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📍 Budapeste

Castelo de Buda: a colina que resistiu a mongóis, otomanos e nazistas para virar símbolo da Hungria

Vista do Castelo de Buda, em Budapeste, no alto da colina às margens do Danúbio

Foto: Wikimedia Commons

Poucos edifícios no mundo podem dizer que foram praticamente destruídos duas vezes — e reconstruídos das cinzas nas duas ocasiões. O Castelo de Buda, no alto da colina que domina o rio Danúbio em Budapeste, é um deles. Sob suas fundações medievais passaram reis húngaros, sultões otomanos, arquitetos barrocos e, no século XX, os últimos soldados nazistas cercados na capital húngara.

Da defesa contra os mongóis ao esplendor renascentista

A história do castelo começa em 1247, quando o rei Béla IV ordenou a construção de uma fortaleza de pedra no alto da colina de Buda, ainda traumatizado pela invasão mongol que havia arrasado o reino húngaro poucos anos antes. Nos séculos seguintes, o local deixou de ser apenas uma defesa militar. Entre 1387 e 1437, o rei Segismundo de Luxemburgo — também imperador do Sacro Império Romano — ampliou a construção e transformou o castelo em um dos maiores e mais luxuosos palácios góticos da Europa.

O apogeu cultural veio com Matias Corvino, que governou a Hungria entre 1458 e 1490. Ele introduziu elementos renascentistas vindos da Itália e reuniu no castelo a Bibliotheca Corviniana, uma coleção de cerca de três mil códices iluminados que chegou a ser a segunda maior biblioteca da Europa, atrás apenas da do Vaticano. Boa parte desse acervo, no entanto, não sobreviveria ao século seguinte.

Vista da cidade de Budapeste a partir das muralhas do Castelo de Buda

Do alto da colina de Buda, a vista se estende sobre o Danúbio e o lado de Pest.

Cento e cinquenta anos sob domínio otomano

Em 1526, a derrota húngara para os otomanos na Batalha de Mohács selou o destino da biblioteca de Matias Corvino: os manuscritos foram levados como espólio para Istambul. Quinze anos depois, em 1541, a própria Buda caiu, e o castelo passou a funcionar como fortaleza militar do Império Otomano por cerca de 150 anos. Os Habsburgo tentaram retomar a cidade repetidas vezes, sem sucesso:

  • 1542 — primeiro cerco malsucedido dos Habsburgo;
  • 1598 — nova tentativa fracassada de retomada;
  • 1603 — terceiro cerco sem resultado;
  • 1684 — ofensiva que ainda não foi suficiente para expulsar os otomanos.

A reconquista só veio em 1686, no chamado Grande Cerco de Buda, mas a vitória teve um preço alto: o bombardeio destruiu praticamente todo o antigo palácio medieval. Em 1715, o que restava das ruínas foi demolido, e uma reconstrução lenta começou sob o imperador Leopoldo I, que contratou o arquiteto italiano Giovanni Battista Carlone para erguer um novo palácio, agora em estilo barroco.

Da guerra ao museu: o castelo do século XX

O Castelo de Buda voltaria a ser palco de destruição quase 260 anos depois. Entre 29 de dezembro de 1944 e 13 de fevereiro de 1945, durante o Cerco de Budapeste, o complexo foi o último grande bastião das forças do Eixo na cidade e ficou gravemente danificado nos combates finais da Segunda Guerra Mundial.

A reconstrução do pós-guerra levou décadas. Entre 1958 e 1962, arqueólogos escavaram e restauraram salas do palácio medieval que haviam ficado soterradas sob os escombros por séculos, e as obras de recuperação só se consolidaram nos anos 1960 e 1970. Hoje, o mesmo edifício que já foi fortaleza mongol, palácio renascentista, guarnição otomana e ruína de guerra abriga a Galeria Nacional Húngara, a Biblioteca Nacional Széchényi e o Museu de História de Budapeste — e, desde 1987, integra a lista de Patrimônio Mundial da UNESCO como parte do conjunto histórico às margens do Danúbio.

Fachada do Palácio Real do Castelo de Buda, reconstruído após a Segunda Guerra Mundial

Da biblioteca renascentista que acabou em Istambul aos porões medievais redescobertos só na década de 1960, o Castelo de Buda funciona como uma espécie de corte geológico da história húngara: cada camada de pedra guarda a marca de quem tentou — e às vezes conseguiu — tomar aquela colina.

Onde fica

  • Castelo de Buda Histórico
    Castelo de Buda, Budapeste, Hungria

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O que fazer em Roma: 10 paradas escolhidas

Fachada da cafeteria Sant'Eustachio Il Caffè em Roma

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 10 paradas em Roma, Itália: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Fontana di Trevi
  2. Piazza Navona
  3. Campo de' Fiori
  4. Scalinata di Trinità dei Monti
  5. Castel Sant'Angelo
  6. Antica Osteria Rugantino
  7. Sant'Eustachio Il Caffè
  8. Tazza d'Oro
  9. Babington's Tea Rooms
  10. Bar San Calisto

O que visitar

1. Fontana di Trevi

Fontana di Trevi iluminada em Roma
Foto: Tomascastelazo / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Concluída em 1762 no estilo barroco, a Fontana di Trevi é a maior fonte de Roma e um dos símbolos mais fotografados da cidade. A tradição manda jogar uma moeda de costas para garantir um retorno à cidade eterna.

