Tem Café Aí Tem Café Aí Guia de destinos, sabores e histórias
Bandeira de Estados Unidos Estados Unidos
📍 Nova Orleans
📍 Dica rápida

Café du Monde: o café que abriu em 1862, com Nova Orleans ocupada

Polvilhador com Tela e Tampa 7,5 x 10 cm em Aço Inox (Rojemac Profissional)
📦 Recomendação RadarCompraPolvilhador com Tela e Tampa 7,5 x 10 cm em Aço Inox (Rojemac Profissional)R$ 39,30Ver no RadarCompra →

O Café du Monde abriu em 1862, no French Market. A data merece uma pausa: era o auge da Guerra Civil Americana, e Nova Orleans estava sob ocupação das tropas da União. Começar um negócio de café numa cidade ocupada é o tipo de decisão que costuma durar pouco. Essa durou mais de 160 anos, no mesmo endereço.

O cardápio explica boa parte da longevidade, porque quase não existe. São quatro itens: café de torra escura com chicória, beignets, leite e suco de laranja. Nada mudou de lugar, nada foi reinventado por consultoria. Quem senta nas mesinhas sob o toldo verde e branco pede uma das duas coisas possíveis e acabou.

A chicória é a parte que confunde forasteiro. A raiz torrada e moída entrou no café na França como forma de esticar o grão em épocas de escassez, e chegou à Luisiana com os colonos franceses. Em vez de ser abandonada quando o café voltou a sobrar, virou identidade: o café com chicória tem corpo mais denso e um amargor terroso que, misturado a leite quente em partes iguais, produz o café au lait que a cidade adotou como próprio.

O beignet é um sonho quadrado, frito, sem recheio e sem furo, servido embaixo de uma camada de açúcar de confeiteiro tão generosa que é impossível comer sem sujar a roupa. Vem sempre em três. Existe um código não escrito entre frequentadores: não se sopra o açúcar, e não se usa roupa preta.

Por décadas a casa funcionou 24 horas por dia, e ainda hoje resume a própria escala numa frase: só fecha no Natal e quando um furacão passa perto demais de Nova Orleans. Os horários foram encurtados nos últimos anos, então vale conferir antes de aparecer de madrugada — mas a regra do Natal e do furacão continua sendo a melhor descrição do lugar.

O toldo verde e branco do Café du Monde, no French Market de Nova Orleans

Foto: Jeremy Thompson, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons

Onde fica

  • Café du Monde (Original French Market Coffee Stand) Cafeteria
    800 Decatur St, New Orleans, LA 70116, Estados Unidos
(0 avaliações)

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Continue explorando Nova Orleans


Continue lendo

Bandeira de Marrocos Marrocos
📍 Marrakech

O que fazer em Marrakech: 5 paradas escolhidas

Vista geral da praça Jemaa el-Fnaa em Marrakech

Foto: Jakub Hałun / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Um roteiro com 5 paradas em Marrakech, Marrocos: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Praça Jemaa el-Fnaa
  2. Jardin Majorelle
  3. Palácio da Bahia
  4. Madrasa Ben Youssef
  5. La Mamounia

O que visitar

1. Praça Jemaa el-Fnaa

Vista geral da praça Jemaa el-Fnaa em Marrakech
Foto: Jakub Hałun / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Por volta das cinco da tarde, a praça Jemaa el-Fnaa começa a se transformar. Barracas de comida se multiplicam, tambores de músicos gnawa começam a tocar e contadores de histórias reúnem plateias em círculo, como fazem há séculos. É a praça mais movimentada do Marrocos — e uma das poucas do mundo reconhecidas pela UNESCO não por seus prédios, mas pelo que acontece nela.

Do "assembleia dos mortos" ao patrimônio da UNESCO

A praça existe desde o século XI, fundada junto com a própria Marrakech pela dinastia almorávida. Seu nome, segundo a explicação mais aceita, remete a "assembleia dos mortos" ou "assembleia do nada" — uma referência ao passado da praça como local de execuções públicas. Em 2001, a UNESCO declarou o espaço Obra-Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade, reconhecendo não a arquitetura ao redor, mas as tradições vivas que a praça ainda abriga.

Mais de 50 barracas de comida ao anoitecer

Durante o dia, a praça funciona como mercado e ponto de encontro. À noite, vira um imenso restaurante a céu aberto: mais de 50 barracas de comida se instalam lado a lado, servindo desde tagines e espetinhos até caracóis cozidos e sopa harira, em meio à fumaça e ao barulho dos vendedores anunciando os pratos.

