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O que fazer em Viena: 5 paradas escolhidas

Fachada do Café Hawelka em Viena

Foto: Wikimedia Commons

Um roteiro com 5 paradas em Viena, Áustria: o que visitar, onde comer, onde tomar café e onde beber. Cada parada traz o endereço completo e o motivo de valer o desvio, para você montar o dia na ordem que fizer sentido.

As paradas

  1. Catedral de Santo Estêvão (Stephansdom)
  2. Wiener Riesenrad (Roda-gigante do Prater)
  3. Figlmüller Wollzeile
  4. Café Hawelka
  5. Loos American Bar

O que visitar

1. Catedral de Santo Estêvão (Stephansdom)

Fachada da Catedral de Santo Estêvão em Viena
Foto: Wikimedia Commons

No centro histórico de Viena, a Stephansdom tem um telhado coberto por cerca de 230 mil telhas vidradas, formando um mosaico em ziguezague e a águia bicéfala dos Habsburgo.

Nas catacumbas sob a igreja estão os restos de mais de 10 mil vienenses e os órgãos preservados de vários imperadores da dinastia.

Endereço: Stephansdom, Stephansplatz 3, Viena, Áustria

2. Wiener Riesenrad (Roda-gigante do Prater)

Roda-gigante do Prater em Viena
Foto: Wikimedia Commons

Inaugurada em 3 de julho de 1897 para celebrar os 50 anos de reinado do imperador Franz Joseph, a Wiener Riesenrad foi projetada por engenheiros britânicos e chegou a ser a roda-gigante mais alta do mundo, título que manteve de 1920 a 1985.

Está na entrada do parque Prater, em Leopoldstadt, e cada volta nas cabines oferece vista panorâmica da cidade.

Endereço: Wiener Riesenrad, Prater 90, Viena, Áustria

Onde comer

3. Figlmüller Wollzeile

Fachada do restaurante Figlmüller na Wollzeile, Viena
Foto: Wikimedia Commons

Fundado em 1905 por Johann Figlmüller como uma taberna de vinhos, o restaurante na Wollzeile virou point obrigatório perto da Stephansdom. Hoje é tocado pela quarta geração da família.

O prato símbolo é o Wiener Schnitzel gigante, empanado e frito, que costuma ultrapassar as bordas do prato.

Endereço: Figlmüller Wollzeile, Wollzeile 5, Viena, Áustria

Onde tomar café

4. Café Hawelka

Fachada do Café Hawelka em Viena
Foto: Wikimedia Commons

Aberto em 1939 pela família Hawelka e ainda tocado pela terceira geração, o café sobreviveu aos bombardeios da Segunda Guerra sem perder uma única vidraça. Ficou famoso como point de artistas boêmios como Hundertwasser e Andy Warhol nas décadas de 1960 e 70.

A especialidade da casa são os buchteln, pãezinhos doces recheados de geleia de ameixa, assados fresquinhos todas as noites.

Endereço: Café Hawelka, Dorotheergasse 6, Viena, Áustria

Onde beber

5. Loos American Bar

Fachada do American Bar de Adolf Loos em Viena
Foto: Wikimedia Commons

Construído entre 1907 e 1908 pelo arquiteto Adolf Loos, o American Bar tem menos de 30 metros quadrados, mas ficou famoso pelo painel de ônix e mogno, piso em xadrez de mármore verde e branco e espelhos que multiplicam o espaço.

Já recebeu clientes como Orson Welles e continua funcionando como um dos bares mais icônicos de Viena.

Endereço: Kärntner Durchgang 10, 1010 Wien, Austria

A história por trás desses lugares

Fontes e créditos

Imagens e links oficiais de cada parada:

  • Café Hawelka — foto: Wikimedia Commons
  • Catedral de Santo Estêvão (Stephansdom) — foto: Wikimedia Commons
  • Figlmüller Wollzeile — foto: Wikimedia Commons
  • Wiener Riesenrad (Roda-gigante do Prater) — foto: Wikimedia Commons
  • Loos American Bar — foto: Wikimedia Commons

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📍 Dica rápida

Chelsea Market: o mercado histórico na antiga fábrica da Nabisco

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Instalado na antiga fábrica da Nabisco — onde o biscoito Oreo foi criado —, o Chelsea Market reúne mais de 50 lojas de comida entre corredores industriais preservados, no bairro de Chelsea.

