Instalado desde 1876 no térreo do Palais Ferstel, um dos prédios mais imponentes do centro histórico de Viena, o Café Central é um dos maiores símbolos da tradicional cultura cafeeira vienense, reconhecida pela Unesco como patrimônio cultural imaterial. Suas abóbadas neogóticas, colunas de mármore e pé-direito elevado transformaram o espaço num dos salões mais fotografados da cidade, mas sua fama vai muito além da arquitetura.
Point da intelectualidade europeia
No fim do século XIX e início do XX, o Café Central se tornou point fixo de escritores, artistas e pensadores que viviam ou passavam por Viena, entre eles Sigmund Freud, o escritor Peter Altenberg e o arquiteto Adolf Loos. O café funcionava quase como uma extensão de escritório para muitos desses frequentadores, que passavam horas lendo jornais internacionais disponibilizados pela casa e debatendo ideias nas mesas de mármore.
A lenda de Trótski
Uma das histórias mais contadas sobre o Café Central envolve o revolucionário russo Leon Trótski, que viveu em Viena entre 1907 e 1914 e frequentava o café quase diariamente para jogar xadrez. Conta-se que, ao ser informado sobre a Revolução Russa de 1917, um ministro austríaco teria reagido com ceticismo dizendo "e quem vai liderar essa revolução, o senhor Trótski, do Café Central?" — anedota que, comprovada ou não, ajudou a consolidar o mito do café como point de conspiradores e intelectuais.
As abóbadas neogóticas do salão remetem à arquitetura palaciana de Viena do século XIX.
Uma figura de cera na porta
Uma curiosidade do café é a estátua em tamanho real do escritor Peter Altenberg, sentado a uma mesa perto da entrada — homenagem a um dos frequentadores mais assíduos da casa, que chegou a receber correspondências endereçadas diretamente ao café, tamanha era sua presença constante no local.
As mesas de mármore do salão principal recebem visitantes desde o século XIX.
Dicas para a visita
O Café Central fica no centro histórico de Viena, próximo à Herrengasse, e costuma formar filas nos horários de maior movimento, especialmente na hora do café da manhã e no fim da tarde. Vale experimentar a tradicional Sachertorte ou o Apfelstrudel acompanhados de um Melange, a versão vienense do cappuccino, seguindo o costume local de ficar horas à mesa lendo ou conversando, sem pressa para liberar o lugar.
Referências
Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.
Um roteiro com 13 paradas em Manaus, AM, Brasil: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.
Erguido em 1883 com estrutura de ferro fundido projetada por Gustave Eiffel, o Mercado Adolpho Lisboa é parada obrigatória no Centro Histórico de Manaus, às margens do Rio Negro.
Entre bancas de peixe, especiarias, farinha e artesanato indígena, dá pra sentir o pulso da cidade em uma manhã de passeio.
Endereço: Rua dos Barés, 46, Centro, Manaus, Brasil
2. Encontro das Águas
Foto: Paulo JC Nogueira / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
A cerca de 10 km do centro, as águas escuras do Rio Negro encontram as águas barrentas do Rio Solimões — por diferença de temperatura e velocidade, correm lado a lado por quilômetros sem se misturar.
O passeio de barco até o Encontro das Águas é um dos programas mais procurados por quem visita Manaus, geralmente saindo do Porto da Ceasa.
Endereço: Encontro das Águas, Manaus, Brasil
3. Mercado Municipal Adolpho Lisboa
Foto: Wikimedia Commons
Inaugurado em 1883, o Mercado Municipal Adolpho Lisboa tem estrutura de ferro trazida da Europa, inspirada no antigo mercado parisiense Les Halles. Fica bem em frente ao porto de Manaus, às margens do Rio Negro.
Vale ir cedo para ver as bancas de peixe amazônico, ervas regionais e artesanato indígena em plena atividade.
