo de São Jorge
  2. Miradouro da Senhora do Monte
  3. Time Out Market Lisboa
  4. Pastelaria Versailles
  5. Pavilhão Chinês

O que visitar

1. Castelo de São Jorge

Muralhas e torres do Castelo de São Jorge em Lisboa
Foto: Wikimedia Commons

Erguido sobre uma colina com ocupação desde a Antiguidade, o Castelo de São Jorge foi cidadela moura antes de ser conquistado por Dom Afonso Henriques em 1147 e servir como residência real. Hoje suas muralhas e terraços oferecem uma das vistas mais completas sobre o Tejo e a Baixa.

Endereço: Rua de Santa Cruz do Castelo, Lisboa, Portugal

2. Miradouro da Senhora do Monte

Vista panorâmica de Lisboa a partir do Miradouro da Senhora do Monte
Foto: Wikimedia Commons

No topo da colina da Graça, o Miradouro da Senhora do Monte é considerado o mirante mais alto e panorâmico de Lisboa. Dali se vê Alfama, o Castelo de São Jorge, o rio Tejo e a Ponte 25 de Abril ao fundo, principalmente ao pôr do sol.

Endereço: Rua da Senhora do Monte, Lisboa, Portugal

Onde comer

3. Time Out Market Lisboa

Salão interno do Time Out Market em Lisboa
Foto: Wikimedia Commons

Instalado no salão do Mercado da Ribeira, de 1892, o Time Out Market reúne desde 2014 dezenas de bancas de restaurantes, bares e confeitarias selecionados pela revista Time Out. É parada certa para provar várias cozinhas lisboetas em uma só mesa comunitária.

Endereço: Avenida 24 de Julho 49, Lisboa, Portugal

Onde tomar café

4. Pastelaria Versailles

Interior ornamentado da Pastelaria Versailles em Lisboa
Foto: Wikimedia Commons

Aberta em 1922, a Pastelaria Versailles é um dos grandes cafés de estilo Belle Époque de Lisboa, com tetos ornamentados, vitrais e garçons de colete servindo chá da tarde. Continua sendo um ponto de encontro de bairro, cheio de estudantes e moradores das Avenidas Novas.

Endereço: Avenida da República 15A, Lisboa, Portugal

Onde beber

5. Pavilhão Chinês

Interior decorado do bar Pavilhão Chinês em Lisboa
Foto: Wikimedia Commons

Aberto em 1986 numa antiga mercearia do início do século 20, o Pavilhão Chinês esconde vários salões lotados de bonecos, brinquedos antigos e curiosidades reunidas pelo próprio dono. A entrada é por uma porta vermelha, tocando a campainha, no Príncipe Real.

Endereço: Rua Dom Pedro V, Lisboa, Portugal

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Pastelaria Versailles — foto: Wikimedia Commons
  • Castelo de São Jorge — foto: Wikimedia Commons
  • Time Out Market Lisboa — foto: Wikimedia Commons
  • Miradouro da Senhora do Monte — foto: Wikimedia Commons
  • Pavilhão Chinês — foto: Wikimedia Commons

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Bandeira de Estados Unidos Estados Unidos
Bandeira de Nova York Nova York
📍 Dica rápida

Joe's Pizza: a fatia clássica do Greenwich Village

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A Joe's Pizza serve fatias simples e generosas desde 1975. É parada rápida e certeira para provar a clássica pizza de Nova York em pé, no balcão.

Fachada da pizzaria Joe's Pizza no Greenwich Village, Nova York

Foto: Wikimedia Commons

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Será que essa pizza é famosa? [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]

Onde fica

  • Joe's Pizza Restaurante
    Joe's Pizza, 7 Carmine Street, Nova York, Estados Unidos
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