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Botín: o restaurante mais antigo do mundo funciona em Madrid desde 1725

Fachada histórica do restaurante Botín, em Madrid

Foto: Ank Kumar / Wikimedia Commons

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Numa rua estreita de pedra no centro histórico de Madrid, um restaurante discreto guarda um título e tanto: o de mais antigo do mundo em funcionamento contínuo, segundo o Guinness World Records. O Botín — nome popular de "Sobrino de Botín" — abriu as portas em 1725, ainda no reinado de Felipe V, e nunca fechou definitivamente desde então, atravessando guerras, mudanças de regime e mais de duzentos anos de história espanhola.

Origem numa estalagem do século XVIII

O restaurante foi fundado por um casal de imigrantes franceses que administrava uma pequena estalagem no local. Décadas depois, um sobrinho do casal assumiu o negócio — daí o nome "Sobrino de Botín", ou "sobrinho de Botín". O forno de lenha original, usado até hoje para assar os pratos mais tradicionais da casa, é da mesma época da fundação e é considerado o mais antigo em uso contínuo na Europa.

O prato que atravessou séculos

O carro-chefe do cardápio é o cochinillo asado, leitão assado inteiro no forno de lenha, servido de forma tão tradicional que os garçons costumam cortá-lo à mesa com a borda de um prato, em vez de faca — um gesto teatral que simboliza a maciez da carne. O escritor americano Ernest Hemingway, que viveu temporadas em Madrid, era cliente frequente e citou o Botín em seu romance "O Sol Também se Levanta", ajudando a espalhar a fama do restaurante para fora da Espanha.

Interior histórico do restaurante Botín

Os salões internos preservam a decoração e a estrutura de séculos passados.

Vizinho da Plaza Mayor

O Botín fica a poucos passos da Plaza Mayor, uma das praças mais importantes de Madrid, no bairro conhecido como Madrid de los Austrias — a parte mais antiga da cidade, erguida principalmente durante a dinastia dos Habsburgo espanhóis. A localização central faz do restaurante um ponto praticamente obrigatório para quem passeia pelo centro histórico madrilenho.

Salão interno do restaurante Botín em Madrid

Vigas de madeira e azulejos tradicionais compõem a decoração dos salões.

Dicas para a visita

Por ser uma atração turística e histórica além de restaurante, o Botín costuma ter fila em horários de pico — reservar com antecedência pelo site oficial é o caminho mais seguro. Vale pedir para ser sentado num dos andares inferiores, mais próximos da cozinha e do forno original, para sentir de perto a atmosfera histórica do local.

Onde fica

  • Sobrino de Botín Restaurante
    Calle Cuchilleros, 17, Madri, Espanha

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Palácio dos Festivais: o palco do cinema brasileiro iluminado à noite

Palco do Festival de Cinema de Gramado desde os anos 1970, o Palácio dos Festivais tem fachada em estilo colonial e a icônica estátua do Kikito na entrada. À noite, com a iluminação, é boa parada final de passeio pelo centro.

Fachada do Palácio dos Festivais em Gramado à noite

Foto: Larissa Fraga / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Onde fica

  • Palácio dos Festivais Ponto Turístico
    Avenida Borges de Medeiros 2697, Gramado, RS, Brasil
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📍 Granada

O que fazer em Granada: 5 paradas escolhidas

Fachada do Gran Café Bib-Rambla na Plaza Bib-Rambla, em Granada

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Granada, Espanha: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Capilla Real de Granada
  2. Mirador de San Nicolás
  3. Restaurante Arrayanes
  4. Gran Café Bib-Rambla
  5. Bar Aixa

O que visitar

1. Capilla Real de Granada

Fachada da Capela Real de Granada, na Calle Oficios
Foto: Wikimedia Commons

Encomendada pelos próprios Reis Católicos para servir de mausoléu, a Capela Real fica colada à Catedral de Granada e guarda os túmulos de mármore de Isabel de Castela e Fernando de Aragão. O interior gótico também exibe parte da coleção de arte e joias que pertenceu ao casal.

Endereço: Capilla Real de Granada, Calle Oficios, Granada, Espanha

2. Mirador de San Nicolás

Vista da Alhambra ao entardecer, vista do Mirador de San Nicolás em Granada
Foto: Wikimedia Commons

No alto do Albaicín, o Mirador de San Nicolás oferece a vista mais clássica de Granada: a Alhambra emoldurada pelos picos da Sierra Nevada. É gratuito e fica cheio ao entardecer, quando o sol pinta de dourado as muralhas do palácio nazarida.