Endereço: Piazza di Trevi, Roma, Itália

2. Piazza Navona

Vista da Piazza Navona em Roma
Foto: Myrabella / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Construída sobre as arquibancadas do antigo Estádio de Domiciano, a Piazza Navona reúne três fontes monumentais, entre elas a Fontana dei Quattro Fiumi de Bernini. É ponto de encontro para artistas de rua e cafés ao ar livre.

Endereço: Piazza Navona, Roma, Itália

3. Campo de' Fiori

Barracas de mercado na praça Campo de' Fiori em Roma
Foto: Wikimedia Commons

De manhã, o Campo de' Fiori vira mercado a céu aberto, com bancas de frutas, flores e temperos no meio do centro histórico. À noite, a mesma praça se enche de bares e mesas na calçada, sob o olhar da estátua de Giordano Bruno, queimado ali em 1600.

Endereço: Piazza Campo de' Fiori, Roma, Itália

4. Scalinata di Trinità dei Monti

Escadaria Espanhola vista da Piazza di Spagna em Roma
Foto: Wikimedia Commons

Inaugurada em 1725 para ligar a Piazza di Spagna à igreja de Trinità dei Monti, a escadaria de 135 degraus é ponto de encontro clássico em Roma. Subir até o topo no fim da tarde garante uma das melhores vistas sobre os telhados do centro histórico.

Endereço: Piazza di Spagna, Roma, Itália

5. Castel Sant'Angelo

Castel Sant'Angelo visto da Ponte Sant'Angelo, em Roma
Foto: Wikimedia Commons

Construído no século II como mausoléu de Adriano, o Castel Sant'Angelo depois virou fortaleza, prisão e residência papal, ligado ao Vaticano por uma passagem secreta. Do terraço no topo, a vista cobre o rio Tibre e as cúpulas do centro histórico.

Endereço: Lungotevere Castello 50, Roma, Itália

Onde comer

6. Antica Osteria Rugantino

Fachada da Antica Osteria Rugantino em Trastevere, Roma
Foto: altotemi / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

No meio das ruelas de paralelepípedo de Trastevere, a Antica Osteria Rugantino serve clássicos romanos como cacio e pepe e carciofi alla romana em um ambiente descontraído e sempre movimentado.

Endereço: Via della Lungaretta 54, Roma, Itália

Onde tomar café

7. Sant'Eustachio Il Caffè

Fachada da cafeteria Sant'Eustachio Il Caffè em Roma
Foto: Wikimedia Commons

Aberta desde 1938 a poucos passos do Panteão, a Sant'Eustachio Il Caffè torra os próprios grãos e serve um espresso naturalmente adocicado, batido antes de servir. É parada obrigatória para quem quer provar o café como os romanos bebem.

Endereço: Piazza Sant'Eustachio 82, Roma, Itália

8. Tazza d'Oro

Fachada da cafeteria Tazza d'Oro em Roma
Foto: Wikimedia Commons

Aberta desde 1946 na Via degli Orfani, a Tazza d'Oro torra o próprio café e serve um dos expressos mais intensos da cidade, direto no balcão. No verão, a fila é pela granita di caffè com chantilly, sobremesa gelada que virou clássico entre romanos e turistas.

Endereço: Via degli Orfani 84, Roma, Itália

9. Babington's Tea Rooms

Fachada do salão de chá Babington's Tea Rooms na Piazza di Spagna, Roma
Foto: Wikimedia Commons

Fundado em 1893 por duas inglesas, o Babington's Tea Rooms segue servindo chás, scones e tortas num salão de época a poucos metros da Scalinata di Trinità dei Monti. É um dos points mais antigos de Roma para uma pausa britânica em pleno centro italiano.

Endereço: Piazza di Spagna 23, Roma, Itália

Onde beber

10. Bar San Calisto

Fachada do Bar San Calisto em Trastevere, Roma
Foto: Bex-Lemon / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Sem luxo e sem pressa, o Bar San Calisto é uma instituição de Trastevere desde que Marcello Forti assumiu o balcão em 1969. Mesas na calçada, preços baixos e um público que mistura moradores antigos e visitantes de passagem.

Endereço: Piazza di San Calisto 3, Roma, Itália

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Sant'Eustachio Il Caffè — foto: Wikimedia Commons
  • Fontana di Trevi — foto: Tomascastelazo / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Antica Osteria Rugantino — foto: altotemi / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)
  • Piazza Navona — foto: Myrabella / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
  • Bar San Calisto — foto: Bex-Lemon / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Tazza d'Oro — foto: Wikimedia Commons
  • Campo de' Fiori — foto: Wikimedia Commons
  • Babington's Tea Rooms — foto: Wikimedia Commons
  • Scalinata di Trinità dei Monti — foto: Wikimedia Commons
  • Castel Sant'Angelo — foto: Wikimedia Commons

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📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]

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Foto: Axel_Tschentscher / Wikimedia Commons

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Vista do Flatiron Building na Quinta Avenida, Manhattan

Foto: Christian David / Wikimedia Commons

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): A praça aos pés do Flatiron, eventualmente tem uma feira muito atraente.

Onde fica

  • Flatiron Building Ponto Turístico
    175 Fifth Avenue, New York, USA
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