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📍 Cidade do Cabo

O que fazer em Cidade do Cabo: 5 paradas escolhidas

Fachada histórica do prédio da Truth Coffee na Buitenkant Street, Cidade do Cabo

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Cidade do Cabo, África do Sul: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Bo-Kaap
  2. Kirstenbosch National Botanical Garden
  3. GOLD Restaurant
  4. Truth Coffee
  5. Perseverance Tavern

O que visitar

1. Bo-Kaap

Casas coloridas na Pentz Street, no bairro Bo-Kaap, Cidade do Cabo
Foto: Moheen Reeyad / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Antigo Bairro Malaio, o Bo-Kaap guarda a cultura cape malay desde o século 18: casas que começaram brancas e ganharam cores fortes quando os moradores, ex-escravos, puderam finalmente comprar os próprios imóveis.

Vale caminhar pelas ruas Wale e Chiappini pra ver os contrastes de cor e a arquitetura preservada.

Endereço: Bo-Kaap, Cidade do Cabo, África do Sul

2. Kirstenbosch National Botanical Garden

Vista dos jardins do Kirstenbosch National Botanical Garden, Cidade do Cabo
Foto: Matti Blume / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O Kirstenbosch National Botanical Garden fica no sopé da Table Mountain, em Newlands, e reúne a rica flora nativa sul-africana, do fynbos aos protéias, em trilhas e gramados abertos.

Uma das atrações é a Boomslang, passarela suspensa entre as copas das árvores com vista pro jardim inteiro.

Endereço: Kirstenbosch National Botanical Garden, Rhodes Drive, Newlands, Cidade do Cabo, África do Sul

Onde comer

3. GOLD Restaurant

Interior decorado do GOLD Restaurant em Green Point, Cidade do Cabo
Foto: Wikimedia Commons

No GOLD Restaurant, em Green Point, o jantar começa com uma roda de tambores djembe e dança antes dos 14 pratos que percorrem cozinhas de todo o continente africano.

É uma experiência mais longa, pensada pra noite inteira — vale reservar com antecedência.

Endereço: GOLD Restaurant, Bennett Street, Green Point, Cidade do Cabo, África do Sul

Onde tomar café

4. Truth Coffee

Fachada histórica do prédio da Truth Coffee na Buitenkant Street, Cidade do Cabo
Foto: Wikimedia Commons

A Truth Coffee ocupa um prédio de 1902 na Buitenkant Street e já foi eleita uma das cafeterias mais bonitas do mundo, com máquinas de época, engrenagens de bronze e um torrador Probat dos anos 1940 como peça central.

Além da estética, o café é torrado na casa e é ótimo ponto de partida pra um dia de passeio pelo centro histórico.

Endereço: Truth Coffee, Buitenkant Street, Cidade do Cabo, África do Sul

Onde beber

5. Perseverance Tavern

Fachada do Perseverance Tavern na Buitenkant Street, Cidade do Cabo
Foto: Wikimedia Commons

Conhecido como 'the Percy', o Perseverance Tavern abriu as portas em 1808 no bairro de Gardens e é hoje o pub mais antigo da Cidade do Cabo ainda em funcionamento.

Depois de passar por reformas, voltou a operar todos os dias, com cozinha própria e clima de bairro pra fechar o dia com uma cerveja.

Endereço: Perseverance Tavern, 83 Buitenkant Street, Cidade do Cabo, África do Sul

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Truth Coffee — foto: Wikimedia Commons
  • Bo-Kaap — foto: Moheen Reeyad / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • Kirstenbosch National Botanical Garden — foto: Matti Blume / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
  • GOLD Restaurant — foto: Wikimedia Commons
  • Perseverance Tavern — foto: Wikimedia Commons

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📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]

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📍 Dica rápida

Confeitaria do Bolhão: doces de 1896 em frente ao mercado mais famoso do Porto

Fundada em 1896, a Confeitaria do Bolhão fica bem em frente à entrada do Mercado do Bolhão, no centro do Porto. A fachada de mármore e a decoração Art Nouveau são originais da época.

A casa é conhecida pelo pudim de pão feito segundo a receita tradicional e por um salão que funciona como cafetaria e restaurante.