Contadores de histórias, músicos e encantadores de serpentes

Ao redor das barracas, artistas de rua mantêm vivo um tipo de entretenimento que já foi comum em praças de todo o mundo árabe e hoje sobrevive quase só aqui: os hekayati (contadores de histórias) narram lendas locais para plateias que se formam em círculo, enquanto músicos berberes, dançarinos gnawa e encantadores de serpentes disputam a atenção de moradores e visitantes.

Endereço: Jemaa el-Fnaa, Marrakech 40000, Marrocos

2. Jardin Majorelle

Vista do Jardin Majorelle, em Marrakech, com o azul Majorelle característico
Foto: Alexander Leisser / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O Jardin Majorelle é um dos raros lugares do mundo batizados com o nome de uma cor. O "azul Majorelle", um tom de ultramarino vibrante, cobre paredes, potes e treliças em meio a um jardim botânico de mais de 300 espécies de plantas — e a história de como o jardim quase desapareceu, antes de ser salvo por um dos maiores nomes da moda do século XX, é tão marcante quanto a paisagem.

O jardim de um pintor francês

Em 1919, o pintor francês Jacques Majorelle se instalou na medina de Marrakech. Em 1923, comprou um bosque de palmeiras nos arredores da cidade e ali construiu a Villa Bousafsaf. Em 1931, encomendou ao arquiteto Paul Sinoir um ateliê em estilo Art Déco no meio da propriedade.

O azul que leva o nome de Majorelle

Em 1937, Majorelle criou um tom de azul ultramarino intenso — hoje patenteado como "azul Majorelle" — e passou a usá-lo para pintar a fachada do ateliê, portões, vasos e pérgolas. O jardim foi aberto ao público em 1947. Mas, após um acidente de carro, Majorelle voltou à França, onde morreu em 1962, e o jardim entrou em decadência.

Salvo por Yves Saint Laurent

Em 1980, o estilista Yves Saint Laurent e seu parceiro Pierre Bergé compraram a propriedade para evitar que fosse demolida por incorporadores imobiliários. Restauraram o jardim com a ajuda de mais de 20 jardineiros, elevando o número de espécies de plantas para cerca de 300. Hoje o local também abriga o Museu Yves Saint Laurent Marrakech, dedicado ao trabalho do estilista.

Endereço: Rue Yves Saint Laurent, Gueliz, 40090 Marrakech, Marrocos

História

3. Palácio da Bahia

Pátio interno do Palácio da Bahia, em Marrakech
Foto: FuriousYogi / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Com 8 hectares e mais de 150 salas, o Palácio da Bahia foi construído para ser, literalmente, o palácio mais deslumbrante do Marrocos — um projeto pessoal de dois vizires que, juntos, passaram décadas ampliando a própria residência até ela ofuscar os palácios dos sultões que serviam.

Começou como a casa de um vizir

A construção original data da década de 1860, erguida por Si Moussa, grão-vizir do sultão, como residência pessoal. O nome "Bahia" significa "brilhância" ou "beleza radiante" em árabe — uma declaração de intenções desde o início.

O filho que dobrou o tamanho do palácio

Quem transformou a Bahia no complexo que existe hoje foi o filho de Si Moussa, Ahmed ibn Moussa — conhecido como Ba Ahmed —, ele próprio grão-vizir do sultão Moulay Abdelaziz. Entre 1894 e 1900, Ba Ahmed expandiu drasticamente a propriedade, adicionando cerca de 150 novos cômodos, o grande pátio, o harém e uma profusão de zellige (mosaico de azulejos) trabalhado por artesãos andaluzes trazidos especialmente para a obra.

Tetos de cedro entalhado e pátios com fonte

O resultado é um labirinto de pátios internos, jardins e salões com tetos de madeira de cedro entalhada e pintada à mão, um estilo decorativo que resume o auge da arquitetura palaciana marroquina do fim do século XIX — a mesma tradição de trabalho manual em couro e madeira que ainda hoje sustenta os ateliês de artesãos de Marrakech.

