Por mais de quatro séculos, a Madrasa Ben Youssef foi a maior escola islâmica do Magrebe — chegou a abrigar até 900 estudantes distribuídos em apenas 130 celas-dormitório. Hoje, o que resta é um dos exemplos mais completos de arquitetura saadiana do Marrocos, coberto do chão ao teto por talha em gesso e mosaico de azulejos.
Fundada no século XIV, reconstruída no século XVI
A primeira madrasa no local remonta ao século XIV, época da dinastia merínida. O edifício que existe hoje, no entanto, é obra do sultão saadiano Abdallah al-Ghalib, que encomendou sua reconstrução completa entre 1564 e 1565.
A maior escola corânica do Magrebe
Depois da reconstrução saadiana, a Ben Youssef se tornou o maior colégio islâmico do Magrebe, formando estudantes em estudos corânicos, direito islâmico e outras disciplinas. Em seu auge, chegou a abrigar até 900 alunos, alojados em 130 pequenas celas distribuídas ao redor do pátio central — uma densidade que hoje impressiona qualquer visitante.
Do fechamento à restauração
A madrasa deixou de funcionar como colégio islâmico em 1960, mas permaneceu aberta à visitação como um dos edifícios mais bem preservados de Marrakech. Fechou para uma nova restauração em novembro de 2018 e reabriu ao público em abril de 2022.




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