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Jardin Majorelle: o jardim que Yves Saint Laurent salvou da especulação imobiliária

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O Jardin Majorelle é um dos raros lugares do mundo batizados com o nome de uma cor. O "azul Majorelle", um tom de ultramarino vibrante, cobre paredes, potes e treliças em meio a um jardim botânico de mais de 300 espécies de plantas — e a história de como o jardim quase desapareceu, antes de ser salvo por um dos maiores nomes da moda do século XX, é tão marcante quanto a paisagem.

O jardim de um pintor francês

Em 1919, o pintor francês Jacques Majorelle se instalou na medina de Marrakech. Em 1923, comprou um bosque de palmeiras nos arredores da cidade e ali construiu a Villa Bousafsaf. Em 1931, encomendou ao arquiteto Paul Sinoir um ateliê em estilo Art Déco no meio da propriedade.

O azul que leva o nome de Majorelle

Em 1937, Majorelle criou um tom de azul ultramarino intenso — hoje patenteado como "azul Majorelle" — e passou a usá-lo para pintar a fachada do ateliê, portões, vasos e pérgolas. O jardim foi aberto ao público em 1947. Mas, após um acidente de carro, Majorelle voltou à França, onde morreu em 1962, e o jardim entrou em decadência.

Salvo por Yves Saint Laurent

Em 1980, o estilista Yves Saint Laurent e seu parceiro Pierre Bergé compraram a propriedade para evitar que fosse demolida por incorporadores imobiliários. Restauraram o jardim com a ajuda de mais de 20 jardineiros, elevando o número de espécies de plantas para cerca de 300. Hoje o local também abriga o Museu Yves Saint Laurent Marrakech, dedicado ao trabalho do estilista.

Vista do Jardin Majorelle, em Marrakech, com o azul Majorelle característico

Foto: Alexander Leisser / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Onde fica

  • Jardin Majorelle Ponto Turístico
    Rue Yves Saint Laurent, Gueliz, 40090 Marrakech, Marrocos
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O Café Louvre ocupa o primeiro andar de um prédio na Národní třída desde 1902, com salões amplos, mesas de mármore e um salão de bilhar que já recebeu Albert Einstein e Franz Kafka. É parada certa para um café da manhã com vista para a rua movimentada do centro de Praga.

Interior do Café Louvre em Praga, com mesas e salão histórico

Foto: Wikimedia Commons

Onde fica

  • Café Louvre Cafeteria
    Café Louvre, Národní 22, Praha, República Tcheca
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Angkor Wat: o templo hindu que virou o maior monumento religioso do mundo

Torres de Angkor Wat refletidas na água ao amanhecer, em Siem Reap, Camboja

Foto: Wikimedia Commons

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Cerca de 500 mil metros quadrados de pedra arenito, erguidos sem argamassa, sem roldanas modernas e sem uma única página de projeto que tenha sobrevivido até hoje — esse é o ponto de partida de Angkor Wat, no Camboja. O templo é, ainda hoje, o maior monumento religioso já construído no planeta, com 162,6 hectares dentro de seu perímetro fortificado.

Um templo-funerário para um rei-deus

A construção começou na primeira metade do século 12, sob o reinado de Suryavarman II, que governou o Império Khmer entre aproximadamente 1113 e 1150. O projeto levou cerca de três décadas e mobilizou dezenas de milhares de trabalhadores e artesãos. Diferente da maioria dos templos khmer, voltados para o leste, Angkor Wat foi orientado para o oeste — um detalhe que os pesquisadores associam à sua função como templo funerário, já que o oeste é tradicionalmente ligado à morte na cosmologia hindu.

O templo foi dedicado principalmente a Vishnu, e não a Shiva, divindade mais cultuada pelos reis khmer anteriores. Suas cinco torres centrais, dispostas em quincôncio, representam os picos do Monte Meru, a montanha sagrada que, segundo a mitologia hindu, fica no centro do universo e é morada dos deuses. Um fosso de 190 metros de largura, com cerca de 5,5 km de perímetro, cerca todo o complexo — uma representação em pedra e água dos oceanos que, na cosmologia hindu, envolvem o Meru.

Baixo-relevo esculpido em pedra em Angkor Wat retratando uma batalha entre devas e asuras da mitologia hindu

Baixo-relevo na galeria externa retrata episódios da mitologia hindu, como a batalha entre devas e asuras.

As galerias de baixo-relevo

A galeria externa do templo, com cerca de 800 metros de extensão, é coberta por baixos-relevos esculpidos diretamente na pedra. Entre as cenas mais conhecidas estão a Batalha de Kurukshetra do Mahabharata, o cortejo militar de Suryavarman II e a Batalha entre Devas e Asuras — episódios da mitologia hindu que os artesãos khmer transformaram em narrativas contínuas de dezenas de metros de comprimento, sem os cortes ou molduras típicos da arte ocidental da mesma época.

De templo hindu a santuário budista

Em 1177, o povo cham, vindo do que hoje é o Vietnã, saqueou Angkor. O novo rei, Jayavarman VII, atribuiu o desastre ao abandono dos deuses hindus e passou a promover o budismo mahayana, construindo uma nova capital fortificada, Angkor Thom, nas proximidades. Angkor Wat sobreviveu à mudança de fé: ao longo dos séculos seguintes, tornou-se um santuário budista, e muitas imagens hindus originais foram substituídas ou complementadas por estátuas de Buda. O templo nunca chegou a ser completamente abandonado pela população local — ao contrário de boa parte do restante da antiga capital de Angkor, que foi engolida pela floresta.

As torres centrais de Angkor Wat vistas de perto, representando os picos do Monte Meru

As cinco torres centrais simbolizam os picos do Monte Meru, morada dos deuses na cosmologia hindu.

A redescoberta europeia e o Camboja moderno

Embora nunca tenha sido totalmente esquecido pelos cambojanos, foi o naturalista francês Henri Mouhot quem, após visitar o local em 1859-1860, publicou relatos e desenhos detalhados que despertaram o interesse do público europeu por Angkor. Esses textos, publicados postumamente no início da década de 1860, ajudaram a consolidar a imagem do templo no imaginário ocidental como uma “cidade perdida” — apesar de a região nunca ter sido de fato desconhecida dos khmers.

Em 1992, a UNESCO declarou o Parque Arqueológico de Angkor Patrimônio Mundial, incluindo-o também, na ocasião, na lista de Patrimônio Mundial em Perigo, devido aos danos da guerra civil cambojana e ao risco de saques. O templo é hoje o símbolo máximo do Camboja: sua silhueta de cinco torres estampa a bandeira nacional desde 1863, atravessando monarquias, o período colonial francês, o regime do Khmer Vermelho e a república atual — o único monumento a permanecer na bandeira do país ao longo de todas essas mudanças de governo.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Angkor Wat — Wikipédia

Foto: Wikimedia Commons.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]

Onde fica

  • Angkor Wat Histórico
    Angkor Wat, Siem Reap, Camboja

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Bar San Calisto: o boteco boêmio de Trastevere

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Sem luxo e sem pressa, o Bar San Calisto é uma instituição de Trastevere desde que Marcello Forti assumiu o balcão em 1969. Mesas na calçada, preços baixos e um público que mistura moradores antigos e visitantes de passagem.

Fachada do Bar San Calisto em Trastevere, Roma

Foto: Bex-Lemon / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Onde fica

  • Bar San Calisto Bar
    Piazza di San Calisto 3, Roma, Itália
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