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Manteigaria: pastel de nata quentinho no coração do Porto

Fábrica de pastel de nata com balcão aberto pra ver a produção ao vivo. Pastel quentinho, crocante por fora e cremoso por dentro, direto do forno.

Pastéis de nata recém-assados, especialidade da Manteigaria

Foto: Wikimedia Commons

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Pastel de nata ou Pastel de Belém, qual o melhor? (Contém ironia)

Onde fica

  • Manteigaria Cafeteria
    R. de Sá da Bandeira 115, Porto, Portugal
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Vinologia: prove o vinho do Porto direto na fonte

Bar pequeno e intimista, com mais de 200 rótulos de vinho do Porto pra degustar por taça. Perto da Ribeira, ótimo pra fechar o dia com uma prova guiada.

Barcos rabelos no rio Douro, símbolo do vinho do Porto

Foto: Wikimedia Commons

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Vinho, sempre

Onde fica

  • Vinologia Bar
    Rua São João 28, 4050-552 Porto, Portugal
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Maxim's de Paris: o bistrô de um garçom que virou templo art nouveau da Belle Époque

Fachada verde e dourada do restaurante Maxim's de Paris, na Rue Royale

Foto: Wikimedia Commons

Na esquina da Rue Royale com a Place de la Concorde, em Paris, uma fachada verde-escura emoldurada em ferro dourado esconde um dos salões mais fotografados — e menos visitados por dentro — da cidade. Passar pela porta do Maxim's é entrar numa cápsula do tempo que resume toda a extravagância da Belle Époque francesa, quando o restaurante virou sinônimo de luxo, escândalo e alta sociedade.

De bistrô de esquina a ponto de encontro da elite

O endereço 3 Rue Royale abrigava, em 1893, apenas um modesto café de bairro. Foi ali que o garçom Maxim Gaillard decidiu abrir seu próprio estabelecimento, batizando-o com o próprio nome. O pequeno bistrô ganhou popularidade rápido entre a burguesia parisiense, mas foi a virada do século que transformaria o Maxim's de simples ponto de encontro em símbolo internacional de sofisticação.

A reforma que criou um marco art nouveau

Entre 1899 e 1900, o maître d'hôtel Eugène Cornuché comprou o restaurante e contratou o arquiteto-decorador Louis Marnez para prepará-lo às pressas para a Exposição Universal de 1900. O resultado foi um dos interiores art nouveau mais completos já preservados na França: painéis de mogno, espelhos biselados, ornamentos em bronze e cobre entrelaçados em motivos florais e afrescos nas paredes assinados pelo pintor Léon Sonnier. A decoração, quase intacta até hoje, rendeu ao salão principal reconhecimento como patrimônio histórico.

Fachada do restaurante Maxim's no número 3 da Rue Royale, em Paris

A fachada do Maxim's na Rue Royale, entre a Place de la Concorde e a Madeleine.

O palco das noites mais badaladas de Paris

Ao longo da Belle Époque e das décadas seguintes, as mesas do Maxim's reuniram aristocratas, cortesãs, escritores e artistas em um ambiente reservado e badalado. Entre os frequentadores mais citados pela história do restaurante estão:

  • Marcel Proust e Jean Cocteau, que levaram o clima do salão para suas obras;
  • Salvador Dalí, com suas aparições tão extravagantes quanto seus quadros;
  • a atriz Grace Kelly, já como princesa de Mônaco;
  • a soprano Maria Callas, o cineasta Alfred Hitchcock e o artista Andy Warhol.

Foi também nesse período que o Maxim's ganhou vida na cultura popular: a personagem Chegrette e o próprio nome do restaurante aparecem na opereta "A Viúva Alegre", de Franz Lehár, estreada em 1905, ambientada justamente entre suas mesas.