Endereço: Marrakesh 40000, Morocco

4. Madrasa Ben Youssef

Pátio central da Madrasa Ben Youssef, em Marrakech
Foto: Ymblanter / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Por mais de quatro séculos, a Madrasa Ben Youssef foi a maior escola islâmica do Magrebe — chegou a abrigar até 900 estudantes distribuídos em apenas 130 celas-dormitório. Hoje, o que resta é um dos exemplos mais completos de arquitetura saadiana do Marrocos, coberto do chão ao teto por talha em gesso e mosaico de azulejos.

Fundada no século XIV, reconstruída no século XVI

A primeira madrasa no local remonta ao século XIV, época da dinastia merínida. O edifício que existe hoje, no entanto, é obra do sultão saadiano Abdallah al-Ghalib, que encomendou sua reconstrução completa entre 1564 e 1565.

A maior escola corânica do Magrebe

Depois da reconstrução saadiana, a Ben Youssef se tornou o maior colégio islâmico do Magrebe, formando estudantes em estudos corânicos, direito islâmico e outras disciplinas. Em seu auge, chegou a abrigar até 900 alunos, alojados em 130 pequenas celas distribuídas ao redor do pátio central — uma densidade que hoje impressiona qualquer visitante.

Do fechamento à restauração

A madrasa deixou de funcionar como colégio islâmico em 1960, mas permaneceu aberta à visitação como um dos edifícios mais bem preservados de Marrakech. Fechou para uma nova restauração em novembro de 2018 e reabriu ao público em abril de 2022.

Endereço: Place Ben Youssef, Marrakech 40000, Marrocos

Vale a parada

5. La Mamounia

Fachada do hotel La Mamounia, em Marrakech
Foto: muffinn / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Poucos hotéis do mundo podem dizer que hospedaram Winston Churchill o suficiente para ganhar um bar com o nome dele. O La Mamounia, erguido sobre um jardim do século XVIII no coração de Marrakech, é assim: um hotel que atravessou quase um século sendo cenário de política internacional, cinema e, num episódio específico de 1943, de arte.

Um jardim de sultão que virou hotel Art Déco

O terreno onde o hotel fica foi presenteado no século XVIII pelo sultão Mohammed ben Abdallah a seu filho, Moulay Mamoun — de quem vem o nome "Mamounia". O projeto do hotel foi concebido em 1923 pelos arquitetos Henri Prost e Antoine Marchisio, combinando arquitetura marroquina tradicional com o estilo Art Déco então em voga. O hotel abriu as portas em 1929.

O bar batizado em homenagem a Churchill

Ao longo do século XX, o La Mamounia recebeu hóspedes como Charlie Chaplin, Francis Ford Coppola e Yves Saint Laurent — mas foi Winston Churchill quem se tornou seu visitante mais associado ao hotel, a ponto de chamá-lo de "o lugar mais adorável do mundo inteiro". Em sua homenagem, o hotel batizou um de seus bares de Churchill Bar, decorado como um vagão-salão de trem da era Pullman. O diretor Alfred Hitchcock também filmou cenas de "O Homem Que Sabia Demais" no hotel, o que ajudou a atrair ainda mais celebridades para Marrakech nas décadas seguintes.

A única pintura de Churchill na Segunda Guerra

Em janeiro de 1943, hospedado no La Mamounia após a Conferência de Casablanca, Churchill convenceu Franklin Roosevelt a passar por Marrakech antes de retornar aos Estados Unidos. Depois que a delegação americana partiu, Churchill ficou mais um dia e pintou a torre da Mesquita Koutoubia vista do jardim do hotel — a única pintura que fez durante toda a guerra. Deu o quadro de presente a Roosevelt; décadas depois, ele foi vendido em leilão pela então proprietária Angelina Jolie por US$ 11,5 milhões.

Endereço: Avenue Bab Jdid, 40040 Marrakech, Marrocos

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Praça Jemaa el-Fnaa — foto: Jakub Hałun / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)
  • Palácio da Bahia — foto: FuriousYogi / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Jardin Majorelle — foto: Alexander Leisser / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Madrasa Ben Youssef — foto: Ymblanter / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • La Mamounia — foto: muffinn / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Presentes e livros relacionados

Itens que combinam com o que você viu aqui. Como Associado Amazon, ganhamos com compras qualificadas.