Fachada histórica da Confeitaria do Bolhão, no Porto

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Confeitaria do Bolhão Cafeteria
    Rua Formosa 339, Porto, Portugal
— (0 avaliações)

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Bandeira de Pará Pará

Forte do Presépio: a paliçada de madeira que fundou Belém em 1616

Vista externa do Forte do Presépio (Forte do Castelo) em Belém, Pará

Foto: Wikimedia Commons

Na manhã de 12 de janeiro de 1616, três embarcações portuguesas entraram na baía de Guajará depois de semanas subindo a costa norte a partir do Maranhão. A bordo, menos de duzentos homens comandados pelo capitão Francisco Caldeira Castelo Branco. Eles não vinham para admirar a paisagem: tinham ordens de barrar de vez o avanço de franceses e holandeses sobre a foz do Amazonas. O primeiro gesto da expedição foi erguer, às pressas, uma paliçada de madeira e palha na ponta de Mairi. Aquela estrutura simples recebeu o nome de Forte do Presépio — e é dali que nasce a cidade de Belém.

Um forte de barro para segurar um império

A urgência explica a escolha dos materiais. Sem tempo para trazer pedra ou cal da metrópole, os portugueses construíram o forte em taipa, com estacas de madeira e cobertura de palha, apoiados nas três embarcações que haviam feito a viagem: o patacho Santa Maria da Candelária, o caravelão Santa Maria das Graças e a lancha Assunção. Ao redor da fortificação, os soldados abriram a primeira rua do povoado, batizada de Rua do Norte — hoje a Rua Siqueira Mendes, ainda existente no bairro da Cidade Velha. O povoado que crescia em volta do forte recebeu um nome quase poético para uma missão tão militar: Feliz Lusitânia.

Nas décadas seguintes, a estrutura original de madeira foi sendo substituída por alvenaria de pedra e tijolo. Escavações arqueológicas conduzidas já no século 21 encontraram, sob as camadas mais recentes, os alicerces da Capela de Santo Cristo (de 1640), restos da antiga Casa da Pólvora e pisos sobrepostos de diferentes épocas — um verdadeiro corte estratigráfico de quatro séculos de reformas, ataques e reconstruções.

Canhões históricos expostos no Forte do Presépio, em Belém

Canhões remanescentes do período colonial, hoje expostos no sítio histórico.

De ruína militar a museu arqueológico

O forte perdeu função militar ao longo do século 20 e chegou a sofrer com o abandono: em 1980, parte de suas muralhas já estava parcialmente destruída, o que forçou obras emergenciais de contenção. A partir de 1983, a então Diretoria Regional do SPHAN (hoje Iphan, que já havia tombado o sítio em 1962) iniciou trabalhos sistemáticos de conservação. O processo culminou, no início dos anos 2000, em uma ampla escavação e restauração que transformou o local em espaço museológico, inaugurado oficialmente em 2002 como Museu Forte do Presépio.

Hoje o museu reúne mais de 100 mil peças recolhidas no próprio sítio e no entorno: fragmentos de faiança portuguesa e inglesa, moedas — inclusive uma de ouro —, botões de uniformes militares, armas e uma coleção surpreendente de cerâmica indígena. Parte dela, de tradição tapajônica, pode ter cerca de 6 mil anos; outra, produzida por grupos marajoaras, remonta a período entre 600 e 1.600 anos atrás, evidência de que a região já era intensamente habitada muito antes da chegada portuguesa. Essa coleção ocupa a sala chamada Museu do Encontro, enquanto o circuito externo preserva as próprias ruínas e estruturas do forte.

Estrutura de pedra do Forte do Presépio, sítio histórico da fundação de Belém

Trechos de alvenaria de diferentes séculos, preservados como parte do circuito arqueológico.

O coração do Complexo Feliz Lusitânia

O forte é hoje âncora de um conjunto maior batizado justamente de Complexo Feliz Lusitânia, na Cidade Velha — o bairro mais antigo de Belém. Ao redor da Praça Dom Frei Caetano Brandão estão também a Casa das Onze Janelas, originalmente projetada pelo arquiteto italiano Antônio Landi no século 18, e a Catedral Metropolitana de Belém, reconstruída pelo mesmo Landi em 1761 e que abriga um órgão Cavaillé-Coll considerado o maior da América Latina. Juntos, esses edifícios contam a passagem de Belém de posto militar improvisado a capital barroca do Grão-Pará, erguida sobre a riqueza das chamadas drogas do sertão — cacau, canela e castanha extraídos da floresta amazônica.

Poucas cidades brasileiras guardam com tanta precisão o ponto exato do próprio nascimento. Enquanto Belém se prepara para receber cada vez mais visitantes atraídos pela Amazônia — o mesmo bairro da Cidade Velha ganhou atenção internacional durante a COP30, realizada na cidade em 2025 —, o Forte do Presépio segue como lembrete de que tudo começou com uma paliçada de barro erguida às pressas, para garantir o controle português sobre a maior floresta tropical do planeta.