Endereço: Rua dos Barés, 46, Manaus, Amazonas, Brasil
O Bosque da Ciência é um fragmento de 13 hectares de floresta mantido pelo INPA, com trilhas, lagos e recintos onde dá para ver de perto peixes-boi, jacarés, lontras e tartarugas.
Um respiro de mata em plena Manaus, ótimo passeio de meio de tarde.
Endereço: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Manaus, Amazonas, Brasil
5. Praia da Ponta Negra
Foto: TV Em Tempo Online / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
A Praia da Ponta Negra é a orla mais movimentada de Manaus, com calçadão, quiosques e vista para o Rio Negro.
No fim da tarde o lugar enche de gente pra ver o pôr do sol e tomar alguma coisa gelada.
Endereço: Praia da Ponta Negra, Manaus, Amazonas, Brasil
Erguido em 1903 como residência de um rico comerciante alemão do ciclo da borracha, o Palácio Rio Negro já foi sede do governo do Amazonas e hoje funciona como centro cultural com entrada gratuita. A visita mostra salões restaurados, exposições e um pedaço da história áurea de Manaus.
Fica na Avenida Sete de Setembro, no coração do Centro Histórico, funciona de terça a sábado e vale reservar horário no site da Secretaria de Cultura antes de ir.
Endereço: Avenida Sete de Setembro, 1546, Centro, Manaus, AM
O MUSA é um jardim botânico de floresta preservada com mais de 3 km de trilhas guiadas, vitórias-régias e uma torre de observação de 42 metros — são 242 degraus até um mirante que fica literalmente acima da copa das árvores da Amazônia.
Funciona todos os dias, exceto quarta-feira, e a visita sem guia (trilhas + torre) custa bem menos que a guiada. Vá pela manhã ou início da tarde para aproveitar a luz.
Endereço: Avenida Margarita, 6305, Cidade de Deus, Manaus, AM
8. Largo de São Sebastião
Foto: Ridiculopathy / Wikimedia Commons (CC0)
Inaugurado em 1901 com pedras portuguesas, o Largo de São Sebastião é uma das praças mais bonitas do Centro Histórico de Manaus, com o Monumento à Abertura dos Portos no meio e o Teatro Amazonas logo ao lado. Ao redor ficam casarões antigos, museus e bares.
É parada obrigatória pra quem já está caminhando pelo Centro Histórico — vale ir no fim da tarde, quando o movimento na praça aumenta.
Endereço: Rua 10 de Julho - Centro, Manaus - AM, 69010-060
Onde comer
9. Churrascaria Búfalo
Foto: Madison L. Pereira / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
Fundada em 1986, a Churrascaria Búfalo é referência de rodízio tradicional em Manaus, com carnes assadas na brasa e mesa farta de acompanhamentos.
Depois de uma manhã de passeio no centro histórico, é parada certeira para um almoço reforçado antes de seguir para o rio.
O Biatüwi foi a primeira casa de comida indígena a abrir no Brasil, unindo ingredientes e saberes das etnias Tukano, do Alto Rio Negro, e Sateré-Mawé, do Baixo Amazonas. O cardápio muda com a temporada e traz peixes como o pirarucu preparados com técnicas ancestrais.
Funciona de quarta a sábado, no horário de almoço, dentro de um casarão do Centro Histórico — reserve com antecedência, os lugares são concorridos.
Endereço: Rua Bernardo Ramos, 97, Centro, Manaus, AM
11. Pizza Bule (Pizzaria do Tabule)
Foto: Wikimedia Commons
Tradição entre as pizzarias de Manaus, o Pizza Bule (antiga Pizzaria do Tabule) serve rodízio de pizzas de massa fina, com sabores salgados e doces, em ambiente simples e com estacionamento próprio.
Funciona no bairro São Geraldo, pertinho do Centro — bom programa pra fechar o dia com uma refeição descomplicada.
