Tem Café Aí Tem Café Aí Guia de destinos, sabores e histórias
Bandeira de Brasil Brasil
Bandeira de Paraíba Paraíba
📍 Dica rápida

Praia de Tambaú: orla badalada com piscinas naturais na maré baixa

Praia urbana badalada, com orla cheia de barracas, calçadão e vista pro Hotel Tambaú. Na maré baixa, dá pra ver as piscinas naturais do Picãozinho logo na frente.

Orla da Praia de Tambaú, em João Pessoa

Foto: Wikimedia Commons

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Turismo efervescente

Onde fica

  • Praia de Tambaú Ponto Turístico
    Praia de Tambaú, João Pessoa - PB
(0 avaliações)

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Continue explorando João Pessoa


Continue lendo

Bandeira de Portugal Portugal
Bandeira de Porto Porto
📍 Dica rápida

Manteigaria: pastel de nata quentinho no coração do Porto

Fábrica de pastel de nata com balcão aberto pra ver a produção ao vivo. Pastel quentinho, crocante por fora e cremoso por dentro, direto do forno.

Pastéis de nata recém-assados, especialidade da Manteigaria

Foto: Wikimedia Commons

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Pastel de nata ou Pastel de Belém, qual o melhor? (Contém ironia)

Onde fica

  • Manteigaria Cafeteria
    R. de Sá da Bandeira 115, Porto, Portugal
(0 avaliações)

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Bandeira de Reino Unido Reino Unido
Bandeira de Londres Londres

Ye Olde Cheshire Cheese: o pub londrino reconstruído após o Grande Incêndio de 1666

Fachada do pub Ye Olde Cheshire Cheese, em Londres

Foto: Wikimedia Commons

Numa vielazinha que sai da movimentada Fleet Street, no centro de Londres, um pub de teto baixo e salas labirínticas carrega uma das histórias mais antigas entre os bares da cidade. Ye Olde Cheshire Cheese foi reconstruído em 1667, um ano após o Grande Incêndio de Londres destruir boa parte da cidade medieval, sobre as fundações de uma taverna ainda mais antiga que já existia no local desde o século XIII.

Sobrevivente do Grande Incêndio

O Grande Incêndio de Londres, em 1666, destruiu milhares de construções na cidade, incluindo boa parte da arquitetura medieval original. A reconstrução rápida do Cheshire Cheese logo depois do desastre, e sua permanência praticamente ininterrupta desde então, faz dele um dos poucos lugares onde ainda é possível sentir a atmosfera de uma taverna londrina de mais de 350 anos.

Point de escritores por gerações

Ao longo dos séculos XVIII e XIX, o pub se tornou point de escritores e intelectuais, incluindo Samuel Johnson, autor do primeiro grande dicionário da língua inglesa, que morava nas proximidades. Charles Dickens também era cliente frequente e menciona o local em sua obra "A Tale of Two Cities" (Um Conto de Duas Cidades) — outra camada de história literária somada à arquitetina do prédio.

Entrada do pub Ye Olde Cheshire Cheese

A entrada estreita esconde um labirinto de salas internas em diferentes níveis.

Um labirinto de salas e porões

O interior do pub é conhecido pela disposição labiríntica, com pequenas salas conectadas por escadas e corredores estreitos, incluindo porões que remontam a um antigo mosteiro medieval que existia no local antes mesmo da taverna original. Lareiras a lenha, madeira escurecida pelo tempo e teto baixo reforçam a sensação de estar num espaço praticamente parado no tempo.

Fachada na Fleet Street

A fachada na Fleet Street esconde a entrada discreta para o pub.

Dicas para a visita

Vale explorar as diferentes salas do pub, já que cada andar e cômodo tem uma atmosfera ligeiramente diferente — muitos visitantes só descobrem os porões históricos se perguntarem ao staff. A localização na Fleet Street facilita combinar a visita com um passeio pela Catedral de St. Paul, que fica a poucos minutos a pé.

