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Buena Vista Cafe: o bar que popularizou o Irish coffee nos Estados Unidos

Em 1952, o dono Jack Koeppler recriou a receita do Irish coffee com a ajuda de um jornalista e do então prefeito de São Francisco, e o drinque virou marca registrada da casa. O bar fica de frente para o ponto final do bondinho na Hyde Street e serve até 2 mil doses por dia.

Peça o Irish coffee clássico e aproveite o clima de bar de bairro tradicional.

Fachada do Buena Vista Cafe em São Francisco

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Buena Vista Cafe Bar
    Buena Vista Cafe, 2765 Hyde Street, San Francisco, Estados Unidos
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Manteigaria: pastel de nata quentinho no coração do Porto

Fábrica de pastel de nata com balcão aberto pra ver a produção ao vivo. Pastel quentinho, crocante por fora e cremoso por dentro, direto do forno.

Pastéis de nata recém-assados, especialidade da Manteigaria

Foto: Wikimedia Commons

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Pastel de nata ou Pastel de Belém, qual o melhor? (Contém ironia)

Onde fica

  • Manteigaria Cafeteria
    R. de Sá da Bandeira 115, Porto, Portugal
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Armação dos Búzios: como o verão de Brigitte Bardot em 1964 transformou uma vila de pescadores

Vista da orla de Armação dos Búzios, no litoral do Rio de Janeiro

Foto: Wikimedia Commons

Muito antes de virar sinônimo de charme e badalação no litoral fluminense, Armação dos Búzios era uma península de pescadores conhecida havia séculos pelos indígenas tupinambás, isolada do resto do estado e vivendo quase exclusivamente da pesca artesanal. A história do lugar mudou de rumo em dois momentos separados por quase quatrocentos anos: a instalação de uma armação baleeira no século 17 e a chegada inesperada de uma atriz francesa em pleno verão de 1964.

A armação que deu nome à península

O topônimo Búzios vem justamente dessa vocação pesqueira antiga. No século 17, colonizadores portugueses instalaram na região uma "armação" — estrutura de terra usada para o abate e processamento de baleias, atividade econômica relevante na costa fluminense da época. Por gerações, a península seguiu como terceiro distrito do vizinho município de Cabo Frio, sem infraestrutura urbana ou comercial digna de nota, num cenário que a imprensa descreveria décadas depois como um verdadeiro "paraíso secreto".

O verão de 1964 que mudou tudo

Foi justamente esse isolamento que atraiu, em 1964, a atriz Brigitte Bardot, então um dos maiores símbolos do cinema europeu e perseguida por fotógrafos no mundo todo. Ela esteve na região duas vezes naquele ano: em janeiro, quando passou cerca de quatro meses hospedada no bairro de Manguinhos ao lado do produtor Bob Zagury, e em dezembro, numa segunda estadia que atraiu muito mais atenção da imprensa. A circulação de Bardot pelas praias e o contato direto com os moradores chamaram a atenção de jornalistas e fotógrafos estrangeiros, e a repercussão internacional tirou Búzios do anonimato quase da noite para o dia — um fenômeno que a imprensa da época comparou ao que Saint-Tropez havia vivido na França.

Monumento aos Três Pescadores, em Armação dos Búzios, referência à origem da cidade como vila de pescadores

Monumento aos Três Pescadores relembra a origem de Búzios como vila de pescadores

De distrito pesqueiro a município independente

O crescimento turístico acelerou uma outra transformação: a busca por autonomia política. O movimento pela emancipação de Búzios em relação a Cabo Frio ganhou força entre os moradores a partir de 1980 e chegou pela primeira vez à Câmara de Cabo Frio em 1985. O primeiro plebiscito sobre a separação ocorreu em 30 de junho de 1991; um segundo, realizado em 12 de novembro de 1995, confirmou a vontade popular com 96% dos votos favoráveis à emancipação. Armação dos Búzios tornou-se município independente, com a primeira legislatura de sua Câmara Municipal funcionando entre 1997 e 2000.

