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O que fazer em Madri: 5 paradas escolhidas

Fachada da Chocolatería San Ginés em Madri

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Madri, Espanha: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Mercado de San Miguel
  2. Templo de Debod
  3. Casa Ciriaco
  4. Chocolatería San Ginés
  5. Cervecería Alemana

O que visitar

1. Mercado de San Miguel

Interior do Mercado de San Miguel em Madri
Foto: Wikimedia Commons

A poucos passos da Plaza Mayor, o Mercado de San Miguel funciona desde 1916 e reúne dezenas de bancas gourmet sob sua estrutura original de ferro e vidro. É um bom lugar para petiscar tapas variadas em pé, andando entre os balcões.

Endereço: Mercado de San Miguel, Plaza de San Miguel, Madrid, Espanha

2. Templo de Debod

Templo de Debod em Madri
Foto: Wikimedia Commons

Doado pelo Egito à Espanha em 1968, o Templo de Debod foi remontado num parque perto da Plaza de España e é um dos mirantes mais procurados de Madri. No fim da tarde, o entorno do templo enche de gente esperando o pôr do sol sobre a cidade.

Endereço: Templo de Debod, Calle Ferraz 1, Madrid, Espanha

Onde comer

3. Casa Ciriaco

Prédio histórico da Casa Ciriaco na Calle Mayor, em Madri
Foto: Wikimedia Commons

Instalada num prédio da Calle Mayor com mais de um século de história, a Casa Ciriaco mantém receitas tradicionais da cozinha madrilenha, como a galinha em pepitória. O salão conserva azulejos e detalhes que remetem às antigas casas de comidas da cidade.

Endereço: Casa Ciriaco, Calle Mayor 84, Madrid, Espanha

Onde tomar café

4. Chocolatería San Ginés

Fachada da Chocolatería San Ginés em Madri
Foto: Wikimedia Commons

Escondida numa passagem perto da Puerta del Sol, a Chocolatería San Ginés é parada obrigatória para provar o clássico chocolate con churros madrilenho. Funciona 24 horas por dia e atrai tanto turistas quanto madrilenhos voltando da noitada.

Endereço: Chocolatería San Ginés, Pasadizo de San Ginés 5, Madrid, Espanha

Onde beber

5. Cervecería Alemana

Fachada da Cervecería Alemana na Plaza de Santa Ana, em Madri
Foto: Wikimedia Commons

Aberta em 1904 por um grupo de cervejeiros alemães, a Cervecería Alemana é um clássico da Plaza de Santa Ana, com garçons de paletó branco e fotos de touradas na parede. Uma mesa perto da janela ainda é lembrada como a preferida de Ernest Hemingway.

Endereço: Cervecería Alemana, Plaza de Santa Ana 6, Madrid, Espanha

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Chocolatería San Ginés — foto: Wikimedia Commons
  • Mercado de San Miguel — foto: Wikimedia Commons
  • Casa Ciriaco — foto: Wikimedia Commons
  • Templo de Debod — foto: Wikimedia Commons
  • Cervecería Alemana — foto: Wikimedia Commons

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Itaipu: como um tratado de 1973 criou a usina que já foi a maior do mundo

Vista aérea da Usina Hidrelétrica de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai

Foto: Wikimedia Commons

Itaipu usou mais concreto do que o Canal do Panamá — cerca de 12,3 milhões de metros cúbicos, volume suficiente para erguer uma cidade inteira de arranha-céus. Esse único número já dá a medida da usina hidrelétrica erguida na fronteira entre Brasil e Paraguai, perto de Foz do Iguaçu, que chegou a ser a maior do planeta em capacidade instalada e ainda hoje disputa com a chinesa Três Gargantas o posto de maior geradora de energia elétrica do mundo.

Um tratado entre dois países para represar um rio

A história de Itaipu começa oficialmente em 26 de abril de 1973, quando os governos do Brasil e do Paraguai assinaram o Tratado de Itaipu, documento que definiu o aproveitamento hidrelétrico do trecho do rio Paraná que separa os dois países. O nome vem do tupi-guarani e significa algo como "a pedra que canta", referência a uma formação rochosa que existia no leito do rio, próxima ao ponto escolhido para erguer a barragem. Pelo acordo, a usina seria binacional: metade brasileira, metade paraguaia, com a energia dividida igualmente entre os dois países — mesmo o Paraguai, com população e consumo elétrico muito menores, usando historicamente só uma fração da própria cota e vendendo o excedente ao Brasil. As obras começaram efetivamente em janeiro de 1975, dando início a uma década de construção que mobilizaria dezenas de milhares de pessoas dos dois lados da fronteira.

Vista aérea da barragem de Itaipu sobre o rio Paraná

A barragem vista do alto, na fronteira entre Foz do Iguaçu (Brasil) e Hernandarias (Paraguai)

O maior canteiro de obras do mundo

Para erguer a usina, foi preciso primeiro desviar o curso do Paraná, um dos rios mais caudalosos da América do Sul. Um canal de desvio de quase 2 km de extensão foi escavado para que o leito original secasse e a barragem principal pudesse ser construída em terra firme. No auge das obras, cerca de 40 mil operários trabalhavam simultaneamente no canteiro, atraídos de várias regiões do Brasil e do Paraguai pela oferta de emprego. Alguns números resumem a escala do projeto:

  • Mais de 12,3 milhões de m³ de concreto usados na construção;
  • 20 unidades geradoras, cada uma com 700 megawatts de capacidade, somando 14 mil MW de potência instalada;
  • Rede elétrica sincronizada para atender ao mesmo tempo o sistema de 50 Hz do Paraguai e o de 60 Hz do Brasil, solução técnica rara no mundo;
  • Em 1994, a Sociedade Americana de Engenheiros Civis elegeu Itaipu uma das sete maravilhas modernas de engenharia do planeta, ao lado do Canal do Panamá e da Torre Eiffel.

