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Bandeira de Estados Unidos Estados Unidos
📍 São Francisco

O que fazer em São Francisco: 4 paradas escolhidas

Fachada do Caffe Trieste em North Beach, São Francisco

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 4 paradas em São Francisco, Estados Unidos: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Lombard Street
  2. Swan Oyster Depot
  3. Caffe Trieste
  4. Buena Vista Cafe

O que visitar

1. Lombard Street

Curvas da Lombard Street em Russian Hill, São Francisco
Foto: Dietmar Rabich / Wikimedia Commons

O trecho mais famoso da Lombard Street, entre as ruas Hyde e Leavenworth, tem oito curvas em zigue-zague criadas para suavizar a ladeira íngreme de Russian Hill. É via de mão única e ladrilhada em tijolos vermelhos, cercada por casas vitorianas floridas.

Suba a pé pela escadaria lateral para uma vista completa da rua e da baía ao fundo.

Endereço: Lombard Street, San Francisco, Estados Unidos

Onde comer

2. Swan Oyster Depot

Fachada do Swan Oyster Depot na Polk Street, São Francisco
Foto: Wikimedia Commons

Aberto desde 1912, o Swan Oyster Depot é um balcão estreito de mármore onde a mesma família serve ostras frescas, ceviche e crab cocktail há gerações. Não aceita reserva e a fila é praticamente certa, mas o giro é rápido.

Peça o combo de frutos do mar e acompanhe com uma taça de vinho branco gelado.

Endereço: Swan Oyster Depot, 1517 Polk Street, San Francisco, Estados Unidos

Onde tomar café

3. Caffe Trieste

Fachada do Caffe Trieste em North Beach, São Francisco
Foto: Wikimedia Commons

Fundado em 1956 por imigrantes italianos, o Caffe Trieste é considerado o primeiro café a servir espresso na Costa Oeste dos Estados Unidos. O ambiente boêmio já recebeu poetas e artistas da geração beat, e a máquina de espresso vintage ainda funciona atrás do balcão.

Vale a pena tomar um espresso curto e observar as paredes cobertas de fotos e recortes de décadas de história do bairro.

Endereço: Caffe Trieste, 601 Vallejo Street, San Francisco, Estados Unidos

Onde beber

4. Buena Vista Cafe

Fachada do Buena Vista Cafe em São Francisco
Foto: Wikimedia Commons

Em 1952, o dono Jack Koeppler recriou a receita do Irish coffee com a ajuda de um jornalista e do então prefeito de São Francisco, e o drinque virou marca registrada da casa. O bar fica de frente para o ponto final do bondinho na Hyde Street e serve até 2 mil doses por dia.

Peça o Irish coffee clássico e aproveite o clima de bar de bairro tradicional.

Endereço: Buena Vista Cafe, 2765 Hyde Street, San Francisco, Estados Unidos

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Caffe Trieste — foto: Wikimedia Commons
  • Swan Oyster Depot — foto: Wikimedia Commons
  • Lombard Street — foto: Dietmar Rabich / Wikimedia Commons
  • Buena Vista Cafe — foto: Wikimedia Commons

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📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]

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Bandeira de Japão Japão
📍 Quioto

Kinkaku-ji: o templo de ouro que um monge incendiou por obsessão com sua própria beleza

Kinkaku-ji, o Pavilhão Dourado, em Quioto

Foto: Nacaru / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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Em 1397, o xógum aposentado Ashikaga Yoshimitsu comprou uma antiga vila de campo da família Saionji, no sopé das colinas de Kitayama, ao norte de Quioto. Ele a transformou em residência de retiro e mandou revestir os dois andares superiores de um pavilhão à beira de um lago com folhas de ouro. Quando Yoshimitsu morreu, em 1408, seu testamento determinou que a propriedade virasse um templo zen — e foi assim que o Kinkaku-ji, oficialmente chamado Rokuon-ji, nasceu.

Um pavilhão sobre um lago-espelho

O prédio tem três andares, cada um num estilo arquitetônico diferente: o térreo segue a arquitetura residencial do período Heian, o segundo andar imita um santuário samurai, e o terceiro segue o estilo de um templo zen chinês, coroado por uma fênix dourada. Os dois andares superiores são cobertos por folhas de ouro, e o conjunto se reflete no Kyoko-chi, o "lago-espelho" que cerca o pavilhão — um projeto paisagístico decorado com ilhotas e pedras dispostas para representar lendas budistas e taoistas.

Kinkaku-ji refletido no lago Kyoko-chi

O pavilhão dourado refletido no Kyoko-chi, o "lago-espelho" que o cerca.

O incêndio de 1950

Em 2 de julho de 1950, um monge noviço de 21 anos chamado Hayashi Yoken ateou fogo ao pavilhão, destruindo a estrutura original — construída havia mais de 550 anos — e uma estátua de Yoshimitsu guardada dentro dela. Investigações posteriores revelaram que o motivo não foi político nem religioso: Hayashi, segundo relatos, vinha alimentando uma obsessão psicológica com a beleza do templo, a ponto de considerá-la uma afronta insuportável num mundo imperfeito. Ele tentou se matar logo depois do incêndio e foi condenado a sete anos de prisão em dezembro daquele ano, mas foi solto antes do fim da pena por causa de tuberculose e problemas mentais graves; morreu poucos anos depois.