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Bandeira de Brasil Brasil
Bandeira de Pernambuco Pernambuco

O que fazer em Recife: 5 paradas escolhidas

Fachada do casarão histórico do Paço do Frevo, na Praça do Arsenal, Recife Antigo, onde funciona o Malakoff Café

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Recife, PE, Brasil: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Marco Zero do Recife
  2. Oficina Cerâmica Francisco Brennand
  3. Restaurante Leite
  4. Malakoff Café
  5. Venda do Bom Jesus

O que visitar

1. Marco Zero do Recife

Vista da Praça Rio Branco com a Rosa dos Ventos do Marco Zero do Recife
Foto: Wikimedia Commons

Instalado em 1938 pelo Automóvel Clube de Pernambuco, o Marco Zero fica na Praça Rio Branco e é dali que partem todas as medições oficiais de distância do estado. No centro, a Rosa dos Ventos de Cícero Dias — 20 metros de diâmetro em quartzo e granito — vira palco de feiras, shows e do início de qualquer roteiro pelo Recife Antigo.

Endereço: Avenida Alfredo Lisboa, Recife Antigo, Recife, Brasil

2. Oficina Cerâmica Francisco Brennand

Esculturas de cerâmica no jardim da Oficina Cerâmica Francisco Brennand, em Recife
Foto: Wikimedia Commons

Erguida sobre a antiga fábrica de cerâmica herdada do pai, a Oficina Brennand virou em 1971 o ateliê e museu a céu aberto do artista Francisco Brennand. São mais de 2 mil peças entre esculturas e pinturas espalhadas por jardins e galerias, na Várzea, um pouco afastada do centro.

Endereço: Rua Diogo de Vasconcelos, Várzea, Recife, Brasil

Onde comer

3. Restaurante Leite

Fachada do Restaurante Leite na Praça Joaquim Nabuco, no Centro do Recife
Foto: Wikimedia Commons

Fundado em 1882 no mesmo endereço até hoje, o Leite é considerado o restaurante mais antigo do Brasil em funcionamento ininterrupto. No cardápio, clássicos como bacalhau e frutos do mar, servidos num salão que já recebeu Juscelino Kubitschek e Jean-Paul Sartre.

Endereço: Praça Joaquim Nabuco, Santo Antônio, Recife, Brasil

Onde tomar café

4. Malakoff Café

Fachada do casarão histórico do Paço do Frevo, na Praça do Arsenal, Recife Antigo, onde funciona o Malakoff Café
Foto: Wikimedia Commons

O Malakoff Café funciona no térreo do casarão do Paço do Frevo, na Praça do Arsenal, coração do Recife Antigo. O cardápio reúne bolo de rolo, bolo Souza Leão e cafés especiais, ideal para começar o dia antes de sair andando pelas ruas históricas ao redor.

Endereço: Praça do Arsenal, Recife Antigo, Recife, Brasil

Onde beber

5. Venda do Bom Jesus

Sobrados coloniais coloridos da Rua do Bom Jesus, no Recife Antigo, onde fica a Venda do Bom Jesus
Foto: Wikimedia Commons

Autoproclamada 'Casa do Músico Pernambucano', a Venda do Bom Jesus fica bem na entrada da histórica Rua do Bom Jesus, com mesas na calçada voltadas para os sobrados coloniais. A programação passa por frevo, MPB e rock, sempre acompanhada de carne de sol e queijo coalho.

Endereço: Rua Barão de Rodrigues Mendes, Recife Antigo, Recife, Brasil

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Malakoff Café — foto: Wikimedia Commons
  • Marco Zero do Recife — foto: Wikimedia Commons
  • Restaurante Leite — foto: Wikimedia Commons
  • Oficina Cerâmica Francisco Brennand — foto: Wikimedia Commons
  • Venda do Bom Jesus — foto: Wikimedia Commons

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Bandeira de Espanha Espanha
Bandeira de Madri Madri
📍 Dica rápida

Casa Ciriaco: cozinha madrilenha tradicional desde 1887

Instalada num prédio da Calle Mayor com mais de um século de história, a Casa Ciriaco mantém receitas tradicionais da cozinha madrilenha, como a galinha em pepitória. O salão conserva azulejos e detalhes que remetem às antigas casas de comidas da cidade.

Prédio histórico da Casa Ciriaco na Calle Mayor, em Madri

Foto: Wikimedia Commons

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]

Onde fica

  • Casa Ciriaco Restaurante
    Casa Ciriaco, Calle Mayor 84, Madrid, Espanha
(0 avaliações)

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Carregando mais destinos…