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📍 Cidade do Cabo
📍 Dica rápida

GOLD Restaurant: jantar pan-africano com tambores ao vivo em Green Point

No GOLD Restaurant, em Green Point, o jantar começa com uma roda de tambores djembe e dança antes dos 14 pratos que percorrem cozinhas de todo o continente africano.

É uma experiência mais longa, pensada pra noite inteira — vale reservar com antecedência.

Interior decorado do GOLD Restaurant em Green Point, Cidade do Cabo

Foto: Wikimedia Commons

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Experiência cultural inesquecível.

Onde fica

  • GOLD Restaurant Restaurante
    GOLD Restaurant, Bennett Street, Green Point, Cidade do Cabo, África do Sul
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Botín: o restaurante mais antigo do mundo funciona em Madrid desde 1725

Fachada histórica do restaurante Botín, em Madrid

Foto: Ank Kumar / Wikimedia Commons

Numa rua estreita de pedra no centro histórico de Madrid, um restaurante discreto guarda um título e tanto: o de mais antigo do mundo em funcionamento contínuo, segundo o Guinness World Records. O Botín — nome popular de "Sobrino de Botín" — abriu as portas em 1725, ainda no reinado de Felipe V, e nunca fechou definitivamente desde então, atravessando guerras, mudanças de regime e mais de duzentos anos de história espanhola.

Origem numa estalagem do século XVIII

O restaurante foi fundado por um casal de imigrantes franceses que administrava uma pequena estalagem no local. Décadas depois, um sobrinho do casal assumiu o negócio — daí o nome "Sobrino de Botín", ou "sobrinho de Botín". O forno de lenha original, usado até hoje para assar os pratos mais tradicionais da casa, é da mesma época da fundação e é considerado o mais antigo em uso contínuo na Europa.

O prato que atravessou séculos

O carro-chefe do cardápio é o cochinillo asado, leitão assado inteiro no forno de lenha, servido de forma tão tradicional que os garçons costumam cortá-lo à mesa com a borda de um prato, em vez de faca — um gesto teatral que simboliza a maciez da carne. O escritor americano Ernest Hemingway, que viveu temporadas em Madrid, era cliente frequente e citou o Botín em seu romance "O Sol Também se Levanta", ajudando a espalhar a fama do restaurante para fora da Espanha.

Interior histórico do restaurante Botín

Os salões internos preservam a decoração e a estrutura de séculos passados.

Vizinho da Plaza Mayor

O Botín fica a poucos passos da Plaza Mayor, uma das praças mais importantes de Madrid, no bairro conhecido como Madrid de los Austrias — a parte mais antiga da cidade, erguida principalmente durante a dinastia dos Habsburgo espanhóis. A localização central faz do restaurante um ponto praticamente obrigatório para quem passeia pelo centro histórico madrilenho.

Salão interno do restaurante Botín em Madrid

Vigas de madeira e azulejos tradicionais compõem a decoração dos salões.

Dicas para a visita

Por ser uma atração turística e histórica além de restaurante, o Botín costuma ter fila em horários de pico — reservar com antecedência pelo site oficial é o caminho mais seguro. Vale pedir para ser sentado num dos andares inferiores, mais próximos da cozinha e do forno original, para sentir de perto a atmosfera histórica do local.

Onde fica

  • Sobrino de Botín Restaurante
    Calle Cuchilleros, 17, Madri, Espanha

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Bosque da Ciência: floresta amazônica dentro da cidade, com peixe-boi e jacaré à vista

O Bosque da Ciência é um fragmento de 13 hectares de floresta mantido pelo INPA, com trilhas, lagos e recintos onde dá para ver de perto peixes-boi, jacarés, lontras e tartarugas.

Um respiro de mata em plena Manaus, ótimo passeio de meio de tarde.

Vista da área verde do Bosque da Ciência do INPA em Manaus

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Bosque da Ciência (INPA) Ponto Turístico
    Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Manaus, Amazonas, Brasil
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Fernando de Noronha: como o arquipélago virou presídio antes de ser paraíso ecológico

Morro do Pico, cartão-postal de Fernando de Noronha

Foto: Wikimedia Commons

A cerca de 545 quilômetros da costa de Pernambuco, o arquipélago de Fernando de Noronha reúne águas cristalinas, uma das maiores concentrações de golfinhos-rotadores do mundo e um formato geológico inconfundível: o Morro do Pico, pico vulcânico de 320 metros que serve de referência visual para praticamente qualquer ponto da ilha principal. Hoje tratado como um dos destinos mais preservados do Brasil, o arquipélago já passou por um passado bem menos idílico.

De posto militar a colônia penal

Descoberto pelos portugueses no início do século XVI, o arquipélago foi ocupado ao longo dos séculos seguintes por diferentes potências europeias interessadas em sua posição estratégica no Atlântico. A partir de 1737, Portugal transformou a ilha principal numa colônia penal, uso que se manteve, com interrupções, até 1957 — por mais de dois séculos, Fernando de Noronha foi conhecida principalmente como local de prisão, não como destino turístico.

Base militar na Segunda Guerra

Durante a Segunda Guerra Mundial, a posição estratégica do arquipélago no Atlântico levou à instalação de uma base aérea americana em parceria com o Brasil, usada para reabastecer aviões em rotas entre as Américas, a África e a Europa. Estruturas remanescentes desse período ainda podem ser vistas em diferentes pontos da ilha, incluindo parte da pista de pouso ainda em uso no aeroporto local.

Morro do Pico visto da Praia da Conceição

O Morro do Pico, de origem vulcânica, é visível de quase toda a ilha.

De presídio a santuário ecológico

A partir da desativação da colônia penal, em 1957, e sobretudo depois da criação do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, em 1988, o arquipélago passou por uma completa reinvenção como destino de ecoturismo. Hoje, o acesso é controlado por uma taxa de preservação ambiental cobrada por dia de permanência, e o número de turistas na ilha é limitado, medida que ajudou a manter o arquipélago como uma das áreas mais bem preservadas do litoral brasileiro.

Vista do Forte dos Remédios em Fernando de Noronha

Fortificações históricas como o Forte dos Remédios lembram o passado militar da ilha.

Dicas para a visita

Além da taxa de preservação ambiental, cobrada por dia, a entrada no Parque Nacional Marinho exige um ingresso à parte, válido por dez dias, para acesso às praias e trilhas dentro da área protegida. Vale reservar passeios de mergulho e observação de golfinhos com antecedência, já que o número de vagas costuma ser limitado para proteger a fauna marinha local.

Onde fica

  • Morro do Pico Ponto Turístico
    Fernando de Noronha, Pernambuco

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