Sete Quedas: a cachoeira que desapareceu debaixo d'água

Antes de Itaipu, o trecho represado do rio Paraná abrigava o Salto de Sete Quedas, um conjunto de quedas d'água que muitos brasileiros da época consideravam ainda mais imponente que as Cataratas do Iguaçu, rio abaixo. Em outubro de 1982, com o canal de desvio fechado, o novo reservatório começou a se formar rapidamente: em pouco mais de duas semanas, a água cobriu por completo as quedas, apagando do mapa um dos maiores acidentes geográficos do continente e alagando também comunidades ribeirinhas que precisaram ser realocadas. O Congresso brasileiro chegou a rebaixar formalmente o antigo Parque Nacional de Sete Quedas em 1981 para permitir o alagamento — uma perda lamentada até hoje por quem conheceu o lugar antes da usina.

Vista geral da Usina Hidrelétrica de Itaipu e seu reservatório no rio Paraná

O reservatório de Itaipu represa hoje o trecho do rio Paraná onde ficava o Salto de Sete Quedas

A primeira das 20 turbinas entrou em operação em 5 de maio de 1984, e novas unidades foram ligadas ao longo da década seguinte até a usina atingir a capacidade total. A rivalidade histórica com Três Gargantas, que assumiu o posto de maior hidrelétrica em capacidade instalada a partir de 2012, não tirou de Itaipu o título de recordista em produtividade: em 2016, a usina bateu o recorde mundial de geração anual de energia por uma única planta, com mais de 103 milhões de MWh produzidos em doze meses — energia suficiente para abastecer boa parte do consumo elétrico do Paraguai e uma fatia expressiva do Brasil ao mesmo tempo, mais de quatro décadas depois de um tratado assinado por dois países que dividiam um rio.

Onde fica

  • Itaipu Binacional Histórico
    Itaipu Binacional, Foz do Iguaçu - Paraná

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Fundada em 1894 por imigrantes italianos, a Veniero's é uma das confeitarias mais antigas de Nova York. O salão clássico com vitrines cheias de tortas e biscoitos vale a visita só pelo clima.

Ótimo lugar para um café da manhã doce antes de explorar o resto da cidade.

Fachada da Veniero's Pasticceria no East Village, Nova York

Foto: Wikimedia Commons

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Um local com cara de filme americano.

Onde fica

  • Veniero's Pasticceria & Caffè Cafeteria
    342 East 11th Street, New York, USA
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Cataratas do Iguaçu: por dentro de uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo

Cataratas do Iguaçu vistas do lado brasileiro

Foto: Lucas Molina / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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Na fronteira entre Brasil e Argentina, o rio Iguaçu se despedaça em cerca de 275 quedas d'água individuais, formando um dos espetáculos naturais mais impressionantes do planeta. As Cataratas do Iguaçu são mais altas que as Cataratas do Niágara e, desde 2011, integram oficialmente a lista das Sete Maravilhas Naturais do Mundo, ao lado de destinos como a Grande Barreira de Corais e o Rio Amazonas.

Um espetáculo dividido entre dois países

As quedas se estendem por quase três quilômetros e podem ser visitadas tanto pelo lado brasileiro, em Foz do Iguaçu (Paraná), quanto pelo lado argentino, em Puerto Iguazú. O lado brasileiro oferece as melhores vistas panorâmicas do conjunto — é possível ver boa parte das quedas de uma só vez ao longo de uma trilha suspensa —, enquanto o lado argentino permite caminhar mais próximo e por cima de várias quedas individuais. Boa parte dos visitantes tenta conhecer os dois lados quando possível.

Vista panorâmica das Cataratas do Iguaçu

O lado brasileiro oferece a melhor vista panorâmica do conjunto de quedas.

Garganta do Diabo

O ponto mais impressionante do conjunto é a Garganta do Diabo, uma fenda em formato de ferradura onde catorze quedas se juntam, formando uma coluna de água e neblina visível a quilômetros de distância. A passarela que leva até a plataforma de observação da Garganta do Diabo, no lado argentino, é considerada por muitos visitantes o ponto alto da viagem — o barulho e a quantidade de água que passa por ali em poucos segundos impressionam mesmo quem já visitou outras quedas d'água pelo mundo.

Descoberta europeia e história

O primeiro europeu a registrar as cataratas foi o explorador espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca, em 1541, embora o local já fosse conhecido havia milênios pelos povos indígenas da região, sobretudo os guarani, de onde vem o nome "Iguaçu" (que significa, aproximadamente, "água grande"). O parque nacional brasileiro foi criado em 1939 e reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco em 1986.

Quedas d'água das Cataratas do Iguaçu

O parque abriga também uma rica fauna, incluindo quatis e tucanos.

Dicas para a visita

No lado brasileiro, a visita costuma durar de duas a três horas, incluindo transporte interno até as trilhas. Vale levar capa de chuva ou um troca de roupa extra — a neblina das quedas molha bastante quem se aproxima dos mirantes finais. Para quem quiser ver os dois lados, um passeio completo geralmente exige dois dias, já que a travessia entre Brasil e Argentina envolve fronteira e costuma tomar boa parte de um dia sozinha.

Onde fica

  • Parque Nacional do Iguaçu (lado brasileiro) Ponto Turístico
    Rodovia das Cataratas, km 4, Foz do Iguaçu - PR

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