Endereço: Rua Pará, 3, São Geraldo, Manaus, AM
Onde tomar café
12. La Gioconda Caffè
Foto: Wikimedia Commons
O La Gioconda funciona dentro do Teatro Amazonas e leva o nome da companhia italiana que estreou o teatro em 1897. As paredes guardam fotos antigas de Manaus e registros de visitantes ilustres.
Programa perfeito para começar o dia: café encorpado e a arquitetura do teatro ainda vazio, antes da agitação do centro histórico.
Endereço: Av. Eduardo Ribeiro, 659, Centro, Manaus, Brasil
Fundado em 1963 pelo português Armando Dias Soares, o Bar do Armando é point certo para cerveja gelada e petiscos, com mesas na calçada de frente para o Largo de São Sebastião, ao lado do Teatro Amazonas.
À noite costuma lotar com samba e MPB ao vivo.
Endereço: Rua 10 de Julho, 593, Manaus, Amazonas, Brasil
📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]
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Itália
Roma
RomaCafeteria03/08/2026 · 3 min de leitura · 👁 21 leitores
Revisado em 03/08/2026 por Peter Goldstein · Fonte: Wikipedia e Wikimedia Commons
Aberto em 1760 por um imigrante grego nas proximidades da Piazza di Spagna, o Antico Caffè Greco é o café mais antigo de Roma ainda em funcionamento e um dos mais antigos da Itália. Ao longo de mais de 260 anos de história, seus salões decorados com espelhos, mármores e centenas de quadros e esculturas se tornaram uma espécie de pequeno museu vivo, refletindo a passagem de gerações de artistas, escritores e viajantes pela capital italiana.
Point do Grand Tour europeu
Durante os séculos XVIII e XIX, o Caffè Greco se tornou parada obrigatória para jovens aristocratas europeus que faziam o chamado Grand Tour, viagem cultural pela Europa considerada parte essencial da formação da elite da época. A proximidade com a Piazza di Spagna, então um dos bairros preferidos por estrangeiros residentes em Roma, ajudou a consolidar o café como ponto de encontro internacional desde muito cedo em sua história.
Frequentadores ilustres
A lista de nomes célebres associados ao Caffè Greco inclui o escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe, o poeta inglês Lord Byron, o compositor Franz Liszt e o próprio Giacomo Casanova, entre muitos outros artistas e intelectuais que viveram ou passaram por Roma ao longo dos séculos XVIII e XIX. Mais recentemente, o café também recebeu figuras como o escritor James Joyce e o compositor Richard Wagner.
Os salões internos reúnem centenas de obras de arte acumuladas ao longo de mais de dois séculos.
Uma pequena galeria de arte
Ao longo dos anos, muitos dos artistas frequentadores pagavam suas contas com obras de arte em vez de dinheiro, prática que ajudou a formar o acervo de mais de trezentas pinturas e esculturas hoje espalhadas pelos salões do café, tornando uma simples visita para tomar um espresso também uma forma de percorrer parte da história artística europeia dos últimos séculos.
Mármores, espelhos e quadros compõem a decoração original de vários salões do café.
Dicas para a visita
O café fica na elegante Via dei Condotti, uma das ruas de compras mais caras de Roma, o que se reflete também nos preços praticados no salão principal — sentar-se em pé no balcão costuma ser uma opção mais econômica para experimentar o espresso tradicional da casa. Vale reservar um tempo para observar com calma as obras de arte nas paredes dos salões internos, muitas vezes ignoradas por quem visita apenas de passagem.
Onde fica
Antico Caffè GrecoCafeteria Via dei Condotti 86, Roma, Itália
O Schloss Nymphenburg foi a residência de verão dos governantes da Baviera e hoje é um dos principais pontos turísticos de Munique. Vale reservar a manhã para caminhar pelo parque e pelos jardins barrocos antes das salas do palácio ficarem cheias.
Foto: Wikimedia Commons
Onde fica
Schloss NymphenburgPonto Turístico Schloss Nymphenburg 1, Munique, Alemanha
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