Onde fica

  • Ye Olde Cheshire Cheese Bar
    145 Fleet Street, Londres, Reino Unido

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Bandeira de Brasil Brasil
Bandeira de Amazonas Amazonas

Banzeiro: o restaurante que colocou tambaqui e tucupi no mapa da alta gastronomia amazônica

Casarão histórico em Manaus, cidade onde fica o restaurante Banzeiro

Foto: Wikimedia Commons

Numa casa adaptada na Rua Libertador, no bairro Nossa Senhora das Graças, o Banzeiro abriu as portas em 2009 com uma proposta que, até então, quase ninguém tentava em Manaus: transformar os ingredientes do rio e da mata amazônica em cozinha autoral, sem abrir mão da técnica. O nome vem de um termo usado pelos ribeirinhos para descrever o movimento agitado da água causado pela passagem de embarcações grandes — uma imagem que resume bem a mistura de tradição e agitação criativa que o restaurante propõe.

Do Direito para a cozinha amazônica

Por trás do Banzeiro está o chef Felipe Schaedler, nascido em Maravilha, Santa Catarina, e criado desde os 15 anos em Itacoatiara, no interior do Amazonas, para onde a família se mudou em 2004. Schaedler chegou a cursar Direito antes de abandonar a faculdade para seguir gastronomia, formando-se pelo Ciesa (Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas) em 2008 e completando depois uma pós-graduação em Gastronomia e Cozinha Autoral pela PUC-RS. Um ano depois de se formar, já estava à frente da cozinha do próprio restaurante — hoje reconhecido como uma das referências que ajudaram a colocar a culinária amazônica contemporânea no radar nacional.

Tambaqui, peixe de água doce típico da Amazônia

O tambaqui, peixe de água doce abundante nos rios amazônicos, é a base de vários pratos do cardápio.

Um cardápio construído sobre peixes de rio e ingredientes da floresta

O cardápio do Banzeiro gira em torno de peixes como o tambaqui — servido, por exemplo, com sal de flores e arroz negro, ou grelhado na folha de bananeira com molho de tucupi, farofa de banana e massa de mandioca — e o pirarucu, que aparece em versões como a moqueca defumada com leite de coco. Há também pratos que reinterpretam clássicos da mesa amazonense, como o tacacá preparado na brasa com camarão grelhado e espuma de jambu, e o arroz arbóreo com tucupi, camarão, jambu e pimenta biquinho. A equipe do restaurante trabalha diretamente com produtores locais para garantir ingredientes como flores comestíveis, cogumelos e frutas regionais, muitas vezes pouco conhecidos fora do Norte do país.

Flores de jambu, planta amazônica usada em pratos do Banzeiro

O jambu, planta que provoca um leve formigamento na boca, aparece em pratos como o tacacá do restaurante.

Reconhecimento dentro e fora da Amazônia

Schaedler foi eleito Chef do Ano entre 2011 e 2013 pela revista Veja Manaus Comer & Beber, e o Banzeiro levou por cinco anos consecutivos, a partir de 2010, o título de melhor cozinha regional da cidade pela mesma publicação. Em 2012, o chef recebeu a Ordem do Mérito Cultural, e em 2014 entrou na lista da Forbes dos 30 brasileiros com menos de 30 anos mais influentes do país. O restaurante também integra o circuito "El Espíritu de América Latina", ligado ao ranking Latin America's 50 Best Restaurants, que descreve o Banzeiro como o restaurante âncora do trabalho de Schaedler em Manaus. Desde 2019, a marca também tem uma unidade em São Paulo, levando o cardápio amazônico para o maior polo gastronômico do país — mas é na casa original da Rua Libertador que a proposta nasceu, a poucos passos do Rio Negro, na cidade que segue sendo a porta de entrada da floresta.

Onde fica

  • Banzeiro Restaurante
    Banzeiro, Rua Libertador, 102, Manaus - AM

💬 Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.


Carregando mais destinos…