Praia Brava, em Armação dos Búzios, uma das praias que passaram a atrair turistas a partir da década de 1960

A Praia Brava é uma das praias que ajudaram a consolidar a fama turística de Búzios

A orla que carrega o nome da atriz

A cidade não deixou a memória daquele verão de 1964 se apagar. Em 1999, a prefeitura inaugurou a Orla Bardot, na região central de Búzios, com uma escultura em bronze da atriz assinada pela artista Christina Motta — a obra retrata Bardot sentada, descalça, em pose relaxada, integrada à paisagem da orla. A própria atriz, porém, acompanhou a transformação do lugar com sentimentos contraditórios: anos depois da visita, chegou a lamentar publicamente que o lado selvagem que a havia seduzido tinha dado lugar a algo bem diferente do que conheceu em 1964. Ainda assim, mais de sessenta anos depois daquele verão, a Orla Bardot segue sendo um dos principais cartões-postais e ferramentas de promoção turística da cidade que a atriz ajudou, sem querer, a colocar no mapa do mundo.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): a "Saint-Tropez brasileira"

Onde fica

  • Orla Bardot Histórico
    Av. José Bento Ribeiro Dantas, 100 - Centro, Armação dos Búzios - RJ, 28950-000

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Instituto Ricardo Brennand: o castelo em meio à mata que guarda a maior coleção de Frans Post do mundo

Fachada do castelo do Instituto Ricardo Brennand, em Recife

Foto: Wikimedia Commons

No bairro da Várzea, cercado por um dos últimos fragmentos de Mata Atlântica preservada dentro do perímetro urbano de Recife, ergue-se um castelo com torres, arcos e ameias que lembra as fortalezas medievais europeias. Não é réplica de cenário nem construção antiga: o Instituto Ricardo Brennand foi inaugurado em 2002 para abrigar a coleção particular de um só homem, reunida ao longo de mais de setenta anos.

Um colecionador que começou aos sete anos

Ricardo Coimbra de Almeida Brennand nasceu em Pernambuco em 1927 e ganhou o primeiro item de sua futura coleção — um canivete — do tio, ainda criança. Formou-se engenheiro pela Universidade Federal de Pernambuco em 1949 e construiu carreira à frente de empresas da família ligadas a vidro, aço, cerâmica, cimento, porcelana e açúcar. Em 1999, após vender as fábricas de cimento do grupo, usou parte dos recursos para erguer, em terras de um antigo engenho, o instituto cultural sem fins lucrativos que hoje leva seu nome.

Castelo do Instituto Ricardo Brennand cercado por jardins, em Recife

O conjunto arquitetônico, conhecido como Castelo Brennand, reúne museu, pinacoteca e jardim de esculturas.

Um castelo de estilo Tudor em pleno Nordeste

Batizado informalmente de Castelo Brennand, o conjunto reúne o Museu Castelo São João, a Pinacoteca, os Jardins das Esculturas e a Biblioteca José Antônio Gonsalves de Mello, todos com torres, arcos e detalhes em cerâmica que remetem ao gótico Tudor, estilo tardio da arquitetura medieval inglesa de origem galesa. A propriedade ocupa uma área de cerca de 77.600 metros quadrados, boa parte dela tomada por reserva de mata preservada — um contraste deliberado entre a arquitetura europeia e a paisagem tropical que a envolve.

Frans Post, armaduras e a espada de um rei egípcio

A Pinacoteca do instituto abriga a maior coleção particular do mundo de obras do pintor holandês Frans Post, que retratou paisagens do Brasil durante o período do domínio neerlandês sob o conde Maurício de Nassau, no século XVII. Já o acervo de armas brancas e armaduras europeias reúne entre três e quatro mil peças produzidas entre os séculos XVI e XIX, incluindo um conjunto completo de armadura maximiliana para cavalo e cavaleiro de cerca de 1515, uma espada-pistola alemã de 1590 e espadas que pertenceram ao rei Farouk, do Egito, além de armas associadas aos imperadores brasileiros Dom Pedro I e Dom Pedro II.

Portão principal de entrada do Instituto Ricardo Brennand

O portão principal dá acesso aos jardins que cercam o museu, na Várzea, zona oeste de Recife.

Visitação

O instituto funciona de terça a domingo, das 13h às 17h, com ingresso pago — na última terça-feira de cada mês, a entrada é gratuita. Hoje é tratado como um dos principais pontos turísticos e culturais de Pernambuco, citado com frequência como um dos maiores acervos particulares de armas brancas do mundo aberto ao público, e segue funcionando como espaço de pesquisa e conservação além de museu de visitação.

Onde fica

  • Instituto Ricardo Brennand Ponto Turístico
    Instituto Ricardo Brennand, Alameda Antônio Brennand, Recife - PE

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