Endereço: Mirador de San Nicolás, Albaicín, Granada, Espanha

Onde comer

3. Restaurante Arrayanes

Interior do Restaurante Arrayanes, com decoração marroquina, em Granada
Foto: Wikimedia Commons

No Albaicín, o Arrayanes serve cozinha marroquina halal em um salão decorado com almofadas, arcos e luz baixa, quase um pedaço de Marrakech dentro de Granada. Os tajines de cordeiro e o cuscuz são os pratos mais pedidos, sempre acompanhados de chá de hortelã.

Endereço: Restaurante Arrayanes, Cuesta de Marañas, Granada, Espanha

Onde tomar café

4. Gran Café Bib-Rambla

Fachada do Gran Café Bib-Rambla na Plaza Bib-Rambla, em Granada
Foto: Wikimedia Commons

Aberto sem parar desde 1907, o Gran Café Bib-Rambla ocupa o mesmo endereço na praça mais central de Granada há mais de um século. A casa é parada certa para churros com chocolate e um café da manhã na varanda com vista para a fonte de Netuno.

Endereço: Gran Café Bib-Rambla, Plaza Bib-Rambla, Granada, Espanha

Onde beber

5. Bar Aixa

Fachada do Bar Aixa na Plaza Larga, no Albaicín de Granada
Foto: Wikimedia Commons

Na Plaza Larga, ponto de encontro do Albaicín, o Bar Aixa serve tapas e petiscos tradicionais desde 1968. Como manda a tradição de Granada, cada bebida vem com uma tapa grátis — e a mesa na calçada é ótima para fechar o dia vendo a vida do bairro passar.

Endereço: Bar Aixa, Plaza Larga, Granada, Espanha

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Gran Café Bib-Rambla — foto: Wikimedia Commons
  • Capilla Real de Granada — foto: Wikimedia Commons
  • Restaurante Arrayanes — foto: Wikimedia Commons
  • Mirador de San Nicolás — foto: Wikimedia Commons
  • Bar Aixa — foto: Wikimedia Commons

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Cataratas do Iguaçu: por dentro de uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo

Cataratas do Iguaçu vistas do lado brasileiro

Foto: Lucas Molina / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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Na fronteira entre Brasil e Argentina, o rio Iguaçu se despedaça em cerca de 275 quedas d'água individuais, formando um dos espetáculos naturais mais impressionantes do planeta. As Cataratas do Iguaçu são mais altas que as Cataratas do Niágara e, desde 2011, integram oficialmente a lista das Sete Maravilhas Naturais do Mundo, ao lado de destinos como a Grande Barreira de Corais e o Rio Amazonas.

Um espetáculo dividido entre dois países

As quedas se estendem por quase três quilômetros e podem ser visitadas tanto pelo lado brasileiro, em Foz do Iguaçu (Paraná), quanto pelo lado argentino, em Puerto Iguazú. O lado brasileiro oferece as melhores vistas panorâmicas do conjunto — é possível ver boa parte das quedas de uma só vez ao longo de uma trilha suspensa —, enquanto o lado argentino permite caminhar mais próximo e por cima de várias quedas individuais. Boa parte dos visitantes tenta conhecer os dois lados quando possível.

Vista panorâmica das Cataratas do Iguaçu

O lado brasileiro oferece a melhor vista panorâmica do conjunto de quedas.

Garganta do Diabo

O ponto mais impressionante do conjunto é a Garganta do Diabo, uma fenda em formato de ferradura onde catorze quedas se juntam, formando uma coluna de água e neblina visível a quilômetros de distância. A passarela que leva até a plataforma de observação da Garganta do Diabo, no lado argentino, é considerada por muitos visitantes o ponto alto da viagem — o barulho e a quantidade de água que passa por ali em poucos segundos impressionam mesmo quem já visitou outras quedas d'água pelo mundo.

Descoberta europeia e história

O primeiro europeu a registrar as cataratas foi o explorador espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca, em 1541, embora o local já fosse conhecido havia milênios pelos povos indígenas da região, sobretudo os guarani, de onde vem o nome "Iguaçu" (que significa, aproximadamente, "água grande"). O parque nacional brasileiro foi criado em 1939 e reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco em 1986.

Quedas d'água das Cataratas do Iguaçu

O parque abriga também uma rica fauna, incluindo quatis e tucanos.

Dicas para a visita

No lado brasileiro, a visita costuma durar de duas a três horas, incluindo transporte interno até as trilhas. Vale levar capa de chuva ou um troca de roupa extra — a neblina das quedas molha bastante quem se aproxima dos mirantes finais. Para quem quiser ver os dois lados, um passeio completo geralmente exige dois dias, já que a travessia entre Brasil e Argentina envolve fronteira e costuma tomar boa parte de um dia sozinha.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

Cataratas do Iguaçu — Wikipédia

Foto: Lucas Molina / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

Onde fica

  • Parque Nacional do Iguaçu (lado brasileiro) Ponto Turístico
    Rodovia das Cataratas, km 4, Foz do Iguaçu - PR

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