De Pierre Cardin ao museu acima do salão

Em maio de 1981, o estilista Pierre Cardin comprou o Maxim's por um valor nunca revelado publicamente, estimado em mais de 20 milhões de dólares, e transformou o nome em marca internacional, com filiais em outras cidades e uma linha de produtos derivados, de porcelanas a perfumes. Colecionador de peças art nouveau havia décadas, Cardin instalou no andar acima do salão principal o Musée Art Nouveau — Maxim's, com mais de 550 objetos de nomes como Louis Majorelle, Louis Comfort Tiffany, Émile Gallé e Henri de Toulouse-Lautrec.

Retrato de Arlette Dorgère feito no verso de um menu do Maxim's em 16 de abril de 1908

Retrato feito no verso de um cardápio do Maxim's, em 16 de abril de 1908 — um dos muitos vestígios das noites boêmias do salão.

Mais de 130 anos depois de Maxim Gaillard servir seus primeiros clientes, o pequeno bistrô que ele batizou com o próprio nome continua funcionando na mesma esquina da Rue Royale — hoje como um dos raros interiores art nouveau da virada do século ainda em uso diário, servindo jantares sob os mesmos afrescos que testemunharam a Belle Époque.

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): Muitos dizem ser o almoço perfeito em Paris. Reserve com antecedência.

Onde fica

  • Maxim's de Paris Restaurante
    Maxim's de Paris, 3 Rue Royale, Paris, França

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Mercadão de São Paulo: o templo do sanduíche de mortadela dentro de um mercado centenário

Fachada do Mercado Municipal de São Paulo

Foto: Wikimedia Commons

Inaugurado em 1933 no centro de São Paulo, o Mercado Municipal — carinhosamente apelidado de Mercadão pelos paulistanos — nasceu como um grande entreposto de alimentos e, quase um século depois, se tornou também um destino gastronômico por conta própria, famoso principalmente por um sanduíche específico: o de mortadela, servido em fatias generosas o suficiente para render fotos e filas quase o dia inteiro.

Arquitetura eclética e vitrais importados

O prédio, projetado pelo arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo, é um exemplo de arquitetura eclética do início do século XX, com estrutura metálica e vitrais que retratam cenas de agricultura e comércio de alimentos, importados da França. A cúpula de vidro colorido que cobre boa parte do salão principal é um dos elementos mais fotografados do mercado, criando um jogo de luzes que muda ao longo do dia.

O sanduíche que virou símbolo

Embora o Mercadão sempre tenha vendido frutas, temperos e frios, foi o sanduíche de mortadela — criado por comerciantes do próprio mercado décadas atrás — que se transformou no maior chamariz turístico do local. Feito com pão francês e uma quantidade generosa de fatias de mortadela, o sanduíche atrai filas constantes nos bares em frente às bancas de frios, especialmente aos sábados.

Bancas de frios no Mercado Municipal de São Paulo

As bancas de frios são a origem do famoso sanduíche de mortadela.

De abastecimento popular a ponto turístico

Originalmente concebido para abastecer a cidade em expansão do início do século XX, com frutas, verduras, carnes e peixes, o Mercadão passou por uma reforma nos anos 2000 que ajudou a consolidá-lo como atração turística, sem perder a função original de comércio de alimentos. Hoje convivem lado a lado bancas tradicionais de temperos e frutas exóticas com restaurantes e bares voltados a turistas.

Interior amplo do Mercado Municipal de São Paulo

Os vitrais franceses e a cúpula de vidro colorido marcam a arquitetura do salão principal.

Dicas para a visita

Vale ir num dia de semana pela manhã para evitar as maiores filas do sanduíche de mortadela, e reservar tempo para caminhar entre as bancas de frutas exóticas da Amazônia, muitas vezes desconhecidas até por paulistanos. O mercado fica a poucos minutos a pé da Praça da Sé e do centro histórico da cidade.

Onde fica

  • Mercado Municipal de São Paulo Restaurante
    Rua da Cantareira, 306, Centro, São Paulo - SP

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