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Palácio da Bahia: as 150 salas que um vizir construiu para ofuscar os sultões

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Com 8 hectares e mais de 150 salas, o Palácio da Bahia foi construído para ser, literalmente, o palácio mais deslumbrante do Marrocos — um projeto pessoal de dois vizires que, juntos, passaram décadas ampliando a própria residência até ela ofuscar os palácios dos sultões que serviam.

Começou como a casa de um vizir

A construção original data da década de 1860, erguida por Si Moussa, grão-vizir do sultão, como residência pessoal. O nome "Bahia" significa "brilhância" ou "beleza radiante" em árabe — uma declaração de intenções desde o início.

O filho que dobrou o tamanho do palácio

Quem transformou a Bahia no complexo que existe hoje foi o filho de Si Moussa, Ahmed ibn Moussa — conhecido como Ba Ahmed —, ele próprio grão-vizir do sultão Moulay Abdelaziz. Entre 1894 e 1900, Ba Ahmed expandiu drasticamente a propriedade, adicionando cerca de 150 novos cômodos, o grande pátio, o harém e uma profusão de zellige (mosaico de azulejos) trabalhado por artesãos andaluzes trazidos especialmente para a obra.

Tetos de cedro entalhado e pátios com fonte

O resultado é um labirinto de pátios internos, jardins e salões com tetos de madeira de cedro entalhada e pintada à mão, um estilo decorativo que resume o auge da arquitetura palaciana marroquina do fim do século XIX — a mesma tradição de trabalho manual em couro e madeira que ainda hoje sustenta os ateliês de artesãos de Marrakech.

Pátio interno do Palácio da Bahia, em Marrakech

Foto: FuriousYogi / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Onde fica

  • Palácio da Bahia Histórico
    Marrakesh 40000, Morocco
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Fernando de Noronha: como o arquipélago virou presídio antes de ser paraíso ecológico

Morro do Pico, cartão-postal de Fernando de Noronha

Foto: Andrei / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

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A cerca de 545 quilômetros da costa de Pernambuco, o arquipélago de Fernando de Noronha reúne águas cristalinas, uma das maiores concentrações de golfinhos-rotadores do mundo e um formato geológico inconfundível: o Morro do Pico, pico vulcânico de 320 metros que serve de referência visual para praticamente qualquer ponto da ilha principal. Hoje tratado como um dos destinos mais preservados do Brasil, o arquipélago já passou por um passado bem menos idílico.

De posto militar a colônia penal

Descoberto pelos portugueses no início do século XVI, o arquipélago foi ocupado ao longo dos séculos seguintes por diferentes potências europeias interessadas em sua posição estratégica no Atlântico. A partir de 1737, Portugal transformou a ilha principal numa colônia penal, uso que se manteve, com interrupções, até 1957 — por mais de dois séculos, Fernando de Noronha foi conhecida principalmente como local de prisão, não como destino turístico.

Base militar na Segunda Guerra

Durante a Segunda Guerra Mundial, a posição estratégica do arquipélago no Atlântico levou à instalação de uma base aérea americana em parceria com o Brasil, usada para reabastecer aviões em rotas entre as Américas, a África e a Europa. Estruturas remanescentes desse período ainda podem ser vistas em diferentes pontos da ilha, incluindo parte da pista de pouso ainda em uso no aeroporto local.

Morro do Pico visto da Praia da Conceição

O Morro do Pico, de origem vulcânica, é visível de quase toda a ilha.

De presídio a santuário ecológico

A partir da desativação da colônia penal, em 1957, e sobretudo depois da criação do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, em 1988, o arquipélago passou por uma completa reinvenção como destino de ecoturismo. Hoje, o acesso é controlado por uma taxa de preservação ambiental cobrada por dia de permanência, e o número de turistas na ilha é limitado, medida que ajudou a manter o arquipélago como uma das áreas mais bem preservadas do litoral brasileiro.

Vista do Forte dos Remédios em Fernando de Noronha

Fortificações históricas como o Forte dos Remédios lembram o passado militar da ilha.

Dicas para a visita

Além da taxa de preservação ambiental, cobrada por dia, a entrada no Parque Nacional Marinho exige um ingresso à parte, válido por dez dias, para acesso às praias e trilhas dentro da área protegida. Vale reservar passeios de mergulho e observação de golfinhos com antecedência, já que o número de vagas costuma ser limitado para proteger a fauna marinha local.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Fernando de Noronha — Wikipédia

Foto: Andrei / Wikimedia Commons (CC BY 2.0).

Onde fica

  • Morro do Pico Ponto Turístico
    Fernando de Noronha, Pernambuco

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Peter Luger Steak House: a lenda das steakhouses de Nova York

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Fundado em 1887 no Brooklyn, o Peter Luger é considerado uma das melhores steakhouses dos Estados Unidos. Ambiente simples, carne excelente e tradição de mais de um século.

Fachada do Peter Luger Steak House em Williamsburg, Brooklyn

Foto: Leonard J. DeFrancisci / Wikimedia Commons

Onde fica

  • Peter Luger Steak House Restaurante
    Peter Luger Steak House, 178 Broadway, Brooklyn, New York, Estados Unidos
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📍 Florença
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Mercato Centrale: o mercado de ferro e vidro que Florença inaugurou em 1874

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O terreno onde hoje fica o Mercato Centrale era ocupado, até 1870, pelos "Camaldoli di San Lorenzo", um bairro antigo e insalubre demolido durante a reurbanização de Florença no período em que a cidade foi capital da Itália. No lugar, ergueu-se uma estrutura de ferro fundido e vidro projetada pelo engenheiro Giuseppe Mengoni — o mesmo responsável pela Galleria Vittorio Emanuele II, em Milão.

O mercado foi inaugurado em 11 de maio de 1874, com a presença do rei da Itália, durante a Exposição Internacional de Horticultura. Mais de 150 anos depois, o Mercato Centrale continua funcionando no bairro de San Lorenzo, perto do Duomo, reunindo bancas de queijo, embutidos, massas frescas e produtos típicos da Toscana sob a mesma estrutura de ferro e vidro do século XIX.

Interior do Mercato Centrale, em Florença

Foto: Sailko, Wikimedia Commons, CC BY 3.0

Onde fica

  • Mercato Centrale di San Lorenzo Restaurante
    Piazza del Mercato Centrale, 50123 Firenze FI, Itália
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