Onde fica

  • Museu Forte do Presépio Histórico
    Praça Dom Frei Caetano Brandão, Belém - Pará

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📍 São Francisco

Golden Gate Bridge: a ponte que devia ser cinza e virou o laranja mais famoso do mundo

Golden Gate Bridge ao entardecer, vista da baía de São Francisco

Foto: Dietmar Rabich / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Quebra-Cabeça Golden Gate Bridge, São Francisco
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A cor mais famosa de São Francisco quase não existiu. Em 1933, quando a construção da Golden Gate Bridge começou, a Marinha dos Estados Unidos queria pintá-la de amarelo com listras pretas, para garantir visibilidade máxima aos navios. O engenheiro-chefe Joseph Strauss discordou — e essa discordância acabou moldando a aparência de uma das pontes mais fotografadas do planeta.

Um projeto nascido no fundo da Depressão

As obras começaram em 5 de janeiro de 1933, bem no meio da Grande Depressão, quando poucos bancos ainda emprestavam dinheiro para projetos de infraestrutura. Strauss conseguiu financiamento vendendo títulos municipais garantidos pelos próprios condados ao redor da baía de São Francisco — uma aposta arriscada numa época de desemprego recorde. Quatro anos depois, em 19 de abril de 1937, a pista ficou pronta, e a ponte abriu ao público em 27 de maio daquele ano. Na época, seu vão principal de mil duzentos e oitenta metros era o maior do mundo entre pontes suspensas, um recorde que ela manteria por quase três décadas. O projeto final também contou com os cálculos estruturais do engenheiro Charles Ellis e as contribuições do especialista em pontes suspensas Leon Moisseiff, embora Strauss tenha sido, por muito tempo, o único nome oficialmente associado à obra.

Foto aérea da Golden Gate Bridge em construção

A ponte ainda incompleta, durante a construção

A cor que ficou por acidente

O aço usado na estrutura chegava de fábrica já revestido por um primer avermelhado, aplicado só para proteger contra ferrugem durante o transporte — não era para ser a cor final. Mas o arquiteto consultor Irving Morrow, responsável pelo desenho art déco da ponte, viu aquele tom alaranjado contra o azul da baía e o cinza constante da neblina e decidiu que combinava perfeitamente com a paisagem, além de se destacar contra o horizonte em dias nublados — o mesmo argumento de visibilidade que a Marinha usava a favor do amarelo. O tom ganhou o nome de international orange, e os próprios operários que trabalhavam nele o adotaram como apelido não oficial da ponte.

Uma rede que salvou dezenove vidas

Strauss também insistiu em medidas de segurança incomuns para a época, incluindo capacete obrigatório e uma rede suspensa sob parte do tablado, instalada em junho de 1936 por cento e trinta mil dólares. A rede tinha quase um quilômetro de comprimento e ficava cerca de quatro metros e meio abaixo da pista. Ao longo da obra, ela salvou dezenove operários que caíram e sobreviveram — o suficiente para formarem, entre eles mesmos, o que apelidaram de Halfway to Hell Club, o clube do meio caminho para o inferno. Mesmo assim, onze trabalhadores morreram durante a construção, dez deles numa única queda de andaime em fevereiro de 1937, poucos meses antes da inauguração. Pelo padrão da indústria da época — uma morte esperada a cada milhão de dólares investidos —, um projeto de trinta e cinco milhões de dólares deveria ter registrado trinta e cinco mortes. A rede de Strauss reduziu esse número a menos de um terço.

Golden Gate Bridge coberta pela neblina característica de São Francisco

A neblina que ajudou a decidir a cor da ponte

Quase nove décadas depois, a cor que nasceu como um simples primer de fábrica continua sendo o motivo pelo qual a Golden Gate Bridge se destaca em quase toda foto de São Francisco — uma decisão estética hoje tratada como parte essencial da identidade da cidade, embora tenha nascido de uma discordância sobre segurança de navegação que praticamente ninguém mais lembra.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Ponte Golden Gate — Wikipédia

Foto: Wikimedia Commons.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Para quem planeja visitar a Golden Gate. Alugue uma bicicleta na Union Square, Vá até o Fisherman's Wharf, pedale pela orla, parada obrigatória no famoso Pier 39, coma um chocolate na Girardelli, pedale bem calmamente pela Golden Gate, apreciando toda a sua beleza, e desça até Salsalito antes de pegar a balsa para voltar para San Francisco. Inesquecível

Onde fica

  • Golden Gate Bridge Histórico
    Golden Gate Bridge, San Francisco, Califórnia, Estados Unidos

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