Entrada do Chelsea Market em Nova York

Foto: Wikimedia Commons

📝 Nota do editor (Peter Goldstein): [foto sem procedência: origem não registrada pela ingestão antiga, sem correspondente no Commons e sem autor na EXIF — precisa ser re-obtida ou removida]

Onde fica

  • Chelsea Market Ponto Turístico
    Chelsea Market, 75 9th Ave, New York, Estados Unidos
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Bandeira de Berlim Berlim

East Side Gallery: o maior trecho aberto do Muro de Berlim, hoje uma galeria a céu aberto

Murais coloridos na East Side Gallery, remanescente do Muro de Berlim

Foto: Andrzej Otrębski / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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Por quase três décadas, o Muro de Berlim dividiu fisicamente uma cidade e simbolizou a fratura ideológica da Guerra Fria. Construído às pressas em agosto de 1961 pelo governo da Alemanha Oriental, o muro separou Berlim Ocidental (aliada aos Estados Unidos e Europa Ocidental) de Berlim Oriental (sob influência soviética) até cair, de forma quase repentina, em 9 de novembro de 1989. Hoje, o maior trecho preservado do muro é a East Side Gallery, uma galeria de arte a céu aberto de 1,3 quilômetro de extensão.

De barreira de concreto a tela de artistas

Logo após a queda do muro, mais de cem artistas de diferentes países pintaram murais diretamente sobre esse trecho remanescente, transformando um símbolo de opressão em um monumento pela liberdade e pela reunificação. A obra mais famosa da galeria é "My God, Help Me to Survive This Deadly Love", do artista russo Dmitri Vrubel, que retrata o beijo socialista entre o líder soviético Leonid Brejnev e o líder da Alemanha Oriental Erich Honecker — cena baseada em uma foto real de 1979 e que se tornou uma das imagens mais reproduzidas sobre o fim da Guerra Fria.

Checkpoint Charlie, antigo posto de fronteira em Berlim

O Checkpoint Charlie era o principal ponto de passagem controlada entre os dois lados de Berlim.

Checkpoint Charlie, a fronteira mais famosa da Guerra Fria

Não muito longe da East Side Gallery ficava o Checkpoint Charlie, o posto de controle mais conhecido entre Berlim Oriental e Ocidental, usado principalmente por diplomatas e estrangeiros. O local ficou marcado por confrontos tensos, incluindo um impasse de tanques entre tropas americanas e soviéticas em 1961, e hoje uma réplica da guarita original virou ponto turístico, com atores vestidos de soldados para fotos — uma versão bem mais pacífica da história que ali se desenrolou.

Um símbolo em constante restauração

Por ficar exposta ao tempo, ao vandalismo e à ação de milhões de visitantes todos os anos, a East Side Gallery passa periodicamente por restaurações, geralmente conduzidas pelos próprios artistas originais ou por especialistas em conservação. Em alguns momentos, trechos do muro precisaram ser protegidos de obras imobiliárias na região, gerando protestos de berlinenses que consideram o memorial parte essencial da identidade da cidade.

Grafite próximo ao Checkpoint Charlie

Arte urbana continua marcando presença nos arredores dos antigos pontos de fronteira.

Dicas para a visita

A East Side Gallery fica às margens do rio Spree, próxima à estação Warschauer Straße, e a visita é gratuita e ao ar livre, o que a torna fácil de encaixar em qualquer roteiro por Berlim. Vale caminhar toda a extensão do trecho preservado para ver a variedade de estilos dos murais, e reservar um tempo extra para visitar o Checkpoint Charlie e o museu do muro nas proximidades.

Referências

Este texto é da redação do Tem Café Aí. Abaixo, onde conferir os dados do lugar e de onde vem a foto — não é a origem do texto, é onde você pode se aprofundar.

East Side Gallery — Wikipédia

Foto: Andrzej Otrębski / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

Onde fica

  • East Side Gallery Histórico
    Mühlenstraße, Berlim, Alemanha

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📍 Dublin
📍 Dica rápida

Davy Byrnes: o pub moral onde Leopold Bloom parou para um sanduíche em Ulysses

Ulysses — Edição Especial (James Joyce, tradução de Caetano W. Galindo)
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Na Duke Street, a um quarteirão da Grafton Street, o Davy Byrnes foi aberto em 1889 pelo dono que lhe deu o nome, vindo do condado de Wicklow. Virou ponto de escritores nas primeiras décadas do século XX, mas a fama mundial veio de um único episódio de ficção.

No capítulo 8 de Ulysses, de James Joyce, publicado em 1922, o personagem Leopold Bloom entra no Davy Byrnes por volta das duas da tarde de 16 de junho de 1904 e pede um sanduíche de gorgonzola com mostarda e uma taça de vinho borgonha. Bloom pensa consigo que aquele é um pub moral: o dono não fica de papo. A cena é curta, mas fixou o bar no mapa literário de Dublin.

Desde então, no Bloomsday, 16 de junho, data em que se passa o romance, leitores do mundo todo fazem fila no Davy Byrnes para repetir o pedido de Bloom: gorgonzola e uma taça de vinho. O sanduíche está no cardápio o ano inteiro.

Atores no Bloomsday em frente ao pub Davy Byrnes, em Dublin

Foto: Flapdragon / Wikimedia Commons (domínio público)

Onde fica

  • Davy Byrnes Bar
    21 Duke Street, Dublin 2, D02 K380, Irlanda
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