A reconstrução e o romance que ela inspirou

O pavilhão foi reconstruído entre 1952 e 1955, como uma réplica fiel da estrutura original — com uma diferença: a camada de ouro aplicada na reforma de 1955 é, segundo registros do templo, cerca de cinco vezes mais espessa que a original, o que faz o Kinkaku-ji atual brilhar mais do que o que Yoshimitsu conheceu no século 14. O incêndio e a psicologia por trás dele inspiraram o escritor Yukio Mishima a escrever o romance "O Pavilhão de Ouro" (1956), uma de suas obras mais conhecidas fora do Japão. Hoje o templo integra a lista de Monumentos Históricos da Antiga Quioto, reconhecida pela Unesco como Patrimônio Mundial em 1994.

Perguntas frequentes

O prédio que se vê hoje é o original?
Não. É uma reconstrução de 1955, feita após o incêndio de 1950 que destruiu a estrutura erguida no século 14.

Dá para entrar no pavilhão?
Não — a visitação é externa, ao longo de um caminho que circula o lago e os jardins, sem acesso ao interior do prédio.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Kinkaku-ji — Wikipédia

Foto: Nacaru / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

Onde fica

  • Kinkaku-ji (Rokuon-ji) Ponto Turístico
    1 Kinkakuji-cho, Kita-ku, Kyoto 603-8361, Japão

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📍 Sevilha

Real Alcázar de Sevilha: o palácio mouro que um rei cristão mandou construir, e que a família real ainda usa

Patio de las Doncellas, no palácio mudéjar do Real Alcázar de Sevilha

Foto: Jl FilpoC / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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Quem entra no Real Alcázar de Sevilha e vê os arcos recortados, os azulejos geométricos e as inscrições em árabe nas paredes costuma concluir que está num palácio mouro. Em boa parte, não está. O trecho mais famoso do conjunto foi erguido nos anos 1360 por um rei cristão, Pedro I de Castela, que contratou artesãos formados na tradição islâmica para fazer um palácio mais árabe do que muitos palácios árabes. Uma inscrição em latim na fachada traz o ano de 1364; outra, em árabe, no Salón de Embajadores, traz 1366. É esse cruzamento de mundos que faz do Alcázar um dos lugares mais estranhos, e mais bonitos, da Espanha.

Antes dos cristãos

O terreno já era sede de poder muito antes de Pedro I. No século XI, o rei abádida al-Mu'tamid ampliou o complexo para o sul e para o leste com um palácio novo, chamado al-Mubarak, "o Abençoado". No século XII, o Califado Almóada passou a desenvolver Sevilha como sua capital na Península Ibérica, e em 1163 o califa Abu Yaqub Yusuf fez do Alcázar a sua residência principal. Depois da conquista castelhana de 1248, os reis cristãos não derrubaram nada: foram se instalando por cima. Afonso X, que reinou de 1252 a 1284, construiu ali um palácio gótico, e é dele a cisterna abobadada que hoje os visitantes conhecem como Baños de Doña María de Padilla.

O palácio de Pedro I

O coração do Alcázar é o palácio mudéjar de Pedro I, organizado em torno do Patio de las Doncellas, um pátio retangular com um espelho d'água comprido no centro. O jardim que existia ali ficou soterrado por séculos e só foi recuperado depois das escavações de 2002 a 2005. Ao lado fica o Salón de Embajadores, a sala do trono, coberta por uma cúpula de madeira dourada. Foi nessa sala que, em 1526, o imperador Carlos V se casou com Isabel de Portugal.

O Alcázar também esteve no centro da expansão espanhola pelo Atlântico: em 1503 foi criada ali a Casa de Contratación, o órgão que controlava o comércio e a navegação com as Américas.

Um palácio ainda em uso

O Alcázar é considerado o palácio real em uso mais antigo da Europa. Os andares superiores continuam reservados à família real espanhola, que se hospeda ali quando visita Sevilha. Em 1987, a UNESCO inscreveu o conjunto como Patrimônio Mundial, junto com a Catedral e o Archivo de Indias, seus vizinhos. Em 2019, recebeu mais de 2 milhões de visitantes, e parte deles chega por causa da televisão: o Alcázar foi uma das locações da quinta temporada de Game of Thrones, rodada na província de Sevilha.

Perguntas frequentes

O Alcázar é árabe ou cristão? Os dois. Há partes do período islâmico (abádida e almóada), um palácio gótico de Afonso X e o palácio mudéjar de Pedro I, construído por um rei cristão em estilo de inspiração islâmica.

A família real ainda usa o palácio? Sim. Os andares superiores são residência oficial da família real espanhola nas visitas a Sevilha.

Onde fica

  • Real Alcázar de Sevilla Histórico
    Patio de Banderas, s/n, 41004 Sevilha, Espanha

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📍 Dica rápida

Centrô: bar e música ao vivo nos casarões da Praça Antenor Navarro

Funciona no térreo de um dos casarões coloridos da Praça Antenor Navarro, um dos points mais boêmios do Centro Histórico de João Pessoa.

Além de bar, o Centrô oferece música ao vivo e atrações culturais à noite.

Casarões coloridos históricos da Praça Antenor Navarro em João Pessoa

Foto: Rogerio121402 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Onde fica

  • Centrô Bar
    Centrô, Praça Antenor Navarro, João Pessoa, Brasil
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